{"id":6250,"date":"2020-11-29T16:09:17","date_gmt":"2020-11-29T15:09:17","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=6250"},"modified":"2020-11-29T16:09:17","modified_gmt":"2020-11-29T15:09:17","slug":"a-cultura-portuguesa-um-bem-a-inserir-na-constituicao-portuguesa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=6250","title":{"rendered":"A Cultura Portuguesa \u2013 Um Bem a Inserir na Constitui\u00e7\u00e3o Portuguesa"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"titulo\"> <b>A Cultura Portuguesa \u2013 Um Bem a Inserir na Constitui\u00e7\u00e3o Portuguesa<\/b> <\/span><br \/>\n<span class=\"texto\"> 2006-03-23 <\/span><\/p>\n<p><span class=\"texto\"> Carta aberta a Sua Excel\u00eancia o Presidente da Rep\u00fablica:<\/p>\n<p>Senhor Presidente da Rep\u00fablica Prof. Dr. Cavaco Silva<\/p>\n<p>Excel\u00eancia!<\/p>\n<p>Solicita\u00e7\u00e3o: A Cultura Portuguesa \u2013 Um Bem a Inserir na Constitui\u00e7\u00e3o Portuguesa<\/p>\n<p>Hoje como no s\u00e9culo XVIII e XIX as elites parecem usar o discurso como subterf\u00fagio do pensamento em que a ideia continua ao servi\u00e7o da forma. Longe do \u201csaber de experi\u00eancia feito\u201d e da reflex\u00e3o, a na\u00e7\u00e3o continua no seu miasma geral do privilegiado saber te\u00f3rico dogm\u00e1tico sempre submerso a tudo o que vem de fora.<br \/>\nO 25 de Abril falhou em muitos aspectos porque se limitou s\u00f3 a uma revolu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica conquistando apenas a rua. A revolu\u00e7\u00e3o de Abril, justa nos objectivos, foi conduzida por ideologias mal mastigadas nas m\u00e3os de mercen\u00e1rios. Portugal encontra-se agora emperrado numa m\u00e1quina de estado monstruosa e encalhado no turbo-capitalismo. A na\u00e7\u00e3o sente-se insegura.<br \/>\nO povo tem sido, desde h\u00e1 s\u00e9culos, reduzido a palco para os mesmos protagonistas, os traficantes de ideias e de \u201cdrogas\u201d, os beneficiados das revolu\u00e7\u00f5es.<br \/>\nO que mais urge \u00e9 uma revolu\u00e7\u00e3o intelectual e moral, uma mudan\u00e7a de mentalidades. \u00c9 \u00f3bvio que um tratamento adequado ter\u00e1 que come\u00e7ar por se ocupar com a identidade e a cultura portuguesas. Nesse sentido urge incrementar o respeito pela cultura nacional, como liturgia do dia a dia numa l\u00edngua com valores, h\u00e1bitos e mentalidade pr\u00f3prios. Consequentemente seria de inserir na Constitui\u00e7\u00e3o Portuguesa um artigo em que se declare a cultura nacional como um valor a defender&#8230; A nossa \u00e9poca j\u00e1 n\u00e3o se pode contentar com os profetas marxistas nem com os ardinas do dia a dia. Pelo contr\u00e1rio ter\u00e1 de redescobrir a grande heran\u00e7a judaico-crista sempre a ser renovada e os valores que tornaram a na\u00e7\u00e3o grande. A vontade e a f\u00e9, a f\u00e9 nas teses e em teorias aferidas conduzir\u00e3o ao progresso. Os Portugueses foram no s\u00e9culo XV os pioneiros na aplica\u00e7\u00e3o da grande descoberta \u2013 a terceira dimens\u00e3o da realidade &#8211; a lei da perspectiva (Leonardo da Vinci) que levou o Homem \u00e0 descoberta do espa\u00e7o (aos descobrimentos). Portugal conseguiu ent\u00e3o ser a express\u00e3o do esp\u00edrito, a nova consci\u00eancia. Hoje teremos que estar atentos ao novo salto qualitativo no desenvolvimento da consci\u00eancia humana, \u00e0 nova consci\u00eancia do tempo como quarta dimens\u00e3o da realidade (uni\u00e3o tempo-espa\u00e7o) \u2013 teorias da relatividade e dos quantas \u2013 que nos obrigar\u00e1 a uma nova maneira de estar no mundo e a arredar definitivamente do materialismo do s\u00e9culo XIX e daqueles que teimam em conduzir Portugal com essas muletas. Tal como o Infante D. Henrique temos que nos dedicar ao estudo da f\u00edsica, da biologia e da m\u00edstica.<br \/>\nTal como \u00e9 comum nos artistas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 arte, Portugal tem de reencontrar o seu espec\u00edfico, o inconfund\u00edvel do nosso povo e da sua hist\u00f3ria.<br \/>\nNuma estrat\u00e9gia de futuro, para o fomento da identidade nacional, faz falta a elabora\u00e7\u00e3o duma fenomenologia, duma exegese e duma sinopse do ide\u00e1rio e da praxis nacional portuguesa, ao longo dos tempos, em compara\u00e7\u00e3o com as outras na\u00e7\u00f5es, especialmente com os Estados Unidos da Am\u00e9rica, a Franca, a Inglaterra e a Alemanha. Assim se tornariam mais evidentes virtudes e v\u00edcios do nosso ser, num esfor\u00e7o de diagnosticar e de elabora\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias.