{"id":6262,"date":"2020-11-29T16:19:00","date_gmt":"2020-11-29T15:19:00","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=6262"},"modified":"2020-11-29T16:19:00","modified_gmt":"2020-11-29T15:19:00","slug":"a-armadilha-do-dialogo-e-da-compreensao-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=6262","title":{"rendered":"A Armadilha do Di\u00e1logo e da Compreens\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"titulo\"> <b>A Armadilha do Di\u00e1logo e da Compreens\u00e3o<\/b> <\/span><br \/>\n<span class=\"texto\"> 2006-09-25 <\/span><\/p>\n<p><span class=\"texto\"> Dado que tanto terroristas como mu\u00e7ulmanos pac\u00edficos baseiam o seu agir no Cor\u00e3o que \u00e9 o fundamento imut\u00e1vel e obrigat\u00f3rio da f\u00e9, dos valores, do agir e do direito n\u00e3o pode haver di\u00e1logo entre as culturas sem o conhecimento do livro Cor\u00e3o. Consequentemente ter\u00e1 que ser permitido falar do conte\u00fado do mesmo\u2026<br \/>\nO di\u00e1logo n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de somenos import\u00e2ncia reservada a ing\u00e9nuos ou a bonzinhos que confundem di\u00e1logo com engraxar ou com o jogo do empisca.<br \/>\nO futuro das democracias na Europa depender\u00e1 da maneira como reagirmos ao Isl\u00e3o.<br \/>\nA obriga\u00e7\u00e3o obsessiva em que se sentem os europeus para a compreens\u00e3o conduz \u00e0 armadilha da compreens\u00e3o. Um di\u00e1logo aberto ajudar\u00e1 o Isl\u00e3o e todos os outros.<br \/>\nPara o di\u00e1logo n\u00e3o \u00e9 suficiente a afirma\u00e7\u00e3o de que o Isl\u00e3o \u00e9 uma religi\u00e3o pac\u00edfica. Alguns apelam para o tacto no trato com os mu\u00e7ulmanos. Ora, eles n\u00e3o s\u00e3o crian\u00e7as, o que se necessita no di\u00e1logo \u00e9 veracidade, sinceridade e abertura. Doutro modo o di\u00e1logo torna-se em campo de ac\u00e7\u00e3o de hip\u00f3critas e oportunistas. A dor, a sombra de hoje anuncia o sol de amanh\u00e3\u2026 Um di\u00e1logo universal, num mundo global s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel sob a plataforma da raz\u00e3o. J\u00e1 antes de Jesus, a B\u00edblia reconhecia \u201c Muita sabedoria, muita afli\u00e7\u00e3o e quem aumenta o saber, aumenta a dor\u201d\u2026.<br \/>\nA \u201cguerra santa\u201d n\u00e3o \u00e9 racionalmente sustent\u00e1vel. \u00c0queles que misturam alhos com bugalhos apresentando as cruzadas como esp\u00e9cie de guerra santa isso \u00e9 perverter a realidade. As cruzadas nunca foram santas nem com base no evangelho. Tamb\u00e9m n\u00e3o foram guerras de conquista mas sim de reconquista. (Lembre-se a ac\u00e7\u00e3o de D. Henrique e seus homens na funda\u00e7\u00e3o de Portugal). Al\u00e9m disso vivemos hoje.<br \/>\nHoje, s\u00f3 o Isl\u00e3o defende o direito de defender a religi\u00e3o, a f\u00e9 com a espada. Da\u00ed a oportunidade da frase do imperador bizantino: \u201cmostra-me o que Maom\u00e9 trouxe de novo e encontrar\u00e1s coisas m\u00e1s e desumanas, como o direito de defender pela espada a f\u00e9 que pregava\u201d. Os extremistas do Isl\u00e3o tornaram-se a express\u00e3o da religi\u00e3o, pervertindo assim o todo.<br \/>\nA ind\u00fastria da informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 interessada em ouvir o que se diz. Ela est\u00e1 preocupada no como ouvir, como utilizar, dizendo-se o mesmo dos destinat\u00e1rios. Observa-se uma cumplicidade m\u00fatua.<br \/>\nAmigos, podemos fazer hist\u00f3ria mas n\u00e3o na continua\u00e7\u00e3o da guerra com outros meios. N\u00e3o precisamos de esperar pelas cat\u00e1strofes para nos mudarmos, para aprendermos. Rememos contra a cat\u00e1strofe contra a viol\u00eancia, talvez com palavras duras mas com um cora\u00e7\u00e3o manso no sentido de servir no seguimento da luz\u2026 a luz da possibilidade real.