{"id":6264,"date":"2020-11-29T16:21:25","date_gmt":"2020-11-29T15:21:25","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=6264"},"modified":"2020-11-29T16:21:25","modified_gmt":"2020-11-29T15:21:25","slug":"uniao-entre-portugal-e-espanha-de-couto-para-provincia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=6264","title":{"rendered":"Uni\u00e3o entre Portugal e Espanha! \u2013 De Couto para Prov\u00edncia?"},"content":{"rendered":"<table width=\"95%\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<table width=\"100%\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"6\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><span class=\"titulo\"> <b>Uni\u00e3o entre Portugal e Espanha! \u2013 De Couto para Prov\u00edncia?<\/b> <\/span><br \/>\n<span class=\"texto\"> 2006-10-18 <\/span><\/p>\n<p><span class=\"texto\"> <b>Num Pa\u00eds de Sonhadores h\u00e1 sempre um D. Sebasti\u00e3o<\/b><br \/>\nA revista espanhola El Tiempo apresentava ontem, 17.10.06, os resultados duma sondagem feita algures em Espanha em que 45,6 % dos espanh\u00f3is se manifestam pela fus\u00e3o de Portugal e Espanha. Destes, 43,4% defende que o novo pa\u00eds se chame Espanha enquanto que 39,4 % opta pelo nome Ib\u00e9ria. A maioria 80 % quer a capital fique em Madrid e 3,3% favorecem Lisboa. Metade dos inquiridos quer o regime mon\u00e1rquico espanhol, 30,2 % \u00e9 favor\u00e1vel a uma Rep\u00fablica.<br \/>\nO mais grave \u00e9 que, aquando da visita de Cavaco Silva a Espanha, uma sondagem certamente n\u00e3o representativa do seman\u00e1rio portugu\u00eas Sol referia que 28 % dos portugueses s\u00e3o pela integra\u00e7\u00e3o de Portugal e Espanha num \u00fanico Estado.<br \/>\nEstes s\u00e3o inqu\u00e9ritos sem credebilidade mas que podem revelar os estados de alma dos dois lados da fronteira.<br \/>\nPara a Espanha seria esta uma maneira f\u00e1cil de resolver os seus problemas pol\u00edticos internos ainda n\u00e3o arrumados duma na\u00e7\u00e3o multinacional politicamente ainda n\u00e3o estabilizada. Esta poderia ser uma estrat\u00e9gia indirecta de resolverem os problemas da sua casa numa de mais valia.<br \/>\nOliven\u00e7a j\u00e1 l\u00e1 est\u00e1 n\u00e3o tendo problemas com ela. O contr\u00e1rio de d\u00e1 com Catal\u00e3es, Bascos e Galegos .<br \/>\nPara Portugal continua a restar-lhe o sonho. Num pa\u00eds de sonhadores h\u00e1 sempre o recurso a um D. Sebasti\u00e3o que resolve aquilo que deveria ser resolvido por eles.<br \/>\nAs reportagens do Tempo e do Sol s\u00e3o de questionar-se. N\u00e3o ser\u00e3o estas sondagens artimanhas de nacionalistas ou de progressistas? \u2026. De patriotas certamente que n\u00e3o.<br \/>\nPara os nominalistas portugueses n\u00e3o haveria problemas porque viriam na Espanha o D. Sebasti\u00e3o e ficariam de esp\u00edrito agradecido ao naco de p\u00e3o numa atitude semelhante ao c\u00e3o fiel n\u00e3o \u00e0 ra\u00e7a mas a quem lhe d\u00e1 o p\u00e3o. Esta atitude parece-me mais de progressistas. De resto, um ataque ao sentimento nacional. Os que favorecem a op\u00e7\u00e3o pela eventual uni\u00e3o entre os dois pa\u00edses vizinhos fundamentam-no com os benef\u00edcios econ\u00f3micos. Sujeitar-se-iam a ser espanh\u00f3is porque l\u00e1 se ganha mais e se paga menos pelos servi\u00e7os e pela energia. Esta posi\u00e7\u00e3o \u00e9 pr\u00f3pria daqueles que se comportam como a avestruz que quando v\u00ea o perigo enterra a cabe\u00e7a na areia na esperan\u00e7a de que o problema passe. S\u00f3 que a receita para tais seria sonhar menos e trabalhar mais. S\u00f3 conta o Mamon.