{"id":5523,"date":"2019-07-11T16:31:36","date_gmt":"2019-07-11T15:31:36","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=5523"},"modified":"2019-07-11T21:53:22","modified_gmt":"2019-07-11T20:53:22","slug":"do-uso-da-sexualidade-como-forma-de-afirmar-poderes-e-de-criar-uma-nova-ordem-mundial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=5523","title":{"rendered":"DO USO DA SEXUALIDADE COMO MODO DE AFIRMAR PODERES E DE CRIAR UMA NOVA ORDEM MUNDIAL"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>Pol\u00edtica-Economia-Ideologia apoderam-se do Tema Sexualidade para instalarem um novo paradigma social e subjugar os Bi\u00f3topos culturais<\/strong><\/h3>\n<p><strong>Por Ant\u00f3nio Justo<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ao longo da Hist\u00f3ria, cada \u201ceconomia\u201d cria a sua ideologia e sub-ideologias circulantes em torno delas. <\/strong><\/p>\n<p><strong>O desejo de poder expresso no pensamento apropriava-se, ontem, da sexualidade para a ordenar em favor da cria\u00e7\u00e3o de bi\u00f3topos culturais (fam\u00edlia, tribo, Estado)\u00a0 e hoje, que pretende instalar um sistema global latifundi\u00e1rio capitalista-socialista, apodera-se da sexualidade para implantar novas formas de poder (os novos poderes em forma\u00e7\u00e3o querem o poder total atrav\u00e9s da manipula\u00e7\u00e3o da pessoa humana procurando reduzi-la a um mero produto cultural, e assim legitimar a inten\u00e7\u00e3o de a tornar mera cliente ou assalariada cultural; recorre para tal \u00e0 desconstru\u00e7\u00e3o e desmitifica\u00e7\u00e3o de supraestruturas de ordem natural e cultural que davam consist\u00eancia a uma comunidade organizada em minif\u00fandios e bi\u00f3topos culturais. <\/strong><\/p>\n<p><strong>A luta que antes se dava entre na\u00e7\u00f5es e vizinhos, devido \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o org\u00e2nica das sociedades (o objectivo era uma tribo, uma na\u00e7\u00e3o afirmar-se em rela\u00e7\u00e3o \u00e0\u00a0 outra), na nova era do globalismo, o poder quer-se centralizado e monopolizado no sentido de se criar uma nova ordem mundial em que j\u00e1 n\u00e3o se tenha em conta as culturas nem os governos vizinhos mas apenas um governo mundial em que oligarcas do capital latifundi\u00e1rio e de uma ideologia materialista universal, ajudados por tecnologias virtuais monopolistas, imponham o seu poder \u00e0s massas sistematicamente individualizadas e como tal desarmadas porque privadas do poder e das for\u00e7as org\u00e2nicas a que antes pertenciam. <\/strong><\/p>\n<p><strong>A sexualidade e a espiritualidade s\u00e3o duas for\u00e7as irm\u00e3s que muitas vezes por equ\u00edvoco se rivalizam. <\/strong><\/p>\n<p><strong>A sexualidade \u00e9 ao mesmo tempo colectiva e pessoal, mas como individualmente experimentada facilita o relativismo, pretendido pelos arquitectos da nova ordem mundial, porque determina, em grande parte, o modo de viv\u00eancia da realidade enquanto procura de felicidade e de v\u00ednculos sociais. Consolador poder\u00e1 ser a observa\u00e7\u00e3o de a Hist\u00f3ria se proceder num movimento pendular espiriforme em que um tempo julga o outro na tentativa de se definir para se afirmar.<\/strong><\/p>\n<p>Muitas das faculdades que possu\u00edmos t\u00eam a ver com a percep\u00e7\u00e3o da corporalidade e da sexualidade. O exerc\u00edcio da sexualidade \u00e9 um bem social e individual, e deste modo conflituoso devido a interesses (entre indiv\u00edduo e sociedade), por vezes, contradit\u00f3rios. Como no passado o controlo da sexualidade esteve ao servi\u00e7o de institui\u00e7\u00f5es que a contextualizavam, hoje n\u00e3o escapa a novos interesses de poderes (entre eles \u201cLobby gay\u201d e comunidade LGBT\u201d) que se usam dela no sentido de a descontextualizar e instrumentalizar para paulatinamente instalarem um outro poder pol\u00edtico-cultural. (Nesse sentido o seu apadrinhamento do isl\u00e3o revela-se como meio intermedi\u00e1rio estrat\u00e9gico e ideal para atingir seus intentos de estabelecer uma nova ordem mundial, n\u00e3o s\u00f3 pela sua filosofia do poder, mas tamb\u00e9m como factor desestabilizador de bi\u00f3topos culturais fortes; de facto encontramo-nos na era de preval\u00eancia da civiliza\u00e7\u00e3o ocidental que incomoda a instala\u00e7\u00e3o de uma nova ordem mundial, muito embora esta seja fruto dela).