{"id":7582,"date":"2022-06-10T15:05:20","date_gmt":"2022-06-10T14:05:20","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=7582"},"modified":"2022-06-10T15:38:44","modified_gmt":"2022-06-10T14:38:44","slug":"parabens-portugueses-pela-vossa-comemoracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=7582","title":{"rendered":"PARAB\u00c9NS PORTUGUESES PELO DIA DE CAM\u00d5ES E DAS COMUNIDADES"},"content":{"rendered":"<p><strong>DIA DE PORTUGAL<\/strong><\/p>\n<p><strong>A Festa repete-se e Portugal tamb\u00e9m <\/strong><\/p>\n<p>&#8230;. Em \u201cViagens na minha Terra\u201d, Garrett faz uma descri\u00e7\u00e3o modelo da situa\u00e7\u00e3o e dos problemas do Portugal de sempre. Nos protagonistas da narrativa, Carlos, s\u00edmbolo dos progressistas e Joaninha, s\u00edmbolo dos tradicionalistas, temos uma boa diagnose aplic\u00e1vel \u00e0 actualidade sobre a situa\u00e7\u00e3o dos partidos e da cultura portuguesa num Portugal que teima ser irreconcili\u00e1vel.<\/p>\n<p>O romantismo liberal inicial de Garrett e Herculano, tal como, depois, o de Antero de Quental procuram aportuguesar o liberalismo (masculino) e o socialismo pol\u00edtico importado (inicialmente bravio depois oportunamente acomodado) e dar-lhe uma perspectiva lusitana (feminina). Constatam o falhan\u00e7o do projecto de liberalizar e democratizar Portugal. Portugal falha pelas mesmas raz\u00f5es que Carlos e Joaninha falharam&#8230;<\/p>\n<p>O desenrolar da democracia do 25 de Abril parece seguir os mesmos passos encontrando-se j\u00e1 na fase da \u201cdesist\u00eancia c\u00edvica\u201d &#8230;<\/p>\n<p>&#8230; O protagonista Carlos, de \u201cViagens na minha Terra\u201d, s\u00edmbolo de Portugal do progresso abandona a prov\u00edncia (Santar\u00e9m) e assim enjeita Joaninha (cultura tipicamente portuguesa) incompatibilizado, ao mesmo tempo, com Frei Dinis (antigo regime) e vai \u00e0 procura de novos ideais para a cidade (liberalismo) envolvendo-se nas lutas liberais (conflitos entre socialistas e conservadores). Neste novo espa\u00e7o transforma-se e conhece, entre outros bens, a cor da luz dos olhos da Georgina e da Soledade (os belos corpos duma modernidade que permanece alheia). Depois de desenganos e frustra\u00e7\u00f5es volta a Santar\u00e9m (cultura tradicional nacional) mas a\u00ed sente-se j\u00e1 estranho; tinha-se mudado e a mudan\u00e7a tinha sido t\u00e3o radical que j\u00e1 n\u00e3o comportava a integra\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria no seu ser. Entretanto foi-lhe revelado que era filho do padre Dinis (um sinal talvez de que deveria reconciliar a tradi\u00e7\u00e3o com o progresso ideol\u00f3gico, o p\u00f3lo masculino com o p\u00f3lo feminino da na\u00e7\u00e3o). Pelo contr\u00e1rio, desiludido da ideologia e da terra, que j\u00e1 na pode amar porque a ideologia e os bens o tinham desnaturado, volta \u00e0 cidade e faz-se bar\u00e3o. Declara-se perdido. Joaninha enlouquece e falece&#8230;<\/p>\n<p>Esta tem sido a perspectiva dum Portugal insatisfeito fatalmente irreconcili\u00e1vel consigo mesmo. Em Carlos podemos ver a masculinidade portuguesa infiel e homossexual que vive dos bord\u00e9is estrangeiros e em Joaninha a feminidade portuguesa fiel mas fechada em si mesma quase l\u00e9sbica. Este \u00e9 o problema de Portugal. A sua masculinidade e feminidade n\u00e3o se integram num todo. A luta do <strong>saber<\/strong> c\u00ednico (Carlos) contra a <strong>cren\u00e7a<\/strong> ing\u00e9nua (Joaninha) conduz, segundo a experi\u00eancia hist\u00f3rica, a uma portugalidade amorfa e indiferente. Isto conduz \u00e0quela \u201capagada e vil tristeza\u201d dum Portugal n\u00e3o vivido mas com a ilus\u00e3o de viver que lhe vem da sua divis\u00e3o num Portugal de alguns tantos eremitas e poetas refugiados, de alguns bar\u00f5es da ceita e dum resto lamuriento&#8230;<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/p>\n<p>Texto completo em Pegadas do Tempo, <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1335\">https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1335<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.gentedeopiniao.com.br\/opiniao\/dia-de-portugal-dia-de-camoes-e-das-comunidades-portuguesas-no-purgatorio-com-o-covid-19-dados-sobre-a-igreja-carolica\">https:\/\/www.gentedeopiniao.com.br\/opiniao\/dia-de-portugal-dia-de-camoes-e-das-comunidades-portuguesas-no-purgatorio-com-o-covid-19-dados-sobre-a-igreja-carolica<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.triplov.com\/letras\/Antonio-Justo\/index.htm\">https:\/\/www.triplov.com\/letras\/Antonio-Justo\/index.htm<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DIA DE PORTUGAL A Festa repete-se e Portugal tamb\u00e9m &#8230;. 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