{"id":6132,"date":"2020-10-12T21:36:10","date_gmt":"2020-10-12T20:36:10","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=6132"},"modified":"2020-10-12T21:45:40","modified_gmt":"2020-10-12T20:45:40","slug":"matriz-socialista-marxista-na-base-da-disciplina-cidadania","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=6132","title":{"rendered":"MATRIZ SOCIALISTA MARXISTA NA BASE DA DISCIPLINA DE EDUCA\u00c7\u00c3O PARA A CIDADANIA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>N\u00e3o \u00e0 Concep\u00e7\u00e3o materialista da Hist\u00f3ria e \u00e0 Coloniza\u00e7\u00e3o da Sociedade pela Ideologia do Progresso e do Eco-socialismo<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Por Ant\u00f3nio Justo<\/strong><\/p>\n<p>Diga-se sim, a uma sociedade plural, aberta \u00e0s diferen\u00e7as, \u00e0 diferencia\u00e7\u00e3o, \u00e0 complementaridade das ideias e das coisas sem excluir uma transversalidade de valores materiais e espirituais no \u00e2mbito individual e social.<\/p>\n<p>Pela documenta\u00e7\u00e3o oficial que pude ler em torno da disciplina Cidadania verifiquei muita compet\u00eancia e dedica\u00e7\u00e3o na elabora\u00e7\u00e3o dos documentos que, apesar de muita coisa louv\u00e1vel, n\u00e3o escapam a uma matriz de sociedade socialista marxista que se vai impondo sem que a sociedade note! Nas sombras dos corredores ministeriais, privilegia-se a forma t\u00e9cnica e o funcionalismo em\u00a0preju\u00edzo do caracter social participativo\/inclusivo, seguindo-se o pressuposto de que \u201cos fins justificam os meios\u201d.<\/p>\n<p><strong>O objectivo que documenta (1), entre outros, \u00e9 \u201cDesconstruir os diferentes pap\u00e9is socioculturais em fun\u00e7\u00e3o do sexo\u201d, quando o que prioritariamente precisaria de ser abordado neste assunto era a matriz sociocultural vigente de maneira a poder tratar de forma inclusiva, a n\u00edvel de matriz, o princ\u00edpio (energia) da masculinidade e o princ\u00edpio da feminilidade, em termos de complementaridade.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Tal como genericamente a identifica\u00e7\u00e3o visual do sexo \u00e0 nascen\u00e7a n\u00e3o ser\u00e1 a \u00fanica forma de determinar o sexo biol\u00f3gico tamb\u00e9m as fun\u00e7\u00f5es sociais vigentes, inerentes ao modelo de sociedade em crise que seguimos, n\u00e3o s\u00e3o suficientes para ajuizar da determina\u00e7\u00e3o dos pap\u00e9is e atitudes a assumir nela. <\/strong>Seria sinal de uma atitude retr\u00f3grada pretender-se construir novas atitudes e pap\u00e9is sociais em fun\u00e7\u00e3o da ideologia materialista que se expressa tamb\u00e9m no programa Gender (G\u00e9nero); isto revela uma ac\u00e7\u00e3o de reac\u00e7\u00e3o pol\u00edtica (a n\u00edvel de pap\u00e9is) quando o \u00f3bvio seria uma ac\u00e7\u00e3o coordenada no sentido de inger\u00eancia activa dos difrentes grupos sociais.<\/p>\n<p><strong>Ao mesmo tempo \u00e9 de constatar que alguns princ\u00edpios doutrinais assentam em pressupostos e em agendas internacionais interessados em formatar e controlar a liberdade do cidad\u00e3o e da fam\u00edlia, considerando para isso a fam\u00edlia e a religi\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o como fontes de educa\u00e7\u00e3o, mas como factores de risco e, deste modo, objetos da educa\u00e7\u00e3o estatal. O conflito identit\u00e1rio entre autoridade familiar e autoridade pol\u00edtica encontra-se j\u00e1 programado e a ser implementado sem ter em conta a sa\u00fade mental e emocional do educando. \u00c9 tamb\u00e9m antinatural e contra a ess\u00eancia do ser das institui\u00e7\u00f5es colocar-se a autoridade do Estado e a autoridade familiar em termos de conflito aberto\u2026 <\/strong>O que hoje n\u00e3o \u00e9 feito no sentido da pessoa humana mais cedo ou mais tarde a revolta revela-o como erro.