<\/p>\n<p>A sexualidade, na perspectiva do casamento\/matrim\u00f3nio, fomenta a institui\u00e7\u00e3o fam\u00edlia, portanto um conceito de organiza\u00e7\u00e3o social org\u00e2nica a partir de uma realidade natural b\u00e1sica e n\u00e3o s\u00f3 ideol\u00f3gica, que vai contra os interesses de progressistas que odeiam a trilogia ordeira Deus-P\u00e1tria-Fam\u00edlia (Doloroso \u00e9 que os abusos de uns justifiquem os abusos dos outros!).<\/p>\n<p>A natura e a cultura vinculadas ao princ\u00edpio da sustentabilidade e a um fim teleol\u00f3gico natural regulam a sexualidade n\u00e3o s\u00f3 no foro individual e da casu\u00edstica, mas tamb\u00e9m no sentido comunit\u00e1rio atrav\u00e9s do direito habitudin\u00e1rio ou do grupo cultural (tens\u00e3o entre procria\u00e7\u00e3o como garantia da sociedade e satisfa\u00e7\u00e3o como atractivo da felicidade individual: a desvincula\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica dos dois princ\u00edpios afigura-se como uma amea\u00e7a real \u00e0 maternidade e \u00e0 paternidade pois levaria muitos a ver igualados o acto de gerar ao acto de masturbar).<\/p>\n<p><strong>Querer elaborar o indiv\u00edduo sem comunidade tal como querer desligar a comunidade do indiv\u00edduo seria alheio \u00e0 realidade natural e social factual (Em sociedades tribais e hegem\u00f3nicas afirma-se a comunidade sacrificando-se-lhe o indiv\u00edduo, o Direito cultural imp\u00f5e-se ao direito pessoal); na pretensa nova ordem mundial segue-se o inverso: afirma-se o indiv\u00edduo \u00e0 custa da comunidade, o que leva \u00e0 deprecia\u00e7\u00e3o do que \u00e9 institucional e org\u00e2nico. (Toda a sociedade, \u00e0 imagem de um corpo, tem o seu organigrama interior, dependendo a funcionalidade do corpo da funcionalidade dos diversos \u00f3rg\u00e3os e dos elementos entre si em fun\u00e7\u00e3o do bem-estar do corpo; atualmente, no p\u00f3s-guerra, com o capitalismo liberal procura-se fazer da sociedade um corpo empolgado sem \u00f3rg\u00e3os, apenas animado pelo capital e lucro numa massa de elementos sem fun\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, mantidos apenas pelo inv\u00f3lucro da ideologia). O conflito social da Europa atual \u00e9 explic\u00e1vel pela afirma\u00e7\u00e3o de dois princ\u00edpios contradit\u00f3rios: o comunit\u00e1rio medieval\u00a0 isl\u00e2mico (afirma\u00e7\u00e3o do gueto como estrat\u00e9gia de dom\u00ednio globalista, em vez da imperialista) e o individualista europeu (afirma\u00e7\u00e3o da abertura mediante a nega\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria cultura); o princ\u00edpio individualista, especialmente fomentado pela esquerda de base marxista pretende o fim da Hist\u00f3ria das institui\u00e7\u00f5es e deste modo\u00a0 que o indiv\u00edduo desapare\u00e7a como a gota de \u00e1gua no grande oceano da anonimidade econ\u00f3mico-ideol\u00f3gica ; a atrac\u00e7\u00e3o pelo Budismo que hoje se regista no Ocidente, n\u00e3o acontece por acaso; o mesmo se diga da filosofia relativista promovida a partir da \u201cEscola de Frankfurt\u201d!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Os protagonistas pela instala\u00e7\u00e3o de uma nova ordem global t\u00eam a estrat\u00e9gia global de se implementar o capital an\u00f3nimo como supraestrutura mundial sobre as infraestruturas culturais e geogr\u00e1ficas apostando na destrui\u00e7\u00e3o destas para, em nome do indiv\u00edduo particularizado e anonimizado, (enfraquecedor de interesses organizados em grupos org\u00e2nicos) dar lugar ao exerc\u00edcio da hegemonia dessas for\u00e7as an\u00f3nimas mundiais sobre institui\u00e7\u00f5es que n\u00e3o a sirvam (subjuga\u00e7\u00e3o mais ou menos for\u00e7ada de Estados, religi\u00f5es, fam\u00edlia, empresas, etc.) mediante o fomento de um ide\u00e1rio relativista que assenta contraditoriamente na afirma\u00e7\u00e3o do interesse particular, mas que desligado s\u00f3 beneficia o latifundi\u00e1rio absoluto que \u00e9 quem possui o grande capital ( China poderia ver-se como modelo da uni\u00e3o perfeita de capitalismo e socialismo: uma realidade regional com uma filosofia tradicional adequada que serve de modelo para uma