{"id":8475,"date":"2023-04-22T22:48:33","date_gmt":"2023-04-22T21:48:33","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=8475"},"modified":"2023-04-24T15:35:52","modified_gmt":"2023-04-24T14:35:52","slug":"a-apropriacao-cultural-entre-apreciacao-depreciacao-hipocrisia-manipulacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=8475","title":{"rendered":"\u201cAPROPRIA\u00c7\u00c3O CULTURAL\u201d ENTRE APRECIA\u00c7\u00c3O-DEPRECIA\u00c7\u00c3O-HIPOCRISIA-MANIPULA\u00c7\u00c3O"},"content":{"rendered":"<h5 style=\"text-align: center;\"><strong>Por que s\u00f3 se fala de \u201cApropria\u00e7\u00e3o Cultural<\/strong><strong>\u201d e n\u00e3o de Apropria\u00e7\u00e3o Econ\u00f3mica?<\/strong><\/h5>\n<p><strong>Mat\u00e9ria: Institui\u00e7\u00f5es e organiza\u00e7\u00f5es europeias pro\u00edbem apresenta\u00e7\u00f5es ou disfarces com trajes de \u00edndios americanos ou de gueixas, etc.; uma europeia n\u00e3o pode entran\u00e7ar o cabelo emaranhado (dreadlocks) como africanas, crian\u00e7as nos jardins infantis s\u00e3o proibidas de maquilharem o rosto \u00e0 africano; um n\u00e3o mexicano n\u00e3o deve usar sombrero; etc., etc. \u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Objectivos desta e doutras campanhas em voga: Romper com os padr\u00f5es de pensamento e desmontagem e culpabiliza\u00e7\u00e3o da cultura ocidental atrav\u00e9s da transversaliza\u00e7\u00e3o de temas em torno do g\u00e9nero, da sexualidade, \u00a0da linguagem,\u00a0 e do colonialismo nos diferentes \u00f3rg\u00e3os do Estado, media, organiza\u00e7\u00f5es sociais, etc.; em conformidade com a pol\u00edtica do g\u00e9nero pretende-se que a Europa das culturas e dos pensadores se transforme num territ\u00f3rio decadente de n\u00e3o-pensadores e de seguidores de uma geocultura e pensamento a preto e branco. Pretende-se que a sociedade europeia seja ocupada com cont\u00ednuas iniciativas para se criar nas popula\u00e7\u00f5es inseguran\u00e7a e medo de n\u00e3o seguirem opini\u00f5es predeterminadas. <\/strong>Por outro lado, estas iniciativas que t\u00eam como alvo criar confus\u00e3o e defraudar a cultura ocidental, correm tamb\u00e9m o risco de hipocritamente lavarem o rosto ocidental quando o problema dos problemas \u00e9 a Apropria\u00e7\u00e3o Econ\u00f3mica em vigor (especialmente em zonas carentes sem que se fa\u00e7a reverter a riqueza nessas zonas). O infantilismo e o oportunismo tornaram-se de tal maneira dominante que j\u00e1 brada aos c\u00e9us!<\/p>\n<p><strong>\u201cApropria\u00e7\u00e3o cultural\u201d<\/strong>, como muitos outros temas forjados nos bastidores e a actuar no palco social,<strong> n\u00e3o \u00e9 propriamente assunto de debate p\u00fablico s\u00e9rio nem t\u00e3o-pouco encomendado pela sociedade. S\u00e3o temas impostos por for\u00e7as an\u00f3nimas obscuras <\/strong>que se aproveitam de alguns defeitos ou defici\u00eancias civilizacionais para uma cr\u00edtica radical negativa apenas com a finalidade do bota abaixo, sendo irreflectidamente seguidas pela pol\u00edtica com medidas proibitivas inadequadas! Dado as elites da nossa sociedade, muitas vezes, manifestarem falta de bom senso e de crit\u00e9rio, seria chegada a hora de o povo (pessoas atentas) as levarem ao rego e n\u00e3o se deixarem levar por uma oligarquia sociopata supranacional que cada vez tem mais influ\u00eancia nos media, na politica e nas sociedades; se se observarem os v\u00e1rios movimentos activistas (ONGs) e os seus campos de combate, torna-se cada vez mais vis\u00edvel (at\u00e9 pelos efeitos observ\u00e1veis e que facturam para si na sociedade) que pretendem desestabilizar as sociedades para poderem desmontar as democracias e as constitui\u00e7\u00f5es nacionais<strong>; a sociedade tem-se transformado em laborat\u00f3rio dos mais diversos movimentos ideol\u00f3gicos todos eles com um denominador comum observ\u00e1vel:<\/strong> <strong>implementar social e institucionalmente o materialismo mecanicista com o objectivo de se chegar a instalar uma troica global (1) e para isso criar-se nas popula\u00e7\u00f5es uma mentalidade-cultural marxista!