{"id":7776,"date":"2022-08-11T13:39:37","date_gmt":"2022-08-11T12:39:37","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=7776"},"modified":"2022-08-12T14:52:14","modified_gmt":"2022-08-12T13:52:14","slug":"portugal-signo-do-desenvolvimento-e-da-decadencia-da-europa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=7776","title":{"rendered":"PORTUGAL SIGNO DO DESENVOLVIMENTO E DA DECAD\u00caNCIA DA EUROPA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>S\u00f3 um Portugal-Espanha unidos e empenhados com as antigas col\u00f3nias conseguir\u00e3o afirmar-se<\/strong><\/p>\n<p><strong>A Europa global come\u00e7ou em Portugal e acabou em Portugal. O globalismo atual j\u00e1 n\u00e3o se baseia em identidades nacionais, mas em grupos de interesses econ\u00f3micos e ideol\u00f3gicos com estrat\u00e9gias globais.<\/strong><\/p>\n<p><strong>As pot\u00eancias mundiais do futuro, atendendo \u00e0s novas tecnologias, afirmar-se-\u00e3o atrav\u00e9s do ar e do mar! Os EUA, a China e a R\u00fassia j\u00e1 est\u00e3o muito activos tamb\u00e9m no dom\u00ednio dos oceanos sem que os Pa\u00edses Lus\u00f3fonos estejam atentos ao que isso significa para o seu futuro.<\/strong> <strong>Uma das surpresas com que se poder\u00e3o ver confrontados seria a das grandes\u00a0 pot\u00eancias virem a usar a mesma estrat\u00e9gia que as pot\u00eancias europeias usaram no s\u00e9culo XIX na Confer\u00eancia de Berlim onde transformaram o direito colonial hist\u00f3rico \u00e0s regi\u00f5es de \u00c1frica em direito de ocupa\u00e7\u00e3o efectiva (militar), o que prejudicou Portugal e favoreceu as pot\u00eancias b\u00e9licas surgentes e continuou a manter a \u00c1frica no servilismo. O mesmo poderia acontecer em rela\u00e7\u00e3o aos direitos dos pa\u00edses mar\u00edtimos no que toca ao seu direito \u00e0s correspondentes zonas mar\u00edtimas!<\/strong> A consequ\u00eancia seria que estes pa\u00edses, uma vez estabilizadas as suas fronteiras naturais se empenhassem sobretudo na defesa dos seus mares e numa estrat\u00e9gia de agrupamento baseada em afinidades culturais e hist\u00f3ricas.<\/p>\n<p><strong>Portugal foi o pa\u00eds que transformou a hist\u00f3ria europeia em hist\u00f3ria mundial, passando, a partir de ent\u00e3o, a Europa a determinar o destino de outros povos<\/strong>, ao deixar de estar ocupada com ela mesma e em torno do Mediterr\u00e2neo; <strong>com os \u201cDescobrimentos\u201d passou a abrir-se aos grandes oceanos e continentes; Portugal foi tamb\u00e9m o primeiro pa\u00eds que alargou as suas fronteiras fora da Europa (Ceuta 1415)<\/strong> <strong>numa reac\u00e7\u00e3o oposta \u00e0 mu\u00e7ulmana. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Quase enigm\u00e1tico torna-se o facto de Portugal ter sido a primeira pot\u00eancia colonial da Europa, e a sua \u00faltima&#8230;\u00a0 <\/strong>Portugal era demasiado pequeno para a global empresa que iniciou e enfraquecia \u00e0 medida que outras pot\u00eancias europeias disputavam o com\u00e9rcio dos produtos e mat\u00e9rias primas que a Europa n\u00e3o tinha. <strong>Assim Portugal tornou-se em pa\u00eds semicolonial a partir de<\/strong> <strong>1890 devido ao &#8220;ultimato\u201d ingl\u00eas, na sequ\u00eancia do qual teve de ceder a Rod\u00e9sia (mapa cor-de-rosa!) \u00e0 Inglaterra (efeitos da Confer\u00eancia de Berlim que dava resposta ao desejo imperialista de alguns pa\u00edses europeus<\/strong><strong>)<\/strong><strong>; <\/strong>a crise do mapa cor-de-rosa apressou em Portugal a passagem do sistema mon\u00e1rquico para o republicano!