organiza\u00e7\u00e3o mundial p\u00f3s ONU). A luta assanhada da ideologia anti-cultura ocidental expressa-se de maneira aguerrida contra o Catolicismo, que \u00e9 realidade e s\u00edmbolo da maior ordem universal conseguida at\u00e9 hoje, sendo por isso considerada como o maior obst\u00e1culo para a consecu\u00e7\u00e3o da nova ordem mundial que prefere partir do caos (pessoa tornada mero cliente e cidad\u00e3o mero prolet\u00e1rio de ideologias). <\/strong><\/p>\n<p><strong>O relativismo oportuno a essa ideologia e programa submete tudo \u00e0 efici\u00eancia do capital an\u00f3nimo e \u00e0 opini\u00e3o individual como substrato de uma ideologia social que se quer apoiante da hegemonia de um com\u00e9rcio do capital em que o desgaste da concorr\u00eancia \u00e9 premiado com a satisfa\u00e7\u00e3o do lucro e do consumo que pretende dar vida \u00e0 actividade individual e social (A satisfa\u00e7\u00e3o da nova \u201cespiritualidade\u201d deve ser conseguida n\u00e3o j\u00e1 nas atividades lit\u00fargicas, mais ou menos dominicais,\u00a0 mas no shopping e na ocupa\u00e7\u00e3o em torno das necessidades prim\u00e1rias.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Passa-se de uma sociedade at\u00e9 agora mantida pela rela\u00e7\u00e3o interpessoal e uma rela\u00e7\u00e3o chefe-empregado para uma sociedade sem rela\u00e7\u00e3o nem alma em que a vida \u00e9 suportada apenas por ac\u00e7\u00f5es ou compromissos comerciais e por ordens superiores, at\u00e9 virtuais, que a todos instrumentaliza. Cria-se um mundo em que a energia \u00e9 o trabalho e em que a satisfa\u00e7\u00e3o \u00e9 o lucro onde a rela\u00e7\u00e3o se reduz a mera estrat\u00e9gia para se chegar a ele (pessoa\/cidad\u00e3o apenas meio para se atingir um fim).<\/strong><\/p>\n<p>No meu entender e no que respeita \u00e0 homossexualidade, o que est\u00e1 em quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o julgamento positivo ou negativo de pessoas homossexuais ou heterossexuais; os homossexuais s\u00e3o instrumentalizados como barcos de papel entre for\u00e7as de duas ondas em estado de eros\u00e3o uma contra a outra;\u00a0 o que est\u00e1 em jogo \u00e9 a exig\u00eancia de igualar a institui\u00e7\u00e3o casamento\/matrim\u00f3nio de homem e mulher \u00e0\u00a0 vida comum de dois homens ou de duas mulheres (emparelhar no significado impr\u00f3prio de acasalar!) e, deste modo, introduzir no pensamento humano o dom\u00ednio da confus\u00e3o para melhor se pescar nas \u00e1guas turvas da sociedade (\u00e9 a destrui\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o fam\u00edlia a pretexto de desejos individuais leg\u00edtimos mas descontextualizados). Encontram-se em confronto dois rivais do mesmo poder: o dos que representam as institui\u00e7\u00f5es tradicionais e a natureza e o dos que querem chamar o poder a si em nome da cultura e contra a natura, puxando, uns e outros, na chicle da sexualidade.<\/p>\n<p>Atendendo a isto a discuss\u00e3o p\u00fablica n\u00e3o deveria p\u00f4r em quest\u00e3o o indiv\u00edduo heterossexual nem o homossexual, mas dar aten\u00e7\u00e3o ao ritual desejado p\u00fablico, que as l\u00f3bis Gay querem que seja o \u201cCasamento\/Matrim\u00f3nio\u201d.\u00a0 Estas, por\u00e9m tornam-se no bra\u00e7o comprido da ideologia interessada na desconstru\u00e7\u00e3o da sociedade e em impor o Mamon (s\u00edmbolo do prazer e do lucro) como \u00fanico senhor sobre o mundo e para tal tem de usar a estrat\u00e9gia contra toda a organiza\u00e7\u00e3o que por si mesma expresse uma for\u00e7a org\u00e2nica do tipo bi\u00f3topo cultural (O Mamon como latifundi\u00e1rio \u00fanico apodera-se dos minif\u00fandios culturais usando, para isso, a estrat\u00e9gia do relativismo moral e cultural desautorizador de toda a institui\u00e7\u00e3o, estrategicamente apresentada como inimiga do indiv\u00edduo (o que vale \u00e9 a ideologia indefinida e sem limites \u2013 para isso se espalha o terreno do caos &#8211; que prepare o caminho para uma nova ordem mundial de cunho materialista de indiv\u00edduos nascidos sem cord\u00e3o umbilical).