<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Justo<\/span><\/p>\n<p>Publicado em Comunidades:<br \/>\nhttp:\/\/web.archive.org\/web\/20080430103612\/http:\/\/blog.comunidades.net\/justo\/index.php?op=arquivo&#038;mmes=09&#038;anon=2006<\/p>\n<div align=\"right\"><b>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/b><\/div>\n<p><span class=\"texto\"><br \/>\n<a href=\"http:\/\/web.archive.org\/web\/20080430103612\/http:\/\/blog.comunidades.net\/justo\/index.php?op=coment&amp;idtopico=126306\">Adicionar coment\u00e1rio<\/a><br \/>\n<\/span> <span class=\"titulo\"> Coment\u00e1rios:<\/span><\/p>\n<table class=\"linha-separadora\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"texto-comentarios\"><b> SOBRE A IDEIA DE MORTE ( no homem ocidental ) <\/b>&#8211; &#8211; &#8211; 2006-10-06<br \/>\nSOBRE A IDEIA DE MORTE ( No homem ocidental )<\/p>\n<p>\u201dWer soll der Erde Herr sein? Wer will sagen:<br \/>\nso sollt ihr laufen, ihr gro\u00dfen und kleinen Str\u00f6me! \u201e<\/p>\n<p>Friedrich Nietzsche<\/p>\n<p>Li, h\u00e1 uns poucos de dias, num fragmento filos\u00f3fico de Antero de Quental uma coisa muito interessante. Dizia ele: \u201c A ideia de morte \u00e9 a base da vida moral. Os seres que a n\u00e3o t\u00eam ( crian\u00e7as, animais ) n\u00e3o s\u00e3o morais \u2013 s\u00e3o maus ou bons apenas . Se o homem fosse imortal, estaria exactamente, no mesmo caso, por muito que a raz\u00e3o progredisse. \u201c<br \/>\nConcordando-se com Antero pode-se translinear esta ideia para o tempo de hoje.<br \/>\nPortanto, como acab\u00e1mos de ler, para Antero os seres que n\u00e3o possuem moralidade, como crian\u00e7as e animais, n\u00e3o tem a ideia de morte.<br \/>\nAnalisando-se o homem da nossa \u00e9poca, a partir desta perspectiva, poderemos dizer que ele \u00e9 moral ? A resposta s\u00f3 pode ser negativa. Concluimos assim que o homem apesar de todo o seu desenvolvimento ainda n\u00e3o conseguiu deixar de ser crian\u00e7a, embora queira afirmar o contr\u00e1rio.<br \/>\nPense-se nas pequenas brigas que ele vai inventando no dia a dia, pense-se no seu ego\u00edsmo primitivo, nas suas invejas, no seu racionalismo t\u00e3o contradit\u00f3rio etc.<br \/>\nEle quer deveras ser Homem e porta-se, por vezes, como um Homem, mas podemos afirmar que ainda n\u00e3o o \u00e9, e que talvez nem nunca o venha a ser.<br \/>\nPretende-se ent\u00e3o, com isto, dizer que o homem de hoje n\u00e3o possui a no\u00e7\u00e3o de ideia de morte ?<br \/>\nSe a possui, pelo menos n\u00e3o o demonstra. Gra\u00e7as ao desenvolvimento cient\u00edfico acima de tudo no campo da gen\u00e9tica, ele imagina-se todo poderoso, capaz de fazer verdadeiros prod\u00edgios e por isso, embora n\u00e3o o seja, senhor da morte. Este facto leva-o a desrespeitar a sua vida e a vida dos outros, bem como a pr\u00f3pria natureza.(A qual de quando em vez lhe d\u00e1 uma demonstra\u00e7\u00e3o real do seu poder.)<br \/>\nComo \u00e9 que o homem pode ter respeito pela vida se n\u00e3o tem consci\u00eancia de que esta vida, que agora est\u00e1 em si, que desbrochaem em seu redor, \u00e9 um simples sopro no tempo?<br \/>\nChegando a este ponto poderemos agora tamb\u00e9m perguntar:<br \/>\nMas ser\u00e1 que se o homem tivesse a no\u00e7\u00e3o de morte se tornaria automaticamente moral como Antero nos pretende fazer crer? Ou antes deixaria ele de ser moral visto que sendo a vida um simples sopro no vento, ela perderia com isto todo o seu sentido? E n\u00e3o tendo a vida um sentido final, porque \u00e9 que deveremos ser morais? Antero fala-nos da raz\u00e3o. Mas o que \u00e9 a raz\u00e3o se a vida n\u00e3o tiver um sentido \u00faltimo? Se n\u00e3o houver uma inst\u00e2ncia transcendental que nos obrigue a acreditar nessa raz\u00e3o e assim a sermos morais ?