<strong> Salazar ao ver Portugal a perder a terra debaixo dos seus p\u00e9s, numa reac\u00e7\u00e3o de fuga ao real (luta imperialista entre Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e EUA), ainda se lembrou de considerar Portugal como o \u00faltimo basti\u00e3o do Ocidente (na velha vertente da europa das na\u00e7\u00f5es): esquecera-se que o proselitismo religioso que motivara a presen\u00e7a da Europa no mundo tinha passado a ser\u00a0 substitu\u00eddo pelo proselitismo socialista fomentador de uma nova ordem mundial (imperialismo bipolar) a afirmar-se a partir da primeira guerra mundial ao lado de um capitalismo a reformular-se. A ideia de Salazar revelou-se como retr\u00f3grada ou como fuga, mas se considerada sob a situa\u00e7\u00e3o das lutas imperialistas atuais poderia ser hoje uma mais valia no sentido de uma Europa e de uma \u00c1frica dignas de hoje. Isto na sequ\u00eancia de uma l\u00f3gica ainda de perspectiva europeia, que na altura j\u00e1 se encontrava a perder! <\/strong><\/p>\n<p><strong>Preferimos ent\u00e3o continuar as pegadas na nuvem do sonho, aquela evas\u00e3o t\u00e3o caracter\u00edstica do ide\u00e1rio portugu\u00eas que devido a tanto sonho de olhar fixo no longe se esquece de olhar e construir a realidade concreta que fica \u00e0 frente do pr\u00f3prio olhar <\/strong>(\u00c9 verdade que ent\u00e3o as pot\u00eancias europeias andavam demasiadamente ocupadas consigo mesmas (tamb\u00e9m na sua reconstru\u00e7\u00e3o p\u00f3s-guerra) impedindo-as de perceberem o que\u00a0 acontecia em torno de Moscovo e de Washington em termos de geopol\u00edtica mundial e o que verdadeiramente se passava nas col\u00f3nias portuguesas).<strong>\u00a0 Aqui, Portugal deixou de expressar o caminho da Europa para se perder numa vis\u00e3o pol\u00edtica idealista longe de qualquer realismo e contexto hist\u00f3rico para seguir as pegadas de Moscovo (25 de Abril e apressada descoloniza\u00e7\u00e3o); entretanto Moscovo ca\u00edra (1991) e Portugal com a Europa seguiram os deuses b\u00e1rbaros a imperar no Olimpo de Bruxelas. Portugal deveria abandonar a sua pol\u00edtica de subsist\u00eancia e reflectir a sua realidade (ib\u00e9rica) que n\u00e3o \u00e9 meramente europeia (para l\u00e1 dos Pireneus) mas tamb\u00e9m oce\u00e2nica e com a Espanha e os antigos pa\u00edses de l\u00edngua lusa e espanhola se prepararem para uma nova ordem mundial em processo. H\u00e1 que, no meio da luta assanhada entre os novos imperialismos, n\u00e3o se deixar levar apenas pela enxurrada das pot\u00eancias em lit\u00edgio para se defenderem tamb\u00e9m\u00a0 objetivos regionais pol\u00edticos no sentido de uma pol\u00edtica de concep\u00e7\u00e3o ib\u00e9rica (n\u00e3o nacionalista) em uni\u00e3o com os povos acabados de se libertar do colonialismo europeu (doutro modo poder\u00e3o passar todos a sofrer sob o novo imperialismo mental e militar agora a reformular-se).<\/strong><\/p>\n<p><strong>J\u00e1 Cam\u00f5es se lamentava de uma caracter\u00edstica de um povo po\u00e9tico (Portugal) que se afundaria em &#8220;tristeza, gan\u00e2ncia e t\u00e9dio&#8221;! De facto, no seu modo espec\u00edfico de ser, Portugal construiu \u201cum mundo portugu\u00eas\u201d, um Portugal onde cabia o mundo, mas onde, como parte, desaparece, tamb\u00e9m por ser t\u00e3o pequenino.