{"id":5199,"date":"2018-12-29T21:36:17","date_gmt":"2018-12-29T20:36:17","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=5199"},"modified":"2018-12-29T22:36:53","modified_gmt":"2018-12-29T21:36:53","slug":"por-que-nao-existe-extrema-direita-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=5199","title":{"rendered":"POR QUE N\u00c3O EXISTE EXTREMA-DIREITA EM PORTUGAL?"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\">O Extremismo pol\u00edtico portugu\u00eas s\u00f3 \u00e9 constat\u00e1vel em pequenos Grupos que o importam e na Rect\u00f3rica<\/h2>\n<p>Por <strong>Ant\u00f3nio Justo<\/strong><\/p>\n<p>A virtude est\u00e1 no meio! O extremismo depende da dist\u00e2ncia do centro e tamb\u00e9m este \u00e9 vari\u00e1vel, se se parte da ideologia dominante numa mundivis\u00e3o pol\u00edtico-social. Numa \u00e9poca em que a cren\u00e7a dominante \u00e9 a do pensar politicamente correcto, torna-se dif\u00edcil determinar o que \u00e9 centro. O extremismo pol\u00edtico tem a ver com a rejei\u00e7\u00e3o de um Estado constitucional democr\u00e1tico. <strong>A extrema esquerda v\u00ea no capitalismo e no patriotismo o mal do sistema e trabalha para instalar um novo regime e a extrema direita caracteriza-se, principalmente, por um nacionalismo xenof\u00f3bico. <\/strong><\/p>\n<p><strong>A sociedade portuguesa n\u00e3o corre o perigo de produzir extremismos pol\u00edticos: os que tem tido s\u00e3o oportunamente importados. \u00c9 uma sociedade acomodada que se expressa politicamente mais pela boa f\u00e9, pela mediania e pelo seu caracter de intermedi\u00e1rio (conciliador). Os multiplicadores de ideias e ideologias chegam sempre um pouco atrasados a Portugal; geralmente atrav\u00e9s de \u201cburgueses\u201d insatisfeitos que se aproveitam das fraquezas do sistema pol\u00edtico. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Na incapacidade de se criar um pensamento conservador e um pensamento progressista de matriz pr\u00f3pria, importam-se ideologias destemperadas,<\/strong> <strong>sem espa\u00e7o para as temperar ao nosso modo e menos ainda para produzirmos as nossas. <\/strong>Por isso passamos a andar politicamente, como na\u00e7\u00e3o, atr\u00e1s da Hist\u00f3ria, o que, por vezes, tamb\u00e9m nos poupa as asperezas de alguns erros&#8230;<\/p>\n<p><strong>Raz\u00f5es da modera\u00e7\u00e3o \u00e0 direita na sociedade portuguesa <\/strong><\/p>\n<p><strong>Um pa\u00eds com 20% de pobres<\/strong> <strong>e com um milh\u00e3o de reformados com reformas inferiores a 250\u20ac mensais n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o homog\u00e9neo como parece.<\/strong> Apesar disso mantem-se um pa\u00eds socialmente pac\u00edfico, moderado, acolhedor, trabalhador e ordeiro.<\/p>\n<p>O Artigo <a href=\"http:\/\/bdjur.almedina.net\/item.php?field=node_id&amp;value=249025\">Artigo 46.\u00ba 4<\/a> da Constitui\u00e7\u00e3o (1976) pro\u00edbe organiza\u00e7\u00f5es que representem valores fascistas ou racistas<strong>. Na cultura pol\u00edtica portuguesa a compreens\u00e3o democr\u00e1tica \u00e9 anti-ultra-direitista. <\/strong><a href=\"https:\/\/link.springer.com\/chapter\/10.1007%2F978-3-531-92746-6_18\"><strong>Na opini\u00e3o de comentadores internacionais<\/strong><\/a><strong>, a Constitui\u00e7\u00e3o portuguesa, de colora\u00e7\u00e3o socialista, n\u00e3o aplica a mesma medida para as for\u00e7as comunistas ou an\u00e1rquicas.