{"id":5762,"date":"2020-01-04T22:12:47","date_gmt":"2020-01-04T21:12:47","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=5762"},"modified":"2020-01-05T16:12:42","modified_gmt":"2020-01-05T15:12:42","slug":"a-modo-de-balanco-entre-a-era-da-energia-fossil-e-a-era-da-energia-renovavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=5762","title":{"rendered":"A MODO DE BALAN\u00c7O ENTRE A ERA DA ENERGIA F\u00d3SSIL E A ERA DA ENERGIA RENOV\u00c1VEL"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>Na Passagem da Era do Petr\u00f3leo e do Carv\u00e3o para a Era das Energias renov\u00e1veis<\/strong><\/h3>\n<p><strong>Por Ant\u00f3nio Justo<\/strong><\/p>\n<p><strong>Com 2020 iniciamos um ano redondo de fim de d\u00e9cada, o que convida a fazer uma tentativa de balan\u00e7o sobre o passado e o que nos espera no futuro.<\/strong><\/p>\n<p>Como pontos relevantes de refer\u00eancia b\u00e1sica temos a primeira guerra mundial que iniciou o fim das na\u00e7\u00f5es na qualidade de pot\u00eancias individuais. <strong>Temos o comunismo a tornar-se no elo de liga\u00e7\u00e3o e coer\u00eancia que deu express\u00e3o mundial \u00e0 Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica como grande pot\u00eancia que hoje se prolonga na influ\u00eancia ideol\u00f3gica; por outro lado os USA com o capitalismo que deixaram de ser apenas um pa\u00eds para se tornarem na superpot\u00eancia mundial,<\/strong> a partir da sua interven\u00e7\u00e3o na I e II Guerra mundial. Ficaram assim a atuar no subconsciente dos povos e nos bastidores do palco mundial, de um lado, o capitalismo americano e do outro, o socialismo facetado.<\/p>\n<p><strong>A uma Europa enfraquecida<\/strong> pelas guerras e reduzida ao mero \u00e2mbito de na\u00e7\u00f5es, para poder sobreviver em rela\u00e7\u00e3o aos USA, \u00e0 R\u00fassia, \u00e0s pot\u00eancias surgentes da \u00c1sia s\u00f3 lhe resta a alternativa de se organizar atrav\u00e9s de conven\u00e7\u00f5es e contratos na Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>\u00c0 II Guerra Mundial seguiu-se o grande crescimento econ\u00f3mico europeu, tendo dado origem ao maior per\u00edodo de paz na Hist\u00f3ria da Europa e consequentemente houve um grande desenvolvimento no que se refere aos direitos humanos, responsabilidade social, esp\u00edrito democr\u00e1tico, liberdade de imprensa e de mercado e \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica em via.<\/p>\n<p>Temos pela frente o grande dilema clim\u00e1tico e a necessidade de produ\u00e7\u00e3o de energia sem base no carv\u00e3o e no petr\u00f3leo (<strong>grande problema tecnol\u00f3gico a solucionar ser\u00e1 o do armazenamento de energia em baterias) para apostar certamente no desenvolvimento e constru\u00e7\u00e3o de reatores de fus\u00e3o \u00e0 base de hidrog\u00eanio, <\/strong>como os ingleses j\u00e1 procuram fazer.<\/p>\n<p><strong>Como a vida social e pol\u00edtica costuma andar atrelada \u00e0 econ\u00f3mica, tudo d\u00e1 a entender que, no futuro, as zonas geradoras de riqueza e de conflitos passar\u00e3o do Ocidente para o Oriente, como se observa na afirma\u00e7\u00e3o mundial da China em rela\u00e7\u00e3o aos USA. As tempestades econ\u00f3micas s\u00e3o sempre acompanhadas por devasta\u00e7\u00f5es sociopol\u00edticas.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A destrui\u00e7\u00e3o do Globo n\u00e3o tem que acontecer,<\/strong> talvez as nossas esperan\u00e7as se encontram mais flutuantes nesta era muito caracterizada pela mudan\u00e7a e pelo receio do dom\u00ednio de \u201cdinossauros \u201eecon\u00f3mico-pol\u00edticos.<\/p>\n<p><strong>J\u00e1 n\u00e3o ser\u00e3o as pol\u00edticas nacionais a determinar o desenvolvimento das regi\u00f5es,<\/strong> mas sim grandes empresas an\u00f3nimas (Google, Apple, Facebook, Amazon, Tencent, Alibaba, Visa, AT&amp;T e outros que surgir\u00e3o, chamar\u00e3o a si as aten\u00e7\u00f5es e os interesses); estas concorrer\u00e3o entre elas na tentativa de concentra\u00e7\u00e3o de capitais e de poder ao lado do poder ideol\u00f3gico pol\u00edtico na disputa comum pelo dom\u00ednio das grandes massas.<\/p>\n<p><strong>A inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica necess\u00e1ria, se acompanhada por uma cultura do senso comum e da honestidade, prometer\u00e1 um futuro melhor e ainda mais agrad\u00e1vel do que o de hoje.<\/strong> Para isso seria necess\u00e1rio que os valores surgidos da civiliza\u00e7\u00e3o judaico-crist\u00e3 e greco-romana (baseados em rela\u00e7\u00f5es pessoais humanas) n\u00e3o sejam substitu\u00eddos por rela\u00e7\u00f5es individuais baseadas no \u00fatil comercial (influ\u00eancia asi\u00e1tica).<\/p>\n<p>A vida \u00e9 cont\u00ednua mudan\u00e7a e a plataforma que lhe dar\u00e1 consist\u00eancia e sustentabilidade \u00e9 a f\u00e9\/esperan\u00e7a que nos acompanha no caminho, n\u00e3o nos deixando ficar sozinhos!<strong> Um povo, que n\u00e3o cultive a f\u00e9 e a esperan\u00e7a, patina em si mesmo e n\u00e3o avan\u00e7a.