<\/strong> A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da <em>Sa\u00fade<\/em> (OMS) e a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (UNESCO) t\u00eam implementado a pr\u00f3pria ideologia no sentido de se tornarem nos controladores da medicina e do ensino e em influenciadores directos da sexualiza\u00e7\u00e3o prematura e viciada das crian\u00e7as nas escolas.<\/p>\n<p><strong>Por defini\u00e7\u00e3o da Wikip\u00e9dia, apropria\u00e7\u00e3o cultural ocorre quando uma cultura adopta elementos espec\u00edficos de outra. <\/strong>Estes elementos podem ser ideias, s\u00edmbolos, artefactos, imagens, sons, objetos, formas ou aspectos comportamentais que, uma vez removidos dos seus contextos culturais originais, podem assumir significados muito divergentes.<\/p>\n<p>O problema n\u00e3o est\u00e1 na defini\u00e7\u00e3o, mas no abuso intencional que se faz da apropria\u00e7\u00e3o cultural em si e tamb\u00e9m a maneira desonesta e il\u00edcita como como o tema \u00e9 instrumentalizado para fins de abuso de poder.<\/p>\n<p>O facto de haver muitos grupos marginalizados tratados injustamente por causa da sua \u201capar\u00eancia ou costumes culturais\u201d torna-se preocupante devendo fazer-se todos os esfor\u00e7os para se p\u00f4r cobro a tal situa\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o de maneira destrutiva, doutro modo seguir-se-ia (nos m\u00e9todos e inten\u00e7\u00f5es manipuladoras) a mesma l\u00f3gica das causas que criaram a situa\u00e7\u00e3o a dever ser reparada.<\/p>\n<p><strong>Se ao longo da hist\u00f3ria n\u00e3o tivesse havido apropria\u00e7\u00e3o transcultural numa din\u00e2mica de acultura\u00e7\u00e3o e incultura\u00e7\u00e3o que permitem uma \u201cfertiliza\u00e7\u00e3o cruzada\u201d, ainda hoje nos encontrar\u00edamos na Idade da Pedra. Que seria das nossas capacidades intelectuais e sociais sem met\u00e1foras, analogias, representa\u00e7\u00f5es e signos? Que seria da literatura, m\u00fasica, teatro, filosofia sem apropria\u00e7\u00e3o cultural?<\/strong><\/p>\n<p><strong>O problema \u00e9 a falta de contexto e a perspectiva de interpreta\u00e7\u00e3o. Colocar a quest\u00e3o s\u00f3 no relacionamento entre pretos e brancos, entre uma<\/strong> <strong>&#8220;cultura dominante&#8221; e uma &#8220;cultura minorit\u00e1ria \u201c\u00e9 instrumentalizar uma realidade complexa para fins imperscrut\u00e1veis que d\u00e3o origem a cepticismos, pela arbitrariedade e desestabiliza\u00e7\u00e3o que muitas vezes pretendem e pelo atentado que s\u00e3o \u00e0 liberdade de express\u00e3o. Neste assunto est\u00e1 a dar-se um processo de apropria\u00e7\u00e3o das maiorias pelas minorias ideol\u00f3gicas (a metodologia da luta e do poder que uma parte critica na outra igualam-se e deste modo justifica-se a situa\u00e7\u00e3o injusta criada pelo mais forte: a quest\u00e3o s\u00f3 poderia ser viabilizada se baseada numa nova matriz cultural, doutro modo teremos de viver numa cultura feita sobretudo de remendos).<\/strong> \u00c9 importante o estabelecimento da justi\u00e7a, mas n\u00e3o seguindo a mesma matriz patriarcal que nos guia e cuja estrat\u00e9gia e metodologia est\u00e1 na fonte dos problemas que \u00e9 preciso remediar.<\/p>\n<p><strong>O argumento de as medidas de proibi\u00e7\u00e3o se destinarem a proteger a propriedade intelectual coletiva de povos ind\u00edgenas e de se<\/strong> <strong>a lutar contra as rela\u00e7\u00f5es de poder desiguais, n\u00e3o legitima um combate generalizado como se observa na Alemanha.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Considerar o estatuto de diferentes culturas como argumento contra a apropria\u00e7\u00e3o cultural por culturas dominantes tamb\u00e9m \u00e9 problem\u00e1tico porque nem a cultura se deixa reduzir a uma s\u00f3 caracter\u00edstica (trajo, etc.) nem a natureza da pessoa humana se deixa reduzir \u00e0 pr\u00f3pria cultura.<\/strong><\/p>\n<p>De facto, como descreve Ursula Renz (2), \u201ca cultura \u00e9 sempre uma transfer\u00eancia cultural&#8221;. Na consequ\u00eancia, o pr\u00f3prio conceito apropria\u00e7\u00e3o cultural induz em erro.