{"id":8422,"date":"2023-03-30T16:10:32","date_gmt":"2023-03-30T15:10:32","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=8422"},"modified":"2023-04-01T14:59:18","modified_gmt":"2023-04-01T13:59:18","slug":"o-papel-dos-media-na-cultura-do-erro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=8422","title":{"rendered":"O Papel dos Media na Cultura do Erro"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>A Mundivis\u00e3o relativista possibilita um Progresso Tipo Roda de Hamster<\/strong><\/p>\n<p>Erros acontecem porque \u00e9 pr\u00f3prio do humano errar seja na esfera privada, p\u00fablica ou pol\u00edtica<strong>. O problem\u00e1tico da quest\u00e3o situa-se, por\u00e9m, no facto de os erros p\u00fablicos (pol\u00edticos) serem negoci\u00e1veis mais que resolvidos e assim a vida passar a assumir um caracter meramente funcional porque reduzida \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o de problemas! <\/strong>\u00a0Isto favorece uma situa\u00e7\u00e3o social estratificada dos que est\u00e3o em baixo a olhar para os de cima, diminuindo assim os pr\u00e9-requisitos para uma melhor forma de lidar com os erros. Se part\u00edssemos do princ\u00edpio que somos todos fal\u00edveis a pol\u00edtica seria menos arrogante, falsa e inflex\u00edvel! Para isso n\u00e3o poder\u00edamos prescindir da atracc\u00e3o dos valores do bom, do belo e do verdadeiro, que foi o modelo cultural da nossa civiliza\u00e7\u00e3o ocidental e que representavam valores absolutos que a sociedade procurava. <strong>Atualmente o mundo ocidental encontra-se numa \u00e9poca de crise ao procurar afirmar no pr\u00f3prio modelo o relativismo moral e cultural em fun\u00e7\u00e3o do \u00fatil!<\/strong> <strong>Neste entremeio de mundivis\u00f5es contradit\u00f3rias torna-se dif\u00edcil tamb\u00e9m para as elites governantes e ac\u00f3litos tentar fazer valer para o povo o relativismo absoluto e reservar para elas uma esp\u00e9cie de verdade absoluta (direito a orientar com validade para as c\u00fapulas e a correspondente exig\u00eancia aos subordinados (circunscrita ao povo) de aceitarem viver no erro embora legitimado pelo relativismo (1).<\/strong><\/p>\n<p><strong>Esta incoer\u00eancia relativista desenvolve o poder explosivo pol\u00edtico e promove a leg\u00edtima desconfian\u00e7a popular!<\/strong> <strong>O equ\u00edvoco encontra-se no novo modelo conceitual, mas do qual as camadas dominantes vivem parasitariamente<\/strong> porque o relativismo apresentado e espalhado como mundivis\u00e3o para o povo desqualifica o pr\u00f3prio povo que reduzido a utente ou consumidor de servi\u00e7os perde qualquer legitima\u00e7\u00e3o para se opor \u00e0s classes governantes a n\u00e3o ser atrav\u00e9s de uma revolu\u00e7\u00e3o constante vinda das bases mas que na consequ\u00eancia para evitar tal \u00a0<strong>leva as elites a unirem-se entre elas, processo j\u00e1 atualmente em via, de maneira a tornarem-se cada vez mais desp\u00f3ticas como \u00e9 o caso do modelo chin\u00eas ou cada vez mais olig\u00e1rquicas, como j\u00e1 vai sendo o modelo anglo-sax\u00f3nico (a ser apressado na Europa a pretexto da guerra na Ucr\u00e2nia). <\/strong><\/p>\n<p><strong>Atendendo \u00e0 atual situa\u00e7\u00e3o do Ocidente, at\u00e9 que se gere uma nova matriz pol\u00edtico-econ\u00f3mico-social, haver\u00e1 que partir do erro como estado original normal e tentar protelar a cura especializando-nos n\u00e3o na cura do erro, mas na forma como o tratar!<\/strong> O relativismo n\u00e3o permite uma outra abordagem e a situa\u00e7\u00e3o desesperada em que nos encontramos pode ser verificada na forma aflitiva como a mundivis\u00e3o do poder relativista se afirma contra a Igreja Cat\u00f3lica que continua a defender o modelo anterior na procura da verdade considerando o bem, o belo e a verdade na qualidade de bens absolutos j\u00e1 realizados no prot\u00f3tipo Jesus Cristo. <strong>Tamb\u00e9m a desconstru\u00e7\u00e3o do monote\u00edsmo faz parte do \u00e2mago do relativismo que procura impor o polite\u00edsmo ol\u00edmpico com os deuses das sensualidades humanas legitimadoras das lutas do direito dos mais fortes numa esp\u00e9cie de Olimpo das elites que se servem e riem dos humanos que vivem debaixo das nuvens na esperan\u00e7a de uma aberta que permita algum raio do sol c\u00ednico de algum deus!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Nesta situa\u00e7\u00e3o deficit\u00e1ria, para se entrar num processo social de melhoria cont\u00ednua ser\u00e1 de pressupor a capacidade de lidar com o erro de maneira construtiva e positiva. Ao lidarmos com o erro de maneira positiva prestamos um servi\u00e7o importante ao mecanismo social. Pressuposto ser\u00e1 que tanto as esferas superiores como as inferiores reconhe\u00e7am a realidade do erro. \u00a0Ao reconhecer-se que erramos estamos honestamente a assumir responsabilidade analisando as causas do erro e a dar os pr\u00f3ximos passos para corrigi-lo (N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil sair da roda de hamster!).