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A esperan\u00e7a assemelha-se ao nadador que, para se afirmar em frente, se apoia na resist\u00eancia que lhe oferece a fragilidade da pr\u00f3pria \u00e1gua que o sustem. <\/strong><\/p>\n<p>A atitude da classe pol\u00edtica europeia ao transpor para o povo o peso das d\u00edvidas e ao reservar para as elites o luxo descomunal, fomenta assim a chamada rea\u00e7\u00e3o do \u201cpopulismo\u201d e dos &#8216;coletes amarelos&#8217;; estes s\u00e3o muito sens\u00edveis \u00e0 mudan\u00e7a axial que paira no ar e de que muitos ainda se n\u00e3o deram conta e por isso se limitam, por vezes, a discursos do medo do medo!<\/p>\n<p>O Brexit pode ser interpretado como uma rea\u00e7\u00e3o de medo no mesmo contexto e tamb\u00e9m um sinal da falta de coes\u00e3o de uma Europa envelhecida incapaz de dar respostas de caracter orientador e de sentido para o tipo de nova sociedade que vai surgindo (O Papa Francisco poderia servir de modelo para o novo homo politicus que urge criar \u2013 as peias ideol\u00f3gicas impedem, por\u00e9m, os pol\u00edticos de reagir aos sinais do tempo<strong>. A mentalidade extremista e exclusivista de uma esquerda ativista e de extremistas da direita mais n\u00e3o s\u00e3o que a continua\u00e7\u00e3o do fanatismo das antigas guerras de religi\u00e3o s\u00f3 que encoberto com indument\u00e1rias de democracia e de luta em nome de algum bem desgarrado.<\/strong><\/p>\n<p>Pelo seu lado, <strong>o mundo do operariado do sector produtivo sente-se inseguro perante a intelig\u00eancia artificial<\/strong> que o vai arrumando pouco a pouco. O capital que o trabalhador possu\u00eda era a energia do seu trabalho manual sublimado no Dinheiro. Atendendo \u00e0 dicotomia entre economia produtiva e a economia financeira e correspondente anula\u00e7\u00e3o dos juros, desvaloriza-se tamb\u00e9m a energia laboral do trabalhador em benef\u00edcio da energia das m\u00e1quinas e do an\u00f3nimo. As inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas j\u00e1 se fazem sentir tamb\u00e9m no clima dos trabalhadores e seus receios em rela\u00e7\u00e3o ao futuro; cada vez se torna mais seu anseio serem funcion\u00e1rios do aparelho estatal.<\/p>\n<p>Por seu lado, as elites j\u00e1 incluem no seu agir a instabilidade social e o inc\u00f3modo social; elas <strong>v\u00e3o dando um passo de cada vez, tendo assim j\u00e1 abdicado da Hist\u00f3ria<\/strong>.<\/p>\n<p>Embora a pobreza mundial diminua, nunca houve uma \u00e9poca com t\u00e3o grandes desigualdades sociais como a de hoje: <strong>regentes e oligarcas permitem-se a n\u00edvel de sal\u00e1rios e de<\/strong> <strong>gest\u00e3o da vida (energia desviada) o que n\u00e3o se permitiam reis em rela\u00e7\u00e3o aos seus s\u00fabditos<\/strong>: hoje estamos a ser cada vez mais burilados, atrav\u00e9s tamb\u00e9m do pensamento politicamente correto, como massa s\u00fabdita e an\u00f3nima na grande m\u00e1quina da anonimidade econ\u00f3mica e pol\u00edtica, que v\u00ea o seu trabalho simplificado atrav\u00e9s do controlo total de tecnologias e cabecilhas.<\/p>\n<p><strong>Estamos a passar do s\u00e9culo do petr\u00f3leo para a era das energias renov\u00e1veis<\/strong>\u2026 O expansionismo econ\u00f3mico chin\u00eas em rivalidade com o americano obrigar-nos-\u00e1, pouco a pouco, a desquitarmo-nos do dom\u00ednio americano e tamb\u00e9m de muitos dos valores da sociedade ocidental. A n\u00e3o ser que o poder asi\u00e1tico se torne t\u00e3o forte que provoque a uni\u00e3o dos povos do ocidente com a R\u00fassia.<\/p>\n<p>Por enquanto a sociedade ocidental encontra-se numa fase de desconstru\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 por fraqueza pr\u00f3pria, mas pela concorr\u00eancia de novos protagonistas mundiais e por interesses estrat\u00e9gicos da ONU, interessada em desvalorizar a influ\u00eancia crist\u00e3 no mundo no sentido de adquirir o controlo total sobre as sociedades para ir substituindo a concep\u00e7\u00e3o crist\u00e3 da pessoa pela de indiv\u00edduo da China (rela\u00e7\u00e3o mais de servi\u00e7o). Se olharmos para os dados estat\u00edsticos do desenvolvimento econ\u00f3mico dos pa\u00edses neste s\u00e9culo, <strong>ser\u00e1 de esperar que depois dos anos 70 j\u00e1 n\u00e3o ser\u00e1 relevante a problem\u00e1tica pol\u00edtica e econ\u00f3mica entre a China e os USA, mas sim entre a China e outros pa\u00edses asi\u00e1ticos.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a9 Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n<p>Pegadas do Tempo<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na Passagem da Era do Petr\u00f3leo e do Carv\u00e3o para a Era das Energias renov\u00e1veis Por Ant\u00f3nio Justo Com 2020 iniciamos um ano redondo de fim de d\u00e9cada, o que convida a fazer uma tentativa de balan\u00e7o sobre o passado e o que nos espera no futuro. 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