{"id":7834,"date":"2022-08-28T22:13:27","date_gmt":"2022-08-28T21:13:27","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=7834"},"modified":"2022-08-28T22:17:43","modified_gmt":"2022-08-28T21:17:43","slug":"crenca-a-parte-de-fora-da-fe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=7834","title":{"rendered":"CREN\u00c7A \u00c9 A PARTE EXTERNA\u00a0DA F\u00c9"},"content":{"rendered":"<h4 style=\"text-align: center;\"><strong>Pressupostos para uma pr\u00e1xis religiosa e para o di\u00e1logo com cren\u00e7as n\u00e3o religiosas<\/strong><\/h4>\n<p><strong>Nas discuss\u00f5es de caracter ideol\u00f3gico confunde-se, muitas vezes, f\u00e9 com cren\u00e7a e deste modo cai-se em discuss\u00f5es paralelas ou confusas. <\/strong>A f\u00e9 tem a ver com a experi\u00eancia espiritual com Deus e a cren\u00e7a tem mais a ver com a doutrina, com a vis\u00e3o mental e ordena\u00e7\u00e3o l\u00f3gica do conhecimento em comunidade<strong>. <\/strong>A cren\u00e7a expressa o falar do homem sobre Deus enquanto que f\u00e9 vive da experi\u00eancia tida ao entrar em rela\u00e7\u00e3o profunda com o divino.<\/p>\n<p><strong>A cren\u00e7a \u00e9 como que o interruptor comunit\u00e1rio que estabelece o contacto com Deus a n\u00edvel de viv\u00eancia individual e universal transcendental e possibilita a experi\u00eancia da fraternidade.<\/strong> A cren\u00e7a coloca-nos num estado de abertura que possibilita a abertura para uma rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a. Religi\u00e3o significa liga\u00e7\u00e3o a Deus e \u00e9 mais que uma compreens\u00e3o, mais que um alinhamento de ideias l\u00f3gicas dentro de uma cultura. <strong>A verdadeira cren\u00e7a assenta numa experi\u00eancia espiritual individual profunda; neste \u00e2mbito a doutrina tornada f\u00e9 transforma-se em viv\u00eancia que nos mergulha numa esp\u00e9cie de resson\u00e2ncia amorosa universal, viv\u00eancia essa que suplanta as diferentes express\u00f5es religioso-culturais porque acontece a um n\u00edvel de uni\u00e3o espiritual comum e n\u00e3o de divis\u00e3o\/defini\u00e7\u00e3o onde se passa a compreender as simboliza\u00e7\u00e3o culturais como express\u00f5es de uma an\u00e1loga experi\u00eancia e sentido comum.<\/strong> Que a chama da espiritualidade, f\u00e9 se d\u00ea em torno de uma verdade da cren\u00e7a tamb\u00e9m n\u00e3o desqualifica as cren\u00e7as porque elas formam a ponte que conduz a uma experi\u00eancia de amor profundo que \u00e9 de tal maneira envolvente que o pr\u00f3prio corpo participa da experi\u00eancia inef\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>Cren\u00e7a e f\u00e9 est\u00e3o intimamente conectadas; uma cren\u00e7a sem f\u00e9 (experi\u00eancia espiritual) \u00e9 algo que n\u00e3o satisfaz a personalidade no seu todo de ser espiritual dado situar-se ao n\u00edvel de um viver ad extra (mover-se a n\u00edvel do \u201cfolclore\u201d de uma filosofia\/m\u00edstica mais profunda e que aquele alberga)<\/strong>!