<br \/>\nPor outro lado a Espanha n\u00e3o aguentaria tanto sonho nem com um povo em que cada um e cada qual \u00e9 um governo! A guerra da nova Aljubarrota que Espanha trava \u00e9 a econ\u00f3mica e os seus generais j\u00e1 se encontram posicionados por todo o Portugal (o que n\u00e3o condeno porque tamb\u00e9m criam riqueza). Naturalmente que tamb\u00e9m levantar\u00e3o o tributo da antiga afronta e o enviar\u00e3o em desagravo para Espanha.<br \/>\nEste \u00e9 o problema dos pequenos. O que n\u00e3o t\u00eam nos m\u00fasculos ter\u00e3o que o ter no c\u00e9rebro, na organiza\u00e7\u00e3o e na disciplina\u2026 Uma desilus\u00e3o n\u00e3o se resolve com uma nova ilus\u00e3o nem s\u00f3 com greves. O que Portugal tem \u00e9 de valorizar a sua ma\u00e7a cinzenta que \u00e9 muito boa e aplic\u00e1-la. Ent\u00e3o, a exemplo duma Irlanda, duma Sui\u00e7a poderemos de novo dar mundos ao mundo, podendo estar mais satisfeitos connosco e suportar melhor a leviandade das nossas elites sem termos de as lan\u00e7ar ao Tejo para nos subjugar a Madrid. Primeiro teremos que unir Portugal, unir o povo acabando com os senhorios, temos que unir o interior e o litoral, a cidade e a aldeia. Para isso \u00e9 necess\u00e1rio dividir Portugal em duas ou tr\u00eas regi\u00f5es naturais, temos de reduzir os deputados para metade e tornar as administra\u00e7\u00f5es distritais e camar\u00e1rias mais eficientes e organizadas em planos supra-distritais.<br \/>\nPorque trope\u00e7ar na Espanha se j\u00e1 estamos nos bra\u00e7os da Europa. A maior parte da soberania j\u00e1 a demos \u00e0 Uni\u00e3o Europeia. Ou j\u00e1 n\u00e3o chegam as comendas?<br \/>\nDe tudo isto uma coisa \u00e9 certa, as nossas escolas t\u00eam que ensinar mais hist\u00f3ria de Portugal onde se aprenda a ser portugu\u00eas. Ou j\u00e1 est\u00e3o esquecidos da batalha de S. Mamede e da vontade popular, sempre repetida contra os tais das comendas, frente \u00e0s varandas reais?<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Justo<\/span><\/p>\n<p>Publicado em Comunidades:<\/p>\n<p>http:\/\/web.archive.org\/web\/20080430103626\/http:\/\/blog.comunidades.net\/justo\/index.php?op=arquivo&#038;mmes=10&#038;anon=2006<\/p>\n<div align=\"right\"><b>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/b><\/div>\n<p><span class=\"texto\"><br \/>\n<a href=\"http:\/\/web.archive.org\/web\/20080430103626\/http:\/\/blog.comunidades.net\/justo\/index.php?op=coment&amp;idtopico=131193\">Adicionar coment\u00e1rio<\/a><br \/>\n<\/span> <span class=\"titulo\"> Coment\u00e1rios:<\/span><\/p>\n<table class=\"linha-separadora\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"texto-comentarios\"><b> Iberismo <\/b>&#8211; &#8211; &#8211; 2006-12-10<br \/>\nA CAMINHO DE UM NOVO IBERISMO<br \/>\nCompreende-se o temor do Sr. Ignacio Sanchez Amor, vice-presidente da Extremadura, em artigo publicado no Expresso de 30 de Abril de 2005, sobre correntes de opini\u00e3o que advogam um iberismo plurinacional, tendo em conta o espa\u00e7o peninsular como um todo, logo, com a participa\u00e7\u00e3o activa de Portugal neste projecto dando apoio pol\u00edtico aos nacionalismos espanh\u00f3is e propondo a Madrid \u201cque aceite desenhar com Portugal uma nova Pen\u00ednsula\u201d, o que tornaria \u201cPortugal menos amea\u00e7ado na sua identidade\u201d.