{"id":6633,"date":"2021-07-06T18:35:43","date_gmt":"2021-07-06T17:35:43","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=6633"},"modified":"2021-07-11T11:39:22","modified_gmt":"2021-07-11T10:39:22","slug":"educacacao-em-tempo-de-mudanca-e-na-disciplina-de-cidadania","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=6633","title":{"rendered":"EDUCACA\u00c7\u00c3O EM TEMPO DE MUDAN\u00c7A E NA DISCIPLINA DE CIDADANIA"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>Reflectindo sobre a Influ\u00eancia dos Ares do Tempo<\/strong><\/h3>\n<p><strong>Ant\u00f3nio Justo<\/strong><\/p>\n<p><strong>O andar da sociedade, visto sob o prisma da responsabilidade individual e pol\u00edtica, deixa muito a desejar por sobretudo nadar no sentido da corrente do tempo<\/strong>; parece n\u00e3o suportar a reflex\u00e3o filos\u00f3fica e at\u00e9 a educa\u00e7\u00e3o se v\u00ea orientada para o sucesso e o lucro a curto prazo que se v\u00eaem-se acolitados por um moralismo superficial e intolerante a caminho da servid\u00e3o.<\/p>\n<p>Pretender\u00a0 que se aprendam atitudes como se aprende uma t\u00e9cnica de servi\u00e7o utilit\u00e1rio poder\u00e1 ser o melhor caminho para se estabelecer um regime autorit\u00e1rio<strong>; o nosso pensar do tempo aposta em valores abstratos\u00a0 n\u00e3o querendo org\u00e2nicas jerarquias (diferen\u00e7as) no comportamento nem no pensamento (o pragmatismo e a efici\u00eancia tornaram-se no \u201cbem\u201d do tempo e espalham a cren\u00e7a de que com leis e sem\u00e1foros vermelhos tudo se regula!)<\/strong>. Consequentemente (1) na educa\u00e7\u00e3o c\u00edvica n\u00e3o est\u00e3o em foque a rela\u00e7\u00e3o interpessoal (virtudes pessoais) nem a forma\u00e7\u00e3o de atitudes de humanidade; fomentam-se sobretudo comportamentos mec\u00e2nicos (aptid\u00f5es de concorr\u00eancia) \u00a0relativos a poderes e interesses grupais, a valores an\u00f3nimos acompanhados de \u00edcones do passatempo e da moda. <strong>Chega que tudo funcione e basta ter toda a pessoa em fun\u00e7\u00e3o; o sentido do Estado e o que parece interessar \u00e9 apenas ver a m\u00e1quina a funcionar, tudo ao servi\u00e7o dos \u00f3rg\u00e3os de interesse, na sua qualidade de componentes da m\u00e1quina. J\u00e1 Immanuel Kant recomendava a termos a coragem de usar a nossa pr\u00f3pria raz\u00e3o para nos libertarmos da imaturidade autoinfligida<\/strong><strong>.<\/strong><\/p>\n<p>Cada um \u00e9, por outro lado, considerado dono do mundo que se encontra dentro do seu computador (um mundo artificial que n\u00e3o o real!). J\u00e1 n\u00e3o precisa de conquistar espa\u00e7os nem de ser, bastam-lhe logaritmos e chav\u00f5es de pensamento para aparecer! Cai-se assim numa <strong>educa\u00e7\u00e3o utilitarista (2) que educa para a funcionalidade e para o progresso esquecendo o \u201ceducando\u201d na sua qualidade de pessoa, pessoa integral! \u00a0A Informa\u00e7\u00e3o \u00e9 manipulada encontrando-se sobretudo em posse de f\u00e1bricas de intelig\u00eancia (t\u00e9cnicos de ideologias<\/strong> <strong>e de estrat\u00e9gias) e cada vez mais em posse de multinacionais como Facebook e Google (Deste modo, impercetivelmente, une-se o poder pol\u00edtico ao poder privado na mesma tarefa de controlo do cidad\u00e3o &#8211; da cidade e do Estado).