{"id":5797,"date":"2020-02-06T17:30:39","date_gmt":"2020-02-06T16:30:39","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=5797"},"modified":"2020-02-07T20:41:27","modified_gmt":"2020-02-07T19:41:27","slug":"cultura-da-culpa-e-do-castigo-o-flagelo-que-dostoievski-previu-para-a-europa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=5797","title":{"rendered":"CULTURA DA CULPA E DO CASTIGO \u2013 O FLAGELO QUE DOSTOIEVSKI N\u00c3O ACEITOU DA EUROPA"},"content":{"rendered":"<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>Culpabiliza\u00e7\u00e3o da Cultura ocidental na Agenda do politicamente Correcto<br \/>\n<\/strong><\/h3>\n<p><strong>Por Ant\u00f3nio Justo<\/strong><\/p>\n<p>Depois da II Grande-guerra, as for\u00e7as de ocupa\u00e7\u00e3o aliadas implementaram programas de reeduca\u00e7\u00e3o dos alem\u00e3es, para fomentarem no povo vencido o sentimento de culpa da guerra.\u00a0 Esta press\u00e3o medi\u00e1tica ainda a senti como estudante estrangeiro nos anos 70 (e posteriormente tamb\u00e9m) ao verificar que as TVs e outros meios de comunica\u00e7\u00e3o social, todos os dias, falavam das tiranias nazis na guerra; <strong>tamb\u00e9m as aulas de Hist\u00f3ria se transformavam, por vezes, em pedagogia educativa tematizando sobretudo a desumanidade da guerra e do nacional-socialismo de Hitler<\/strong>. Perante tal insist\u00eancia medi\u00e1tica cheguei<strong> a ter a impress\u00e3o que os alem\u00e3es tinham medo deles mesmos.<\/strong> (N\u00e3o sou contra o cultivo da mem\u00f3ria hist\u00f3rica como meio de aprendizagem e de aferimento do presente, o problema est\u00e1 em encontrar uma via justa do meio termo sem que se chegue a instrumentalizar nem a Hist\u00f3ria nem as pessoas). <strong>Facto \u00e9 que o programa de reeduca\u00e7\u00e3o dos alem\u00e3es levou a Europa \u00e0 cultura da culpa hist\u00f3rica.<\/strong><\/p>\n<p><strong>O complexo de culpa alem\u00e3 e a escola de Frankfurt contribu\u00edram para o fomento da culpabiliza\u00e7\u00e3o do passado europeu.<\/strong> Na ordem do dia pol\u00edtico-social ocidental revelam-se como temas prediletos, o colonialismo europeu, a escravid\u00e3o europeia e outros males que questionem as pr\u00f3prias ra\u00edzes Hist\u00f3ricas; isto nem daria nas vistas se estes problemas n\u00e3o fossem tratados unilateralmente como problema espec\u00edfico da cultura ocidental; o pensar politicamente correto investe assim no seu rendoso neg\u00f3cio com a culpa moral e pol\u00edtica. Sabe que uma vez instalada a d\u00favida, esta castiga. Nota-se que a agenda pol\u00edtica internacional de fomento da cultura marxista anti-ocidente tem grandes cabe\u00e7as ao seu servi\u00e7o conscientes que, a n\u00edvel socialm, se torna muito mais eficiente mover a emocionalidade das popula\u00e7\u00f5es do que usar a racionalidade.<\/p>\n<p><strong>No \u00e2mbito das na\u00e7\u00f5es unidas e de organiza\u00e7\u00f5es internacionais segue-se a agenda de contrapor<\/strong> &#8220;<strong>o remorso, a vergonha e a culpa&#8221; \u00e0s grandes aquisi\u00e7\u00f5es da cultura ocidental.\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00c9 pr\u00f3prio da l\u00f3gica do poder n\u00e3o aceitar as pr\u00f3prias sombras que combate nos outros! Se assumissem o bem e o mal, tamb\u00e9m em si, tornar-se-iam mais moderados e fomentadores da paz. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Tamb\u00e9m em Portugal se quer instalar um ensino da Hist\u00f3ria penitenciada, (1)\u00a0 com acentua\u00e7\u00e3o no negativo da Hist\u00f3ria e que favore\u00e7a o aspeto rebelde de ativistas, aquilo a que chamam as \u201cquest\u00f5es socialmente vivas\u201d( a escravatura); querem ver<\/strong> manipulada neste sentido a <strong>nova disciplina de Hist\u00f3ria, Culturas e Democracia, do 12\u00ba ano.