{"id":7866,"date":"2022-09-22T16:58:01","date_gmt":"2022-09-22T15:58:01","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=7866"},"modified":"2022-09-22T16:58:01","modified_gmt":"2022-09-22T15:58:01","slug":"estrategias-de-manipulacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=7866","title":{"rendered":"ESTRAT\u00c9GIAS DE MANIPULA\u00c7\u00c3O"},"content":{"rendered":"<p><strong>Coloco aqui a tradu\u00e7\u00e3o \u00a0das dez estrat\u00e9gias de manipula\u00e7\u00e3o em massa atribu\u00eddas ao linguista Noam Chomsky mas que em parte poder\u00e3o ter sido resumidas e tiradas do contexto (1). Independentemente dos problemas de autoria penso que a leitura das dez estrat\u00e9gias poder\u00e3o ter um efeito de nos ajudar a pensar em diferentes perspectivas ou a sermos cautelosos em quest\u00f5es de informa\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>1\/ A estrat\u00e9gia de distra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Elemento essencial do controle social, a estrat\u00e9gia de desvio consiste em desviar a aten\u00e7\u00e3o p\u00fablica dos problemas importantes e das mudan\u00e7as decididas pelas elites pol\u00edticas e econ\u00f4micas, gra\u00e7as a um dil\u00favio cont\u00ednuo de distra\u00e7\u00f5es e informa\u00e7\u00f5es insignificantes.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A estrat\u00e9gia de desvio tamb\u00e9m \u00e9 essencial para evitar que o p\u00fablico se interesse por conhecimentos essenciais, nas \u00e1reas de ci\u00eancia, economia, psicologia, neurobiologia e cibern\u00e9tica. \u201cMantenha a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico distra\u00edda, longe de quest\u00f5es sociais reais, cativada por assuntos sem import\u00e2ncia real.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Manter o p\u00fablico ocupado, ocupado, ocupado, sem tempo para pensar; de volta para a fazenda com os outros animais. Trecho de &#8220;Armas silenciosas para guerras silenciosas&#8221;<\/strong><\/p>\n<p><strong>2\/ Crie problemas e depois ofere\u00e7a solu\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Este m\u00e9todo tamb\u00e9m \u00e9 chamado de \u201csolu\u00e7\u00e3o-rea\u00e7\u00e3o-problema\u201d. Primeiro criamos um problema, uma \u201csitua\u00e7\u00e3o\u201d destinada a provocar uma certa rea\u00e7\u00e3o do p\u00fablico, para que ele pr\u00f3prio pe\u00e7a as medidas que queremos que aceitem.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Por exemplo: permitir que a viol\u00eancia urbana se desenvolva, ou organizar ataques sangrentos, para que o p\u00fablico exija leis de seguran\u00e7a em detrimento da liberdade. Ou: criar uma crise econ\u00f4mica para fazer com que o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos servi\u00e7os p\u00fablicos sejam aceitos como um mal necess\u00e1rio.<\/strong><\/p>\n<p><strong>3\/ A estrat\u00e9gia de degrada\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Para que uma medida inaceit\u00e1vel seja aceita, basta aplic\u00e1-la gradualmente, em \u201cgradiente\u201d, por um per\u00edodo de 10 anos. Foi dessa forma que condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as d\u00e9cadas de 1980 a 1990. provocaram uma revolu\u00e7\u00e3o se tivessem sido aplicadas brutalmente.<\/strong><\/p>\n<p><strong>4\/ A estrat\u00e9gia adiada<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Outra maneira de vender uma decis\u00e3o impopular \u00e9 apresent\u00e1-la como &#8220;dolorosa, mas necess\u00e1ria&#8221;, obtendo a concord\u00e2ncia do p\u00fablico no presente para uma aplica\u00e7\u00e3o no futuro. \u00c9 sempre mais f\u00e1cil aceitar um sacrif\u00edcio futuro do que um sacrif\u00edcio imediato. Em primeiro lugar, porque o esfor\u00e7o n\u00e3o deve ser feito de imediato.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Depois, porque o p\u00fablico tende sempre a esperar ingenuamente que \u201ctudo ser\u00e1 melhor amanh\u00e3\u201d e que o sacrif\u00edcio exigido pode ser evitado. Por fim, d\u00e1 tempo para o p\u00fablico se acostumar com a ideia de mudan\u00e7a e aceit\u00e1-la com resigna\u00e7\u00e3o quando for a hora certa.