<\/p>\n<p>A regulamenta\u00e7\u00e3o pretende uma educa\u00e7\u00e3o formal, imposta de cima; o objectivo declarado \u00e9 que,<strong> j\u00e1 na pr\u00e9-escola, as crian\u00e7as saibam \u201cdistinguir diferentes express\u00f5es afetivas\u201d (bissexuais, homossexuais, l\u00e9sbicas, etc.); isto, nesta idade, pretende criar -se na crian\u00e7a uma consci\u00eancia individual de caracter s\u00f3 mental, contra o desenvolvimento natural das faculdades imaginativas, afectivas e l\u00fadicas (carater\u00edsticas desta idade). <\/strong>O sistema j\u00e1 n\u00e3o se limita a controlar o que as pessoas leem e ouvem para passar a estruturar o c\u00e9rebro das crian\u00e7as de modo a ter um formato ide\u00e1rio socialista-marxista que facilite o trabalho das elites a atuar na nomenclatura de um governo universal futuro, como Nikita Khrushchev j\u00e1 profetizava (<strong>2<\/strong>). \u00a0Na China j\u00e1 podemos ter uma amostra desse sistema: oitenta milh\u00f5es de filiados comunistas s\u00e3o suficientes para governar e administrar mais de 1400 milh\u00f5es de habitantes.<\/p>\n<p>Quer-se intervir j\u00e1 na idade mais tenra do desenvolvimento (cerebral) da crian\u00e7a de modo a fazer dela um produto cultural ad hoc com percep\u00e7\u00e3o meramente cerebral (contra o desenvolvimento natural integral).<\/p>\n<p><strong>Tamb\u00e9m as crian\u00e7as t\u00eam direitos em rela\u00e7\u00e3o a pais, estado e sociedade. O<\/strong> direito da crian\u00e7a a uma educa\u00e7\u00e3o correspondente \u00e0 idade \u00e9 profanado em favor de interesses ideol\u00f3gicos pol\u00edticos (aqui n\u00e3o se est\u00e1 interessado em salvaguardar os interesses e o bem da colectividade mas sim em privilegiar os interesses de grupos conotados da ideologia maoista e marxista (quer-se a constru\u00e7\u00e3o de uma outra sociedade em nome de valores e direitos de caracter gen\u00e9rico). Pretende-se privilegiar a forma\u00e7\u00e3o cerebral versus uma forma\u00e7\u00e3o integral biol\u00f3gica, emocional e psicol\u00f3gica (inerente ao processo et\u00e1rio).<strong> Ao acentuarem a in-forma\u00e7\u00e3o intelectual (meramente mental) afetam os processos mentais, como por exemplo, os processos da cogni\u00e7\u00e3o e da emo\u00e7\u00e3o. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Ao mesmo tempo, a educa\u00e7\u00e3o provinda do exemplo familiar \u00e9 considerada de esp\u00edrito tradicional (retr\u00f3grada) e por isso de submeter \u00e0 formata\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica mental, no sentido do Zeitgeist efectivado pela gera\u00e7\u00e3o 68 e agora concretizado em programa do Estado. <\/strong><\/p>\n<p>A nova matriz europeia, antropol\u00f3gica e sociol\u00f3gica, a implementar pretende criar <strong>um novo tipo de pessoa e de estrutura de valores pol\u00edtico-sociais funcionalistas<\/strong> (filosofia utilitarista, mecanicista e materialista), mais conforme ao caracter asi\u00e1tico e \u00e1rabe). Como na Europa o conceito de indiv\u00edduo e a consci\u00eancia de pessoa se encontram j\u00e1 em conflito com institui\u00e7\u00f5es\/jerarquias e interesses pol\u00edtico-sociais, <strong>\u00e9 do interesse do globalismo marxista e turbo-capitalista continuar o processo desvinculando-os da natureza (da biologia) e dos bi\u00f3topos culturais (fam\u00edlia\/Estado\/religi\u00e3o crist\u00e3) para mais facilmente ser poss\u00edvel a cria\u00e7\u00e3o de um construto humano artificial<\/strong> baseado apenas nas potencialidades mentais abstractas \u00a0(mais aptos tamb\u00e9m para a manipula\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica). \u00a0Deste modo, o novo cidad\u00e3o (produto artificial citadino) quer-se preparado para racionalmente poder legitimar \u201cdemocraticamente<strong>\u201d o surgir de uma nova cultura desenraizada da pessoa e do meio natural, de seus sentidos e da natureza <\/strong>(em vez de pessoa complexa, quer-se o \u201ccidad\u00e3o\u201d abstrato,\u00a0 a prole da polis (cient\u00edfica) deve substituir a prole familiar ou natural (uma \u00e9tica racional simples deve substituir o lugar da religi\u00e3o); isto numa de cidade contra a aldeia, globalismo contra regionalismo <strong>e cultura contra natura ao gosto do que a<\/strong> ideologia gender j\u00e1 tenta aplicar.