{"id":6155,"date":"2020-10-21T17:29:54","date_gmt":"2020-10-21T16:29:54","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=6155"},"modified":"2020-10-21T20:55:26","modified_gmt":"2020-10-21T19:55:26","slug":"concepcao-materialista-da-historia-no-gosto-do-tempo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=6155","title":{"rendered":"CONCEP\u00c7\u00c3O MATERIALISTA DA HIST\u00d3RIA NO GOSTO DO TEMPO (ZEITGEIST)"},"content":{"rendered":"<h4 style=\"text-align: center;\"><strong>Amarrados \u00e0 Corda do Tempo passado e futuro (Divididos pelo Tempo cronol\u00f3gico)<\/strong><\/h4>\n<p><strong>Ant\u00f3nio Justo<\/strong><\/p>\n<p><strong>A Ideologia do Progresso \u00e9 uma concep\u00e7\u00e3o materialista da hist\u00f3ria, que tem consequ\u00eancias enganosas para a pr\u00e1tica social e individual; na sua concep\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, segue a estrat\u00e9gia, de criar uma consci\u00eancia revolucion\u00e1ria de classe socialista materialista, incidindo para isso, sobretudo, no \u00e2mbito dos pelouros da Justi\u00e7a, da Educa\u00e7\u00e3o e dos Media.<\/strong> Para se tornar mais acess\u00edvel \u00e0s pessoas, a consci\u00eancia revolucion\u00e1ria de classe \u00e9 embrulhada num idealismo internacional militarista de fervor quase religioso, tendente a substituir qualquer metaf\u00edsica por um pante\u00edsmo imanente (de oceano em que a pessoa passa a ser apenas gota)! Tamb\u00e9m o capitalismo segue a ideologia do progresso tecnol\u00f3gico e de um consumismo fomentador de sempre novas necessidades num ser humano que se quer sobretudo cliente e consumidor!<\/p>\n<p><strong>Quer-se que o medo substitua a esperan\u00e7a,<\/strong> dado este ser mais adequado ao projecto de constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade funcional de progresso t\u00e9cnico-materialista que reduz a pessoa humana a uma pe\u00e7a ou ao n\u00edvel dos instintos.<\/p>\n<p><strong>Pouco a pouco e sem se notar, a sociedade passa a ser transformada numa mera classe de consci\u00eancia marxista-leninista de embrulho socialista, a ser movida num cont\u00ednuo clima de inseguran\u00e7a e de medo. Fomenta-se a consci\u00eancia de<\/strong> <strong>um presente querido ausente e, como tal, indesejado e n\u00e3o vivido, para que seja apenas sentido como grandeza de transi\u00e7\u00e3o (uma esp\u00e9cie de purgat\u00f3rio da sua utopia da Hist\u00f3ria<\/strong>: um estado de mudan\u00e7a pela mudan\u00e7a que d\u00ea a impress\u00e3o de que o futuro, se torne em utopia condutora suficiente (meio e fim em si) numa atmosfera niilista criada pela pr\u00f3pria ideologia mas de que esta paradoxalmente promete libertar-se. Neste est\u00e1dio interm\u00e9dio, as novas necessidades consequentes da inseguran\u00e7a e do medo promovido passam a querer ser saciadas por uma esperan\u00e7a de tipo internacionalista que justifica a interven\u00e7\u00e3o de poderes an\u00f3nimos cimentados tamb\u00e9m eles pela cren\u00e7a devota de um capitalismo globalista unido a uma supraestrutura de culto socialista.<\/p>\n<p><strong>Neste sentido, uma esquerda radical, inteligentemente organizada, com uma eficiente estrat\u00e9gica com ONGs, redes e agendas internacionais, apodera-se dos factores (ideais) pol\u00edtico-sociais de \u201cdesenvolvimento\u201d colocando-se \u00e0 frente de campanhas portadoras de uma din\u00e2mica de mudan\u00e7a e exig\u00eancias de transi\u00e7\u00e3o,<\/strong> que se torna \u00f3bvia pelo direcionamento e controlo dos temas que ocupam e dirigem a opini\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p><strong>O direito \u00e0 diferen\u00e7a natural, cultural e existencial \u00e9 substitu\u00eddo por um igualitarismo de tipo legal (direito positivo) que chega a n\u00e3o respeitar a lei natural e org\u00e2nica da <\/strong>diferen\u00e7a que pressuporia uma toler\u00e2ncia existencial e n\u00e3o apenas uma toler\u00e2ncia cultural de meros efeitos funcionais, utilit\u00e1rios e imediatos de conveni\u00eancia humana e social.