<\/p>\n<p>\u00c9 natural que um discurso pressup\u00f5e uma certa objetiva\u00e7\u00e3o e objetividade, mas tamb\u00e9m n\u00e3o se pode limitar aos dados mentais ou pragm\u00e1ticos (de uma l\u00f3gica ordenada causalmente, de efici\u00eancia ou utilidade pr\u00e1tica) para ser dialogal. Quem sabe da ilus\u00e3o a que tamb\u00e9m a mente poder\u00e1 estar sujeita, como amante da sapi\u00eancia, ter\u00e1 de aceitar a sua posi\u00e7\u00e3o e a do dialogante com benevol\u00eancia atendendo \u00e0 inseguran\u00e7a ou falta de evid\u00eancia do terreno em que nos movemos. Da\u00ed a atitude construtiva e benevolente de criar um espa\u00e7o necess\u00e1rio para a d\u00favida met\u00f3dica que leva \u00e0 aceita\u00e7\u00e3o do \u201cin d\u00fabio pro reo\u201d e possibilita a oportunidade para uma amplia\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria perspectiva e vis\u00e3o.<\/p>\n<p>A pessoa s\u00f3 orientada por princ\u00edpios mentais tidos como claros ter\u00e1 de considerar que h\u00e1 espa\u00e7os da chamada realidade carentes de ser consciencializados. O problema maior situa-se entre a percep\u00e7\u00e3o (representa\u00e7\u00e3o) e a interpreta\u00e7\u00e3o no espa\u00e7o que separa o receptor do emissor e vice-versa e o objecto da ideia. A percep\u00e7\u00e3o est\u00e1 ligada a factores externos como os sentidos (visual, cheiro, t\u00e1ctil, sonora e gustativa). J\u00e1 a este n\u00edvel a percep\u00e7\u00e3o se encontra dependente do est\u00edmulo, da selec\u00e7\u00e3o sensorial, organiza\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o. Para complicar a perce\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o ainda se veem juntar a estes factores condicionantes da perce\u00e7\u00e3o da realidade, outros factores internos como a pr\u00f3pria atitude, os motivos, experi\u00eancias, interesses e expectativas.<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos reduzir o ser \u00e0 percep\u00e7\u00e3o como algum fil\u00f3sofo quereria, nem t\u00e3o-pouco ao entendimento dele. Tamb\u00e9m a ideia \u00e9 um produto do processo de pensamento. Tudo isto condiciona naturalmente as nossas imagens do mundo \u00e0 nossa volta. As percep\u00e7\u00f5es s\u00e3o principalmente processos inconscientes de processamento de informa\u00e7\u00e3o e percep\u00e7\u00e3o individual. As percep\u00e7\u00f5es s\u00e3o, portanto, invent\u00e1rios selectivos-subjectivos do ambiente, mas num sentido mais amplo, incluem tamb\u00e9m processos inconscientes e emocionais de sentimento.<\/p>\n<p>S\u00f3 pode ter a percep\u00e7\u00e3o ou <strong>detectar o odor da canela quem tem o \u00f3rg\u00e3o do cheiro operacional. Quem n\u00e3o tiver acesso ao \u201c\u00f3rg\u00e3o\u201d da espiritualidade est\u00e1 condicionado a ordenar as suas percep\u00e7\u00f5es aos factores de que disp\u00f5e. <\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil para um ateu e tamb\u00e9m para algumas pessoas religiosas intuir a diferen\u00e7a entre cren\u00e7a e f\u00e9 limitando-se a falar sobre as religi\u00f5es a n\u00edvel de discurso mental de cren\u00e7a ou do aspecto \u201cfolcl\u00f3rico\u201d dela.<\/p>\n<p><strong>Apresento aqui a experi\u00eancia que um amigo meu ateu (Hartmut) teve e me contou e que pode ter uma certa semelhan\u00e7a com a experi\u00eancia de f\u00e9 de um crente. O amigo fez uma viagem de barco. No princ\u00edpio ao entrar no barco, este parecia-lhe muito grande e ele sentiu-se bem passeando nele a sua pessoa enquanto admirava a grandeza do barco.<\/strong> <strong>Entretanto o barco partiu e quando se encontrava j\u00e1 no alto mar, onde as \u00e1guas eram planas, sentiu o barco como uma coisa min\u00fascula e um oceano imenso com uma ab\u00f3boda celestial infinita. Nesta situa\u00e7\u00e3o o amigo sentiu profundamente a sua pequenez e a do barco e a ao mesmo tempo a grandeza do universo.