<\/strong> <strong>Ficou a tristeza, a gan\u00e2ncia e o t\u00e9dio, hoje cuidados por uma pl\u00eaiade decadente de tecnocratas novos-ricos virados para o Olimpo de Bruxelas descuidando os interesses de uma pen\u00ednsula ib\u00e9rica e seus empenhamentos com os seus irm\u00e3o al\u00e9m-mar! No sentido luso em vez de nos metermos em politiquices ideol\u00f3gicas com o Brasil (como fez Rebelo de Sousa, na \u00faltima visita ao Brasil) seria chegada a hora de o apoiar na empresa de se afirmar na Am\u00e9rica latina (independentemente de os ventos ideol\u00f3gicos soprarem do ocidente ou do oriente).<\/strong><\/p>\n<p><strong>Com o 25 de Abril comprimiu-se Portugal e a Europa, passando estes a recolher-se para dar passagem a novas pot\u00eancias! Pena \u00e9 o tal mundo portugu\u00eas ter voltado &#8211; sozinho sem os lus\u00f3fonos &#8211; apenas \u00e0 periferia de uma Uni\u00e3o Europeia que, por miopia, lhe estreita a vis\u00e3o obrigando-o a n\u00e3o se aproveitar do mar, aquilo que tem em abund\u00e2ncia (a tristeza, o t\u00e9dio e a gan\u00e2ncia levam-no a n\u00e3o se preocupar suficientemente pela constru\u00e7\u00e3o de um mundo luso): se uma Alemanha se preocupa por fomentar os povos vizinhos a leste porque n\u00e3o se preocupa a Europa latina por enriquecer os povos vizinhos africanos e Portugal-Brasil-Angola por favorecer os pa\u00edses lus\u00f3fonos? <\/strong><\/p>\n<p>Ao velho realismo da \u00ednclita gera\u00e7\u00e3o e ao proselitismo de outrora sucedeu-se o oportunismo pol\u00edtico e a indiferen\u00e7a empacotada no politicamente correcto<strong>. Para sair deste marasma ter\u00e1 de se voltar para o mar (n\u00e3o contra a Europa\u00a0 mas como express\u00e3o dela), falar menos de Caravelas, de gaivotas e de rosas do vento, para se virar para a realidade de afazeres terrenos que o envolve e ao mesmo tempo n\u00e3o perder o ideal e a miss\u00e3o de outrora, aquele sonho-vida que, por pouco tempo, tornou Portugal grande.<\/strong> <strong>N\u00e3o chega continuar a perder-se no sonho dando-se ao fado rotineiro de repetir o seu \u201cdestino\u201d de produzir \u201cnavegadores\u201d e emigrantes!&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 de observar que no destino de Portugal se espelha o reduzir da Europa j\u00e1 n\u00e3o a descobrir, mas a ser descoberta e querida sobretudo por aquilo que tem de transit\u00f3rio.<strong>\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p><strong>A<\/strong>ntes da primeira guerra mundial t\u00ednhamos a Europa das na\u00e7\u00f5es que dominava 90% do mundo (colonialismo motivado sobretudo por raz\u00f5es econ\u00f3mico-comerciais) + imperialismo (motivado por raz\u00f5es econ\u00f3mico-expansionistas);<strong> com a primeira guerra mundial inicia-se a passagem do poder das pot\u00eancias nacionais europeias para a grande pot\u00eancia surgente Estados Unidos; numa perspectiva europeia as guerras deixavam de ser europeias para se tornarem mundiais. Da segunda Guerra Mundial estabiliza-se o mundo dividido em dois blocos rivais: o dos EUA com o capitalismo e o da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica com o socialismo (1<\/strong>). Neste espa\u00e7o de tempo a Europa vai-se autodestruindo politicamente internando nela social e culturalmente o materialismo da luta socialista marxista e do capitalismo, de maneira antag\u00f3nica; a Europa entra assim em contradi\u00e7\u00e3o consigo mesma, o que a leva a deixar de existir como grandeza global. Simultaneamente vai perdendo o seu caracter latino ter passado a apoiar em \u00c1frica a autodestrui\u00e7\u00e3o do seu poderio colonial que ent\u00e3o, na \u00c1frica ainda dispon\u00edvel, passou a ser disputado entre a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica (socialismo) e os USA (capitalismo); entretanto o Isl\u00e3o vota a acordar sendo de compreender o esfor\u00e7o do Ir\u00e3o por adquirir as armas nucleares.