<\/p>\n<p>A \u201capropria\u00e7\u00e3o cultural\u201d tamb\u00e9m pode significar solidariedade e sinal de culturas que apesar de terem uma certa identifica\u00e7\u00e3o cultural est\u00e3o abertas a outras e deste modo a um desenvolvimento em simbiose din\u00e2mica.\u00a0 <strong>O assumir uma caracter\u00edstica de uma comunidade identit\u00e1ria n\u00e3o implica a sua destrui\u00e7\u00e3o; pelo contr\u00e1rio, o seu alongamento.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Parece estranho que quem reclama n\u00e3o s\u00e3o os grupos retratados! Quem se queixa s\u00e3o mais os grupos americanos e europeus como se fossem advogados comissionados para falarem em nome dos referidos grupos. <\/strong>Esta posi\u00e7\u00e3o \u00e9 ind\u00edcio grave de uma afirma\u00e7\u00e3o de superioridade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s referidas culturas, quando estas at\u00e9 poder\u00e3o ter interesse em tais representa\u00e7\u00f5es. <strong>O exagero de for\u00e7as empenhadas na luta contra a \u201capropria\u00e7\u00e3o cultural\u201d esconde o objectivo de se abolir a propriedade privada que ent\u00e3o s\u00f3 ser\u00e1 permitida para os grandes \u201clatifundi\u00e1rios\u201d de interesse relevante para o sistema. <\/strong><\/p>\n<p>Quer-se preparar uma sociedade de pensar a preto e branco \u2013 sem cores, o que corresponde a uma regress\u00e3o antidesenvolvimento. Como se observa, intelig\u00eancia e estupidez s\u00e3o constantes da humanidade.<\/p>\n<p>Em breve ningu\u00e9m ousar\u00e1 opor-se a uma determinada opini\u00e3o por causa da conformidade de g\u00e9nero e da press\u00e3o cultural do esp\u00edrito do tempo.<\/p>\n<p><strong>Por que se fala tanto de Apropria\u00e7\u00e3o Cultural e n\u00e3o se fala de Apropria\u00e7\u00e3o Econ\u00f3mica atrav\u00e9s da importa\u00e7\u00e3o (apropria\u00e7\u00e3o) de especialistas, m\u00e3o de obra, de<\/strong> <strong>culturas diferentes e de monop\u00f3lios de explora\u00e7\u00e3o mineral, mat\u00e9rias primas, agr\u00edcola, etc.? Assim se engana e manipula o povo e os povos com temas que distraem do problema padr\u00e3o que \u00e9 a economia exploradora do homem e da natureza e que, ontem como hoje, provoca o luxo de uns atrav\u00e9s da apropria\u00e7\u00e3o dos bens dos outros! Hipocrisia das hipocrisias, tudo \u00e9 hipocrisia!<\/strong><\/p>\n<p><strong>O grande esc\u00e2ndalo \u00e9 a profana\u00e7\u00e3o do humano e a \u201csacraliza\u00e7\u00e3o\u201d das economias<\/strong> <strong>fortes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pequenas.<\/strong><\/p>\n<p>As elites encontram-se em processo de banaliza\u00e7\u00e3o e perdem o crit\u00e9rio ao levarem a sociedade a viver em estado de luta e a ocupar-se com extremismos que n\u00e3o deixam espa\u00e7o para uma consci\u00eancia privada; deste modo o povo vagueia, desespera e perde a inoc\u00eancia! \u00a0\u00a0A vida acontece entre os polos e n\u00e3o nos extremos polares; os extremismos s\u00f3 fomentam a luta e apagam as perspectivas de esperan\u00e7a num dia de amanh\u00e3!<\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio CD Justo<\/strong><\/p>\n<p>Pegadas do Tempo: <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=8475\">https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=8475<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>(1) O marxismo baseia-se em um entendimento materialista do desenvolvimento da sociedade, tendo como ponto de partida as atividades econ\u00f3micas necess\u00e1rias para satisfazer as necessidades materiais da sociedade humana. No setor da pol\u00edtica, o objetivo principal das teorias marxistas \u00e9 promover a queda total do capitalismo por meio de um Estado socialista forte e opressor contra a burguesia.<\/p>\n<p>(2) Ursula Renz: \u201eWas denn bitte ist kulturelle Identit\u00e4t? Eine Orientierung in Zeiten des Populismus\u201c, Schwabe Verlag Basel, 2019<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por que s\u00f3 se fala de \u201cApropria\u00e7\u00e3o Cultural\u201d e n\u00e3o de Apropria\u00e7\u00e3o Econ\u00f3mica? 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