{"id":8088,"date":"2022-12-16T17:57:26","date_gmt":"2022-12-16T16:57:26","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=8088"},"modified":"2022-12-19T20:58:50","modified_gmt":"2022-12-19T19:58:50","slug":"8088","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=8088","title":{"rendered":"CONSCI\u00caNCIA INDIVIDUAL NA CONTING\u00caNCIA DE SER DESVIADA"},"content":{"rendered":"<p><strong>Hoje a grande tenta\u00e7\u00e3o de inst\u00e2ncias do poder \u00e9 instigar o cidad\u00e3o ao apagamento da voz interior (saber interior e intuitivo) de cada pessoa (voz da consci\u00eancia) para a substituir s\u00f3 por uma consci\u00eancia colectiva edificada em fun\u00e7\u00e3o do pol\u00edtico e socialmente oportuno <\/strong>(vis\u00e3o meramente materialista, utilitarista e funcionalista da pessoa na m\u00e1quina estatal).<\/p>\n<p><strong>Em tempos passados as institui\u00e7\u00f5es do poder procuraram manipular a consci\u00eancia individual; hoje encontramo-nos numa fase muito mais grave que se resume na tentativa de a destruir! Destruindo-se a consci\u00eancia individual interfere-se de maneira essencial na personalidade humana e na sociedade; passa o Estado e seus representantes a serem os senhores soberanos sobre tudo o que \u00e9 humano e sobre a dignidade humana individual&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Os v\u00e1rios \u00f3rg\u00e3os de poder, em coopera\u00e7\u00e3o com operadores globais com modernas tecnologias de ac\u00e7\u00e3o global, t\u00eam possibilidades imensur\u00e1veis de manter o povo sob constante influ\u00eancia e controle. Por outro lado, as pessoas s\u00e3o constantemente confrontadas com novos factos sem poderem orden\u00e1-los nem conseguirem digerir o produto consumido. Sem o momento de reflex\u00e3o e an\u00e1lise, desaparece a consci\u00eancia individual e com ela a responsabilidade individual e social. Assim se desconstr\u00f3i a estrutura org\u00e2nica pessoa-natureza-sociedade-institui\u00e7\u00e3o! Sem esta inter-rela\u00e7\u00e3o vital decomp\u00f5e-se toda e qualquer cultura. O problema de uma rela\u00e7\u00e3o normal entre o indiv\u00edduo e a institui\u00e7\u00e3o continua assim por resolver.<\/p>\n<p><strong>A palavra consci\u00eancia vem do termo latino \u201cConscientia\u201d que poder\u00edamos traduzir por: conhecer com, pensar com&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>A capacidade do ser humano de perceber o seu pr\u00f3prio ego (autorreconhecimento como ser com individualidade) distingue-o doutros seres sem necessariamente ter de o opor a eles.<\/p>\n<p><strong>Assim, a consci\u00eancia \u00e9 o lugar (centro do eu) onde se encontra o sentido e significado da nossa vida individual e social.<\/strong> <strong>A consci\u00eancia expressa-se individual e colectivamente em diferentes fases e \u00e9pocas numa cont\u00ednua necessidade de se definir e exprimir.<\/strong><\/p>\n<p>A consci\u00eancia \u00e9 o centro da ipseidade (eu). Ela \u00e9 a verdadeira soberana! \u201cTudo o que acontece contra a consci\u00eancia, \u00e9 pecado\u201d, escreveu S\u00e3o Tom\u00e1s de Aquino, Doutor da Igreja, na Suma Teol\u00f3gica.<\/p>\n<p>As v\u00e1rias ci\u00eancias usam o termo consci\u00eancia de maneira diferente: neuroci\u00eancia, filosofia, teologia, psicologia, sociologia, etc. A pretens\u00e3o de reduzir a consci\u00eancia ao saber dela conduziria \u00e0 sua desautoriza\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p><strong>Para o neurocientista Ant\u00f3nio R. Dam\u00e1sio: \u201cA consci\u00eancia \u00e9 um estado de esp\u00edrito em que a pessoa tem consci\u00eancia da sua pr\u00f3pria exist\u00eancia e da exist\u00eancia de um ambiente. \u201cSegundo esta defini\u00e7\u00e3o a consci\u00eancia n\u00e3o \u00e9 desvirtuada.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Consci\u00eancia vai do est\u00e1dio vergonha, culpa, medo, etc. at\u00e9 ao est\u00e1dio de amor, paz e experi\u00eancia m\u00edstica. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Fil\u00f3sofos, inclinados para ver a mat\u00e9ria como medida de todas as coisas, continuam a observar a natureza na perspectiva da velha f\u00edsica (mecanicista-materialista) n\u00e3o achando l\u00f3gico que o pensamento (a alma) seja fundamentalmente diferente da mat\u00e9ria. <\/strong><\/p>\n<p><strong>As experi\u00eancias m\u00edsticas e religiosas (e a consci\u00eancia dos povos) apontam para o espiritual como base da mat\u00e9ria e deste modo consideram o ser humano como um ser espiritual em que o esp\u00edrito \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria. A nova f\u00edsica \u2013 a f\u00edsica qu\u00e2ntica \u2013 pode ser um bom caminho para a reconcilia\u00e7\u00e3o das diferentes ci\u00eancias que deveriam agir, n\u00e3o em guerra in\u00fatil, mas sim no sentido de complementaridades. No meu entender ela desenvolve-se no \u00e2mbito da f\u00f3rmula trinit\u00e1ria onde se expressa ao mesmo tempo o uno e o trino, vis\u00e3o\u00a0 para que apontava\u00a0 j\u00e1 Teilhard de Chardin quando se referia ao \u201cponto \u00f3mega\u201d \u00a0como o ponto final e alvo na considera\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica ou filos\u00f3fica da evolu\u00e7\u00e3o, como expressa tamb\u00e9m Frank Tipler. Este ponto final recebe o nome de \u00d3mega baseado na passagem b\u00edblica &#8220;Eu sou o Alfa e o \u00d3mega, o primeiro e o \u00faltimo, o in\u00edcio e o fim&#8221;.