<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o e a responsabilidade directa ao serem tiradas do bi\u00f3topo cultural (minif\u00fandio, no caso, a fam\u00edlia), para ser transferida para o \u00f3rg\u00e3o dinoss\u00e1urio an\u00f3nimo, inverte a rela\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo para a institui\u00e7\u00e3o org\u00e2nica mais baixa (directa) passando o indiv\u00edduo a depender de uma estrutura global tipo polvo contra a qual ele se torna totalmente impotente, dado ter deixado de ser org\u00e2nico para se transformar apenas num elemento a relacionar-se j\u00e1 n\u00e3o com um \u00f3rg\u00e3o imediato estruturado de que faria parte mas apenas como elemento num corpo an\u00f3nimo, ficando-lhe como mero recurso pr\u00f3prio o controlo da pr\u00f3pria necessidade sem possibilidade de solidariedades org\u00e2nicas no tal pretenso corpo, porque o tal corpo an\u00f3nimo at\u00e9 as necessidade pilotaria.<\/p>\n<p>Sem querer desvalorizar o valor da simbologia que se encontra por tr\u00e1s da m\u00edstica do casamento j\u00e1 bem presente no C\u00e2ntico dos C\u00e2nticos, na Igreja e na m\u00edstica crist\u00e3 penso que, eclesialmente, a homossexualidade se trate s\u00f3, como constante vari\u00e1vel, no ramo da pastoral.<\/p>\n<p>Na polis \u00e9 natural que grupos gays politizem o tema da homossexualidade que, para ganharem rosto social, se querem organizados porque s\u00f3 a organiza\u00e7\u00e3o possibilita uma afirma\u00e7\u00e3o eficiente de interesses na polis; os pol\u00edticos, por sua vez, apropriam-se do tema da sexualidade para atingir fins ideol\u00f3gicos e a longo prazo conseguirem implementar uma nova consci\u00eancia social: o uso do factor medo e sexo revelam-se sempre como grandes mananciais para quem pretende adquirir poder ou manter-se nele; estes factores revelam-se eficientes porque o povo n\u00e3o nota, dirigindo a aten\u00e7\u00e3o s\u00f3 para as necessidades prim\u00e1rias, aquelas que legitimam o poder de quem manda!<\/p>\n<p>Turbo-capitalismo e agentes de anti cultura ocidental unem-se procurando enfileirar os seus multiplicadores e destinat\u00e1rios no relativismo comportamental e cultural como estrat\u00e9gia eficiente para desestabilizar a sociedade e sistemas de valores tradicionais (cria-se uma miscel\u00e2nea de valores, contravalores e novos valores). O que est\u00e1 em causa \u00e9 o alinhamento das massas e com elas a afirma\u00e7\u00e3o da vontade de poder de grupos interesseiros. De facto, quem n\u00e3o se organiza cede as r\u00e9deas da sociedade \u00e0queles que depois critica ou condena. (Temos no isl\u00e3o um exemplo de organiza\u00e7\u00e3o de interesses descentralizada que \u00e9 tolerada por se encontrar ao servi\u00e7o da grande massa comunit\u00e1ria. Certamente tamb\u00e9m por isso, a esquerda tem muitos la\u00e7os comuns com ele.)<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>Antes do heterossexual e do homossexual est\u00e1 a pessoa humana<\/strong><\/h3>\n<p>Definimo-nos primeiramente como pessoas, pessoas tamb\u00e9m sexuadas portadoras de masculinidade e de feminilidade, que embora a natureza queira, n\u00e3o se deixam reduzir \u00e0 sua fun\u00e7\u00e3o procriadora. \u00a0Segundo investiga\u00e7\u00f5es sociol\u00f3gicas a orienta\u00e7\u00e3o homossexual, encontra-se presente em, pelo menos, 5% da popula\u00e7\u00e3o. Como ensina a natureza n\u00e3o se resolvem os problemas sociais aniquilando a variedade e a diferen\u00e7a, mas aceitando-a. A excep\u00e7\u00e3o confirma a regra, n\u00e3o tendo necessariamente de ser uma contra a outra!<\/p>\n<p><strong>Quanto ao exerc\u00edcio da sexualidade individual entre iguais, este ser\u00e1 de avaliar na qualidade de vida dos parceiros. <\/strong>Na Igreja cat\u00f3lica da Alemanha, em muitas igrejas, h\u00e1 j\u00e1 o costume de, no dia dos namorados, serem aben\u00e7oados nas igrejas todos os casais que aparecem; \u00e9 aben\u00e7oado quem vem \u00e0 liturgia \u201cindependentemente de serem casados, divorciados ou do mesmo sexo&#8221;(1). Assim se respeita a diferen\u00e7a e em certo sentido a comunidade.<\/p>\n<p><strong>Muitos homossexuais sofrem n\u00e3o pelo que s\u00e3o, mas pelo que outros pensam que devam ser.<\/strong> <strong>Muitos sofrem uma vida inteira, por, nem sequer, poderem falar sobre uma inclina\u00e7\u00e3o que sentem em si, mas que n\u00e3o corresponde \u00e0 normalidade do que a sociedade aceita. Tanto na vida familiar como na vida do semin\u00e1rio este \u00e9 um tema de que n\u00e3o se fala. O que conduz alguns para a solid\u00e3o e isolamento.