<strong> O controlo mental ou formata\u00e7\u00e3o sobretudo cerebral, possibilita posteriormente um produto cultural (cidad\u00e3o) objecto de informa\u00e7\u00e3o, tornando-o mais manobr\u00e1vel (um vari\u00e1vel!) e capacitado para efectivar e legitimar, a longo prazo, uma sociedade que legalize um governo distante, \u00a0latifundi\u00e1rio universalista, e tudo isto sob a salvaguarda e o pretexto de educar para os direitos humanos <\/strong>universais (o princ\u00edpio da universalidade passa a justificar a discrimina\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da diversidade dos bi\u00f3topos familiares, culturais e regionais em prol da funcionalidade da polis e de for\u00e7as an\u00f3nimas globalistas). A luta contra a fam\u00edlia e contra a religi\u00e3o \u00e9 a consequ\u00eancia l\u00f3gica de uma matriz cultural masculina (paternalista) que n\u00e3o tolera o aspecto da religi\u00e3o e da fam\u00edlia que albergam ainda o princ\u00edpio da feminilidade embora as estruturas em que se encontra alojado obede\u00e7am a estruturas de caracter sociol\u00f3gico mais masculinas).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Os promotores de uma sociedade marxista\/maoista veem no tipo antropol\u00f3gico e sociol\u00f3gico judaico-crist\u00e3o ocidental um obst\u00e1culo ao seu intento, por isso consideram-no o principal objecto da sua luta. \u00a0O seu projecto de formata\u00e7\u00e3o de um indiv\u00edduo (tipo produto cultural) pautado pela filosofia marxista encontra, principalmente na religi\u00e3o crist\u00e3 (um dos garantes da civiliza\u00e7\u00e3o ocidental) barreiras naturais intranspon\u00edveis \u00a0que mais motivam a luta agressiva e desesperada de activistas interessados, n\u00e3o no melhoramento da civiliza\u00e7\u00e3o, mas no caos e confus\u00e3o a criar nela, minando para isso muitos dos seus valores e diabolizando, especialmente, tudo o que cheire a catolicismo<\/strong> (o catolicismo, por muito estranho que pare\u00e7a atendendo ao seu aspecto institucional de express\u00e3o exterior masculina, \u00e9 a institui\u00e7\u00e3o religiosa dentro das religi\u00f5es monote\u00edstas que melhor alberga e integra o princ\u00edpio e a m\u00edstica da feminidade na comunidade e na pessoa).<\/p>\n<p>De notar que as ideologias e movimentos ideol\u00f3gicos (em especial as de conota\u00e7\u00e3o marxista), mesmo a pretexto da defesa da mulher, s\u00e3o, em geral, de caracter machista (ordem patriarcal, postas ao servi\u00e7o da <strong>prepot\u00eancia da energia\/princ\u00edpio da masculinidade<\/strong>). A ordem econ\u00f3mico-social-pol\u00edtica estabelecida produz activistas que nas \u00a0suas campanhas, a n\u00edvel profundo, abusam da mulher (fixando o foco da sua actividade apenas no papel\/aspecto funcional da mulher) para esta, \u00a0em vez de esta se empenhar e lutar por uma maior integra\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da feminilidade na matriz cultural, em que o princ\u00edpio da masculinidade \u00e9 o factor relevante, <strong>adoptar o princ\u00edpio da masculinidade na sua estrat\u00e9gia tornando a luta ainda mais disfuncionalizada porque a pr\u00f3pria mulher \u00e9 instrumentalizada para, indirecta e inconscientemente incrementar a matriz masculina.