<\/strong><\/p>\n<p><strong>Muitos de n\u00f3s e relevantemente os media n\u00e3o querem aprender com o erro porque n\u00e3o h\u00e1 interesse em analis\u00e1-lo ou em propor formas diferentes de o tratar;\u00a0 chegam mesmo a us\u00e1-lo como algo fatal e tamb\u00e9m ele fazendo parte do neg\u00f3cio que d\u00e1 oportunidade ao bom viver das elites e seus acomodados (Tamb\u00e9m nos Media do sistema \u00e9 v\u00e1lido o princ\u00edpio mu\u00e7ulmano: a mentira \u00e9 boa desde que sirva o sistema; o sistema \u00e9 sempre generoso para com os seus delegados e para com a administra\u00e7\u00e3o)! Mais que interessados na mudan\u00e7a e no desenvolvimento do sistema vai-se vivendo, comodamente, dele, com os erros que possibilitam progresso aparente (o progresso da Roda de Hamster) que n\u00e3o o desenvolvimento! <\/strong>Neste sistema e para o qual, a n\u00edvel geopol\u00edtico de momento, n\u00e3o h\u00e1 alternativa mais se necessitaria de um jornalismo cr\u00edtico e respons\u00e1vel que analise e avalie os servi\u00e7os prestados num processo de cont\u00ednua aprendizagem se bem que limitada.<strong> \u00a0\u00a0Tamb\u00e9m a indiferen\u00e7a e a apatia que se observa a n\u00edvel popular \u00e9 de basear na ordem relativista utilit\u00e1ria fomentadora de impot\u00eancia e n\u00e3o numa estupidez natural advogada pelos beneficiados do sistema.<\/strong><\/p>\n<p>Lidar com o erro pode ser desafiador, mas ao adoptar uma abordagem construtiva, podemos usar o erro como uma oportunidade para aprender e melhorar nossos servi\u00e7os, tornando-os mais eficazes e ben\u00e9ficos a uma sociedade do bom, do belo e do verdadeiro e, numa fase interm\u00e9dia, talvez se consiga construir em termos mais humanos e criativos um novo modelo cultural para a nossa civiliza\u00e7\u00e3o ocidental e assim conseguir-se sair do actual modelo relativista resumido na roda de Hamster! A mundivis\u00e3o relativista possibilita um progresso tipo Roda de Hamster, um andar, de forma convencionada, no tapete do erro.<\/p>\n<p>O facto de o humano se encontrar em diferentes bi\u00f3topos geogr\u00e1ficos, culturais e naturais n\u00e3o quer isto dizer que a sua diversidade exterior seja suficiente para se negar que as diferen\u00e7as externas t\u00eam a sua consist\u00eancia num s\u00f3 Sol.<\/p>\n<p>A alternativa \u00e0 afirma\u00e7\u00e3o ego\u00edsta da nova ordem relativista que favorece o oportunismo dos mais fortes seria a elabora\u00e7\u00e3o lenta, mas determinada de uma nova matriz social na base da inclus\u00e3o dos polos.<strong> \u00a0A matriz do futuro, o modelo de uma nova ordem social, ter\u00e1 que ter como fundamento antropol\u00f3gico e cultural uma rela\u00e7\u00e3o equilibrada entre os dois princ\u00edpios vitais que penetram toda a natureza e toda a humanidade: a masculinidade e a feminilidade. Os dois princ\u00edpios universais a actuar na natureza, no homem, na mulher e na sociedade ter\u00e3o de entrar numa rela\u00e7\u00e3o de osmose complementar e abdicar da luta m\u00fatua pela superioridade de modo a substitu\u00ed-la por uma rela\u00e7\u00e3o de troca,\u00a0 passando a ser uma troca entre iguais, muito embora com a possibilidade de sublimar energias negativas numa esp\u00e9cie de jogo, sem que este tenha de ser ol\u00edmpico, como quereriam os seus deuses! <\/strong><\/p>\n<p><strong>Entretanto, quem n\u00e3o dan\u00e7a fica sentado no banco a chupar o dedo!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio CD Justo<\/strong><\/p>\n<p>\u00a9 Pegadas do Tempo<\/p>\n<p>(1) A tese central do relativismo afirma que as cren\u00e7as e descren\u00e7as n\u00e3o s\u00e3o verdadeiras ou falsas num sentido absoluto, mas apenas em rela\u00e7\u00e3o a certas inst\u00e2ncias, como vis\u00f5es de mundo, culturas, religi\u00f5es, formas de conhecimento, etc. O relativismo \u00e9tico assume que diferentes culturas tamb\u00e9m t\u00eam diferentes valores morais (deveres). A posi\u00e7\u00e3o oposta do universalismo representa a convic\u00e7\u00e3o de que os mesmos valores morais devem aplicar-se a todas as culturas. Segundo o relativismo \u00e9tico, n\u00e3o h\u00e1 ju\u00edzos morais objetivamente verdadeiros ou objetivamente justific\u00e1veis. Em vez disso, a verdade ou a justifica\u00e7\u00e3o dos ju\u00edzos morais \u00e9 sempre relativa a padr\u00f5es, que s\u00e3o bastante diferentes e podem variar de cultura para cultura. \u00c9 uma escola filos\u00f3fica de pensamento que v\u00ea a verdade das declara\u00e7\u00f5es, exig\u00eancias e princ\u00edpios como sempre dependentes de outra coisa e nega verdades absolutas<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio, para Plat\u00e3o o verdadeiro, o belo e o bom, representam valores absolutos!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Mundivis\u00e3o relativista possibilita um Progresso Tipo Roda de Hamster Erros acontecem porque \u00e9 pr\u00f3prio do humano errar seja na esfera privada, p\u00fablica ou pol\u00edtica. 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