<\/strong><\/p>\n<p>Tem que se ter a empatia de ver a trag\u00e9dia da vida de uma crian\u00e7a que se sente diferente e n\u00e3o pode declar\u00e1-lo sequer perante os pais e passa uma vida a tentar ser normal n\u00e3o o sendo na vis\u00e3o da normalidade. O que n\u00e3o se pode expressar dilacera uma pessoa e torna-se numa ferida incur\u00e1vel.<\/p>\n<p>Tal como grupos gays se desqualificam na sua luta politizada tamb\u00e9m seria associal diabolizar ou catalogar algu\u00e9m pela express\u00e3o da sua inclina\u00e7\u00e3o ou tamb\u00e9m pela sua opini\u00e3o! H\u00e1 grupos gays que, mais que interessados na defesa e aceita\u00e7\u00e3o dos homossexuais na sociedade, pretendem lutar contra o matrim\u00f3nio, institui\u00e7\u00e3o que une homem e mulher e assim negar-lhe o seu caracter natural e cultural.<\/p>\n<p>A vontade de ver reconhecida a homossexualidade em actos culturais p\u00fablicos e simb\u00f3licos, como se reconhece ao Homem e mulher com o casamento, pode, com o tempo, vir a criar express\u00f5es sociais c\u00edvicas e at\u00e9 religiosas an\u00e1logas para as uni\u00f5es homo. A fixa\u00e7\u00e3o de homossexuais na reivindica\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o do casamento assume um caracter ideol\u00f3gico e pretende usufruir do prest\u00edgio e das vantagens que o Estado concede ao matrim\u00f3nio com a inten\u00e7\u00e3o de garantir a sustentabilidade de um povo e a solidariedade econ\u00f3mica e de servi\u00e7os, entre as gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m na Igreja cat\u00f3lica seria de desejar evitar a atitude contradit\u00f3ria em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 homossexualidade embora nessa contradi\u00e7\u00e3o aquela atribua um lugar soberano \u00e0 atitude\/consci\u00eancia individual. Atendendo aos preconceitos sociais ainda hoje constitui um acto de coragem declarar-se homossexual, o que n\u00e3o aconteceria se cada qual respeitasse a dignidade do outro (Neste contexto, tamb\u00e9m \u00e9 de n\u00e3o esquecer que poderes meramente materiais econ\u00f3micos e de ideologia procuram desestabilizar a sociedade querendo at\u00e9 destruir as ra\u00edzes dela e o seu humus religioso).<\/p>\n<p>No clero, tal como no corpo diplom\u00e1tico, n\u00e3o seria t\u00e3o not\u00f3ria a presen\u00e7a homossexual, o que poderia predispor tend\u00eancias para tais carreiras. Na enfermagem tamb\u00e9m h\u00e1 bastantes pessoas homossexuais. H\u00e1 atmosferas especiais que podem favorecer tais tend\u00eancias\u2026, tamb\u00e9m se conhecem casos em que pessoas procuram uma solu\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do casamento fict\u00edcio como alternativa.<\/p>\n<p><strong>Os bispos de Paderborn e de Munster, na Alemanha, declararam que n\u00e3o veem numa disposi\u00e7\u00e3o homossexual um obst\u00e1culo \u00e0 ordena\u00e7\u00e3o sacerdotal, tal como o n\u00e3o veem para os heterossexuais na disposi\u00e7\u00e3o para o sexo oposto. O problema surge no momento do n\u00e3o cumprimento do celibato.\u00a0 <\/strong>Na igreja \u00e9 tolerado o padre com tend\u00eancias homossexuais desde que as n\u00e3o viva concretamente, como pressup\u00f5e das condi\u00e7\u00f5es de vida de um padre. Facto \u00e9 que tanto heterossexuais como homossexuais, nas diferentes profiss\u00f5es s\u00e3o correctas nas rela\u00e7\u00f5es com outras pessoas (homens ou mulheres).<\/p>\n<p>Hoje muitas pessoas j\u00e1 n\u00e3o casam primeiramente para terem filhos e n\u00e3o existe a consci\u00eancia de Abra\u00e3o em que numerosos filhos era sinal da b\u00ean\u00e7\u00e3o de Deus e o sentido das crian\u00e7as j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 assegurar a exist\u00eancia da tribo. Agora que a terra se encontra toda povoada surgem movimentos contra a procria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Cada um \u00e9 como \u00e9, e do conhecimento que tive com pares homossexuais, verifiquei que, por vezes, t\u00eam talentos e aptid\u00f5es pr\u00f3prias muito positivos e especiais no trato, talentos esses que poderiam ser de proveito no servi\u00e7o social e pastoral da comunidade.