<\/p>\n<p><strong>Ao contr\u00e1rio de movimentos pol\u00edtico-sociais moderados e de direita, que indolentemente se contentam com o movimento de in\u00e9rcia do desenvolvimento hist\u00f3rico, uma esquerda coerente e esperta aposta num eco-socialismo de autopoder participativo, lutando consequentemente pelas pretensas reformas eco-sociais <\/strong>(a mobiliza\u00e7\u00e3o do autopoder participativo \u00e9 usada como meio oportuno para atingir o seu indeclarado fim, a saber,\u00a0 uma sociedade comunista); no igualitarismo tudo se quer funcional, passando para segundo plano o aspecto relacional humano: o que conta \u00e9 o aspecto funcional no que respeita \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o da necessidade social e pessoal, seja a satisfa\u00e7\u00e3o adquirida atrav\u00e9s de uma pessoa ou de um gato\u2026<\/p>\n<p><strong>Se a sociedade tradicional chegava ao Homem atrav\u00e9s de Deus numa tentativa de transformar a natureza e o Homem, a sociedade progressista quer chegar ao Homem atrav\u00e9s da natureza amarrando-o \u00e0 ideia materialista dela<\/strong> (por outro lado prescindem dela para explicarem o ser humano apenas como produto da cultura). A cultura torna-se numa pastilha el\u00e1stica que legitima, por si mesma, a ideologia tamb\u00e9m ela n\u00e3o mais que fruto da cultura (ver ideologia do g\u00e9nero): assim a pessoa passa a ser mero produto de informa\u00e7\u00e3o, e que se resume na estrat\u00e9gia forma\u00e7\u00e3o = informa\u00e7\u00e3o (uma sociedade concebida com o Homem em termos abstratos, legitima a hegemonia j\u00e1 n\u00e3o dos iniciais latif\u00fandios agr\u00e1rios nem dos posteriores latif\u00fandios citadinos \u2013 latif\u00fandios banc\u00e1rios \u2013 mas sobretudo a \u201cevolu\u00e7\u00e3o\u201d para os latif\u00fandios de ideias (ideologias) e suas pastagens onde os rebanhos irmanados pela necessidade pastar\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma necessidade leg\u00edtima de mudan\u00e7a pessoal e social not\u00f3ria parece, nos termos do Zeitgeist criado, favorecer a luta de agendas e ONGs contra a matriz cultural ocidental (cujo maior equ\u00edvoco tem sido ser demasiado dualista como queria o poder e a filosofia e n\u00e3o trinit\u00e1ria (dualismo \u00e9 o contr\u00e1rio do que a teologia e a f\u00e9 anunciavam no princ\u00edpio).<\/p>\n<p>Os conservadores mais ligados<strong> ao processo econ\u00f3mico e \u00e0s leis da natureza perdem-se, por vezes, na resposta ao presente e descuidam o princ\u00edpio (axioma) b\u00edblico \u201cno princ\u00edpio era a palavra, a informa\u00e7\u00e3o\u201d!<\/strong> No desenvolvimento est\u00e1 a Palavra, a in-forma\u00e7\u00e3o de que a esquerda se tem apoderado com maior sucesso vendo o ide\u00e1rio da Europa ser cada vez mais transformado no sentido de uma esquerda zelosa de futuro; <strong>dos zelotes do templo passou-se aos zelotes do tempo<\/strong>! Estes negam a afirma\u00e7\u00e3o do futuro espiritual para a substitu\u00edrem pela afirma\u00e7\u00e3o do futuro no sentido marxista da hist\u00f3ria (como utopia): os marxistas-leninistas caem no mesmo defeito que criticam, embora defiram nas perspectivas (confiar na vida do al\u00e9m \u00e0 custa da vida presente ou confiar na utopia de uma sociedade futura mediante a ren\u00fancia ao presente, nas duas sacrifica-se o presente); <strong>de facto<\/strong> <strong>a ideologia do progresso socialista repete de maneira invertida a matriz de esperan\u00e7a religiosa, substituindo a esperan\u00e7a transcendente pela esperan\u00e7a imanente;<\/strong> <strong>esta ideologia nega assim o presente, reduzindo-o a mero momento do processo revolucion\u00e1rio, tornando-o instrumento alienat\u00f3rio<\/strong>. Se uns esperam num futuro depois da morte os outros esperam num futuro depois do presente. H\u00e1 que evitar tanto preconceitos ideol\u00f3gicos como religiosos. Para tal seria oportuno apostarem uns e outros num tempo qualitativo Cairos. Para isso a civiliza\u00e7\u00e3o