<br \/>\nNeste contexto, a for\u00e7a negocial de acordos transfronteiri\u00e7os da Extremadura com Portugal diminuiria, por n\u00e3o ter por tr\u00e1s o arrojo de Madrid, e os transvazes dos rios do norte peninsular para esta sequiosa regi\u00e3o, de que o Sr. ISA \u00e9 Vice-presidente, seriam certamente mais problem\u00e1ticos.<br \/>\nProp\u00f5e o Sr. ISA que a rela\u00e7\u00e3o de Portugal com a Espanha deve basear-se na transpar\u00eancia e na lealdade, ou seja, na subservi\u00eancia.<br \/>\nMas a lealdade e a transpar\u00eancia nunca foram o apan\u00e1gio de Madrid para com Portugal. Basta observar a constru\u00e7\u00e3o de centrais nucleares e do cemit\u00e9rio nuclear junto \u00e0 fronteira; a constante imposi\u00e7\u00e3o a ministros lusos indigentes de desenhar a geografia dos rios peninsulares internacionais como se fossem apenas espanh\u00f3is e tivessem a sua foz na \u00e1rea raiana; a dificuldade dos empres\u00e1rios portugueses em territ\u00f3rio espanhol; o persistente ass\u00e9dio a empresas estrat\u00e9gicas lusas por parte das cong\u00e9neres espanholas com o esquisito benepl\u00e1cito de gestores altamente bem pagos pelo er\u00e1rio p\u00fablico portugu\u00eas (veja-se o caso recente da PT e Telef\u00f3nica, e, no passado, o grupo Champalimaud adquirido por um banco espanhol, o que levou o primeiro ministro de ent\u00e3o a gritar publicamente que Portugal n\u00e3o era a rep\u00fablica das bananas ); o tra\u00e7ado do TGV, em que Madrid se senta \u00e0 mesa das conversa\u00e7\u00f5es s\u00f3 para dizer aquilo que Lisboa tem que fazer; as amea\u00e7as de OPAs hostis e at\u00e9, pasme-se, a diferen\u00e7a de crit\u00e9rios da imprensa oficial espanhola, tida como imprensa de bom jornalismo, na abordagem de Oliven\u00e7a e Gibraltar! Quem n\u00e3o se lembra dos coment\u00e1rios dessa imprensa acerca do relat\u00f3rio da CIA sobre disputas territoriais em que era inclu\u00eddo o territ\u00f3rio de Oliven\u00e7a?<br \/>\nAdivinha-se que para o \u201cADN\u201d da pol\u00edtica interna espanhola n\u00e3o interessa um Portugal forte e pr\u00f3spero, pois seria um exemplo encorajador e moralizador para os nacionalismos espanh\u00f3is.<br \/>\nCompreendemos assim o velado boicote \u00e0s iniciativas portuguesas e o esquecimento ostensivo e parolo de Portugal nos media espanh\u00f3is.<br \/>\nParece, por vezes, que as teses dos historiadores oficiais de Franco, que viam a independ\u00eancia de Portugal como uma aberra\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e hist\u00f3rica, predominam numa Espanha democr\u00e1tica, que nutre pelo servilismo de Lisboa uma arrog\u00e2ncia e um complexo provinciano, de certo modo, compensat\u00f3rios do complexo de inferioridade que sente al\u00e9m Pirin\u00e9us, quando se compara com a Fran\u00e7a, a Alemanha, a It\u00e1lia e a Inglaterra.