<\/strong><\/p>\n<p><strong>A Palavra, a informa\u00e7\u00e3o\u00a0 \u00e9 a energia criadora origin\u00e1ria\u00a0 e permanente, por isso Deus falou e o evangelista Jo\u00e3o escreeu: \u201eNo princ\u00edpio era a\u00a0 Palavra, (a In-forma\u00e7\u00e3o)\u201d;\u00a0 ela est\u00e1 sempre no princ\u00edpio da cultura, do discurso, da forma\u00e7\u00e3o e da cria\u00e7\u00e3o; ela forma a pessoa que cria novos mundos, novas civiliza\u00e7\u00f5es<\/strong>; essa mesma Palavra (in-forma\u00e7\u00e3o), no reino vegetal, forma as plantas, todos os seres na qualidade espec\u00edfica de convergentes de informa\u00e7\u00e3o (in-forma\u00e7\u00e3o em processo de defini\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>Por isso os poderosos se apropriam da palavra (informa\u00e7\u00e3o), tornam-se autoridades (\u00e0 imagem de deuses e n\u00e3o de Deus!), formatando-a, a seu modo, decidem sobre o significado e o sentido da palavra (ideia moldada).<\/p>\n<p><strong>A Palavra (in-forma\u00e7\u00e3o)\u00a0 que no princ\u00edpio era divina e, como tal, parte de todos, em que cada um poderia sentir e decidir sobre significado e sentido, foi timbrada em nomes, frases opacas e, ao deixar de ser processo, deixou de estar no princ\u00edpio para ser reduzida a gram\u00e1tica<\/strong> do tempo (poder) <strong>e assim, como objecto, tornar-se apenas em narrativa localizada e, deste modo, poder ser usada para reduzir os outros a consumidores (<\/strong>acaba-se a rela\u00e7\u00e3o pessoal para a substituir pela conex\u00e3o funcional; acaba-se com a comunidade e correspondente virtude\/moral para se criar a sociedade do cidad\u00e3o e correspondentes leis exteriores dependuradas em valores abstratos). Torna-se urgente proteger a gene divina da palavra (in-forma\u00e7\u00e3o) que se encontra amea\u00e7ada porque o que \u00e9 processo se torna em objecto limitado e deste modo passa a ser propriedade de alguns: os propriet\u00e1rios do esp\u00edrito materializado.<\/p>\n<p>Ao reflectirmos sobre a in-forma\u00e7\u00e3o (Palavra) estaremos a proteger o seu ser divino em n\u00f3s e nos outros. Se observarmos os ares que nos rodeiam notamos que n\u00e3o nos querem ver como seres direitos, como pessoas, como sujeitos criadores do mundo, desejam-nos tortos formatados como consumidores ou seres amarrados \u00e0 sua trela (informa\u00e7\u00e3o petrificada!). Quer-se transformar a Verdade (processo relacional) em cren\u00e7a apropriada, ou na narrativa que nos contam. <strong>O esp\u00edrito do tempo quer uma sociedade \u201cs\u00e3\u201d que nos faz seus pacientes.<\/strong><\/p>\n<p>O entusiasmo pela t\u00e9cnica prepara o caminho para o abstracto numa narrativa sem poesia para ser contada e n\u00e3o precisar de ser explicada nem vivida (o velho \u201csacerd\u00f3cio\u201d foi substitu\u00eddo por tecnocratas ao servi\u00e7o do sistema \u00e0 custa da pessoa!).<strong> A sociedade competitiva de consumo n\u00e3o educa para a compreens\u00e3o da pessoa e das coisas no sentido que lhes \u00e9 pr\u00f3prio de complementaridade e humanidade, mas sim no sentido de autoafirma\u00e7\u00e3o, de concorr\u00eancia (rivalidade), de exclus\u00e3o e de funcionalidade.<\/strong> <strong>A governa\u00e7\u00e3o<\/strong> <strong>baseada no crescimento justifica a desumaniza\u00e7\u00e3o da pessoa e da sociedade porque os fins passam a justificar os meios como se pode ver na sociedade consumista e de maneira extrema em regimes totalit\u00e1rios como a Coreia do Norte e a China!