<\/p>\n<p>\u00c0 hora de tomar medidas, a igreja n\u00e3o deve ter medo da arrog\u00e2ncia de pessoas que, na c\u00e2mara escura da sua opini\u00e3o, julgam as outras pessoas pela rasoura do que \u00e9 costume sem entender que a natureza \u00e9 mais completa por integrar nela n\u00e3o s\u00f3 a regra, mas tamb\u00e9m a excep\u00e7\u00e3o (naturalmente sem que esta se torne regra como quer, por vezes, a ideologia Gender e Gay).<\/p>\n<p>H\u00e1 que distinguir entre a luta de institui\u00e7\u00f5es e ONGs pelo poder e o destino das pessoas que s\u00e3o sacrificadas em nome do poder ou da ideologia. <strong>O Papa Francisco n\u00e3o julga a pessoa homossexual, mas confessa: \u201cO problema n\u00e3o \u00e9 ter essa orienta\u00e7\u00e3o. Devemos ser irm\u00e3os. O problema \u00e9 o lobby por esta orienta\u00e7\u00e3o, ou lobbies de pessoas gananciosas, lobbies pol\u00edticos, lobbies ma\u00e7\u00f3nicos, tantos lobbies. Este \u00e9 o pior dos prolemas\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m a igreja tem sombras (muitos esquecem que como toda a institui\u00e7\u00e3o \u00e9 formada de homens e mulheres que s\u00e3o como s\u00e3o e n\u00e3o como se desejaria que fossem, e assim projectam a sua luz e sombra por onde passam) mas quem experimentou a luz de dentro n\u00e3o perde a luz que atrav\u00e9s dela recebeu, a mensagem crist\u00e3\u00a0 e a experi\u00eancia de Cristo, que passa tamb\u00e9m na viv\u00eancia de tanta gente que se contactou na igreja e fora dela, apesar da vis\u00e3o desagrad\u00e1vel da sexualidade na hierarquia da igreja.<\/p>\n<p><strong>A renova\u00e7\u00e3o da igreja nem sempre segue as pegadas do Esp\u00edrito Santo; por natureza manca bastante atr\u00e1s dele. Na igreja encontro o que n\u00e3o encontro em nenhuma outra institui\u00e7\u00e3o, por muito respeito que tenha por todas as outras, mas n\u00e3o impede de ver tamb\u00e9m as sombras que ela deixa. A teologia pastoral da igreja precisa de adaptar certas declara\u00e7\u00f5es doutrin\u00e1rias aos novos dados da ci\u00eancia, tendo em conta as pessoas concretas sem se cair na crendice cient\u00edfica.<\/strong><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m a voca\u00e7\u00e3o das mulheres nos servi\u00e7os da igreja, come\u00e7ando com o diaconado, deve acontecer, n\u00e3o por falta de sacerdotes, mas por aprecia\u00e7\u00e3o do seu valor consignado pelo evangelho da igualdade de homem e mulher (sacerd\u00f3cio comum) num di\u00e1logo mais ou menos equilibrado entre feminilidades e masculinidade.<\/p>\n<p>Certos problemas com a homossexualidade resultam do princ\u00edpio que o lugar para se viver a sexualidade \u00e9 o matrim\u00f3nio de forma aberta \u00e0 procria\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as. No cristianismo a revela\u00e7\u00e3o de Deus expressa-se na comunh\u00e3o de que a uni\u00e3o de cristo-Igreja, homem-mulher, encarna\u00e7\u00e3o-ressurrei\u00e7\u00e3o, esp\u00edrito e mat\u00e9ria se expressam de forma ideal a realidade material e espiritual de forma protot\u00edpica em Jesus-Cristo, vida e viv\u00eancia em processo cont\u00ednuo de caracter trinit\u00e1rio. O eu mais o tu s\u00e3o mais que o n\u00f3s!<\/p>\n<p><strong>Jesus Cristo chamou-nos a andar sobre as \u00e1guas (Mat.14:22-36) e para ter confian\u00e7a nEle apresentando como pressuposto o abandono do medo e de \u201cfantasmas\u201d de muitas ideias e que nos levam a ser \u201cHomens de pouca f\u00e9\u201d. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Deus, como o c\u00e9u encontra-se em toda a parte, independentemente do aqui e acol\u00e1. Precisamos de uma linguagem n\u00e3o exclusiva, mas que coloque tudo em di\u00e1logo e em rela\u00e7\u00e3o, segundo a matriz da f\u00f3rmula trinit\u00e1ria que \u00e9 express\u00e3o da verdadeira vida vivida. A luta secular da afirma\u00e7\u00e3o da nega\u00e7\u00e3o do outro como contr\u00e1rio deve ser estranha a uma espiritualidade crist\u00e3 que une os aparentemente contr\u00e1rios.<\/strong> <strong>O aproveitamento e a instrumentaliza\u00e7\u00e3o da sexualidade especialmente pela esquerda n\u00e3o facilitam a abertura das mentes conservadoras para todos trabalharmos no sentido da inclus\u00e3o (2).