<br \/>\nSe a vida n\u00e3o tiver um sentido \u00faltimo, uma continua\u00e7\u00e3o para l\u00e1 da morte, uma alta inst\u00e2ncia pela qual o Homem se regule, ent\u00e3o tudo \u00e9 poss\u00edvel, tudo \u00e9 permitido ao homem, cada qual pode inventar a sua raz\u00e3o, cada qual pode inventar os seus valores morais, quer dizer, tudo \u00e9 relativo, deixando uma moral humanista de ser vi\u00e1vel. A moral da besta loira ganha assim a sua justifica\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA \u00fanica saida para este problema, penso eu, poderia ser Deus.<\/p>\n<p>(A esta conclus\u00e3o tamb\u00e9m chegou o grande Kant, responder\u00e1 o leitor. S\u00f3 que o Deus de Kant \u00e9 um mero postulado, por isso pouco cred\u00edvel. Algum tempo depois, Nietzsche destr\u00f3i este postulado com o grito de guerra: \u201c Gott ist tot.\u201d)<\/p>\n<p>Acreditando o Homem num Deus, n\u00e3o como um postulado, mas como se diz em ontologia, como o ser em si , por quem ele foi criado, inst\u00e2ncia moral reguladora, o qual um dia, depois da morte, o julgar\u00e1 pelos bons ou maus actos que este possa ter cometido durante a sua exist\u00eancia terrestre, ent\u00e3o, ai sim, o homem poder-se-ia tornar homem, j\u00e1 que a sua vida ganhava desto modo, um sentido final.<br \/>\n( embora esta afirma\u00e7\u00e3o venha a p\u00f4r outros problemas de ordem filos\u00f3fica que por agora n\u00e3o interessa serem aqui descritos)<br \/>\n\u00c9 exactamente neste ponto que reside a fraqueza da cultura ocidental dos nossos dias.O homem ocidental de hoje j\u00e1 n\u00e3o consegue acreditar em Deus. E embora ,por vezes, at\u00e9 pare\u00e7a que acredite, l\u00e1 bem no fundo, ele n\u00e3o acredita em nada. Para ele j\u00e1 n\u00e3o existem coisas sagradas, ele n\u00e3o tem qualquer problema em conspurcar os templos, para ele tudo acaba por , mais cedo ou mais tarde, ter uma explica\u00e7\u00e3o l\u00f3gica, e assim ele perdeu toda a moralidade, todo o repeito por si pr\u00f3prio e todo o sentido exist\u00eancial; visto que passou a ver exist\u00eancia n\u00e3o a partir do SER como processo cont\u00ednuo evolutivo, mas a partir dum TER definitivo, inflex\u00edvel.<br \/>\nA partir da perspectiva deste TER definitivo e inflex\u00edvel, ele torna-se num verdadeiro ditador do Ser e imagina-se imortal, j\u00e1 que se pensa, por meio do poder econ\u00f3mico e por meio do progresso t\u00e9cnico-cientif\u00edco, ( a isto chamou Heidegger a \u201c metaphysische Wesen der Moderne \u201d ) vir a ser um dia capaz de dominar a natureza e tomar o trono abandonado por Deus. Mas ser\u00e1 isso poss\u00edvel?<\/p>\n<p>N\u00e3o reconhecendo a temporalidade da sua vida e continuando a afirmar a morte de Deus, o homem ocidental est\u00e1-se aos poucos e poucos a derrotar a si mesmo. Neste seu modo de pensar, nesta sua forma de encarar a exist\u00eancia, encontra-se precisamente o seu calcanhar de Aquiles.<br \/>\n&#8211; Calcanhar esse que o Isl\u00e3o desconhece e que por isso o torna actualmente t\u00e3o forte e ao mesmo tempo t\u00e3o perigoso para a cultura ocidental.<\/p>\n<p>Z\u00fcschen, O1. Oktober MMVI<\/p>\n<div align=\"right\"><b>Lu\u00eds Costa<\/b><\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<table class=\"linha-separadora\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"texto-comentarios\"><b> A armadilha do di\u00e1logo&#8230; <\/b>&#8211; &#8211; &#8211; 2006-09-28<br \/>\nA verdade \u00e9 que eles vivem bem do tal di\u00e1logo e os ocidentais parece que querem ser enganados.