<\/strong><\/p>\n<p>Sem nos deixarmos oprimir por racionaliza\u00e7\u00f5es nem por perturba\u00e7\u00f5es emocionais, importar\u00e1 come\u00e7ar por aprender a lidar consigo mesmo e a desenvolver o esp\u00edrito de discernimento, de descoberta (curiosidade) e de humildade. Isto no sentido de tentarmos ter a coragem de deixarmos de ser ovelha e ao mesmo tempo n\u00e3o termos medo de reconhecer a necessidade de c\u00e3es de guarda e de pastores! Cada pessoa traz em si o cordeiro e o lobo o que justifica uma educa\u00e7\u00e3o no sentido pr\u00e1tico de um humanismo crist\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O esp\u00edrito do tempo globalista para justificar um centralismo tecnol\u00f3gico an\u00f3nimo vai, pouco a pouco, destruindo os bi\u00f3topos culturais pessoais e regionais no equ\u00edvoco de que s\u00f3 assim poder\u00e1 ter poder directo sobre o indiv\u00edduo (pessoa reduzida a cidad\u00e3o) e sobre as na\u00e7\u00f5es ou povos! Certamente tamb\u00e9m por isso se vai tendo a impress\u00e3o de se pretender uma sociedade e indiv\u00edduo s\u00f3 mente, sem Deus, sem pessoa, sem alma, sem terra, sem fam\u00edlia e sem m\u00e3e<\/strong>. Pretende-se um mundo s\u00f3 paterno com mente e sem cora\u00e7\u00e3o<strong>.<\/strong> <strong>N\u00e3o chega educar para a filantropia,<\/strong> \u00e9 necess\u00e1rio integrar, na educa\u00e7\u00e3o, a pr\u00e1tica de olhar os outros (os diferentes numa rela\u00e7\u00e3o pessoal e n\u00e3o s\u00f3 de interesses) com o olhar de Deus, com o olhar deles e assim descobrir em cada um Jesus Cristo, o irm\u00e3o (e isto independentemente de institui\u00e7\u00e3o, etnias, culturas, cren\u00e7as e ideologias). O olhar de Deus \u00e9 materno e faz dos outros irm\u00e3os gerando-os como filhos. <strong>Isto implica educar para a transforma\u00e7\u00e3o (e n\u00e3o para a confronta\u00e7\u00e3o, competi\u00e7\u00e3o) a acontecer na transversalidade de esp\u00edrito e mat\u00e9ria, de feminilidade e masculinidade, de integridade e engano.<\/strong>\u00a0 Ser\u00e1 necess\u00e1rio aprender a dar sentido \u00e0 pr\u00f3pria exist\u00eancia sem ter de continuar atrelado \u00e0s necessidades artificialmente criadas e que se concretizam no ter dinheiro para as satisfazer ou no exerc\u00edcio de meras fun\u00e7\u00f5es. Trata-se de descobrir a pr\u00f3pria dignidade (personalidade) e n\u00e3o de ter apenas uma ideia dela sem que se torne virtude. A reflex\u00e3o sobre a dignidade leva \u00e0 minha descoberta de ser sujeito e n\u00e3o objecto numa inter-rela\u00e7\u00e3o de sujeitos. Para isso seria necess\u00e1rio aprender a tratar-se a si mesmo com dignidade.<\/p>\n<p><strong>Vivemos num est\u00e1dio cultural em que tudo \u00e9 encaminhado para a explora\u00e7\u00e3o do intelecto e visto a partir do intelecto (\u00e2ngulo cerebral causal a caminho da intelig\u00eancia artificial): <\/strong>valores e normas, s\u00e3o transferidos e adquiridos num canto do c\u00e9rebro. N\u00e3o se pretende a consci\u00eancia de identidade, de homem todo; no m\u00e1ximo quer-se um perfecionismo que parte da inseguran\u00e7a para gerar instabilidade servida por valores meramente abstratos.<\/p>\n<p>Inicialmente temos de aprender a tratar-nos a n\u00f3s pr\u00f3prios com amor e, concludentemente, trataremos os outros como nos tratamos a n\u00f3s mesmos. Ent\u00e3o dispensaremos modelos a seguir e deixaremos de andar a correr atr\u00e1s de uma felicidade pressuposta fora de n\u00f3s. <strong>A educa\u00e7\u00e3o para a cidadania n\u00e3o deveria partir de medidas que consideram o outro como objecto de valores propostos a adquirir porque na sua l\u00f3gica esses valores puramente abstratos pretendem transformar os outros em objectos, tudo numa coer\u00eancia funcionalista, num clima social de valoriza\u00e7\u00f5es e avalia\u00e7\u00f5es que no fim de contas serve sobretudo a classe dominante.<\/strong><\/p>\n<p>A cultura \u00e9 deixada ao desbarato da decad\u00eancia e ao desgaste dos ares do tempo.