<br \/>\nNeste panorama, Portugal nada tem a perder se se redescobrir num novo mapa da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica em conson\u00e2ncia com os nacionalismos espanh\u00f3is, exigindo deste territ\u00f3rio de contrastes a for\u00e7a pol\u00edtica a que tem direito. O surgimento de novas na\u00e7\u00f5es na Pen\u00ednsula por\u00e1 termo a uma rela\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e cronicamente doente entre Lisboa e Madrid.<br \/>\n\u00c9 um facto que \u201cPortugal n\u00e3o deve aproveitar-se das tens\u00f5es territoriais de Espanha e da sua consequente fraqueza pol\u00edtica\u201d, mas tamb\u00e9m \u00e9 verdade que a pol\u00edtica portuguesa n\u00e3o deve agir como se elas n\u00e3o existissem.<br \/>\nEsta maneira de pensar n\u00e3o tem nada de \u201cincendi\u00e1rio\u201d,pois criar\u00e1 as condi\u00e7\u00f5es para o apaziguamento e uni\u00e3o politicamente equilibrada de toda a Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, o que iria ao encontro da j\u00e1 consistente integra\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica.<br \/>\n\u00c9 tempo de meditar e materializar sem complexos uma Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica unida por na\u00e7\u00f5es soberanas, e bilingue (castelhano e portugu\u00eas ). A identidade de Portugal sair\u00e1 refor\u00e7ada por algum protagonismo no equil\u00edbrio e consensualiza\u00e7\u00e3o de todas as for\u00e7as pol\u00edticas que tais movimentos geram.<br \/>\nA pen\u00ednsula Ib\u00e9rica tornar-se-ia numa grande pot\u00eancia econ\u00f3mica, cultural e pol\u00edtica, e as duas l\u00ednguas internacionais ib\u00e9ricas teriam a import\u00e2ncia que lhes cabe.<br \/>\nEra o abra\u00e7o e a materializa\u00e7\u00e3o do sonho hist\u00f3rico de muitos peninsulares e, sobretudo, daqueles que se rev\u00eaem, embora noutros moldes, no impulso de ver a Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica como um todo.<br \/>\nFrancisco de Miranda<br \/>\nPortugalclub<\/p>\n<div align=\"right\"><\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<table class=\"linha-separadora\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"texto-comentarios\"><b> &#8220;cada macaco no seu galho&#8221; <\/b>&#8211; &#8211; &#8211; 2006-11-15<br \/>\nSem recorrer ao significado mais comum do dito que assinalo como t\u00edtulo e sem ler com mais aten\u00e7\u00e3o a sua douta aprecia\u00e7\u00e3o sobre a estafada &#8220;Uni\u00e3o Ib\u00e9rica&#8221;, assino e louvo quase sem restri\u00e7\u00f5es todo o seu douto parecer. Ainda ontem perguntei a algu\u00e9m que me acompanhava se ela fazia ideia de quantos dos nossos compatriotas se sacrificaram at\u00e9 \u00e0 morte para que pud\u00e9ssemos viver com alguma independ\u00eancia? Os portugueses s\u00e3o ib\u00e9ricos, mas n\u00e3o castelhanos! De facto, temos sido mal governados, mas n\u00e3o \u00e9 isso que nos permitir\u00e1 entregar a gest\u00e3o da &#8220;nossa casa&#8221; aos outros.<br \/>\nEste \u00e9 o meu grande desabafo!<\/p>\n<div align=\"right\"><b>Pedro da Silva Germano<\/b><\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<table class=\"linha-separadora\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"texto-comentarios\"><b> Um olhar sobre a Hespanha <\/b>&#8211; &#8211; &#8211; 2006-11-03<br \/>\nO post est\u00e1 l\u00facido e os coment\u00e1rios s\u00e3o interessantes.