{"id":5825,"date":"2020-04-12T11:10:47","date_gmt":"2020-04-12T10:10:47","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=5825"},"modified":"2020-04-12T14:31:17","modified_gmt":"2020-04-12T13:31:17","slug":"boa-pascoa-somos-feitos-de-luz-e-treva-aleluia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=5825","title":{"rendered":"BOA P\u00c1SCOA! SOMOS FEITOS DE LUZ E TREVA, ALELUIA!"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\">Queridos Leitores e Amigos!<\/h3>\n<p>Neste tempo de quarentena em que se vive sobretudo sob o manto das estrelas noturnas, somos levados a ressaborear o Sol da vida que a luz do dia, at\u00e9 h\u00e1 pouco, nos oferecia. Este anoitecer talvez nos ajude a admirar a outra parte de n\u00f3s que \u00e9 a do c\u00e9u estrelado em que o Sol do nosso dia repousa.<\/p>\n<p>A vida \u00e9 feita de dia e noite, daquilo a que chamamos bem e mal, \u00a0e n\u00f3s tamb\u00e9m! No declinar das certezas notamos que permanece a luz da esperan\u00e7a, aquele raio de luz que une o eu ao n\u00f3s.<\/p>\n<p>No Mestre da Galileia, temos o exemplo dessa mistura de noite e treva, de sexta-feira santa e de domingo de ressurrei\u00e7\u00e3o: temos a mistura de terra e C\u00e9u, de que todos n\u00f3s somos formados e de que Jesus Cristo \u00e9 tamb\u00e9m prot\u00f3tipo. Da\u00ed sermos vida em processo, vida feita, toda ela, do eu e do n\u00f3s. (Quando sofremos sofre o mundo em n\u00f3s, quando sofremos o vigor da maldade alheia tamb\u00e9m sofre a sombra da nossa em n\u00f3s).<\/p>\n<p>O tempo de crise viral que passamos \u00e9 um momento da nossa vida, um momento de \u201cSexta-feira Santa\u201d a que falta acrescentar o Domingo de Ressurrei\u00e7\u00e3o. O Domingo da semana permanecer\u00e1 ainda rodeado pela esperan\u00e7a da realiza\u00e7\u00e3o completa.<\/p>\n<p>Pelo que verifico em mim, o dif\u00edcil da vida \u00e9 conseguirmos integrar em cada um de n\u00f3s o todo, o todo da Semana Santa que \u00e9 feita Sexta-feira e Domingo de P\u00e1scoa. O mesmo se \u00a0pode ver tamb\u00e9m na analogia da natureza com as quatro esta\u00e7\u00f5es do ano (inverno, primavera, ver\u00e3o e outono), na vida trata-se de reconhecer e de integrar pessoalmente em n\u00f3s mesmos o todo integral. Ent\u00e3o o encurralamento em que nos encontramos n\u00e3o ser\u00e1 t\u00e3o limitador porque nele temos j\u00e1 o gene divino, as janelas e as portas de que possu\u00edmos as chaves. \u00a0Ent\u00e3o cada um de n\u00f3s se poder\u00e1 tornar numa porta ou numa janela aberta em que raia a luz da esperan\u00e7a mesmo nos momentos mais tenebrosos da escurid\u00e3o. Somos feitos de C\u00e9u e Terra, de divino e de humano, e para l\u00e1 das cren\u00e7as vamos ajudar-nos uns aos outros a n\u00e3o esquecer o C\u00e9u comum a todos n\u00f3s.<\/p>\n<p>Somos feitos de luz e treva e no reconhecimento da pr\u00f3pria treva estaremos mais irmanados e mais preparados para vislumbrar a luz que brilha em n\u00f3s e nos outros. Somos feitos de noite e dia e a nossa consci\u00eancia de ser torna-se poss\u00edvel, porque o ser s\u00f3 \u00e9 ser, s\u00f3 acontece na complementaridade e como tal \u00e9 de encontrar em todas as partes e n\u00e3o numa s\u00f3 parte (o existir do ser, tal como a moeda, s\u00f3 o \u00e9 na express\u00e3o de duas faces!); creio que esta dicotomia do existir no ser (sombra e luz, terra e c\u00e9u) s\u00f3 poder\u00e1 ser sublimada atrav\u00e9s do amor, da com-paix\u00e3o e da consci\u00eancia de se ser parte no todo; e isto num todo a servir-nos e cada um de n\u00f3s a servir o todo. Neste sentido ser\u00e3o transpostas as incompreens\u00f5es e inimizades pessoais e sociais e tamb\u00e9m a luta escura entre os partidos se tornar\u00e1 diferente.<\/p>\n<p>Desejo a todos uma P\u00e1scoa saboreada \u00e0 sombra da Semana Santa. Se n\u00e3o fosse a luz n\u00e3o v\u00edamos a cruz e se n\u00e3o fosse a cruz n\u00e3o existiria a vida. Somos feitos de luz e treva, cientes de que o nevoeiro do dia (humildade) nos permite pressentir a beleza das cores que a vida encerra. De facto, o brilho das cores do arco-\u00edris s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel e reconhecido no fundo pardo da atmosfera!<\/p>\n<p>Se n\u00e3o fosse a luz n\u00e3o v\u00edamos a cruz! Se n\u00e3o fosse a noite n\u00e3o v\u00edamos o dia, se n\u00e3o fosse o dia n\u00e3o sentir\u00edamos a noite. Importante \u00e9 reconhecermo-nos e aceitarmo-nos do sermos feitos do que somos e do como somos.<\/p>\n<p>Para todos, fam\u00edlia e amigos, uma P\u00e1scoa feliz e que o sol da ressurrei\u00e7\u00e3o nos v\u00e1 iluminando a sexta-feira santa desta quarentena for\u00e7ada que estamos a viver.<\/p>\n<p>Jesus resurrexit sicut dixit, Alleluia! Para os que n\u00e3o creem podem saborear a simbologia que a tela da vida nos proporciona. No fundo, o que importa ser\u00e1 ficarmo-nos pela luz do amor que em todos brilha.<\/p>\n<p>Um grande abra\u00e7o para todos<\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n<p>Te\u00f3logo e Pedagogo<\/p>\n<p>Pegadas do Tempo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Queridos Leitores e Amigos! Neste tempo de quarentena em que se vive sobretudo sob o manto das estrelas noturnas, somos levados a ressaborear o Sol da vida que a luz do dia, at\u00e9 h\u00e1 pouco, nos oferecia. 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