<\/strong> Deste modo a luta d\u00e1-se mais no sentido de equidade de pap\u00e9is no trato de homem e mulher e em desfavor da complementaridade dos dois princ\u00edpios a n\u00edvel do ser e como tal a luta da mulher, a longo prazo, fortalece paradoxalmente a matriz masculina!<\/p>\n<p>Tal como na China a ideologia marxista quer paulatinamente submeter a religi\u00e3o \u00e0 ideologia da cren\u00e7a monol\u00edtica de Estado (masculinidade pura!), <strong>n\u00e3o aceitando o princ\u00edpio original crist\u00e3o da soberania da pessoa humana (este princ\u00edpio fundamental relativiza o poder absoluto de qualquer regime, Estado, ideologias e religi\u00f5es enquanto institui\u00e7\u00f5es<\/strong>); na luta contra o cristianismo (a religi\u00e3o mais perseguida no mundo atual) <strong>une-se a ideologia capitalista liberal (Soros, etc.) \u00e0 ideologia socialista materialista porque interessadas na cria\u00e7\u00e3o de um tipo de sociedade formatada,<\/strong> autoritariamente de cima para baixo, de apenas consumidores de bens materiais e de ideias feitas; programam-se assim meros clientes e prolet\u00e1rios para uma nova sociedade de mero consumo de mercadorias e de ideias<strong>. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Como fontes de valores e da moral bastar\u00e1 ent\u00e3o recorrer-se (\u00e0 sociologia) a estat\u00edsticas que tudo legitimar\u00e3o, no sentido de uma \u201cdemocracia\u201d materialista <\/strong>regida apenas por uma pequena oligarquia com um grande aparelho administrativo controlador de uma clientela tipo proletariado.<strong> Suportam, no m\u00e1ximo, um cristianismo reduz\u00edvel apenas a uma \u00e9tica que ent\u00e3o seja substitu\u00edvel pelo marxismo\/mao\u00edsmo que, nesse caso, assumir\u00e1, com facilidade, tornar-se uma esp\u00e9cie de supraestrutura de caracter religioso.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A ess\u00eancia da sociedade e do cidad\u00e3o deixar\u00e1 de ser org\u00e2nica para se tornar meramente formal e funcional (sociedade tecnol\u00f3gica). <\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 verdade que a sociedade que temos constru\u00eddo se tem afirmado de maneira controversa e manipuladora (institui\u00e7\u00f5es e elites \u00e0 margem da filosofia e da pessoa como ser espiritual); menosprezam a alma e o esp\u00edrito, a n\u00edvel de pessoa e de comunidade e assim viabilizam ser infi\u00e9is \u00e0 humanidade; mas as agendas ao gosto do tempo marxista em via prescindem at\u00e9 dessas potencialidades humanas vivas no povo para as reduzirem a princ\u00edpios abstratos; a era socialista que agora se quer artificialmente impor nega a ess\u00eancia do Homem como ser espiritual, n\u00e3o querendo saber da sua ipseidade e do seu sentido metaf\u00edsico.<strong> Negada a espiritualidade do ser humano \u00e9 consequentemente negada a sua criatividade e liberdade de ser aberto; passa a legitimar-se ent\u00e3o a sua instrumentaliza\u00e7\u00e3o \u00e0 qualidade de ser mero objecto em fun\u00e7\u00e3o da ideologia e da sociedade (o cidad\u00e3o gerado apenas pelos direitos que seu pai Estado lhe concede torna-se num pateta alegre inconsciente da \u00a0da pobreza da sua depend\u00eancia: ent\u00e3o, o porteiro da consci\u00eancia deixa de ser Deus \u2013 perde a ipseidade \u2013 para se tornar o Estado no porteiro da sua consci\u00eancia). Ent\u00e3o o Homem deixa de encontrar a sua defini\u00e7\u00e3o em si mesmo para ser definido a partir do exterior por uma forma de sociedade e em fun\u00e7\u00e3o desta (raz\u00e3o \u00faltima do seu sentido individual!).