<\/strong> <strong>Sentiu uma viv\u00eancia especial da sua pessoa como extrema pequenez e da imensa grandeza do c\u00e9u e do oceano de que teve a sensa\u00e7\u00e3o de fazer parte. Esta experi\u00eancia do amigo ateu \u00e9 similar \u00e0 experi\u00eancia de f\u00e9 de um crente: a experi\u00eancia da extrema pequenez do pr\u00f3prio ser e ao mesmo tempo a experi\u00eancia da grandeza divina de que faz parte criam uma nova consci\u00eancia e uma nova maneira de sentir e ordenar as coisas. <\/strong><\/p>\n<p>Certamente um ateu que n\u00e3o tenha feito a experi\u00eancia do viajante ateu ver\u00e1 a viagem de forma descritiva apenas pela raz\u00e3o e a sua vis\u00e3o da viagem do barco \u00e9 muito diferente daquele que fez o viajante ateu porque lhe falta a viv\u00eancia do momento especial e a intui\u00e71bo que ele pode causar.<\/p>\n<p>H\u00e1 muitas pessoas que confundem f\u00e9 com cren\u00e7a (credo) quando se trata de coisas distintas. Uma tem mais a ver com a m\u00edstica (f\u00e9 \u00e9 vivencia espiritual) e a outra com a filosofia da linguagem (a cren\u00e7a verdadeira quer ser justificada a n\u00edvel de afirma\u00e7\u00f5es (credo) que unem uma comunidade) e que cria objectividade. <strong>Uma \u00e9 experi\u00eancia \u00edntima com um Tu e a outra \u00e9 um conceito de f\u00e9.<\/strong> <strong>A uni\u00e3o das duas pode levar \u00e0 convic\u00e7\u00e3o envolvente. <\/strong>A cren\u00e7a realiza-se na f\u00e9 e esta transp\u00f5e o n\u00edvel da explica\u00e7\u00e3o porque acontece a n\u00edvel de viv\u00eancia dial\u00f3gica com o todo, com o divino e n\u00e3o s\u00f3 a n\u00edvel de parte. <strong>A f\u00e9 pode transcender as pr\u00f3prias cren\u00e7as e as simbologias culturais dado ser uma aptid\u00e3o humana para o transcendente e expressar-se numa experi\u00eancia metaf\u00edsica comum enquanto a cren\u00e7a empenha o pensamento, a raz\u00e3o no sentido de granjear a verdade que conduz \u00e0 convic\u00e7\u00e3o, sentencia certa.<\/strong> Assim d\u00e1-se uma interliga\u00e7\u00e3o entre intui\u00e7\u00e3o espiritual e doutrina (fundamento racional ou justifica\u00e7\u00e3o). A cren\u00e7a na Trindade pode levar, a n\u00edvel de experi\u00eancia espiritual \u00edntima, \u00e0 experi\u00eancia das tr\u00eas pessoas na viv\u00eancia de uma f\u00f3rmula \u00fanica (a rela\u00e7\u00e3o eu-ele manifesta na experi\u00eancia do n\u00f3s). A experi\u00eancia m\u00edstica n\u00e3o se pode reduzir ao conhecimento dela porque \u00e9 envolvente e n\u00e3o reduz\u00edvel ao elemento e como tal permanece uma experi\u00eancia n\u00e3o objetiv\u00e1vel em palavras. A f\u00e9 \u00e9 uma esp\u00e9cie de saudade saciada numa viv\u00eancia e que conduz a uma atitude de confian\u00e7a universal que nos envolve numa esp\u00e9cie de carinho comunicativo e numa atitude b\u00e1sica de humildade e do bem querer porque se experimentou o verdadeiro de toda a realidade num rel\u00e2mpago que atravessa toda a exist\u00eancia numa vis\u00e3o-viv\u00eancia interior sem fronteiras.