<br \/>\nJunto-me \u00e0 confraria com esta reflex\u00e3ozinha: no meu caso, gosto da Espanha porque &#8211; agora sem curar de raz\u00f5es de ordem hist\u00f3rica &#8211; \u00e9 um pa\u00eds belo e variado: tem florestas e desertos, lagos e mares e rinc\u00f5es encantadores. O povo \u00e9 inteligente e comparticipativo e possui uma altivez que me agrada. (N\u00e3o falo nos casos de arrogancia ou pros\u00e1pia pontuais, que s\u00e3o detest\u00e1veis em qualquer pessoa ou nacionalidade). D\u00e3o-me a ideia de encarar as coisas a s\u00e9rio, enquanto em Portugal se tem a sensa\u00e7\u00e3o de um artificialismo sem fibra. T\u00eam pinta de libert\u00e1rios e amam, tanto quanto me apercebo, a arte viva e a vida vivida com arte. Por isso s\u00e3o duros na guerra, mas sabem saborear a paz. As mulheres s\u00e3o directas, n\u00e3o fingidas como em Portugal. Assumem a sua condi\u00e7\u00e3o de seres sexuados e n\u00e3o s\u00e3o lambisg\u00f3ias nem andam a esconder a sensualidade, como as hip\u00f3critas e beatas lusitanas costumam fazer. Os homens t\u00eam caballerosidad. Em geral n\u00e3o s\u00e3o provincianos nem mesquinhos, que \u00e9 o pior que t\u00eam os portugueses.<br \/>\nSabem respeitar o talento e a criatividade e apreciam os outros povos, talvez porque andaram, autonomamente mesmo quando eram empresas e aventuras de Estado, por todo o mundo e sabem inclusivamente arrepender-se de crimes que perpetraram nos tempos das &#8220;descobertas&#8221;.<br \/>\nE trabalham, sabendo que isso \u00e9 duro mas&#8230;s\u00e3o ossos do of\u00edcio. N\u00e3o s\u00e3o lamechas, quando se sentem prejudicados lutam. Os portugueses barafustam, mas calam-se prudentemente se lhe pedem que d\u00eaem testemunho.(Mas talvez que eu esteja a olhar em demasia para a pequena burguesia lusa, \u00e9 nela se calhar que assenta estas reservas que fa\u00e7o. Porque o povinho, pelo que tenho visto, com toda a sua falta de letras eventual ainda \u00e9 o que de melhorzinho por c\u00e1 h\u00e1).<br \/>\nO ideal seria que a Uni\u00e3o Ib\u00e9rica prosperasse, mas sem nos obstaculizarem, sem nos obstaculizarmos &#8211; antes possibilitando que n\u00f3s varr\u00eassemos os muitos v\u00edcios que em n\u00f3s vivem. E eles os seus, como por exemplo ca\u00edrem na pecha de andar a cindir a Espanha em multi-regi\u00f5es ou multi-nacionalidades (n\u00e3o comunidades aut\u00f3nomas, mas mini-pa\u00edses), sem verificarem que est\u00e3o a fazer os sonhos dos nost\u00e1lgicos autorit\u00e1rios do pacto de Vars\u00f3via: dividir para reinar.<\/p>\n<p>Sauda\u00e7\u00f5es cordiais do ns<\/p>\n<div align=\"right\"><b>nicolau sai\u00e3o<\/b><\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<table class=\"linha-separadora\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"texto-comentarios\"><b> Portugal &#8211; Espanha <\/b>&#8211; &#8211; &#8211; 2006-11-02<br \/>\nPLANO SECRETO PARA VIABILIZAR O ESTADO PORTUGU\u00caS<\/p>\n<p>Passo 1:<br \/>\nTrocamos a Madeira pela Galiza.<br \/>\nT\u00eam que levar o Alberto Jo\u00e3o!<\/p>\n<p>Passo 2:<br \/>\nOs galegos s\u00e3o boa onda, n\u00e3o d\u00e3o chatices e ainda ficamos com o dinheiro gerado pela Zara (\u00e9 s\u00f3 a 3\u00aa maior empresa de vestu\u00e1rio).<br \/>\nA ind\u00fastria t\u00eaxtil portuguesa \u00e9 revitalizada.