{"id":5670,"date":"2019-11-04T19:59:31","date_gmt":"2019-11-04T18:59:31","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=5670"},"modified":"2019-11-05T21:34:49","modified_gmt":"2019-11-05T20:34:49","slug":"administradores-infieis-querem-mais-privilegios-para-a-administracao-publica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=5670","title":{"rendered":"ADMINISTRADORES INFI\u00c9IS QUEREM MAIS PRIVIL\u00c9GIOS PARA A ADMINISTRA\u00c7\u00c3O P\u00daBLICA!"},"content":{"rendered":"<p>Pol\u00edticos fracos, em vez de se preocuparem em fazer boa pol\u00edtica para o pa\u00eds, procuram fazer uma pol\u00edtica de clientelas e, como foi no caso da Geringon\u00e7a, assegurar a sua poss\u00edvel freguesia concedendo privil\u00e9gios aos funcion\u00e1rios do Estado. Afinal, essa pol\u00edtica parece continuar, quando o \u201cP\u00fablico\u201d diz que <strong>a ministra da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica quer facilitar a pr\u00e9-reforma a funcion\u00e1rios do Estado que n\u00e3o faltem ao trabalho<\/strong>, para deste modo impedir a falta de moral laborar em muitos empregados p\u00fablicos.<\/p>\n<p>N\u00e3o t\u00eam os funcion\u00e1rios estatais um dever especial para com o Estado?<\/p>\n<p>Incentivos para o cumprimento do dever conseguidos \u00e0 custa do dinheiro do contribuinte, n\u00e3o deveriam ser medida aceite, tamb\u00e9m porque prejudica a imagem de um Governo que tende a beneficiar os trabalhadores do Estado em rela\u00e7\u00e3o aos outros numa pol\u00edtica partid\u00e1ria de colagem ao Estado. J\u00e1 n\u00e3o chegam as 35 horas de trabalho para o servi\u00e7o p\u00fablico, quando no privado s\u00e3o quarenta?<\/p>\n<p>A medida da redu\u00e7\u00e3o das 40 para 35 horas foi partid\u00e1ria, antinacional e de consequ\u00eancias muito graves para um Estado deficit\u00e1rio com um PNB inferior ao PIB. Na pobre Alemanha os funcion\u00e1rios trabalham 40 horas semanais.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Portugal anestesiado<\/strong><\/p>\n<p>A pol\u00edtica do dinheiro barato que favorece devedores e castiga poupadores, foi iniciada por Draghi (BCE) para salvar o Euro e com ele os pa\u00edses de fraca produtividade; impediu assim, por um lado, grandes crises pol\u00edtico-sociais nos pa\u00edses do Sul , mas, por outro lado, em pa\u00edses como Portugal, a classe governante em vez de se aproveitar da situa\u00e7\u00e3o do dinheiro barato e da compra de d\u00edvidas soberanas, para se dedicar responsavelmente ao desenvolvimento \u00a0econ\u00f3mico do pa\u00eds e desembargar o futuro das gera\u00e7\u00f5es jovens, o governo, iludiu o povo com a abund\u00e2ncia do dinheiro fortalecido e \u00a0vindo de fora, apresentando-se como grande benem\u00e9rito, quando essa abund\u00e2ncia \u00e9 meramente artificial e sem m\u00e9rito;<strong> por outro lado o governo como n\u00e3o investe na produ\u00e7\u00e3o vinga-se no operariado mantendo os ordenados muito baixos para poder compensar a n\u00e3o produtividade com o trabalho barato, o \u00fanico factor que favorece a competitividade portuguesa a n\u00edvel de comercializa\u00e7\u00e3o de bens a n\u00edvel internacional (O outro factor compensador \u00a0\u00e9 o turismo e as remessas dos emigrantes). Esta fraude a um operariado portugu\u00eas desatento n\u00e3o foi notada por este. A irresponsabilidade governamental da Geringon\u00e7a a ser continuada no novo governo de Ant\u00f3nio Costa, ser\u00e1 desmascarada em pouco tempo, porque na segunda legislatura o povo desatento come\u00e7ar\u00e1 a sentir as falhas da primeira legislatura. A desinforma\u00e7\u00e3o do p\u00fablico portugu\u00eas, na sua generalidade, criou uma atmosfera de pa\u00eds anestesiado.<\/strong><\/p>\n<p>A iniciativa de premiar quem cumpre at\u00e9 d\u00e1 a impress\u00e3o que trabalho \u00e9 coisa estranha para os nossos governantes e os leva a serem maus administradores!<\/p>\n<p>A respeito destas coisas, o evangelista Lucas (16:1\/8) refere a par\u00e1bola de Jesus em rela\u00e7\u00e3o ao administrador infiel: \u201cUm homem rico tinha um administrador que foi denunciado por estar dissipando os seus bens. Mandou cham\u00e1-lo e disse-lhe: que \u00e9 isso que ou\u00e7o dizer de ti? Presta contas da tua administra\u00e7\u00e3o, pois j\u00e1 n\u00e3o podes ser administrador! O administrador ent\u00e3o refletiu: que farei, uma vez que, meu senhor, me retire a administra\u00e7\u00e3o? Cavar? N\u00e3o posso. Mendigar? Tenho vergonha\u2026 J\u00e1 sei o que vou fazer para que, uma vez afastado da administra\u00e7\u00e3o, tenha quem me receba na pr\u00f3pria casa.<\/p>\n<p>Convocou ent\u00e3o os devedores do seu senhor um a um, e disse ao primeiro: quanto deves ao meu senhor? Cem barris de \u00f3leo, respondeu ele. Disse ent\u00e3o: toma tua conta, senta-te e escreve depressa cinquenta. Depois, disse a outro: E tu, quanto deves? \u2013 Cem medidas de trigo, respondeu. Ele disse: toma tua conta e escreve oitenta.<\/p>\n<p>E o senhor louvou o administrador desonesto por ter agido com prud\u00eancia. Pois os filhos deste s\u00e9culo s\u00e3o mais prudentes com sua gera\u00e7\u00e3o do que os filhos da luz\u201d.<\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n<p>In Pegadas do Tempo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pol\u00edticos fracos, em vez de se preocuparem em fazer boa pol\u00edtica para o pa\u00eds, procuram fazer uma pol\u00edtica de clientelas e, como foi no caso da Geringon\u00e7a, assegurar a sua poss\u00edvel freguesia concedendo privil\u00e9gios aos funcion\u00e1rios do Estado. 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