<\/strong><\/p>\n<p>O uso do m\u00e9todo d&#8217;Hondt nas elei\u00e7\u00f5es desde 1975 impede tamb\u00e9m ele o aparecimento de partidos pequenos e favorece os partidos maiorit\u00e1rios (populares). <strong>O embargamento da ideologia \u00e0 direita tem ajudado a impedir a forma\u00e7\u00e3o de um polo radical com express\u00e3o institucional pol\u00edtica<\/strong> (ao contr\u00e1rio do que acontece \u00e0 esquerda) e deste modo impossibilitando a confronta\u00e7\u00e3o de extremismos, por aus\u00eancia de um extremismo militante de direita. Por outro lado, a influ\u00eancia ma\u00e7\u00f3nica opera como factor de sustentabilidade a uma fac\u00e7\u00e3o republicana influente de timbre socialista. Da\u00ed uma certa distor\u00e7\u00e3o da sociedade portuguesa quanto \u00e0 percep\u00e7\u00e3o do que \u00e9 esquerda e do que \u00e9 direita, em compara\u00e7\u00e3o com a sociedade da Europa central e norte (p.ex. atitude do PS partido portugu\u00eas e SPD partido irm\u00e3o alem\u00e3o!).<\/p>\n<p><strong>O Golpe de 25 de Novembro (Ramalho Eanes, Melo Antunes, Jaime Neves, etc.) interrompeu em Portugal a ac\u00e7\u00e3o dos protagonistas do terrorismo internacional, que tinha entregado as col\u00f3nias aos grupos de guerrilha comunista. Esta correc\u00e7\u00e3o da revolu\u00e7\u00e3o recusou todo o extremismo, sobretudo o da direita.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A partir do Golpe, deu-se tamb\u00e9m a uma socialdemocratiza\u00e7\u00e3o de todos os partidos com excep\u00e7\u00e3o<\/strong> de alguns partidos da esquerda (Marxista-Leninista, Trotskista e maoista).<\/p>\n<p>O problema ganhou mais relev\u00e2ncia com a Geringon\u00e7a porque antes o extremismo de esquerda n\u00e3o participava no poder, mas, com o governo de Ant\u00f3nio Costa, o Poder assumiu uma certa radicaliza\u00e7\u00e3o, dado o partido socialista, para formar Governo, ter de conceder muito espa\u00e7o ao partido Bloco de Esquerda (Marxista-Leninista e Trotskista) que propaga agendas internacionais da marxiza\u00e7\u00e3o da cultura ocidental).<\/p>\n<p>Uma mentalidade portuguesa universalista, <strong>respeitadora do indiv\u00edduo<\/strong> e da sua express\u00e3o pessoal e <strong>um esp\u00edrito cat\u00f3lico ainda presente na sociedade portuguesa<\/strong>, t\u00eam possibilitado um comportamento moderado e tolerante tamb\u00e9m entre os partidos.<\/p>\n<p>Quanto mais liberdade no sistema pol\u00edtico mais potencialidade se nota para o aparecimento de posi\u00e7\u00f5es mais individualizadas e tamb\u00e9m extremas; em Portugal a liberdade encontra-se mais na m\u00e3o das corpora\u00e7\u00f5es e o descontentamento social \u00e9 mais f\u00e1cil de ser instrumentalizado contra os patr\u00f5es do que contra a classe pol\u00edtica que se iliba de responsabilidades criando uma cultura pol\u00edtica do culpabilizar o partido advers\u00e1rio e assim desviar as aten\u00e7\u00f5es do cidad\u00e3o de pol\u00edticas factuais concisas (principalmente a esquerda comporta-se em tempo \u00fatil de governa\u00e7\u00e3o como se estivesse em permanente campanha eleitoral; a direita \u00e9 mais c\u00f3moda e indolente neste sentido, contando com um certo apoio de muitas pessoas n\u00e3o politizadas).