<\/strong> Querem uma interpreta\u00e7\u00e3o da Hist\u00f3ria que os legitime e sirva. Servem-se das universidades e da pol\u00edtica para melhor colonizarem o pensamento ocidental para, sub-repticiamente, se irem tornando nos donos disto tudo.<\/p>\n<p>H\u00e1 que impor a emocionalidade contra a racionalidade na forma\u00e7\u00e3o dos alunos passando os acusadores da Hist\u00f3ria a fazer o seu neg\u00f3cio. Por outro lado, a culpa, desde que reconhecida, n\u00e3o legitima ningu\u00e9m (o outro) a us\u00e1-la como cr\u00e9dito de autoafirma\u00e7\u00e3o perante o concorrente ou como justifica\u00e7\u00e3o moral perante o outro. A culpabiliza\u00e7\u00e3o impede a expia\u00e7\u00e3o da culpa assumida sob a forma de responsabilidade.<\/p>\n<p><strong>De facto, para criarem no povo uma responsabilidade coletiva alem\u00e3, identificaram os nacional-socialistas com o povo alem\u00e3o.\u00a0 <\/strong>Por\u00e9m, uma coisa \u00e9 a culpa real e outra, os sentimentos de culpa criados.<strong> A culpa coletiva n\u00e3o pode ser assumida individualmente porque \u00e9 atribu\u00edda ao grupo pelo facto de se ser membro dele (um mero assumir de responsabilidade por algo exterior ao pr\u00f3prio). <\/strong>No fundo, a quest\u00e3o da culpa coletiva alem\u00e3 reduz-se a um assunto de perguntas sem respostas. Foram criados sentimentos de culpa nos vindouros alem\u00e3es por uma culpa pessoalmente n\u00e3o cometida: isto pode originar rea\u00e7\u00f5es precisamente no sentido oposto.<strong> Em quest\u00f5es de \u00e9tica poder-se-ia aqui distinguir entre uma culpa moral e uma responsabilidade pol\u00edtica; a culpa moral \u00e9 decidida pela consci\u00eancia. Que a Alemanha, por uma quest\u00e3o de responsabilidade coletiva hist\u00f3rica<\/strong> <strong>esteja \u201cdo lado de Israel\u201d \u00e9 muito natural, mas, que seja usada como ref\u00e9m no discurso pol\u00edtico devido a uma culpa herdada, n\u00e3o \u00e9 justo; isso deveria pertencer a padr\u00f5es de pensamento autorit\u00e1rios j\u00e1 ultrapassados.<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 verdade que, como diz o presidente alem\u00e3o, &#8220;Os criminosos eram pessoas. Eles eram Alem\u00e3es!&#8221; , ou melhor pessoas alem\u00e3s; um discurso que pretenda tornar-nos imunes contra o mal ter\u00e1 que reconhec\u00ea-lo individualmente em cada um de n\u00f3s, como pessoas e n\u00e3o como membros de um Estado. H\u00e1 que distinguir um discurso pol\u00edtico e do poder, de um discurso \u00e9tico individual. <strong>De facto, o segredo da salva\u00e7\u00e3o est\u00e1 na mem\u00f3ria (por isso a igreja cat\u00f3lica celebra no ritual da eucaristia a mem\u00f3ria) mas o cultivo da mem\u00f3ria n\u00e3o pode ser apenas aproveitado para gerir a hist\u00f3ria, mas principalmente para implementar a reconcilia\u00e7\u00e3o. De resto, o mal e o bem s\u00e3o constantes, quer individualmente quer socialmente.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Os nazistas procuraram desumanizar os judeus atribuindo-lhes n\u00fameros (Tatuagem) em vez do nome e hoje corre-se o perigo de se desumanizarem grupos (os concorrentes da pra\u00e7a p\u00fablica). <\/strong>N\u00e3o \u00e9 leg\u00edtimo que os moralistas dos opostos partid\u00e1rios agitem o povo na pra\u00e7a p\u00fablica com a chibata da pr\u00f3pria \u00e9tica como se fossem os c\u00e3es de guarda de um rebanho que politicamente lhes pertencesse.<\/p>\n<p><strong>A solu\u00e7\u00e3o antecipada em \u201cCrime e Castigo\u201d<\/strong><\/p>\n<p>O Romance \u201cCrime e Castigo&#8221; de Dostoievski \u00e9 um ponto alto da literatura mundial que li aos 18 anos e me ficou gravado na mem\u00f3ria como uma par\u00e1bola da vida. Por muito diferentes que sejam os caminhos que percorremos sempre nos deparamos com a realidade que Dostoievski t\u00e3o bem soube descrever num g\u00e9nero m\u00edtico universal.