{"id":7826,"date":"2022-08-23T19:02:58","date_gmt":"2022-08-23T18:02:58","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=7826"},"modified":"2022-08-23T19:02:58","modified_gmt":"2022-08-23T18:02:58","slug":"para-desenfastiar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=7826","title":{"rendered":"PARA DESENFASTIAR!"},"content":{"rendered":"<p>Recebi, enviado por e-mail \u00a0este texto de que n\u00e3o conhe\u00e7o o autor:<\/p>\n<p>TENHO SAUDADES DOS TEMPOS EM QUE HAVIA GORDOS<\/p>\n<p>&#8220;Tenho saudades dos tempos em que no Liceu havia \u2018burros\u2019, \u2018gordos\u2019, \u2018caixa de \u00f3culos\u2019, \u2018sem sal\u2019, \u2018pretos\u2019, \u2018chineses\u2019, \u2018indianos\u2019, \u2018artolas\u2019, \u2018maricas\u2019, etc. Os \u2018burros\u2019 chumbavam, n\u00e3o se tornavam doutores como hoje em dia. Mas a fasquia era definida pelo marr\u00e3o da turma, n\u00e3o era nivelada por baixo como agora. Somos todos iguais diz-se.<\/p>\n<p>Antes n\u00e3o parecia que fossemos, mas o \u2018gordo\u2019 tamb\u00e9m tinha notas brutais e ningu\u00e9m sabia como, talvez porque n\u00e3o jogasse \u00e0 bola, o \u2018caixa de \u00f3culos\u2019 tinha um sentido de humor inigual\u00e1vel mas n\u00e3o fazia corridas pois tinha medo de cair, o \u2018preto\u2019 jogava \u00e0 bola como ningu\u00e9m e fazia umas fintas inimagin\u00e1veis, tinha um f\u00edsico fora do comum, o \u2018chin\u00eas\u2019 tinha vindo de outra escola sabia \u00e0 brava ingl\u00eas, e tinha hist\u00f3rias que n\u00e3o lembravam a ningu\u00e9m. Cada um tinha um \u00abdefeito\u00bb, at\u00e9 uma alcunha, mas tinha ou lutava por ter tamb\u00e9m outras qualidades. Hoje n\u00e3o. Dizem que somos todos iguais. Agora, tudo ou \u00e9 bullying, ou racismo, ou xenofobia, ou opress\u00e3o, ou ass\u00e9dio, ou viol\u00eancia. Antigamente quando se era mesmo racista, levava-se um chapad\u00e3o na tromba e aprendia-se logo que o \u2018preto\u2019 era como n\u00f3s outros, apenas tinha c\u00f4r diferente. E n\u00e3o era bullying. Era \u2018aprendizagem on job\u2019. Aprender assim era duro pois d\u00f3i e n\u00e3o se esquece mais. E \u00e0s vezes em casa com os pais tamb\u00e9m se \u2018aprendia\u2019.<\/p>\n<p>O menino ou menina \u2018sem sal\u2019 passava despercebido(a) e sentia-se sozinho(a). Ter uma alcunha diferente era fixe. A diferen\u00e7a era vista com bons olhos.<\/p>\n<p>E aprendia-se uma coisa importante: rirmos de n\u00f3s pr\u00f3prios. E n\u00e3o chorarmos porque algu\u00e9m nos chamou isto ou aquilo. Assumia-se a gordura, o \u2018esquel\u00e9tico\u2019, a \u2018caixa de \u00f3culos\u2019 e tudo o mais que viesse. Mas quando n\u00e3o se estava bem, quando n\u00e3o se gostava da alcunha, fazia-se uma coisa importante: mudava-se, lutava-se por acabar com ela. N\u00e3o se culpava os outros nem a sociedade. N\u00e3o se faziam \u2018queixinhas\u2019. E falhava-se. Muitas vezes. Mas cada vez que se falhava ficava-se mais forte. E sab\u00edamos que era assim. Que havia uns que conseguiam, outros ficavam para tr\u00e1s, que havia quem vencia e quem falhava.<\/p>\n<p>Agora n\u00e3o.<\/p>\n<p>Todos somos iguais, h\u00e1 mesmo a chamada igualdade de g\u00e9nero, todos somos bons, todos merecemos, todos temos as mesmas oportunidades, todos devemos at\u00e9 ganhar o mesmo, todos somos v\u00edtimas, todos somos oprimidos e todos somos parvos \u2026. porque aceitamos este ambiente do \u2018politicamente correcto\u2019 sem dizer nada\u2026.. e at\u00e9 devemos dizer que somos \u2018normais\u2019.<\/p>\n<p>Segundo o novo paradigma social, devem ter muito cuidado comigo, porque:<\/p>\n<p>&#8211; Sou velho, tenho mais de 70 anos, o que faz de mim um tolo, improdutivo, que gasta estupidamente os recursos do Estado;<\/p>\n<p>&#8211; Nasci branco, o que me torna racista;<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o voto na esquerda radical, o que me torna fascista;<\/p>\n<p>&#8211; Sou hetero, o que me torna um homof\u00f3bico;<\/p>\n<p>&#8211; Possuo casa pr\u00f3pria, o que me torna um propriet\u00e1rio rico (ou talvez mesmo um latifundi\u00e1rio);<\/p>\n<p>&#8211; Amo foie gras, carne de ca\u00e7a, peixe do mar e cordeiro de leite, o que me torna um abusador de animais;<\/p>\n<p>&#8211; Sou crist\u00e3o, e embora n\u00e3o praticante, sou um infiel aos olhos de milh\u00f5es de mu\u00e7ulmanos;<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o concordo com tudo o que o Governo faz, o que me torna um reaccion\u00e1rio;<\/p>\n<p>&#8211; Gosto de ver mulheres bonitas bem vestidas (ou despidas), ou super decotadas, o que me torna um tipo capaz de assediar;<\/p>\n<p>&#8211; Valorizo a minha identidade portuguesa e a minha cultura europeia e ocidental, o que me torna um xen\u00f3fobo;<\/p>\n<p>&#8211; Gostaria de viver em seguran\u00e7a e ver os infractores na pris\u00e3o, o que me torna um desrespeitador dos direitos &#8220;fundamentais&#8221; protegidos;<\/p>\n<p>&#8211; Conduzo um carro a diesel, o que me torna um poluidor, contribuindo para o aumento de CO2;<\/p>\n<p>Apesar de estes defeitos todos, acho que ainda sou feliz \u2026era mais antes da pandemia\u2026. mas mesmo assim e considero-me um \u2018gajo normal\u2019!!&#8230;&#8221;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recebi, enviado por e-mail \u00a0este texto de que n\u00e3o conhe\u00e7o o autor: TENHO SAUDADES DOS TEMPOS EM QUE HAVIA GORDOS &#8220;Tenho saudades dos tempos em que no Liceu havia \u2018burros\u2019, \u2018gordos\u2019, \u2018caixa de \u00f3culos\u2019, \u2018sem sal\u2019, \u2018pretos\u2019, \u2018chineses\u2019, \u2018indianos\u2019, \u2018artolas\u2019, \u2018maricas\u2019, etc. Os \u2018burros\u2019 chumbavam, n\u00e3o se tornavam doutores como hoje em dia. 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