<br \/>\nO que vale \u00e9 que o povo simples consegue ver melhor o que est\u00e1 por tr\u00e1s do di\u00e1logo porque nao estao tao interessados no neg\u00f3cio do petr\u00f3leo.<br \/>\nOs que defendem a compreensao ainda nao notaram que nao se trata disso e caem como tordos e ing\u00e9nuos nas maos dos muculmanos.<br \/>\nA Europa est\u00e1 perdida.<\/p>\n<div align=\"right\"><b>Neves<\/b><\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<table class=\"linha-separadora\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"texto-comentarios\"><b> <\/b>&#8211; &#8211; &#8211; 2006-09-28<br \/>\nN\u00e3o acha que a ren\u00fancia da \u00f3pera \u00e0 pe\u00e7a de Mozart nao \u00e9 um atentado \u00e0 religiao porque em cena \u00e9 cortada a cabe\u00e7a de Maom\u00e9?<br \/>\nA arte tem de ser respons\u00e1vel!<br \/>\nQuanto aos \u00e1rabes eles ainda se encontram na Idade M\u00e9dia.<br \/>\nMA<\/p>\n<div align=\"right\"><\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<table class=\"linha-separadora\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"texto-comentarios\"><b> Tem raz\u00e3o <\/b>&#8211; &#8211; &#8211; 2006-09-28<br \/>\nN\u00e3o desejo monopolizar os coment\u00e1rios no seu interessante e suscitador blog, mas n\u00e3o resisto a dizer que a realidade que radiografa \u00e9 efectivamente inquietante. E inquietante porque aponta em duas direc\u00e7\u00f5es: a primeira \u00e9 que o imagin\u00e1rio social do ocidente democr\u00e1tico est\u00e1 a bloquear-se, o que \u00e9 sufocante e deixa sequelas e miasmas muito negativos; a segunda porque mais tarde ou mais cedo as for\u00e7as mais poderosas desse ocidente perder\u00e3o a paciencia de acordo com o velho ditado que diz que at\u00e9 um rato busca lutar se o encostam \u00e0 parede.<br \/>\nTemo que tudo acabe numa cat\u00e1strofe. Os \u00e1rabes conscientes deviam considerar esse facto maduramente e procurarem que a extrema susceptibilidade dos sant\u00f5es mu\u00e7ulmanos n\u00e3o leve certas instancias a um acto limite em desespero de causa.<br \/>\nDo nosso lado &#8211; do nosso lado todo &#8211; espero que haja inteligencia ponderada mas tamb\u00e9m firmeza.<br \/>\nObrigado por me ter respondido.<\/p>\n<div align=\"right\"><b>nicolau sai\u00e3o<\/b><\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<table class=\"linha-separadora\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"texto-comentarios\"><b> A Armadilha do Di\u00e1logo <\/b>&#8211; &#8211; &#8211; 2006-09-27<br \/>\nDouto Nicolau Sai\u00e3o!<br \/>\nObrigado pelo seu contributo.<br \/>\nAs suas deixas: \u201centre fanatismo totalit\u00e1rio e civiliza\u00e7\u00e3o\u201d, \u201cchantagem moral\u201d, \u201c o mundo chegou \u00e0 mais grave crise da sua exist\u00eancia\u201d apontam para uma situa\u00e7\u00e3o triste que nem a sociedade, nem a pol\u00edtica nem a igreja se atrevem a p\u00f4r na ordem do dia.<br \/>\nA espiritualidade embora confiante tem por companheira a d\u00favida e a f\u00e9 nunca pode ser presun\u00e7osa. Reportar-se a Deus n\u00e3o pode ser o factor legitimador do saber, como eles fazem. N\u00f3s \u00e9 que temos de desenvolver a nossa tradi\u00e7\u00e3o na consci\u00eancia, na consci\u00eancia do mundo crist\u00e3o de que Deus \u00e9 o nosso pr\u00f3ximo.