<\/p>\n<p><strong>Os pensamentos iluministas, que legitimaram a a\u00e7\u00e3o assassina do protagonista do romance Raskolnikow, n\u00e3o contaram com a consci\u00eancia russa que o perseguiria, depois do ato sangrento.\u00a0\u00a0 Para ajudar sua m\u00e3e pobre e para ter dinheiro para financiar os pr\u00f3prios estudos, Raskolnikow deixou-se levar pelo \u00f3dio e matou a penhorista usur\u00e1ria no sentimento de que com o seu assass\u00ednio vingava a injusti\u00e7a que grassava em Petersburgo. O inicialmente socialista Raskolnikow fazia parte dos que queriam importar o ate\u00edsmo e o racionalismo Iluminista europeu para a R\u00fassia. Ele assassina a mulher em nome da raz\u00e3o e do progresso.<\/strong><\/p>\n<p>Contudo, a sua consci\u00eancia russa crist\u00e3 permanece indel\u00e9vel nele sobrevivendo \u00e0 ideologia materialista racionalista; finalmente, no cativeiro, reconheceu a humanidade do cristianismo que leva a s\u00e9rio o Homem todo.<\/p>\n<p>A brutalidade cria desespero e frieza de cora\u00e7\u00e3o no her\u00f3i do romance.<strong> A prostituta Sonja que se prostituiu para alimentar a fam\u00edlia, representa a mis\u00e9ria social de Petersburgo (\u00e9 interessante ver como Raskolnikow, perante a injusti\u00e7a social, se torna c\u00famplice com a injusti\u00e7a usando tamb\u00e9m ele da viol\u00eancia como meio de a vingar\u00a0 e, por outro lado, Sonja (a alma russa) assume as consequ\u00eancias da injusti\u00e7a em si mesma ao adotar o papel de prostituta para saldar a injusti\u00e7a de que ela e a fam\u00edlia eram v\u00edtimas). <\/strong>\u00c9 encantador ver como o companheiro de Sonja, no cativeiro, vai aprendendo a questionar o seu comportamento agressivo (a ideologia) e a sentir a necessidade de mudan\u00e7a. J\u00e1 o matem\u00e1tico e f\u00edsico Blaise Pascal constatava: \u201cO cora\u00e7\u00e3o tem raz\u00f5es que a pr\u00f3pria raz\u00e3o desconhece\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 fant\u00e1stico verificar como Dostoievski, em \u201cCrime e Castigo\u201d equaciona, nos dois protagonistas (Raskolnikow e Sonja), o problema da injusti\u00e7a e da culpa e tamb\u00e9m a quest\u00e3o entre a ideologia modernista (estrangeira) e a mentalidade russa crist\u00e3.\u00a0 <\/strong>A condi\u00e7\u00e3o para se perdoar a si e aos outros pressup\u00f5e a consci\u00eancia de que somos fal\u00edveis (virtude da humildade).<\/p>\n<p>Consequentemente, Raskolnikow escolhe Sonja para lhe revelar o segredo do seu assass\u00ednio e ela ensina-lhe o caminho n\u00e3o s\u00f3 da confiss\u00e3o da culpa, mas sobretudo do reconhecimento dela para, assim se poder libertar da culpa. Por fim, no cativeiro, Raskolnikow e Sonja aprendem a amar-se e casam-se; deste modo Dostoievski resolve a quest\u00e3o da culpa e da expia\u00e7\u00e3o, de modo sublime, advogando para tal o esp\u00edrito crist\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O pecado original da humanidade (esp\u00e9cie de culpa coletiva) no pensamento crist\u00e3o implica o assumir-se como pessoa portadora de bem e de mal. De facto, o mal moral n\u00e3o pode ser reduzido apenas a uma defici\u00eancia da mat\u00e9ria, mas sobretudo a uma desordem na liberdade humana (como defende a doutrina); a pessoa na qualidade de ser membro do g\u00e9nero humano que tamb\u00e9m \u00e9 pecador, assume-a tamb\u00e9m, mas na consci\u00eancia de que j\u00e1 se encontra remida por Cristo. Um resto de culpa individual assumida \u00e9 saldada atrav\u00e9s de expia\u00e7\u00e3o-penit\u00eancia-perd\u00e3o na plataforma da gra\u00e7a de Deus (reden\u00e7\u00e3o e remiss\u00e3o<\/strong>). A expia\u00e7\u00e3o e o