<\/p>\n<p><strong>Um outro factor da modera\u00e7\u00e3o social portuguesa deve-se tamb\u00e9m \u00e0 circunst\u00e2ncia de o regime pol\u00edtico tratar bem as suas elites, que uma vez insatisfeitas provocariam instabilidade pol\u00edtica. <\/strong>(<a href=\"https:\/\/www.cmjornal.pt\/economia\/detalhe\/220-generais-custam-139-milhoes-de-euros\">Portugal tem 220 generais <\/a>\u00a0dos quais 114 na reserva; tem tantos generais de quatro estrelas como a Alemanha (quatro). <strong>A modera\u00e7\u00e3o do povo \u00e9 acompanhada por uma certa cumplicidade de um corporativismo encostado ao Estado e sem voca\u00e7\u00e3o para a popula\u00e7\u00e3o.<\/strong> Desde que os grandes ou pretendentes a s\u00ea-lo se encontrem satisfeitos, o povo acomoda-se sempre porque n\u00e3o tem a quem se encostar (como hip\u00e9rbole observamos no reino animal este fen\u00f3meno em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s hienas, \u00e0 sua presa e aos outros animais que esperam at\u00e9 que elas se saciem).<\/p>\n<p><strong>Uma outra raz\u00e3o do nosso esp\u00edrito temperado vem do facto de Portugal ainda n\u00e3o ter tido uma experi\u00eancia com o islamismo como t\u00eam as na\u00e7\u00f5es ricas da Europa (na Su\u00e9cia a viragem \u00e9 radical). A fragilidade do sistema social portugu\u00eas e a pobreza tem colocado Portugal fora da rota da imigra\u00e7\u00e3o mu\u00e7ulmana.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Por outro lado, o radicalismo da extrema direita verifica-se mais em Estados com experi\u00eancia das ditaduras socialistas (Veja-se o caso do radicalismo alem\u00e3o que vem sobretudo da antiga DDR: pa\u00eds do real socialismo e outros pa\u00edses do antigo dom\u00ednio sovi\u00e9tico). <\/strong><\/p>\n<p><strong>O extremismo pol\u00edtico portugu\u00eas, vem de fora e \u00e9 contr\u00e1rio ao g\u00e9nio portugu\u00eas que pouco tem de protestante sendo universalista e amante da festa.<\/strong> Recorde-se o radicalismo importado pelo Marqu\u00eas de Pombal, as invas\u00f5es francesas, os extremismos pr\u00e9-rep\u00fablica, a ac\u00e7\u00e3o das for\u00e7as escondidas por tr\u00e1s da carbon\u00e1ria,\u00a0 o cobarde assass\u00ednio do rei e os in\u00edcios da rep\u00fablica que conduziram \u00e0 ditadura militar (1926) e, na consequ\u00eancia, os 40 anos do regime autorit\u00e1rio de Salazar que se caracterizava por ocupar o espectro nacionalista e combater os movimentos moderados de esquerda e de extrema esquerda; de n\u00e3o esquecer\u00a0 o comunismo sovi\u00e9tico, marxista-leninista e maoista, que esteve na base da revolu\u00e7\u00e3o do 25 de Abril e que deixou uma opini\u00e3o p\u00fablica com conex\u00e3o \u00e0 esquerda na sequ\u00eancia de um ide\u00e1rio ma\u00e7\u00f3nico socialista.<\/p>\n<p><strong>O desequil\u00edbrio, gerado por uma esquerda destemperada dominante, cria na sociedade um sentimento de inseguran\u00e7a que desestabiliza a ala conservadora da sociedade, fomentando-se assim pequenos grupos \u00e0 esquerda e \u00e0 direita que criam a sensa\u00e7\u00e3o do caos social. <\/strong><\/p>\n<p>Se observarmos a vida dos l\u00edderes das nossas esquerdas, que se arrogam a defesa dos desbeneficiados do sistema, elas continuam com a mentalidade burguesa que combatem ad extra, s\u00f3 que disfar\u00e7ada numa vida burguesa ad intra, encostada ao Estado. Tamb\u00e9m este tem sido um factor de resfriamento de extremismos latentes.