<\/strong><\/p>\n<p>Torna-se indispens\u00e1vel uma discuss\u00e3o alargada na sociedade portuguesa, sobre o que est\u00e1 a acontecer sem que a consci\u00eancia nacional o note, dado os governantes se terem desobrigado da discuss\u00e3o de tais temas, a pretexto de seguirem agendas e compromissos internacionais (basta-lhes para isso uma pr\u00e1tica do levantar o dedo no parlamento, sem discuss\u00e3o p\u00fablica, e depois deixar ao autoritarismo ministerial a fun\u00e7\u00e3o de implementar tais programas ideol\u00f3gicos sob o pretexto de se seguir a ci\u00eancia e a maioria parlamentar: esta t\u00e1tica \u00e9 mais observ\u00e1vel em Portugal e em pa\u00edses de governo socialista como \u00e9 o caso da Espanha e em Estados onde o povo est\u00e1 ausente, como acontece em \u00c1frica e na am\u00e9rica latina). <strong>S<\/strong>e observarem tamb\u00e9m neste proceder se torna constat\u00e1vel e not\u00f3rio o princ\u00edpio masculino dominador: <strong>a masculinidade que transforma o povo em seu campo a ser sulcado pelo princ\u00edpio da masculinidade!<\/strong>).<\/p>\n<p><strong>Atendendo ao bi\u00f3topo cultural em que Portugal se encontra, torna-se leg\u00edtima a exig\u00eancia de uma pedagogia ancorada na filosofia e m\u00edstica judaico-crist\u00e3 com a correspondente imagem humana e social da liberdade cultural, da igualdade pol\u00edtica, da fraternidade econ\u00f3mica e do horizonte espiritual aberto, onde o Homem \u00e9 princ\u00edpio e fim, como se v\u00ea no seu prot\u00f3tipo Jesus Cristo. <\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o chega para isso a nomea\u00e7\u00e3o, por superiores, de comiss\u00f5es de t\u00e9cnicos que elaborem princ\u00edpios e estrat\u00e9gias baseados apenas em cientistas seguidores de doutrinas socialistas ou de um humanismo abstrato (a flutuar em \u00e1guas ao gosto do tempo) sem incluir a necess\u00e1ria colabora\u00e7\u00e3o de todas as \u201cfor\u00e7as vivas\u201d da na\u00e7\u00e3o, na elabora\u00e7\u00e3o dos documentos e sua aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica (<strong>seria aqui necess\u00e1ria uma estrat\u00e9gia feminina, criadora, de baixo para cima e n\u00e3o de cima para baixo<\/strong>!).<\/p>\n<p><strong>O problema n\u00e3o estar\u00e1 na escola nem na fam\u00edlia, mas sim nos referenciais impostos a seguir. Em vez de se seguir os ditames da Constitui\u00e7\u00e3o portuguesa (como referi no artigo <\/strong><a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=6087\"><strong>https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=6087<\/strong><\/a><strong> ), uma parte restrita da sociedade portuguesa sente-se legitimada, a partir do miradouro do Parlamento, \u00a0a implementar\u00a0 apenas o pre\u00e2mbulo da Constitui\u00e7\u00e3o que ainda considera a sociedade socialista como meta a atingir.\u00a0 <\/strong>(Esta minoria at\u00e9 a nossa Constitui\u00e7\u00e3o desrespeita, para endoutrinar a sociedade portuguesa na trai\u00e7\u00e3o a si mesma; essa minoria, com voz altifalantada atrav\u00e9s de constela\u00e7\u00f5es de poder \u00e0 la Geringon\u00e7a, secundada por pol\u00edticos conservadores fixados no seu momento e tudo apoiado pelos Media subservientes, aplanam os caminhos do modernismo materialista).<\/p>\n<p>O facto de a disciplina \u201cEduca\u00e7\u00e3o para a Cidadania\u201d ser motivada ou fundamentada nos Direitos Humanos n\u00e3o a iliba de an\u00e1lises cr\u00edtica e muito mais quando se pressentem autoritarismos monopolistas do Estado (ou de outras proced\u00eancias aninhadas nele). De boas inten\u00e7\u00f5es est\u00e1 o inferno cheio! A d\u00favida \u00e9 o melhor crivo em rela\u00e7\u00e3o ao certo e ao errado e uma boa companheira para se construir futuro; isto tamb\u00e9m em quest\u00f5es fundamentais como esta da educa\u00e7\u00e3o de um povo!