ocidental teria de entender melhor a f\u00f3rmula trinit\u00e1ria como processo din\u00e2mico (n\u00e3o a relegando para a vida conventual) e n\u00e3o como algo est\u00e1tico que s\u00f3 pode desaguar no dualismo de um tempo Cronos, um tempo s\u00f3 quantitativo porque fruto e express\u00e3o da experi\u00eancia materializante. Compreender a f\u00f3rmula trinit\u00e1ria da realidade (humano-divina) pressup\u00f5e a consci\u00eancia do tempo e da realidade como processo, num tempo Cairos de sentido qualitativo, um tempo eterno (transcendendo o tempo), que \u00e9 o tempo presente sem dimens\u00e3o. <strong>Se fossemos introduzidos na viv\u00eancia do tempo Cairos, adimensional superar\u00edamos a mentalidade dualista do verdadeiro e do falso, do certo e do errado, da direita e da esquerda, do materialista e do espiritualista; ent\u00e3o deixar\u00edamos de viver dependurados na corda do passado e do futuro pr\u00f3pria do tempo Cronos.<\/strong>\u00a0 <strong>Cairos \u00e9 o tempo din\u00e2mico-criativo, o tempo espiritual (processo) e Cronos \u00e9 o tempo est\u00e1tico med\u00edvel e como tal materializado<\/strong>. (Somos seres espirituais feitos de c\u00e9u e terra, num processo inicial din\u00e2mico de estado s\u00f3lido-l\u00edquido-gasoso e como tal com asas que nos possibilitam deixarmos de confinar a nossa exist\u00eancia \u00e0 qualidade de um viver de mexilh\u00e3o fixado na rocha.)<\/p>\n<p>No estado da consci\u00eancia social atual, aqueles, que melhor se apossam do princ\u00edpio b\u00edblico \u2013 Palavra=in-forma\u00e7\u00e3o=energia=Esp\u00edrito &#8211; n\u00e3o hesitando em abusar dele para os seus fins materialistas (de uma nova sociedade a implantar), ser\u00e3o os que mais sucesso epocal ter\u00e3o, como j\u00e1 se vai constatando na revolu\u00e7\u00e3o da gera\u00e7\u00e3o 68. De facto, a realidade divina, a realidade inicial \u00e9 Palavra, informa\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, processo = \u201cin-forma\u00e7\u00e3o\u201d! Infelizmente quem se apodera da energia in-formada e em forma\u00e7\u00e3o formatando-a \u00e0 medida de formatos sociais ganha a dianteira superficial a n\u00edvel do ter mas n\u00e3o no processo de ser &#8211; diferen\u00e7a entre Cronos e Cairos)! (No governo do Covid-19, se observamos as medidas dos governos com a atitude dos cidad\u00e3os, d\u00e1 para entender a din\u00e2mica que se encontra por tr\u00e1s do poder de quem se assenhoreia da palavra\/informa\u00e7\u00e3o como dado est\u00e1tico e isto independentemente da forma\u00e7\u00e3o do cidad\u00e3o: a reac\u00e7\u00e3o ao medo e a consci\u00eancia gerada manifestam-se transversais a n\u00edvel social embora muito longe do meio termo de ouro).<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia socialista, na sua primeira fase (\u00e9poca da industrializa\u00e7\u00e3o), foi dedicar-se <strong>\u00e0 apropria\u00e7\u00e3o dos movimentos dos trabalhadores<\/strong> (proletariado da industrializa\u00e7\u00e3o) e agora (\u00e9poca da tecnologia e dos servi\u00e7os) <strong>apodera-se dos meios de informa\u00e7\u00e3o e do movimento ambientalista<\/strong> de modo a legitimar-se atrav\u00e9s de uma consci\u00eancia que se quer ver adaptada e concretizada num eco-socialismo. Esta tem sido tamb\u00e9m uma jogada inteligente da esquerda abrilista portuguesa, internacionalmente bem planeada e depois executada no seu sentido com os saneamentos de in\u00edcio efectuados a n\u00edvel de docentes de universidades, escolas, administra\u00e7\u00e3o e dos jornalistas nos meios de comunica\u00e7\u00e3o social (o nosso Pr\u00e9mio Nobel tamb\u00e9m se empenhou activamente neste sentido!). Na sociedade portuguesa predomina uma vis\u00e3o esquerdista na maneira de observar e equacionar o dia-a-dia social-pol\u00edtico e econ\u00f3mico (n\u00e3o haveria nada a dizer contra se ao mesmo tempo houvesse uma verdadeira discuss\u00e3o intelectual controversa sobre a situa\u00e7\u00e3o vivida). <strong>No regime de Salazar n\u00e3o havia esp\u00edrito cr\u00edtico e no regime de Abril tamb\u00e9m n\u00e3o o h\u00e1.