perd\u00e3o andam juntos; o arrependimento, no sentido cat\u00f3lico, tamb\u00e9m paga o d\u00e9bito originado pela culpa. O reconhecimento prepara a mudan\u00e7a de atitude porque a ideia leva \u00e0 a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>A velha luta continua<\/strong><\/p>\n<p><strong>A ideologia atualmente predominante de caracter iluminista materialista (socialismo radical) procura materializar a culpa hist\u00f3rica da Europa de maneira a poder<\/strong> <strong>tornar ref\u00e9m\u00a0 a atual\u00a0 cultura ocidental e instrumentaliza-la para implementar uma cultura ideol\u00f3gica pr\u00f3pria!\u00a0 Como filhos de um iluminismo exacerbado d\u00e3o prioridade \u00e0 l\u00f3gica do poder como substituto dos princ\u00edpios \u00e9ticos.<\/strong><\/p>\n<p>A Alemanha \u00e9 certamente o pa\u00eds que historicamente mais se penitenciou pelas barbaridades nela cometidas durante as guerras mundiais e em especial pelos crimes do regime de Hitler.<\/p>\n<p>Assim, muita gente de \u00e2nimo leve interessada no derrotismo e para agradar procura esconder o pr\u00f3prio complexo de culpa, optando por temas de tens\u00e3o <strong>colocando, para isso, na ordem do dia, assuntos culpabilizantes, como nazismo, islamofobia, escravatura, colonialismo, inquisi\u00e7\u00e3o;<\/strong> temas do g\u00e9nero s\u00e3o depois exageradamente papagueados por multiplicadores da pol\u00edtica e do jornalismo no estilo de Pilatos; deste modo impede-se uma abordagem racional dos factos.<\/p>\n<p>Em alguns meios sociais da Alemanha, ap\u00f3s o nazismo, propagou-se um certo masoquismo (auto-castigo) que levou muitos alem\u00e3es a satisfazer o seu complexo de culpa na nega\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria nacionalidade (ter vergonha de ser alem\u00e3o!).\u00a0 <strong>Este sentimento de culpa penhorado tem sido aproveitado para fomentar uma consci\u00eancia europeia de cultura culpada;<\/strong> a ser sempre confrontada com o medo e a inseguran\u00e7a no horizonte de culpa nevoeirenta que n\u00e3o deixa ver o sol nem o amanhecer em si e o leva a procura-lo fora ou a viver na d\u00favida.<\/p>\n<p><strong>A Subtileza da Argumenta\u00e7\u00e3o culpabilizante<\/strong><\/p>\n<p>Uma Europa complexada pelas maiores barbaridades da Hist\u00f3ria europeia (Estalinismo e Nazismo) facilmente se tornou ref\u00e9m da culpa e dos que entenderam fazer dela o seu neg\u00f3cio.\u00a0 Os ativistas internacionalistas reduziram a culpa \u00e0 Alemanha capitalista e deste modo conseguiram alargar o sentimento de culpa a todas as na\u00e7\u00f5es da Europa (consideradas imperialistas e capitalistas), como se um problema alem\u00e3o fosse necessariamente o problema europeu.\u00a0 De facto, uma vez confinado o delinquente, torna-se f\u00e1cil \u00e0 ideologia marxista a demarca\u00e7\u00e3o da sociedade num mundo dos bons e inocentes, no mundo dos maus, os outros!<\/p>\n<p>Cria-se uma l\u00f3gica da culpa, um ciclo vicioso que d\u00e1 raz\u00e3o a quem culpabiliza. O poder da lavagem cerebral social parece at\u00e9 atingir c\u00e9rebros pacatos que passam a argumentar que os males que outros cometem s\u00e3o justificados porque n\u00f3s j\u00e1 fizemos o mesmo ou at\u00e9 pior. <strong>H\u00e1-os que consideram a<\/strong> <strong>invas\u00e3o isl\u00e2mica como um castigo merecido e aceite como expia\u00e7\u00e3o dos pecados da Europa na Hist\u00f3ria<\/strong>; <strong>outros mais positivos constatam que uma Europa habituada a superar crises tamb\u00e9m superar\u00e1 as crises atuais.<\/strong><\/p>\n<p>O pensar politicamente correto fala da culpa dos outros como se a Europa n\u00e3o fosse todos n\u00f3s; cria-se um discurso destrutivo \u2013 de ativistas ilibados &#8211; que fomentam uma Europa de cultura dividida numa Europa dos bons e numa Europa dos maus.