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Independentemente de cren\u00e7a ou n\u00e3o cren\u00e7a, \u00e9 de observar com apreens\u00e3o o caminho que as elites pol\u00edticas est\u00e3o a levar n\u00e3o se preocupando com a procura da verdade nem do bem integral de todo o povo, mas sim em control\u00e1-lo no sentido dos interesses de alguns ou de ideologias parciais. Em vez de se preocuparem por uma vis\u00e3o da realidade e da sociedade em termos de complementaridades solid\u00e1rias, apostam numa vis\u00e3o unilateral materialista e funcionalista ao servi\u00e7o de uma pequena parte da sociedade. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Destru\u00edda a consci\u00eancia pessoal passa a n\u00e3o haver dignidade humana, mas tribal e, consequentemente, a pr\u00f3pria democracia passa a encontrar-se em perigo de ser abalada nas suas ra\u00edzes! Necessita-se compatibilizar mat\u00e9ria e esp\u00edrito, secularidade e religiosidade.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n<p>Te\u00f3logo e Pedagogo<\/p>\n<p><strong>Pegadas do Tempo<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>NB:<\/p>\n<p>Foi em 1956 que o fil\u00f3sofo judeu alem\u00e3o, G\u00fcnther Anders, escreveu a seguinte reflex\u00e3o. Qualquer semelhan\u00e7a com a realidade \u00e9 pura coincid\u00eancia:<\/p>\n<p>&#8220;Para sufocar antecipadamente qualquer revolta, n\u00e3o deve ser feito de forma violenta. M\u00e9todos arcaicos como os de Hitler est\u00e3o claramente ultrapassados. Basta criar um condicionamento coletivo t\u00e3o poderoso que a pr\u00f3pria ideia de revolta j\u00e1 nem vir\u00e1 \u00e0 mente dos homens. O ideal seria formatar os indiv\u00edduos desde o nascimento limitando suas habilidades biol\u00f3gicas inatas&#8230;<\/p>\n<p>Em seguida, o acondicionamento continuar\u00e1 reduzindo drasticamente o n\u00edvel e a qualidade da educa\u00e7\u00e3o, reduzindo-a para uma forma de inser\u00e7\u00e3o profissional. Um indiv\u00edduo inculto tem apenas um horizonte de pensamento limitado e quanto mais seu pensamento est\u00e1 limitado a preocupa\u00e7\u00f5es materiais, med\u00edocres, menos ele pode se revoltar. \u00c9 necess\u00e1rio que o acesso ao conhecimento se torne cada vez mais dif\u00edcil e elitista&#8230; que o fosso se cave entre o povo e a ci\u00eancia, que a informa\u00e7\u00e3o dirigida ao p\u00fablico em geral seja anestesiada de conte\u00fado subversivo. Especialmente sem filosofia. Mais uma vez, h\u00e1 que usar persuas\u00e3o e n\u00e3o viol\u00eancia direta: transmitir-se-\u00e1 maci\u00e7amente, atrav\u00e9s da televis\u00e3o, entretenimento imbecil, bajulando sempre o emocional, o instintivo.<\/p>\n<p>Vamos ocupar as mentes com o que \u00e9 f\u00fatil e l\u00fadico. \u00c9 bom com conversa fiada e m\u00fasica incessante, evitar que a mente se interrogue, pense, reflita.<br \/>\nVamos colocar a sexualidade na primeira fila dos interesses humanos. Como anestesia social, n\u00e3o h\u00e1 nada melhor. Geralmente, vamos banir a seriedade da exist\u00eancia, virar esc\u00e1rnio tudo o que tem um valor elevado, manter uma constante apologia \u00e0 leveza; de modo que a euforia da publicidade, do consumo se tornem o padr\u00e3o da felicidade humana e o modelo da liberdade.<br \/>\nAssim, o condicionamento produzir\u00e1 tal integra\u00e7\u00e3o, que o \u00fanico medo (que ser\u00e1 necess\u00e1rio manter) ser\u00e1 o de ser exclu\u00eddo do sistema e, portanto, de n\u00e3o poder mais acessar as condi\u00e7\u00f5es materiais necess\u00e1rias para a felicidade. O homem em massa, assim produzido, deve ser tratado como o que \u00e9: um produto, um bezerro, e deve ser vigiado como deve ser um rebanho. Tudo o que permite adormecer sua lucidez, sua mente cr\u00edtica \u00e9 socialmente boa, o que arriscaria despert\u00e1-la deve ser combatido, ridicularizado, sufocado&#8230;<\/p>\n<p>Qualquer doutrina que ponha em causa o sistema deve ser designada como subversiva e terrorista e, em seguida, aqueles que a apoiam devem ser tratados como tal&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje a grande tenta\u00e7\u00e3o de inst\u00e2ncias do poder \u00e9 instigar o cidad\u00e3o ao apagamento da voz interior (saber interior e intuitivo) de cada pessoa (voz da consci\u00eancia) para a substituir s\u00f3 por uma consci\u00eancia colectiva edificada em fun\u00e7\u00e3o do pol\u00edtico e socialmente oportuno (vis\u00e3o meramente materialista, utilitarista e funcionalista da pessoa na m\u00e1quina estatal). 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