<\/strong> A espor\u00e1dica cr\u00edtica que h\u00e1 n\u00e3o se encontra integrada no sistema, faz parte apenas de coment\u00e1rios indesej\u00e1veis, mas sistemicamente \u00fateis porque d\u00e3o a impress\u00e3o de nos encontrarmos em verdadeira democracia. Ontem como hoje, \u00e0 margem de alguns suspiros de protestos, os governos atuam como se n\u00e3o houvesse povo e o que se nota em marcha s\u00e3o hordas bem alinhadas do regime.<\/p>\n<p>Como bem conseguiram incutir no pensar politicamente correcto (mainstream)\u00a0 querem ver, de futuro, o ser humano reduzido a produto da natureza bruta e de uma cultura desenraizada negando-lhe a qualidade crist\u00e3 para possibilitar a elabora\u00e7\u00e3o de um ser humano em fun\u00e7\u00e3o de.\u00a0 No sentido ma\u00e7\u00f3nico e mu\u00e7ulmano combatem a cren\u00e7a num Deus pessoal que legitimaria a responsabilidade social e pessoal, preferindo apostar apenas em energias (esp\u00e9cie de imanentismo) que justificam o poder da energia (for\u00e7a) mais forte a aplicar-se na sociedade. J\u00e1 outrora o escritor Dotojewski alertava para o perigo modernista que queria acabar com Deus e amea\u00e7ava a R\u00fassia. <strong>Segundo ele a consci\u00eancia humana sem Deus deixaria de ter porteiro e consequentemente a chave dela passaria para a pol\u00edtica!<\/strong> Deus \u00e9 o princ\u00edpio criador e ordenador, num processo inclusivo de conservar e inovar ao mesmo tempo; hoje d\u00e1-se ainda mais import\u00e2ncia ao princ\u00edpio diab\u00f3lico = princ\u00edpio divisor interessado em destruir (desordenar, desconstruir) a ordem natural e humana inicial.<\/p>\n<p>Uma educa\u00e7\u00e3o para a humanidade pressup\u00f5e o acento da forma\u00e7\u00e3o na dignidade humana individual e inalien\u00e1vel com caracter de verticalidade e transversalidade e implica por isso, alteridade, toler\u00e2ncia e respeito; respeito tamb\u00e9m pelo advers\u00e1rio; respeito por tudo o que \u00e9 humano e pela natureza! N\u00e3o \u00e9 l\u00edcito, em nome do indiv\u00edduo abstracto, ou de uma sociedade abstrata, meramente funcional com funcion\u00e1rios e cidad\u00e3os funcionais, subjugar tudo ao servi\u00e7o da m\u00e1quina estatal; nesse sentido, por\u00e9m, as estruturas de forma\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria s\u00e3o consideradas disfuncionais. A soberania da consci\u00eancia individual, a fam\u00edlia, a religi\u00e3o, os partidos, os \u00f3rg\u00e3os constitucionais e o bi\u00f3topo cultural s\u00e3o co-determinantes que em conjunto delimitariam o bom funcionamento org\u00e2nico de um Estado. <strong>O reconhecimento da diversidade tamb\u00e9m assume mais relev\u00e2ncia no contexto da globaliza\u00e7\u00e3o e da internacionaliza\u00e7\u00e3o da economia e consequentes efeitos migrat\u00f3rios.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O respeito que se deve ao Estado e suas institui\u00e7\u00f5es pressup\u00f5e a reciprocidade de comportamento do Estado para com as outras institui\u00e7\u00f5es <\/strong>(O ser humano, j\u00e1 no nascimento, n\u00e3o subiste sem a fam\u00edlia, sem comunidade; comunidade e indiv\u00edduo s\u00e3o realidades complementares n\u00e3o podendo subsistir uma sem a outra e menos ainda uma contra a outra.<strong>)\u00a0 As institui\u00e7\u00f5es (na qualidade de \u00f3rg\u00e3os) est\u00e3o primeiramente chamadas a servir o indiv\u00edduo para que este subsista na comunidade natural e social no seguimento de um sentido teleol\u00f3gico (a necessidade cria o \u00f3rg\u00e3o!). <\/strong>O cidad\u00e3o n\u00e3o pode tolerar que o Estado se possa tornar cativo de qualquer elite econ\u00f3mica ou ideol\u00f3gica.\u00a0 <strong>Na \u00e1rvore da institui\u00e7\u00e3o quer-se cada um em seu galho seja ele pol\u00edtico, ideol\u00f3gico ou econ\u00f3mico.