<\/p>\n<p>Seria um absurdo tornar a cultura europeia no bode expiat\u00f3rio da m\u00e1 conduta doutros povos, mesmo pelo facto de muitos carenciados se refugiarem nela; mas para que a pol\u00edtica n\u00e3o seja atestada de culpada ent\u00e3o ter\u00e1 de passar a investir no desenvolvimento econ\u00f3mico desses pa\u00edses porque o desenvolvimento de um povo n\u00e3o depende de apelos morais. Tanto o capitalismo exacerbado como o socialismo marxista s\u00e3o o problema e n\u00e3o a solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A ideologia racionalista n\u00e3o tem problema em matar em nome da raz\u00e3o e do progresso; como n\u00e3o acredita no Homem aposta na troica de um Estado marxista reduzida a uma luta de interesses por interesses. Por isso no romance \u201cCrime e Castigo\u201d a solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o vem do iluminismo nem do socialismo que o protagonista primeiramente advogava como meio de acabar com a mis\u00e9ria.<\/p>\n<p>Uma viragem hist\u00f3rica respons\u00e1vel vir\u00e1 do ressurgimento moral individual que um dia atingir\u00e1 os lugares altos da sociedade. <strong>Dostoievski acreditava que somente o cristianismo, levava o Homem a s\u00e9rio em todas as suas dimens\u00f5es e, como tal, podia salvar a Europa da raiva cega do pensamento racionalista, econ\u00f3mico e nacionalista.<\/strong><\/p>\n<p>O velho nacionalismo jacobino e o materialismo iluminista\u00a0 encontram-se hoje expressos em ideologias do bota abaixo e no comportamento de muitos ativistas sociais.<strong> Com a sua cont\u00ednua luta e protesto pela vida negam a pr\u00f3pria vida<\/strong>. No dizer do cabaretista Kindler &#8220;As emo\u00e7\u00f5es negativas s\u00e3o a for\u00e7a motriz do movimento&#8221;.<\/p>\n<p><strong>\u00a9 Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n<p><strong>Te\u00f3logo<\/strong><\/p>\n<p>In \u201cPegadas do Tempo\u201d<\/p>\n<p>(1) <a href=\"https:\/\/observador.pt\/opiniao\/a-leitura-emocional-da-historia\/?fbclid=IwAR14_i33vejwi_4eiYhsXFElJgivc8yzuOxgSGOGdfYijuPEKuHcpx2FxSk\">https:\/\/observador.pt\/opiniao\/a-leitura-emocional-da-historia\/?fbclid=IwAR14_i33vejwi_4eiYhsXFElJgivc8yzuOxgSGOGdfYijuPEKuHcpx2FxSk<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 Culpabiliza\u00e7\u00e3o da Cultura ocidental na Agenda do politicamente Correcto Por Ant\u00f3nio Justo Depois da II Grande-guerra, as for\u00e7as de ocupa\u00e7\u00e3o aliadas implementaram programas de reeduca\u00e7\u00e3o dos alem\u00e3es, para fomentarem no povo vencido o sentimento de culpa da guerra.\u00a0 Esta press\u00e3o medi\u00e1tica ainda a senti como estudante estrangeiro nos anos 70 (e posteriormente tamb\u00e9m) ao &hellip; <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=5797\" class=\"more-link\">Continuar a ler <span class=\"screen-reader-text\">CULTURA DA CULPA E DO CASTIGO \u2013 O FLAGELO QUE DOSTOIEVSKI N\u00c3O ACEITOU DA EUROPA<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[3,15,14,4,7,8,16],"tags":[],"class_list":["post-5797","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte","category-cultura","category-economia","category-educacao","category-politica","category-religiao","category-sociedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5797","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5797"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5797\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5802,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5797\/revisions\/5802"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5797"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5797"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5797"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}