<br \/>\nEspanha fica encurralada pelos bascos e Alberto Jo\u00e3o.<\/p>\n<p>Passo 3:<br \/>\nDesesperados, os espanh\u00f3is tentam devolver a Madeira (e Alberto Jo\u00e3o).<br \/>\nA malta n\u00e3o aceita.<\/p>\n<p>Passo 4:<br \/>\nOferecem tamb\u00e9m o Pa\u00eds Basco.<br \/>\nA malta mant\u00e9m-se firme e n\u00e3o aceita.<\/p>\n<p>Passo 5:<br \/>\nA Catalunha aproveita a confus\u00e3o para pedir a independ\u00eancia.<br \/>\nCada vez mais desesperados, os espanh\u00f3is oferecem-nos a Madeira, Pa\u00eds Basco e Catalunha.<br \/>\nA contrapartida \u00e9 termos que ficar com o Alberto Jo\u00e3o e os etarras.<br \/>\nA malta arma-se em dif\u00edcil, mas aceita.<\/p>\n<p>Passo 6:<br \/>\nD\u00e1-se a independ\u00eancia ao Pa\u00eds Basco.<br \/>\nA contrapartida \u00e9 eles ficarem com o Alberto Jo\u00e3o.<br \/>\nA malta da ETA pensa que pode bem com ele e aceita sem hesitar.<br \/>\nSem o Alberto Jo\u00e3o a Madeira torna-se um para\u00edso.<br \/>\nA Catalunha n\u00e3o causa problemas.<\/p>\n<p>Passo 7:<br \/>\nAfinal, a ETA n\u00e3o aguenta com o Alberto Jo\u00e3o, que, entretanto, assume o poder. O Pa\u00eds Basco pede para se tornar territ\u00f3rio portugu\u00eas.<br \/>\nA malta aceita, apesar de estar l\u00e1 o Alberto Jo\u00e3o (n\u00e3o h\u00e1 problema &#8211; ver passo seguinte).<\/p>\n<p>Passo 8:<br \/>\nNo Pa\u00eds Basco n\u00e3o h\u00e1 Carnaval.<br \/>\nAlberto Jo\u00e3o emigra para o Brasil&#8230;<\/p>\n<p>Passo 9:<br \/>\nGoverno brasileiro pede para Brasil voltar a ser territ\u00f3rio portugu\u00eas.<br \/>\nA malta aceita e manda o Alberto Jo\u00e3o para a Madeira.<\/p>\n<p>Passo 10:<br \/>\nCom os jogadores brasileiros mais os portugueses (e apesar do Alberto Jo\u00e3o), Portugal torna-se campe\u00e3o do mundo de futebol!<br \/>\nAlberto Jo\u00e3o, enfraquecido pelos festejos do Carnaval na Madeira e no Brasil, n\u00e3o aguenta a emo\u00e7\u00e3o e sucumbe.<\/p>\n<p>Passo 11:<br \/>\nTodos vivem felizes para sempre.<\/p>\n<div align=\"right\"><\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<table class=\"linha-separadora\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"texto-comentarios\"><b> SER PORTUGU\u00caS <\/b>&#8211; &#8211; &#8211; 2006-10-22<br \/>\nN\u00e3o pretendendo nem ser xen\u00f3fobo, nem nacionalista, mas antes ser um verdadeiro patriota, quero aqui dizer que prefiro ser mil vezes Portugu\u00eas, embora sejamos um quanto ao quanto pregui\u00e7osos, embora tenhamos muitos defeitos, embora sejamos sonhadores, que gostam de sonhar com o D.Sebasti\u00e3o ( como Sebasti\u00e3o da Gama escrevia: \u201c pelo sonho \u00e9 que n\u00f3s vamos&#8230;\u201d ) do que ser um espanhol, que \u00e9 coisa que ao fim e ao cabo n\u00e3o existe.<br \/>\nE, embora me encontre fora do pa\u00eds, meu Portugal, h\u00e1 uma coisa que procuro sempre ensinar ao meu filho, nascido e criado aqui na Alemanha, que nunca tenha vergonha de ser Portugu\u00eas, porque se \u00e9 verdade que os Alem\u00e3es, e os Ingleses e os Espanh\u00f3is nos s\u00e3o economicamente superiores, n\u00f3s, Portugueses possu\u00edmos uma coisa que poucos povos possuem: sentimentos, mas sentimentos profundos&#8230;<br \/>\nSe Portugal ainda existe como na\u00e7\u00e3o, a mais antiga da Europa com fronteiras fixas, \u00e9 porque os portugueses sempre