<br \/>\nTodos juntos, podemos reconstruir o nosso barco renovado com as madeiras do pinhal de Leiria. Trata-se de nos baptizarmos no Douro e recome\u00e7ar uma vida nova para assim chegarmos a Bel\u00e9m, \u00e0 foz do Tejo na descoberta do mundo. N\u00e3o podemos continuar a adiar o futuro. Na hist\u00f3ria, na literatura e no nosso povo temos um fundus, uma mina sem limites, um m\u00e9dium de humanismo, portuguesismo e de universalismo.<br \/>\nN\u00e3o queremos um pa\u00eds de Bela Adormecida nem de ardinas. Queremos um pa\u00eds din\u00e2mico e cr\u00edtico onde o esp\u00edrito se expressa na voz do mar que \u00e9 ao mesmo tempo eco e \u00e2nsia dum povo por justi\u00e7a, fraternidade, solidariedade, bem-estar, eternidade e transcend\u00eancia.<br \/>\nSenhor Presidente da Rep\u00fablica solicito a V. interven\u00e7\u00e3o no sentido do referido. Auguro-lhe muita for\u00e7a e sa\u00fade no exerc\u00edcio de t\u00e3o nobre cargo ao servi\u00e7o do cidad\u00e3o, no servi\u00e7o do Homem!<br \/>\nJunto envio um texto que expressa espontaneamente o sentir da necessidade duma discuss\u00e3o sobre a cultura portuguesa e a inser\u00e7\u00e3o da sua defesa num artigo da Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Atenciosamente<br \/>\nAnt\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<br \/>\nAlemanha<\/span><\/p>\n<p>Publicado em Comunidades:<\/p>\n<p>http:\/\/web.archive.org\/web\/20080430103252\/http:\/\/blog.comunidades.net\/justo\/index.php?op=arquivo&#038;mmes=03&#038;anon=2006<\/p>\n<div align=\"right\"><b>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/b><\/div>\n<p><span class=\"texto\"><br \/>\n<a href=\"http:\/\/web.archive.org\/web\/20080430103252\/http:\/\/blog.comunidades.net\/justo\/index.php?op=coment&amp;idtopico=74307\">Adicionar coment\u00e1rio<\/a><br \/>\n<\/span> <span class=\"titulo\"> Coment\u00e1rios:<\/span><\/p>\n<table class=\"linha-separadora\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"texto-comentarios\"><b> <\/b>&#8211; &#8211; &#8211; 2006-03-25<br \/>\nPrezado Senhor<br \/>\nPedro Valdoy<br \/>\n\u00c9-me claro o que diz.<br \/>\nA inten\u00e7\u00e3o por\u00e9m duma carta aberta \u00e9 provocar uma discuss\u00e3o p\u00fablica.<br \/>\nAtenciosamente<br \/>\nAnt\u00f3nio Justo<\/p>\n<div align=\"right\"><\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<table class=\"linha-separadora\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"texto-comentarios\"><b> <\/b>&#8211; &#8211; &#8211; 2006-03-25<br \/>\nDe: Pedro Valdoy para: Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<br \/>\nMeu caro amigo: os poderes do Presidente da Rep\u00fablica, infelizmente tem certos limites. Ele n\u00e3o pode alterar a Constitui\u00e7\u00e3o. Pode sugerir ao governo, somente. Qualquer altera\u00e7\u00e3o \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o tem que ter pelo menos 2\/3 dos votos da Assembleia Geral. Depois ir\u00e1 para aprova\u00e7\u00e3o do Presidente que nessa altura poder\u00e1 vetar ou aprovar a altera\u00e7\u00e3o PORTUGALCLUB<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Cultura Portuguesa \u2013 Um Bem a Inserir na Constitui\u00e7\u00e3o Portuguesa 2006-03-23 Carta aberta a Sua Excel\u00eancia o Presidente da Rep\u00fablica: Senhor Presidente da Rep\u00fablica Prof. Dr. Cavaco Silva Excel\u00eancia! Solicita\u00e7\u00e3o: A Cultura Portuguesa \u2013 Um Bem a Inserir na Constitui\u00e7\u00e3o Portuguesa Hoje como no s\u00e9culo XVIII e XIX as elites parecem usar o discurso &hellip; <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=6250\" class=\"more-link\">Continuar a ler <span class=\"screen-reader-text\">A Cultura Portuguesa \u2013 Um Bem a Inserir na Constitui\u00e7\u00e3o Portuguesa<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[15,7],"tags":[],"class_list":["post-6250","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cultura","category-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6250","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6250"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6250\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6251,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6250\/revisions\/6251"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6250"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6250"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6250"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}