<\/strong><\/p>\n<p><strong>N\u00e3o fosse a luta de interesses pelo poder, porque gastar tantas energias em assuntos secund\u00e1rios na Igreja e na sociedade em geral? <\/strong><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>As Dores da Mudan\u00e7a<\/strong><\/h3>\n<p>Desde o conc\u00edlio Vaticano II e com a gera\u00e7\u00e3o 68 encontramo-nos num tempo de mudan\u00e7as paradigm\u00e1ticas em toda a sociedade, sendo de reconhecer muito embora que algumas delas s\u00e3o fruto do esp\u00edrito do tempo, da moda passageira e de interesses surgentes.<\/p>\n<p><strong>A mudan\u00e7a \u00e9 necessariamente sentida como crise, porque as pessoas s\u00e3o educadas para seguirem actos rotineiros e outros n\u00e3o percebem sequer o sentido que a mudan\u00e7a leva.\u00a0 A moral e o direito que antes eram confecionados em torno (dos interesses institucionais) do Estado e da fam\u00edlia passaram a fundar-se nos direitos humanos individuais (1948), nos interesses da cidadania<\/strong>. Impercetivelmente, isto implica uma mudan\u00e7a radical na perspectiva da elabora\u00e7\u00e3o do Direito e do delineamento da moral. H\u00e1 que estarmos atentos ao que ser\u00e1 l\u00edcito e ao que ocorre ilegitimamente.<\/p>\n<p><strong>Numa \u00e9poca da individualiza\u00e7\u00e3o de direitos garantidos que antes se adquiriam por perten\u00e7a a uma institui\u00e7\u00e3o observa-se uma desestabiliza\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es e a afirma\u00e7\u00e3o de individualismos desenraizados, organizados agora em torno de poderes individualistas e an\u00f3nimos (capital + ideologias). Organiza\u00e7\u00f5es e institui\u00e7\u00f5es, sem a consci\u00eancia de \u00f3rg\u00e3os de um mesmo organismo, lutam umas contra as outras em vez de tentarem evoluir no servi\u00e7o do todo social.<\/strong> <strong>Sofrem os Estados tendo de abdicar de certas soberanias, sofre a Igreja ao ver a humanidade degradar-se e a fam\u00edlia desmantelar-se, sofre o sistema pol\u00edtico ao verificar que o sistema corporativista do Estado se encontra desestabilizado devido \u00e0 falta de confian\u00e7a de um eleitorado j\u00e1 n\u00e3o fiel \u00e0 institui\u00e7\u00e3o, corpora\u00e7\u00e3o ou partido. O caracter pol\u00edtico estatal e eclesial ainda n\u00e3o encontraram um novo modus faciendi correspondente ao novo perfil de cidad\u00e3o em forma\u00e7\u00e3o com um ide\u00e1rio pr\u00f3prio e uma moral cada vez mais de tipo \u00e0 la carte. <\/strong><\/p>\n<p>De uma sociedade antes predominantemente organizada num sistema de corporativas solid\u00e1rias e em sistemas morais coesos est\u00e1-se a viver a fase de uma sociedade j\u00e1 n\u00e3o tanto fundamentada em organiza\u00e7\u00f5es como a fam\u00edlia, mas nos direitos humanos individuais. Naturalmente numa altura em que se expressa mais o indiv\u00edduo contra a institui\u00e7\u00e3o (fam\u00edlia, religi\u00e3o, p\u00e1tria) torna-se tudo mais doloroso e surgem grupos que se aproveitam do empasse para destruir revelando-se exclusivamente a favor de um polo da realidade e radicalmente contra o outro. (Passou-se de um extremo do poderio das institui\u00e7\u00f5es sobre as pessoas para o poderio do indiv\u00edduo contra as institui\u00e7\u00f5es culturais; isto, em parte, seguindo aspira\u00e7\u00f5es leg\u00edtimas, mas de facto em favor da hegemonia do poder an\u00f3nimo do capital e de ideologias suportes).<\/p>\n<p>O facto de grande parte da sociedade n\u00e3o poder preocupar-se com as raz\u00f5es profundas do sentido da vida e da vida social n\u00e3o pode justificar que as institui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e religiosas fomentem e explorem essa situa\u00e7\u00e3o, deixando de corresponder ao apelo do bem comum e do evangelho, de n\u00e3o se deixar prender por h\u00e1bitos meramente circunstanciais que amarram o Homem a modas ou a certas tradi\u00e7\u00f5es e h\u00e1bitos. Elucida\u00e7\u00e3o, esclarecimento do povo de maneira integral seria a palavra de ordem para se chegar a uma cidadania\/democracia de qualidade.<\/p>\n<p><strong>Teologia, filosofia, pol\u00edtica, ci\u00eancia, artistas, crentes e n\u00e3o crentes temos que entrar todos em di\u00e1logo inclusivo, na consci\u00eancia que somos todos irm\u00e3os-g\u00e9meos, filhos do mesmo Deus, todos ao servi\u00e7o de todos na grande realidade que \u00e9 a diferen\u00e7a: aquilo que nos individua e pode definir. Jesus venceu a dor integrando-a nele!