<\/p>\n<p><strong>O drama portugu\u00eas vem do facto de ser um povo demasiado propenso a influ\u00eancias; no regime de Salazar adaptou-se \u00e0 maneira de ser do Estado Novo e, no que toca \u00e0 atualidade, interiorizou de tal modo a propaganda do regime de abril que n\u00e3o nota as partes do seu c\u00e9rebro branqueadas por ele, passando a viver de forma adaptada ao pensar do novo regime, tal como vivia antes em rela\u00e7\u00e3o ao velho; o que \u00e9 mas grave na mentalidade actual \u00e9 o facto moralista de pensar que a sociedade portuguesa p\u00f3s 25 de Abril\u00a0 \u00e9 melhor e de mentalidade qualitativamente diferente da do antigo regime. Esta mentalidade leva o povo a viver no equ\u00edvoco de que a liberdade e a justi\u00e7a s\u00e3o propriedade da esquerda. Assim se vai embalando uma sociedade em valores e contravalores entre \u201cesquerda\u201d e \u201cdireita\u201d sem exig\u00eancias em termos de efici\u00eancias governativas. Vive-se a n\u00edvel f\u00edsico social superficial uma paz dos cemit\u00e9rios com governos que se alternam, mas que, em vez de manterem um equil\u00edbrio com uma certa neutralidade governativa para poderem beneficiar o Estado, o minam devido a uma cont\u00ednua interven\u00e7\u00e3o p\u00fablica de caracter jacobino. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Portugal o que tem a menos \u00e0 direita tem a mais \u00e0 esquerda; o bem-estar de uma sociedade revela-se mais eficiente quando a rela\u00e7\u00e3o entre conservadores e progressista \u00e9 normal e equilibrada.<\/strong> Na discuss\u00e3o pol\u00edtica e nos meios de comunica\u00e7\u00e3o social chega a ter-se a impress\u00e3o que h\u00e1 donos da democracia e que a esquerda se tornou, por gra\u00e7a do 25 de Abril (da Gera\u00e7\u00e3o 68, a n\u00edvel internacional), no pont\u00edfice da interpreta\u00e7\u00e3o da opini\u00e3o, determinando substancialmente a opini\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p>O Extremismo pol\u00edtico portugu\u00eas \u00e9 constat\u00e1vel em grupos que o importam, na rect\u00f3rica e nalguma legisla\u00e7\u00e3o ou regulamenta\u00e7\u00f5es de caracter ideol\u00f3gico. <strong>A inexist\u00eancia de um CDS e de um PSD fortes, ou melhor, a sua desestabiliza\u00e7\u00e3o significar\u00e1 a desestabiliza\u00e7\u00e3o do PS e uma consequente radicaliza\u00e7\u00e3o da sociedade.<\/strong><\/p>\n<p>Uma democracia eficiente tem de manter os extremos \u00e0 direita e \u00e0 esquerda de maneira a n\u00e3o ultrapassar os 10-15%, doutro modo d\u00e1 lugar ao caos. <strong>Em Portugal, devido \u00e0 mentalidade do povo, \u00e0 situa\u00e7\u00e3o corporativista e ao paternalismo autorit\u00e1rio das for\u00e7as do Estado, n\u00e3o h\u00e1 perigo de se chegar\u00e1 a ter extremismos violentos como \u00e9 comum ver-se fora de Portugal. O extremismo \u00e9, tamb\u00e9m ele, comutado num zelo nobilitado de defesa de uma Rep\u00fablica propriedade imaterial de alguns que de boa vontade a confundem com o bem-comum!<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a9 Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n<p>Pedagogo (Portugu\u00eas e Hist\u00f3ria) e ex-membro activo do PS, SPD e CDU.<\/p>\n<p>In \u201cPegadas do Tempo\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Extremismo pol\u00edtico portugu\u00eas s\u00f3 \u00e9 constat\u00e1vel em pequenos Grupos que o importam e na Rect\u00f3rica Por Ant\u00f3nio Justo A virtude est\u00e1 no meio! O extremismo depende da dist\u00e2ncia do centro e tamb\u00e9m este \u00e9 vari\u00e1vel, se se parte da ideologia dominante numa mundivis\u00e3o pol\u00edtico-social. 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