\u00a0 A educa\u00e7\u00e3o para a humanidade e para a paz n\u00e3o pode continuar a manipular o ensino tal como fazem os regimes que d\u00e3o mais import\u00e2ncia ao dom\u00ednio da Universidade, da escola, dos m\u00e9dia, que aos bancos (estes s\u00e3o transversais e comuns a todos os regimes n\u00e3o podendo ser anulados, apenas nacionalizados), porque sabem que aquele \u00e9 que permanecer\u00e1 como estabilizador do sistema.<\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o frisa a pessoa e a sociedade! Como podemos querer pessoas humanas e uma sociedade solid\u00e1ria se n\u00e3o entendemos nada do que est\u00e1 a acontecer com a educa\u00e7\u00e3o escolar e social?<\/p>\n<p><strong>Educar para a paz \u00e9 educar para a transforma\u00e7\u00e3o, nunca para a confronta\u00e7\u00e3o porque a transforma\u00e7\u00e3o pressup\u00f5e a transversalidade dos polos (extremos). <\/strong><\/p>\n<p><strong>Penso que uma \u00f3tima maneira de encontrar apoios para o processo da pr\u00f3pria transforma\u00e7\u00e3o ser\u00e1 dialogar com a natureza, entrar num templo e a\u00ed, sem ouvir ningu\u00e9m, entrar-se numa de intui\u00e7\u00e3o, deixando o cora\u00e7\u00e3o transcender e dizer: \u201cTu est\u00e1s a\u00ed, eu estou aqui, no n\u00f3s estamos juntos a fazer caminho\u201d. Nesse estado, poder-se-\u00e1, mais facilmente, entrar em contacto consigo mesmo, atrav\u00e9s do sil\u00eancio, da natureza, do ouvir o mar e o respirar da montanha na transversalidade dos nossos sentidos.<\/strong> Ent\u00e3o poder\u00e1 iniciar-se uma transforma\u00e7\u00e3o interior que primeiramente poder\u00e1 criar um sentimento de dissid\u00eancia para mais tarde se poder respirar o universo em n\u00f3s, a humanidade em n\u00f3s. Nessa atmosfera se nota tamb\u00e9m o emperramento em n\u00f3s mesmos e as incongru\u00eancias com o mundo das ideias ou inten\u00e7\u00f5es e prop\u00f3sitos que vinham de fora (expectativas) e n\u00e3o de n\u00f3s! Ent\u00e3o, pelo menos por alguns momentos, dar-nos-emos conta, da necessidade em n\u00f3s, de sermos sujeitos e n\u00e3o objectos. Ent\u00e3o dar-nos-emos conta do perigo de n\u00f3s mesmos e da fam\u00edlia sermos reduzidos \u00e0 pr\u00e1tica do eu penso, quero e compro; dessa dist\u00e2ncia poderemos observar o modo como somos sorvidos pela atrac\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito do tempo na enxurrada social.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, quando me transformo j\u00e1 n\u00e3o me encaixo neste modo de viver social, mas como a transforma\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser alcan\u00e7ada sozinha, presto aten\u00e7\u00e3o a com quem vou. A\u00ed mais sentirei a necessidade de criar ou me integrar numa comunidade pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>Precisamos todos de uma interajuda m\u00fatua e aut\u00eantica. Isto pressup\u00f5e experienciar-se a si pr\u00f3prio, interna e externamente, e n\u00e3o menosprezar a actua\u00e7\u00e3o; essa entreajuda n\u00e3o se d\u00e1 tanto como ajuda a algu\u00e9m, mas como um ajudar-se a si pr\u00f3prio a experimentar o outro e a si pr\u00f3prio em comunidade.