<\/p>\n<p>Neste sentido passo a refletir sobre Teresa de \u00c1vila (1) que pode ajudar a uma melhor compreens\u00e3o da realidade cren\u00e7a-f\u00e9. Teresa manifestou a preocupa\u00e7\u00e3o de n\u00e3o acedermos a Deus s\u00f3 atrav\u00e9s do direito can\u00f3nico ou de frases teol\u00f3gica; ela defendia a considera\u00e7\u00e3o m\u00edstica numa teologia demasiado intelectualizada. Para ela tratava-se de entrar na presen\u00e7a m\u00edstica de Deus numa ora\u00e7\u00e3o interior de rela\u00e7\u00e3o de amor com Deus, numa rela\u00e7\u00e3o de amizade sincera com Deus, num envolvimento de \u201ctu\u201d. <strong>Teresa dizia &#8220;Pode-se falar com Deus como se falasse com um bom amigo\u201d. <\/strong>\u00c9 uma espiritualidade profunda envolvente do quotidiano e por isso Teresa dizia &#8220;O Senhor tamb\u00e9m habita entre as panelas da cozinha\u201d. Na altura ela tentou mover formas demasiado rituais da Igreja para uma espiritualidade de trazer por casa. \u00c9 natural que a sua teologia m\u00edstica aproxima Deus da pessoa e como tal relativiza um pouco certas regulamenta\u00e7\u00f5es eclesi\u00e1sticas, ao criar um espa\u00e7o para a subjetividade individual na doutrina<strong>!<\/strong> <strong>O caminho da teologia m\u00edstica e da amizade directa com Deus sempre causou dores de cabe\u00e7a aos representantes das religi\u00f5es tal como a certos cl\u00e9rigos (e direito can\u00f3nico) que viam nisso um certo confronto ao regulado.<\/strong> Ela ao, de um certo modo, proceder a uma certa destroniza\u00e7\u00e3o de Deus e puxando-o para o centro do cora\u00e7\u00e3o humano, o seu &#8220;castelo interior&#8221; situado no cora\u00e7\u00e3o da alma constitu\u00eda para os dogm\u00e1ticos um perigo de subjetiva\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m de relativa\u00e7\u00e3o da ordem eclesi\u00e1stica.<\/p>\n<p>Naturalmente que a posi\u00e7\u00e3o desta doutora da Igreja pressup\u00f5e o uso do crit\u00e9rio de caracter mais objetivo estabelecendo uma balan\u00e7a com o da subjetividade sem um aspecto ter de negar o outro. <strong>De uma coisa estou certo, a mensagem de Teresa estava bem fundamentada na mensagem de Jesus para quem o interesse e dedica\u00e7\u00e3o \u00e9 dirigido para as pessoas e n\u00e3o para as organiza\u00e7\u00f5es, sejam elas religiosas ou seculares.<\/strong> A d\u00favida e os medos tamb\u00e9m podem ser uma oportunidade para nos aproximarmos de Deus (do \u00e2mago da nossa ipseidade) e isto mostrou Teresa na qualidade de pessoa imperfeita como cada pessoa, conseguiu viver liberta porque entusiasmada pela rela\u00e7\u00e3o \u00edntima com Deus. Ela no meio de sofrimentos e d\u00favidas questionava sempre o pensamento \u00fanico. A d\u00favida faz parte da cren\u00e7a e pode tamb\u00e9m atingir o n\u00edvel da f\u00e9 (momentos do deserto) mas o que sempre fica \u00e9 a experi\u00eancia-viv\u00eancia uma vez tida com Deus. A d\u00favida s\u00e3o os momentos de pausa que nos impulsionam a ir mais al\u00e9m! A abordagem de Deus a n\u00edvel de mente e de cora\u00e7\u00e3o (viv\u00eancia relacional) completam-se e possibilitam a viv\u00eancia de comunidade e em comunidade com todos e com tudo. <strong>Gosto muito de Teresa porque tamb\u00e9m acho que mais que ter sempre Deus ou nossa senhora nos l\u00e1bios importante \u00e9 viver o dia a dia profano com eles no cora\u00e7\u00e3o, a ponto de n\u00e3o ter de fazer muita diferen\u00e7a entre o interno e o externo nem t\u00e3o-pouco perder-se na moral!