<\/p>\n<p><strong>O modo como Portugal (s\u00edmbolo da Europa) cedeu as suas col\u00f3nias ao socialismo \u00e9 o melhor sinal \u00a0indicativo de uma Europa ent\u00e3o j\u00e1 decadente e fraca<\/strong> (j\u00e1 sem valores ancorados na tradi\u00e7\u00e3o), com ideais e valores apenas de caracter jur\u00eddico-mental e, politicamente sem tino, dividida entre os interesses do imperialismo socialista e os interesses do imperialismo capitalista anglo-americano, n\u00e3o elaborou um modelo de mundivis\u00e3o humanista, democr\u00e1tico e solid\u00e1rio entre seus povos e vizinhos para se deixar levar na onda do poder mundial bipolar (socialista e capitalista) em vez de criar um modelo inclusivo dos dois, como elementos complementares onde a fraternidade e o povo sejam o ponto de partida e o ponto de chegada. <strong>Um sintoma do que se passa \u00e9 a guerra econ\u00f3mica que a Europa iniciou contra a R\u00fassia deixando-se levar pela narrativa americana nos nossos Media que conseguiu, com efic\u00e1cia, apagar a imagina\u00e7\u00e3o do povo europeu e deste modo apagar-lhe o espa\u00e7o para a esperan\u00e7a de um agir pr\u00f3prio.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0N\u00e3o quer isto dizer que se tivesse de ser contra a independ\u00eancia das col\u00f3nias, pelo contr\u00e1rio, mas que o seu processo de independ\u00eancia tivesse sido tamb\u00e9m um empenho de Portugal e de toda a Europa numa vis\u00e3o de estrat\u00e9gica libertadora comum<\/strong>. O destino da Europa deveria ser comum ao da R\u00fassia, \u00c1frica e das Am\u00e9ricas, mas os imperialismos dos EUA e da R\u00fassia obstaculizaram o caminho. E agora, numa altura em que as pot\u00eancias mundiais se digladiam deveria ser chegada a hora de uma Europa renovada assumir a miss\u00e3o de construir uma ordem mundial nova baseada n\u00e3o na contradi\u00e7\u00e3o mas na inclus\u00e3o complementar, com uma \u00e9tica que parta da pessoa, e n\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o (constantinismo), em termos de rela\u00e7\u00e3o pessoal como preanunciado no modelo original crist\u00e3o.<\/p>\n<p>Portugal pode considerar-se como ponto charneira na mudan\u00e7a de matrizes do poder global! Foi-o com os descobrimentos e foi-o ao abandonar as \u201cprov\u00edncias ultramarinas\u201d (fim do colonialismo nacionalista) ao imperialismo ideol\u00f3gico da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica que se encontrava em concorr\u00eancia com o imperialismo capitalista anglo-americano! Enquanto a esfera da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e dos EUA se alargavam, a das na\u00e7\u00f5es europeias estreitava.<strong> Portugal e a Europa, descuidaram-se em rela\u00e7\u00e3o a Washington e Moscovo, abandonando a \u00c1frica obrigando-a a manter-se num empasse, enquanto na Europa num processo de entropia se ia perdendo o cunho latino (\u201cromano\u201d) e afirmando o esp\u00edrito anglo-americano acompanhado pelo ma\u00e7\u00f3nico! Tamb\u00e9m a \u00c1frica e suas independ\u00eancias nacionais teriam merecido mais dedica\u00e7\u00e3o pelos interesses nativos e menos abandono a ideologias estranhas que tamb\u00e9m as subjugavam.