<\/strong><\/p>\n<p><strong>5\/ Dirija-se ao p\u00fablico como crian\u00e7as pequenas<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>A maioria dos an\u00fancios voltados para o p\u00fablico em geral usa discurso, argumentos, personagens e tom particularmente infantilizantes, muitas vezes beirando o debilitante, como se o espectador fosse uma crian\u00e7a ou uma pessoa com defici\u00eancia mental. Quanto mais tentamos enganar o espectador, mais adotamos um tom infantilizante.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Por qu\u00ea ? \u201cSe uma pessoa for abordada como se tivesse 12 anos, ent\u00e3o, por sugestionabilidade, ela ter\u00e1, com alguma probabilidade, uma resposta ou rea\u00e7\u00e3o t\u00e3o acr\u00edtica quanto a de uma pessoa de 12 anos\u201d. Trecho de \u201cArmas silenciosas para guerras silenciosas\u201d<\/strong><\/p>\n<p><strong>6\/ Apelo \u00e0s emo\u00e7\u00f5es ao inv\u00e9s de reflex\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Apelar ao emocional \u00e9 uma t\u00e9cnica cl\u00e1ssica para contornar a an\u00e1lise racional e, portanto, o senso cr\u00edtico dos indiv\u00edduos. Al\u00e9m disso, o uso do registro emocional abre a porta ao inconsciente para implantar ideias, desejos, medos, impulsos ou comportamentos&#8230;<\/strong><\/p>\n<p><strong>7\/ Manter o p\u00fablico na ignor\u00e2ncia e na estupidez<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Tornar o p\u00fablico incapaz de compreender as tecnologias e m\u00e9todos utilizados para seu controle e escraviza\u00e7\u00e3o. \u201cA qualidade da educa\u00e7\u00e3o dada \u00e0s classes mais baixas deve ser a mais pobre, para que a lacuna de ignor\u00e2ncia que isola as classes mais baixas das classes mais altas seja e permane\u00e7a incompreens\u00edvel para as classes mais baixas.\u201d Trecho de \u201cArmas silenciosas para guerras silenciosas\u201d<\/strong><\/p>\n<p><strong>8\/ Incentivar o p\u00fablico a chafurdar na mediocridade<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Incentive o p\u00fablico a achar &#8220;legal&#8221; o fato de ser est\u00fapido, vulgar e sem educa\u00e7\u00e3o&#8230;<\/strong><\/p>\n<p><strong>9\/ Substitua a revolta pela culpa<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fazer o indiv\u00edduo acreditar que ele \u00e9 o \u00fanico respons\u00e1vel por seu infort\u00fanio, por causa da insufici\u00eancia de sua intelig\u00eancia, de suas capacidades ou de seus esfor\u00e7os.<\/strong><\/p>\n<p><strong>10\/ Conhe\u00e7a as pessoas melhor do que elas mesmas<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Nos \u00faltimos 50 anos, os r\u00e1pidos avan\u00e7os na ci\u00eancia criaram uma lacuna crescente entre o conhecimento do p\u00fablico e o que \u00e9 mantido e usado pelas elites dominantes. Atrav\u00e9s da biologia, neurobiologia e psicologia aplicada, o &#8220;sistema&#8221; alcan\u00e7ou um conhecimento avan\u00e7ado do ser humano, tanto f\u00edsica quanto psicologicamente.<\/strong><\/p>\n<p><strong>O sistema veio a conhecer a pessoa m\u00e9dia melhor do que a pessoa m\u00e9dia conhece a si mesma. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema det\u00e9m maior controle e poder sobre os indiv\u00edduos do que os pr\u00f3prios indiv\u00edduos.<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><strong>por Christophe Peiffer: <a href=\"https:\/\/www.leblogdesrapportshumains.fr\/les-dix-strategies-de-manipulation-de-masses\/\">https:\/\/www.leblogdesrapportshumains.fr\/les-dix-strategies-de-manipulation-de-masses\/<\/a> <\/strong><\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Coloco aqui a tradu\u00e7\u00e3o \u00a0das dez estrat\u00e9gias de manipula\u00e7\u00e3o em massa atribu\u00eddas ao linguista Noam Chomsky mas que em parte poder\u00e3o ter sido resumidas e tiradas do contexto (1). 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