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fica a controv\u00e9rsia num assunto, como tantos outros envolvidos pelo mist\u00e9rio da vida e pelas marcas do tempo.<\/strong> <strong>O ideal crist\u00e3o e a natureza convidam-nos a fraternizar com a diferen\u00e7a sem termos de nos identificar com ela nem t\u00e3o-pouco de nos perdermos em moraliza\u00e7\u00f5es valorativas ou depreciativas.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a9 Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n<p>Te\u00f3logo e Pedagogo (Portugu\u00eas e Hist\u00f3ria)<\/p>\n<p>Pegadas do Tempo<\/p>\n<ul>\n<li>(1) Diz o Pe. Harald Fischer, Decano da igreja cat\u00f3lica em Kassel: &#8220;no Dia dos Namorados, temos aben\u00e7oado todos os casais que v\u00eam \u00e0 igreja desde h\u00e1 anos, independentemente de serem casados, divorciados ou do mesmo sexo&#8221;.<\/li>\n<li>(2) At\u00e9 1973 a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS), entidade ligada \u00e0 ONU, afirmava que homossexualismo era dist\u00farbio psicol\u00f3gico. No Brasil, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) publicou uma resolu\u00e7\u00e3o em 23 de mar\u00e7o\/99 proibindo os psic\u00f3logos de dizerem que podem ser ajudados a mudar sua orienta\u00e7\u00e3o sexual. Pedofilia, homossexualismo \u00e9 visto ora como doen\u00e7a, ora como desvio comportamental, dado a ci\u00eancia n\u00e3o encontrar explica\u00e7\u00e3o convincente que fa\u00e7am uma pessoa homossexual (factores inactos (DNA), factores adquiridos e factores psicol\u00f3gicos. Trata-se de uma aceita\u00e7\u00e3o de tipos de relacionamentos. Muitos homossexuais sentem-se no direito de uma vida digna e em face ao preconceito caem no isolamento e na depress\u00e3o; ningu\u00e9m escolhe o isolamento nem \u00e9 masoquista a ponto de gostar da exclus\u00e3o. Alguns artigos meus relacionados com o temas : Porque n\u00e3o considerar <a href=\"http:\/\/www.triplov.com\/letras\/Antonio-Justo\/2010\/sexualidade.htm\">sexualidade e espiritualidade<\/a> como energias complementares\u2026 Celibato \u2013 <a href=\"http:\/\/www.triplov.com\/letras\/Antonio-Justo\/2010\/celibato.htm\">Ontem uma B\u00ean\u00e7\u00e3o<\/a> \u2013 Hoje um Problema. <a href=\"http:\/\/www.triplov.com\/letras\/Antonio-Justo\/2009\/homossexuais.htm\">O caracter apelativo do sexo<\/a> e ainda <a href=\"http:\/\/www.triplov.com\/letras\/Antonio-Justo\/2009\/mulher2.htm\">Mulher de fraudada<\/a> e <a href=\"https:\/\/triplovblog.wordpress.com\/2015\/06\/18\/casamento-civil-de-homossexuais\/\">Casamento civil para homossexuais<\/a> : <a href=\"https:\/\/triplovblog.wordpress.com\/2015\/06\/18\/casamento-civil-de-homossexuais\/\">https:\/\/triplovblog.wordpress.com\/2015\/06\/18\/casamento-civil-de-homossexuais\/<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pol\u00edtica-Economia-Ideologia apoderam-se do Tema Sexualidade para instalarem um novo paradigma social e subjugar os Bi\u00f3topos culturais Por Ant\u00f3nio Justo Ao longo da Hist\u00f3ria, cada \u201ceconomia\u201d cria a sua ideologia e sub-ideologias circulantes em torno delas. O desejo de poder expresso no pensamento apropriava-se, ontem, da sexualidade para a ordenar em favor da cria\u00e7\u00e3o de bi\u00f3topos &hellip; <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=5523\" class=\"more-link\">Continuar a ler <span class=\"screen-reader-text\">DO USO DA SEXUALIDADE COMO MODO DE AFIRMAR PODERES E DE CRIAR UMA NOVA ORDEM MUNDIAL<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[15,14,4,7,8,16],"tags":[],"class_list":["post-5523","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cultura","category-economia","category-educacao","category-politica","category-religiao","category-sociedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5523","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5523"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5523\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5530,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5523\/revisions\/5530"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5523"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5523"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5523"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}