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Teresa consegue fazer valer na teologia o valor da experi\u00eancia, a interioridade m\u00edstica demonstrando a insufici\u00eancia da intelectualidade de caracter discursivo que se aproxima mais do senhoreio e assenhoreamento mundano (2) numa do divide para imperar, divide para te afirmares.<\/strong><\/p>\n<p>Teresa de \u00c1vila tamb\u00e9m defendia a uni\u00e3o da experi\u00eancia espiritual \u00e0 corporal. Neste sentido afirmou uma teologia negativa de acesso a Deus o que pressup\u00f5e uma certa iman\u00eancia divina. Ao introduzir a experi\u00eancia \u00edntima (a m\u00edstica) como argumento v\u00e1lido da teologia envolve directamente o crist\u00e3o, o te\u00f3logo e o clero, o que indirectamente constitu\u00eda uma cr\u00edtica \u00e0s hierarquias, porque o que as deveria legitimar seria a experi\u00eancia m\u00edstica com Deus dando prioridade \u00e0 via do cora\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 via do intelecto. Este \u00e9 para mim um momento alto de teologia feminina porque questiona, por dentro a matriz cultural e de pensamento masculino para optar por uma matriz da masculinidade e feminilidade, da espiritualidade e da corporalidade em equil\u00edbrio. Esta teologia ainda est\u00e1 por realizar institucionalmente; acontece, por\u00e9m no cora\u00e7\u00e3o de muito homem e mulher que penetraram no verdadeiro \u00e2mbito da f\u00e9 e n\u00e3o apenas da cren\u00e7a!<\/p>\n<p>Neste processo de acesso a Deus chega a abdicar-se do conhecimento discursivo de Deus atrav\u00e9s de ideias e atributos (est\u00e1-se perante uma Teologia negativa : do que Deus n\u00e3o \u00e9 porque \u201c\u00e9\u201d a transcend\u00eancia absoluta) em contraposi\u00e7\u00e3o \u00e0 teologia afirmativa da asser\u00e7\u00e3o de Deus como bem, beleza, amor, intelig\u00eancia, paz, perfei\u00e7\u00e3o\u2026.<\/p>\n<p>Confiar e invocar a experi\u00eancia \u00edntima pessoal subjetiva e argumentar em nome dela, \u00e9 ainda hoje considerada ousadia que pode minar a vontade institucional e as jerarquias<\/p>\n<p>Para ela n\u00e3o h\u00e1 verdadeira teologia sem a experi\u00eancia divina! <strong>Pela via m\u00edstica, Deus habita no cora\u00e7\u00e3o do Homem, a espiritualidade \u201cdesce \u00e0 terra\u201d, n\u00e3o se baloi\u00e7ando apenas nas teorias intelectuais nem na confus\u00e3o do dia-a-dia. Urge uma pr\u00e1xis teol\u00f3gica da espiritualidade. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Teresa dizia: \u201cQuem ama faz sempre comunidade; n\u00e3o fica nunca sozinho&#8230; Ser grande \u00e9 amar os pequenos. Ser pequeno \u00e9 odiar os grandes\u201d.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n<p>Te\u00f3logo e Pedagogo<\/p>\n<p>Pegadas do Tempo<\/p>\n<p>(1) TERESA DE JESUS UMA MULHER GRANDE E MUITO INTERESSANTE NA HIST\u00d3RIA DA CULTURA: <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=4935&amp;fbclid=IwAR07ecm5zTj4_qKRxyvoj1bGCPpYylCStSxaeso-ez7hV_StGojFket4Zno\">https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=4935&amp;fbclid=IwAR07ecm5zTj4_qKRxyvoj1bGCPpYylCStSxaeso-ez7hV_StGojFket4Zno<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pressupostos para uma pr\u00e1xis religiosa e para o di\u00e1logo com cren\u00e7as n\u00e3o religiosas Nas discuss\u00f5es de caracter ideol\u00f3gico confunde-se, muitas vezes, f\u00e9 com cren\u00e7a e deste modo cai-se em discuss\u00f5es paralelas ou confusas. 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