sentiram profundamente no plexo das suas almas o que \u00e9 ser Portugu\u00eas. \u2013 ser Portugu\u00eas \u00e9 ser-se talvez pobre, mas ser portugu\u00eas \u00e9 tamb\u00e9m ter uma alma grande, uma alma nobre e \u00e9 tamb\u00e9m estar-se espalhado pelo mundo mas, apesar dos nuitos erros e das muitas decep\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, saber-se que l\u00e1 na periferia da Europa existe uma terra pronta para nos acolher, chamada Portugal, uma terra que tem uma l\u00edngua rica, como poucas, uma terra que fala uma l\u00edngua que \u00e9 a nossa.<br \/>\nE penso que se um dia Portugal viesse a ser absorvido pela Espanha, coisa quase imposs\u00edvel, estou certo que os Portugueses se iriam umir e, tal como aconteceu durante os 60 anos de reinado de Filipe IV ( III Portugal ), iriam lutar at\u00e9 conseguirem de novo a sua Restaura\u00e7\u00e3o.<br \/>\nTalvez nos nos encontremos hoje numa grave crise de identidade, mas eu estou certo que se os Espanh\u00f3is nos quisessem anexar, o mito sebastianista, ao fim e ao cabo cord\u00e3o umbilical da nossa identidade, iria acordar em todos n\u00f3s aquele \u00edgneo sentimento, nos dias de hoje, um tanto ou quanto anestesiado, do que \u00e9 ser Portugu\u00eas&#8230;.<\/p>\n<div align=\"right\"><b>Lu\u00eds Costa<\/b><\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<table class=\"linha-separadora\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"texto-comentarios\"><b> Uni\u00e3o entre Portugal <\/b>&#8211; &#8211; &#8211; 2006-10-22<br \/>\nPenedo da Paciencia<br \/>\nAs sondagens apresentados nao significam muito pois o facto de haver 45% de espanhoiis e 28% de portugueses que gostaria da fusao dos dois paises, tal nao traria proveito nenhum para a Espanha e como tal nao tera lugar, nunca, especialmente agora que os dois paises estao na UE. Que ha muitos portuguese com vergonha de o ser, isso ha. Tambem ha muitos que pensam que se Portugal fosse &#8220;absorvido&#8221; por outro pais (neste caso a Espanha) seria a solucao para aquilo que parece ser incapacidade dos portuguesae em andar para a frente. E tudo uma grande falta de auto-estima e confianca que estao ligadas ao sistema de educao e instrucao vigentes desde o 25 de Abril. E preciso nao olhar ao investimento e possivel influencia espanhola em Portugal como um perigo. Nao e, antes pelo contrario. Trazem capital necessario,inovacao e diversificam a nossa economia. Nao sejamos nem xenofobos nem isolacionistas ! A se-lo nao nos levara a lado nenhum num Mundo cada vez mais globalista. A Espanha na verdade nao e um pais unido. Pois ate sabemos que a Catalunha, a Galiza e os Bascos tem ja ou lutam ferozmente pela sua propria autonomia ! Porqe haveria de ser Portugal a unica regiao na Iberia a desejar tanto ser absorvida Aquilo a que nos referimos quando falamos de Espanha e na verdade Castela. As outras regioes na Iberia querem o investimento economico &#8220;espanhol&#8221; , mas preferem a autonomia e menos influencia castelhana nos seus assuntos. Eu creio que os castelhanos nao tem interesse nenhum em ter Portugal pendurado neles e a viver a conta deles, pois Portugal trabalha pouco e exige muito em termos de beneficios. E os Portuguese nunca deixariam de ser cidadaos de segunda. Os portugueses podem estar