{"id":8356,"date":"2023-03-05T17:23:20","date_gmt":"2023-03-05T16:23:20","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=8356"},"modified":"2023-03-05T22:10:50","modified_gmt":"2023-03-05T21:10:50","slug":"entre-meditacao-e-oracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=8356","title":{"rendered":"ENTRE MEDITA\u00c7\u00c3O E ORA\u00c7\u00c3O"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: center;\">Na Procura do Eu e do N\u00f3s<\/h6>\n<p>Quando se acompanha o desenvolvimento de uma crian\u00e7a torna-se desconsolador verificar como \u00e0 medida que esta vai adquirindo aptid\u00f5es comportamentais e sociais, ao mesmo tempo vai perdendo muito do brilho da sua individualidade original enquanto a m\u00e1scara da pessoa vai sendo configurada. \u00c0 medida que se perdem dons e carismas (a Gra\u00e7a) esvai-se a individualidade.\u00a0 Os h\u00e1bitos adquiridos e os cargos v\u00e3o substituindo as atitudes individuais e ent\u00e3o passamos a ser determinados pelo exterior e n\u00e3o por n\u00f3s mesmos. Uma educa\u00e7\u00e3o de caracter funcional concorre em grande parte para a aliena\u00e7\u00e3o individual ao passarmos mais a tornar-nos portadores de h\u00e1bitos, fun\u00e7\u00f5es e cren\u00e7as. A dignidade, n\u00e3o vem do servi\u00e7o ela assenta nos pr\u00f3prios dons. O servi\u00e7o, a profiss\u00e3o s\u00f3 lhe poder\u00e1 dar mais brilho. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil de aguentar a tens\u00e3o entre o nosso ser individuo e o nosso ser sociedade e manter o equil\u00edbrio de tal modo que o indiv\u00edduo seja a base para a sociedade e n\u00e3o se torne a sociedade o conte\u00fado do indiv\u00edduo\/pessoa.<\/p>\n<p>Na natureza, tudo cresce de dentro para fora, do interior para o exterior. A \u00e1rvore n\u00e3o nasce a partir dos ramos, a semente \u00e9 que traz em si a pot\u00eancia da \u00e1rvore. N\u00e3o deve ser a sociedade a determinar o comportamento e o ser do indiv\u00edduo, mas o indiv\u00edduo a descobrir nele mesmo a sociedade e numa rela\u00e7\u00e3o transcendente servir a sociedade. O Gr\u00e3o (a semente) \u00e9 s\u00edmbolo da \u201cPalavra de Deus\u201d e da ipseidade criativa e criadora.\u00a0 \u00c9 por isso que Jesus disse: &#8220;A menos que o gr\u00e3o de trigo caia na terra e morra, ele permanecer\u00e1 um \u00fanico gr\u00e3o. Mas se morrer, d\u00e1 muito fruto (Jo. 12:24). \u201cE algum caiu em boa terra; e brotou e deu fruto a cem por um. Ao dizer isso, Jesus bradou. Quem tem ouvidos para ouvir, ou\u00e7a!\u201d N\u00e3o basta ficar-se pelas impress\u00f5es sensoriais que percepcionam o mundo exterior!)&#8230;<\/p>\n<p>Trata-se de envolver o pr\u00f3prio corpo e interiorizar a palavra de Deus, sem esfor\u00e7os nem objectivos fixos no esp\u00edrito de liberdade do \u201cSeja feita a Tua vontade.\u201d O esfor\u00e7o estar\u00e1 em criarmos sil\u00eancio em n\u00f3s e em torno de n\u00f3s, calando as ideias e pensamentos, para podermos abrir a porta da dimens\u00e3o espiritual e assim lograrmos ouvir a voz da intui\u00e7\u00e3o (o canal divino da voz universal). Chegados a\u00ed a palavra de Deus identifica-se com o mais interior de n\u00f3s mesmos. Neste estado passaremos a superar a polaridade que nos domina no dia a dia e ent\u00e3o vivenciamos a serenidade que surge do h\u00famus da humildade que at\u00e9 torna mais produtivo mesmo o terreno mais ressequido pela torreira do orgulho\/arrog\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Nesses momentos (poucos ou muitos) poderemos melhor compreender o que Jesus dizia, \u201ca v\u00f3s foi dado conhecer o mist\u00e9rio do \u201creino de Deus\u201d; mas aos outros em par\u00e1bolas, para que n\u00e3o vejam se j\u00e1 o veem, e n\u00e3o entendam se j\u00e1 o ouvem\u201d. Sim, trata-se do acontecer vivencial integral num momento m\u00edstico (certamente muitos j\u00e1 ter\u00e3o tido a experi\u00eancia m\u00edstica do encontro un\u00edfico onde o elemento quase se dissolve no todo &#8211; diria a experi\u00eancia trinit\u00e1ria &#8211; seja num momento de ora\u00e7\u00e3o de admira\u00e7\u00e3o e contempla\u00e7\u00e3o seja na observa\u00e7\u00e3o de um p\u00f4r do sol ou no sentir a imensid\u00e3o do mar ou num momento ou acto de sobrecarga energ\u00e9tica \u00e0 imagem do encontro de energias que produzem o \u201crel\u00e2mpago\u201d iluminador). Nesse momento abstra\u00edmos do nosso ego para entrarmos numa rela\u00e7\u00e3o do n\u00f3s Humanidade-Universo-Deus. Nesse momento tornam-se irrelevantes confiss\u00f5es, mundivis\u00f5es, morais e as questi\u00fanculas existenciais.