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Portugal e a Europa deixam de existir como grandeza global ao autodestruir-se interna e culturalmente atrav\u00e9s de um socialismo materialista irreflectido e abdicando de si mesma para dar lugar \u00e0 apropria\u00e7\u00e3o americana que exprime o c\u00famulo da sua aliena\u00e7\u00e3o nos seus mercen\u00e1rios em Bruxelas julgados grandes por copiarem o que os USA ditam. <\/strong><strong>A guerra econ\u00f3mica contra a R\u00fassia encher\u00e1 comp\u00eandios (1). <\/strong><\/p>\n<p><strong>Desde os anos 60 os EUA e a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica esfor\u00e7avam-se (atrav\u00e9s do fomento de instabilidades e aquisi\u00e7\u00e3o de influ\u00eancia em zonas africanas) por ocupar o lugar deixado ou a deixar pelo colonialismo europeu.<\/strong> <strong>Os l\u00edderes africanos encontravam-se numa de orienta\u00e7\u00e3o para o socialismo ou para o capitalismo. Entretanto, fizeram a experi\u00eancia de que tanto o modelo americano como o modelo sovi\u00e9tico n\u00e3o os ajudam. Entrementes, a China veio como mais um concorrente na tentativa de ganhar a \u00c1frica e j\u00e1 tem mais de 10.000 empresas em 46 estados africanos.<\/strong><\/p>\n<p><strong>N\u00e3o se trata agora de construir um mundo portugu\u00eas, mas de reconhecer que na sua pequenez se poderia encontrar o mundo todo a descobrir-se em cada parte, podendo esta tornar-se a miss\u00e3o europeia. Primeiramente, por\u00e9m, Portugal e Espanha teriam que se descobrir, politicamente, como unidade ib\u00e9rica para redescobrirem a sua alma atl\u00e2ntica<\/strong><strong>, de maneira a conciliarem o caracter doutrinal ocidental com o caracter pragm\u00e1tico oriental e assim iniciarem uma nova maneira de ser e estar mais baseada em compromissos do que em supremacias. <\/strong><\/p>\n<p>Cada \u00e9poca ou gera\u00e7\u00e3o elabora a sua narrativa sem se dar conta que esta faz apenas parte de um g\u00e9nero em que o passado \u00e9 continuado de maneira mais ou menos latente no presente. O mal e o bem do passado encontram continuidade no mal e no bem do presente e n\u00f3s ficamo-nos por contemplar as narrativas atacando o mal no passado para n\u00e3o ver o mal do presente. A coloniza\u00e7\u00e3o continua, sob outros pretextos, mas com as mesmas fundamenta\u00e7\u00f5es. Da coloniza\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios passou-se a investir mais na coloniza\u00e7\u00e3o das mentes: a discrimina\u00e7\u00e3o permanece, s\u00f3 que mais refinada e escondida de maneira a n\u00e3o ser notada \u00e0 primeira vista, mas a ser identificada em pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>S\u00f3 um Portugal-Espanha unidos e comprometidos irm\u00e3mente com as antigas col\u00f3nias conseguir\u00e3o afirmar-se na nova contextualiza\u00e7\u00e3o global a delinear-se. Doutro modo a Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica fica entalada entre o Atl\u00e2ntico e os Pireneus!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n<p>Te\u00f3logo e Pedagogo<\/p>\n<p>Pegadas do Tempo<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>(1) A implos\u00e3o da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica (1991) a que se sucedeu o globalismo (marca economia liberal) apressou depois o surgir econ\u00f3mico da China no palco mundial.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00f3 um Portugal-Espanha unidos e empenhados com as antigas col\u00f3nias conseguir\u00e3o afirmar-se A Europa global come\u00e7ou em Portugal e acabou em Portugal. O globalismo atual j\u00e1 n\u00e3o se baseia em identidades nacionais, mas em grupos de interesses econ\u00f3micos e ideol\u00f3gicos com estrat\u00e9gias globais. 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