<br \/>\nO di\u00e1logo com os mu\u00e7ulmanos torna-se imposs\u00edvel porque para eles tudo constitui ofensa e inj\u00faria. Esta s\u00f3 acabar\u00e1 no momento em que o mundo se oriente pelas suas concep\u00e7\u00f5es o que significa s\u00f3 deixaria de ser ofendidos no momento em que todos se tornem mu\u00e7ulmanos. O grande problema \u00e9 que s\u00f3 \u00e9 permitido um di\u00e1logo de amabilidades hip\u00f3critas tendo o Ocidente de ceder sempre. N\u00e3o querem saber de nada e querem tudo. Este \u00e9 o melhor servi\u00e7o antidemocr\u00e1tico.<br \/>\n\u00c9 uma tristeza ver como o Ocidente j\u00e1 se encontra na defesa, com a tesoura na cabe\u00e7a, com uma auto-censura que j\u00e1 funciona automaticamente no que toca aos \u00e1rabes. O medo do que poder\u00e1 acontecer leva intelectuais e opini\u00e3o p\u00fablica a censurar-se a si mesma. At\u00e9 a arte j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 livre. Eles interferem na liberdade da cultura e da arte. Como um pequeno exemplo refiro o caso da \u00d3pera de Berlim que se viu obrigada a interromper a \u00f3pera de Mozart \u201cIdomeneo\u201d com receio das reac\u00e7\u00f5es mu\u00e7ulmanas.<\/p>\n<p>Atenciosamente<br \/>\nAnt\u00f3nio Justo<\/p>\n<div align=\"right\"><b>Ant\u00f3nio Justo<\/b><\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<table class=\"linha-separadora\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"texto-comentarios\"><b> Subscrevo <\/b>&#8211; &#8211; &#8211; 2006-09-26<br \/>\nSubscrevo, com gosto e certo descanso de esp\u00edrito, este l\u00facido texto.<br \/>\nCom gosto porque verifico que ainda h\u00e1 intelectuais (dignos desse nome) que n\u00e3o se enredam em reflex\u00f5es especiosas e chamam os bois pelos nomes: o Isl\u00e3o nasceu na violencia, viveu e vicejou na violencia e, se n\u00e3o resultarem as tentativas de aproxima\u00e7\u00e3o que visam que o Isl\u00e3o se morigere, j\u00e1 que n\u00e3o pode tornar-se pac\u00edfico pois isso \u00e9 o mesmo que falar-se em &#8220;tigres vegetarianos&#8221;, terminar\u00e1 no meio da violencia a que os seus pr\u00f3ceres deram ensejo mediante a sua falaz brutalidade.<br \/>\nCom descanso de esp\u00edrito porque verifico, de igual modo, que mantendo a toler\u00e2ncia e a lucidez, h\u00e1 pois pensadotres que n\u00e3o se conformam em tornar-se ref\u00e9ns da chantagem moral dos chefes islamitas ou meros &#8220;idiotas \u00fateis&#8221; papagueadores de inanidades.<br \/>\nTenho para mim que o mundo chegou \u00e0 mais grave crise da sua exist\u00eancia, uma vez que agora a sociedade democr\u00e1tica n\u00e3o se defronta com aparatchikis nazis, estalinistas ou mao\u00edstas mas com o pr\u00f3prio &#8220;Deus&#8221; (essa esp\u00faria vers\u00e3o de &#8220;Deus&#8221;) encarnada em ulemas totalit\u00e1rios e massas fanatizadas que o exprimem.<br \/>\nA cegueira de muitos, que os poetas (n\u00e3o lambedores de frases pseudo-l\u00edricas) t\u00eam procurado erradicar &#8211; a par de outros cidad\u00e3os &#8211; pode e est\u00e1 a facilitar o embate que se perspectiva, por nossa tristeza, entre o fanatismo totalit\u00e1rio e a poss\u00edvel civiliza\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEsperemos que, se os b\u00e1rbaros mais uma vez tentarem a nossa defenestra\u00e7\u00e3o, saibamos resistir com a firmeza e a verticalidade que se imp\u00f5e.<\/p>\n<div align=\"right\"><b>Nicolau Sai\u00e3o<\/b><\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Armadilha do Di\u00e1logo e da Compreens\u00e3o 2006-09-25 Dado que tanto terroristas como mu\u00e7ulmanos pac\u00edficos baseiam o seu agir no Cor\u00e3o que \u00e9 o fundamento imut\u00e1vel e obrigat\u00f3rio da f\u00e9, dos valores, do agir e do direito n\u00e3o pode haver di\u00e1logo entre as culturas sem o conhecimento do livro Cor\u00e3o. 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