<\/p>\n<p>Na sociedade civil as rela\u00e7\u00f5es movimentam-se entre grupos de interesses em que cada grupo normalmente trata de proteger os bens\/interesses da pr\u00f3pria sociedade ou grupo. <strong>Como cada organiza\u00e7\u00e3o, cada partido, luta para a sua comunidade, a solidariza\u00e7\u00e3o grupal impede, geralmente a solidariedade geral, porque lhe falta o interesse comunit\u00e1rio (cofunde-se a defesa do bem do grupo com o bem comum). Isso n\u00e3o implica que se recuse a homogeneidade entre os grupos. <\/strong><\/p>\n<p>Por isso uma sociedade solid\u00e1ria necessita de uma forma\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 a n\u00edvel de indiv\u00edduo e de sociedade, mas sobretudo a n\u00edvel de pessoa e de comunidade! \u00a0<strong>Para uma educa\u00e7\u00e3o para cidad\u00e3os adultos e consequentemente para a paz, n\u00e3o chegam os dados sociol\u00f3gicos nem as leis; para isso \u00e9 necess\u00e1ria a vida transmitida pela filosofia, pela ci\u00eancia e pela religi\u00e3o!<\/strong><\/p>\n<p>Cito de um autor desconhecido: &#8220;N\u00e3o importa o tamanho do primeiro passo, mas sim em que direc\u00e7\u00e3o ele vai\u201d. Para chegarmos \u00e0 redescoberta da pessoa, da dignidade individual de cada um poderia ajudar um processo mai\u00eautico de educa\u00e7\u00e3o, como queria S\u00f3crates como m\u00e9todo filos\u00f3fico para chegar ao saber.<\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio CD Justo<\/strong><\/p>\n<p>Te\u00f3logo e pedagogo<\/p>\n<p>\u00a9Educa\u00e7\u00e3o, in Pegadas do Tempo<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 (1)\u00a0 Em grande parte, encontramo-nos envolvidos num ensino e num discurso p\u00fablico enganadores! Fala-se de educa\u00e7\u00e3o, querem-se mudan\u00e7as, mas apenas de discurso: repudiam-se ovelhas e pastores, para os substituir por s\u00fabditos e tecnocratas (estes vestidos com a pele de ideias abstratas). Na sequ\u00eancia segue-se um ensino baseado em ilus\u00f5es na peugada de convic\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas ou de ideias gerais.<\/li>\n<li>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 (2)\u00a0 Necessita-se de uma aprendizagem que dura toda a vida como resposta a um chamamento de fidelidade a si mesmo e \u00e0 comunidade, tudo envolvido, a caminho numa pedagogia libertadora reflectida, num pensar e agir a vida a partir da pessoa, do povo (que n\u00e3o dos interesses corporativos), ou seja, a partir de Deus.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reflectindo sobre a Influ\u00eancia dos Ares do Tempo Ant\u00f3nio Justo O andar da sociedade, visto sob o prisma da responsabilidade individual e pol\u00edtica, deixa muito a desejar por sobretudo nadar no sentido da corrente do tempo; parece n\u00e3o suportar a reflex\u00e3o filos\u00f3fica e at\u00e9 a educa\u00e7\u00e3o se v\u00ea orientada para o sucesso e o lucro &hellip; <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=6633\" class=\"more-link\">Continuar a ler <span class=\"screen-reader-text\">EDUCACA\u00c7\u00c3O EM TEMPO DE MUDAN\u00c7A E NA DISCIPLINA DE CIDADANIA<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[3,15,14,4,5,7,8,16],"tags":[],"class_list":["post-6633","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte","category-cultura","category-economia","category-educacao","category-escola","category-politica","category-religiao","category-sociedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6633","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6633"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6633\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6647,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6633\/revisions\/6647"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6633"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6633"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6633"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}