confusos e nao saber o que querem ou o que sao. Mas garanto-vos que os castelhanos sabem bem o que querem e o que nao querem&#8230;e o que sao! Eles nao precisam de Portugal para nada. Na verdade podem ter todos os beneficios economuicos sem ter de arcar com as despesas. So se fossem idiotas iriam movimentar-se para &#8220;absorver&#8217; um pais de Funcionarios Publicos. Nao ha que ter receio. Se aguentamos 800 anos e ate lutamos (nesses tempos lutava-se mesmo !)para nao nos tornarmos parte de Espanha, porque seria agora que tal iria acontecer? Mesmo que hajam alguns traidores escondidos nos bastidores da politica&#8230;.o POVO de Portugal sabe o que e ser Portugues e nunca teve qualquer duvida sobre o que isso representa. Renato Nunes<br \/>\nPortugalclub<\/p>\n<div align=\"right\"><\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<table class=\"linha-separadora\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"texto-comentarios\"><b> Novo paradigma de administra\u00e7\u00e3o <\/b>&#8211; &#8211; &#8211; 2006-10-19<br \/>\nO Manual Administrativo de Marcelo Caetano permitiu administrar de forma magistral o Imp\u00e9rio. Depois de 25 de Abril, esse instrumento passou a ser util apenas para instrumentalizar a Constitui\u00e7\u00e3o e a Legisla\u00e7\u00e3o permanentemente dominada\/manipulada &#8211; por esse Administrativismo inadequado.<br \/>\nTalvez se o Governo cumprisse a Lei, e na sua execu\u00e7\u00e3o abolisse o Manual Administrativo de Marcelo Caetano permanentemente aplicado,talvez Portugal tivesse um funcionamento globalmente eficaz e se aproximasse do n\u00edvel dos Pa\u00edses como Espanha,ao melhor n\u00edvel Europeu, e nos tornar\u00edamos bem mais competitivos.<\/p>\n<div align=\"right\"><b>Jo\u00e3o Asseiceiro<\/b><\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/web.archive.org\/web\/20080430103626im_\/http:\/\/blog.comunidades.net\/templates\/7_bot.gif\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uni\u00e3o entre Portugal e Espanha! \u2013 De Couto para Prov\u00edncia? 2006-10-18 Num Pa\u00eds de Sonhadores h\u00e1 sempre um D. Sebasti\u00e3o A revista espanhola El Tiempo apresentava ontem, 17.10.06, os resultados duma sondagem feita algures em Espanha em que 45,6 % dos espanh\u00f3is se manifestam pela fus\u00e3o de Portugal e Espanha. Destes, 43,4% defende que o &hellip; <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=6264\" class=\"more-link\">Continuar a ler <span class=\"screen-reader-text\">Uni\u00e3o entre Portugal e Espanha! \u2013 De Couto para Prov\u00edncia?<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[15,7,16],"tags":[],"class_list":["post-6264","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cultura","category-politica","category-sociedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6264","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6264"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6264\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6265,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6264\/revisions\/6265"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6264"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6264"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6264"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}