<\/p>\n<p><strong>\u00a0Aceitar a diferen\u00e7a, outras culturas, homossexuais ou bissexuais n\u00e3o implica a necessidade de uma forma\u00e7\u00e3o \u00fanica para tal: implica sobretudo o respeito da dignidade da pessoa e o direito de cada um elaborar a sua vida no sentido da sua felicidade e na aceita\u00e7\u00e3o da diversidade de grupos e de modos de viver diferentes. Para isso meio adequado encontra-se no \u00e2mbito crist\u00e3o de quem o filho pr\u00f3digo ser\u00e1 o socialismo marxista. <\/strong><\/p>\n<p>Este artigo continua na pr\u00f3xima publica\u00e7\u00e3o com o t\u00edtulo \u201cConcep\u00e7\u00e3o materialista da Hist\u00f3ria\u201d<\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n<p>Te\u00f3logo e Pedagogo<\/p>\n<p>Pegadas do Tempo<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>(1) Gui\u00e3o de Educa\u00e7\u00e3o pr\u00e9-escolar : <a href=\"https:\/\/www.cig.gov.pt\/wpcontent\/uploads\/2015\/10\/398_15_Guiao_Pre_escolar.pdf\">https:\/\/www.cig.gov.pt\/wpcontent\/uploads\/2015\/10\/398_15_Guiao_Pre_escolar.pdf<\/a> \u201cReferencial de educa\u00e7\u00e3o para a sa\u00fade\u201d: <a href=\"https:\/\/www.dge.mec.pt\/sites\/default\/files\/Esaude\/referencial_educacao_saude_vf_junho2017.pdf\">https:\/\/www.dge.mec.pt\/sites\/default\/files\/Esaude\/referencial_educacao_saude_vf_junho2017.pdf<\/a>\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0A identifica\u00e7\u00e3o visual do sexo \u00e0 nascen\u00e7a n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica forma de determinar o sexo biol\u00f3gico: \u00a0<a href=\"https:\/\/erwachsenenbildung.at\/themen\/gender_mainstreaming\/theoretische_hintergruende\/geschlecht_und_gender.php\">https:\/\/erwachsenenbildung.at\/themen\/gender_mainstreaming\/theoretische_hintergruende\/geschlecht_und_gender.php<\/a><\/li>\n<li>(2) Nikita Khrushchev , Secret\u00e1rio-geral do PC, a 29 de setembro de 1959 na sede das Na\u00e7\u00f5es Unidas: \u201c&#8230; Os filhos de seus filhos viver\u00e3o sob o comunismo. Voc\u00eas, ocidentais, s\u00e3o t\u00e3o cr\u00e9dulos que n\u00e3o aceitar\u00e3o o comunismo de uma vez, mas continuaremos a aliment\u00e1-los com pequenas doses de socialismo at\u00e9 que voc\u00ea finalmente acorde e descubra que j\u00e1 tem o comunismo para sempre. N\u00e3o teremos que lutar com voc\u00ea. Ambos enfraqueceremos sua economia at\u00e9 que caiam como frutos maduros em nossas m\u00e3os. A democracia deixar\u00e1 de existir quando eles tirarem aqueles que est\u00e3o dispostos a trabalhar e entregarem aos que n\u00e3o est\u00e3o. &#8220;<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o \u00e0 Concep\u00e7\u00e3o materialista da Hist\u00f3ria e \u00e0 Coloniza\u00e7\u00e3o da Sociedade pela Ideologia do Progresso e do Eco-socialismo \u00a0 Por Ant\u00f3nio Justo Diga-se sim, a uma sociedade plural, aberta \u00e0s diferen\u00e7as, \u00e0 diferencia\u00e7\u00e3o, \u00e0 complementaridade das ideias e das coisas sem excluir uma transversalidade de valores materiais e espirituais no \u00e2mbito individual e social. Pela &hellip; <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=6132\" class=\"more-link\">Continuar a ler <span class=\"screen-reader-text\">MATRIZ SOCIALISTA MARXISTA NA BASE DA DISCIPLINA DE EDUCA\u00c7\u00c3O PARA A CIDADANIA<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[3,15,14,4,5,7,8,16],"tags":[],"class_list":["post-6132","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte","category-cultura","category-economia","category-educacao","category-escola","category-politica","category-religiao","category-sociedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6132","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6132"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6132\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6136,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6132\/revisions\/6136"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6132"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6132"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6132"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}