<\/strong><strong>\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 suficiente colocar-se o problema da educa\u00e7\u00e3o s\u00f3 num contexto pol\u00edtico ou administrativo. O necess\u00e1rio debate pol\u00edtico levantaria muitas quest\u00f5es numa sociedade que embora arrebanhada tem muitas mans\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Numa sociedade em que a popula\u00e7\u00e3o cada vez tem mais a impress\u00e3o de n\u00e3o ser senhora da sua cultura e do seu pa\u00eds torna-se \u00f3bvio um olhar cr\u00edtico a todas as quest\u00f5es sens\u00edveis relativas ao poder, \u00e0s hegemonias e aos novos dinoss\u00e1urios globais. <\/strong>N\u00e3o \u00e9 leg\u00edtimo combater o poder nem dogmatismos passados e abafar os que atualmente se querem afirmar descaradamente enquanto se fala dos seus antepassados. Um construto social de categorias interdependentes pressup\u00f5e <strong>uma perspectiva interdependente de coopera\u00e7\u00e3o institucional<\/strong>.<\/p>\n<p>O primeiro problema est\u00e1 na velocidade que se quer imprimir \u00e0 imposi\u00e7\u00e3o da mudan\u00e7a, uma mudan\u00e7a n\u00e3o estrutural nem org\u00e2nica que se pretende ideol\u00f3gica e mecanicista! <strong>Quer-se reduzir o Estado a uma m\u00e1quina de produzir indiv\u00edduos clientes, consumidores funcionais, numa sociedade a funcionar<\/strong> desnaturadamente: por isso abaixo com a religi\u00e3o, com a na\u00e7\u00e3o, com a fam\u00edlia com a pessoa soberana! Uma sociedade sem pai parece ansiar agora por um Estado autorit\u00e1rio que lhe ofere\u00e7a seguran\u00e7a\u2026<\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n<p>Te\u00f3logo e Pedagogo<\/p>\n<p>Pegadas do Tempo<\/p>\n<ul>\n<li>(1) O vatic\u00ednio de\u00a0 Nikita Khrushchev , Secret\u00e1rio-geral do PC, a 29 de setembro de 1959 na sede das Na\u00e7\u00f5es Unidas:\u00a0 \u201c&#8230; Os filhos de seus filhos viver\u00e3o sob o comunismo. Voc\u00eas, ocidentais, s\u00e3o t\u00e3o cr\u00e9dulos que n\u00e3o aceitar\u00e3o o comunismo de uma vez, mas continuaremos a aliment\u00e1-los com pequenas doses de socialismo at\u00e9 que voc\u00ea finalmente acorde e descubra que j\u00e1 tem o comunismo para sempre. N\u00e3o teremos que lutar com voc\u00ea. Ambos enfraqueceremos sua economia at\u00e9 que caiam como frutos maduros em nossas m\u00e3os. A democracia deixar\u00e1 de existir quando eles tirarem aqueles que est\u00e3o dispostos a trabalhar e entregarem aos que n\u00e3o est\u00e3o. &#8221;\u00a0 Concluindo: O SOCIALISMO LEVA AO COMUNISMO<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Amarrados \u00e0 Corda do Tempo passado e futuro (Divididos pelo Tempo cronol\u00f3gico) Ant\u00f3nio Justo A Ideologia do Progresso \u00e9 uma concep\u00e7\u00e3o materialista da hist\u00f3ria, que tem consequ\u00eancias enganosas para a pr\u00e1tica social e individual; na sua concep\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, segue a estrat\u00e9gia, de criar uma consci\u00eancia revolucion\u00e1ria de classe socialista materialista, incidindo para isso, sobretudo, no &hellip; <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=6155\" class=\"more-link\">Continuar a ler <span class=\"screen-reader-text\">CONCEP\u00c7\u00c3O MATERIALISTA DA HIST\u00d3RIA NO GOSTO DO TEMPO (ZEITGEIST)<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[3,15,14,4,5,6,7,8,16],"tags":[],"class_list":["post-6155","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte","category-cultura","category-economia","category-educacao","category-escola","category-migracao","category-politica","category-religiao","category-sociedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6155","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6155"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6155\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6160,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6155\/revisions\/6160"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6155"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6155"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6155"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}