<\/p>\n<p>Ao entrarmos em comunh\u00e3o, na rela\u00e7\u00e3o eu-tu-n\u00f3s, \u00e0 imagem\u00a0 da rela\u00e7\u00e3o pessoal trinit\u00e1ria, em que as tr\u00eas pessoas englobam toda a realidade criada e n\u00e3o criada (veja-se o mist\u00e9rio Jesus Cristo que engloba o divino e a cria\u00e7\u00e3o), tudo aspira a uma rela\u00e7\u00e3o pessoal interligada e personalizada no amor (por isso costumo designar o mist\u00e9rio da Trindade como a f\u00f3rmula de toda a realidade, pois \u00e9 o que experimento ao medit\u00e1-lo); na Trindade expressa-se a pessoa na medida em que se expressa em rela\u00e7\u00e3o com a outra num todo! Tudo se encontra interligado, incarna\u00e7\u00e3o-morte-ressurrei\u00e7\u00e3o, o mundo espiritual e o cosmos astral e humano: como humanos somos como que micro-cosmos resumos do todo em rela\u00e7\u00e3o com o todo. A elabora\u00e7\u00e3o de conceitos numa vis\u00e3o reducionista leva \u00e0 percep\u00e7\u00e3o materialista do mundo e da realidade e a um exteriorismo que assenta numa concep\u00e7\u00e3o mecanicista e materialista da realidade e da vida. A mat\u00e9ria sem o esp\u00edrito \u00e9 como o corpo sem o sangue.<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que um corpo inerte tamb\u00e9m produz rebentos, mas nesse sentido ficar-nos-\u00edamos pela qu\u00edmico-f\u00edsica de Lavoisier do \u201cNa natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma\u201d, portanto, \u00a0numa perspectiva apenas terrena do elemento e n\u00e3o do todo porque se no \u201cmundo nada se cria, tudo se copia\u201d ser\u00e1 importante pormo-nos \u00e0 procura do original.<\/p>\n<p>Por isso seria do bem comum e do interesse de cada um que todos constru\u00edssem as suas individualidades numa base que possibilite comunidade apesar das diferen\u00e7as e poss\u00edveis contradi\u00e7\u00f5es em que os limites ou fronteiras pessoais possam tender a formar fronteiras mas que a partir da experi\u00eancia do n\u00f3s, essas fronteiras \u00a0passem a assumir um caracter da osmose, possibilitando a passagem do amor que tudo une entre tudo e todos!<\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio CD Justo<\/strong><\/p>\n<p>Te\u00f3logo e Pedagogo (a carapa\u00e7a exterior)<\/p>\n<p>Pegadas do Tempo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na Procura do Eu e do N\u00f3s Quando se acompanha o desenvolvimento de uma crian\u00e7a torna-se desconsolador verificar como \u00e0 medida que esta vai adquirindo aptid\u00f5es comportamentais e sociais, ao mesmo tempo vai perdendo muito do brilho da sua individualidade original enquanto a m\u00e1scara da pessoa vai sendo configurada. \u00c0 medida que se perdem dons &hellip; <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=8356\" class=\"more-link\">Continuar a ler <span class=\"screen-reader-text\">ENTRE MEDITA\u00c7\u00c3O E ORA\u00c7\u00c3O<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[3,15,14,4,5,7,8,16],"tags":[],"class_list":["post-8356","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte","category-cultura","category-economia","category-educacao","category-escola","category-politica","category-religiao","category-sociedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8356","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8356"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8356\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8360,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8356\/revisions\/8360"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8356"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8356"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8356"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}