{"id":5076,"date":"2018-11-18T17:39:56","date_gmt":"2018-11-18T16:39:56","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=5076"},"modified":"2018-11-18T21:26:57","modified_gmt":"2018-11-18T20:26:57","slug":"terrorismo-porque","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=5076","title":{"rendered":"TERRORISMO PORQU\u00ca?"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Esbo\u00e7o de uma Radiografia do Terrorista isl\u00e2mico no \u00c2mbito individual<\/strong><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/h2>\n<p><strong>Por Ant\u00f3nio Justo<\/strong><\/p>\n<p>Segundo relat\u00f3rios da ONU, os terroristas estrangeiros, a combater pelo EI (Estado Isl\u00e2mico) na S\u00edria e no Iraque, prov\u00eam de 80 pa\u00edses e diminu\u00edram de 15.000 para 12.000.<\/p>\n<p>O Handelsblat de 16.11.2018, refere que atualmente <a href=\"https:\/\/www.handelsblatt.com\/politik\/international\/frankreich-und-islamismus-mehr-als-600-franzoesische-dschihadisten-in-syrien-und-irak\/13569068-2.html?ticket=ST-1468419-bXngfVmNtfRGmJxzQSbA-ap1\">h\u00e1 5.000 jihadistas europeus<\/a> na S\u00edria e no Iraque.\u00a0 Da Fran\u00e7a prov\u00eam\u00a0 627 e da <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=4963\">Alemanha<\/a> mais de 900.<\/p>\n<p>Na Fran\u00e7a 9.300 s\u00e3o considerados &#8220;radicais isl\u00e2micos violentos&#8221;, dos quais 30% s\u00e3o mulheres e 20% s\u00e3o menores.<\/p>\n<p><strong>De acordo com pesquisas, segundo o <\/strong><strong><a href=\"https:\/\/www.welt.de\/debatte\/kommentare\/article132932718\/Das-Funktionaersproblem-im-deutschen-Islam.html\">Die Welt<\/a><\/strong><strong>, \u00a0mais de 80% de todos os sauditas e at\u00e9 mesmo um ter\u00e7o dos turcos t\u00eam simpatia pela ideia do EI.<\/strong> Da mentalidade da primeira e segunda gera\u00e7\u00e3o de turcos a viver na Alemanha pode tirar-se conclus\u00f5es preocupantes ao verificar-se que a percentagem de eleitores do islamista Erdogan foi ainda maior na Alemanha (64,78%) do que na Turquia. Felizmente h\u00e1 muitos outros turcos que n\u00e3o s\u00f3 participam da democracia alem\u00e3 como at\u00e9 a fomentam participando activamente em partidos alem\u00e3es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Esbo\u00e7o de uma Radiografia do Terrorista isl\u00e2mico no \u00c2mbito individual<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O mu\u00e7ulmano, como indiv\u00edduo, \u00e9 uma pessoa como tu e eu; o risco que muitos temem vem das organiza\u00e7\u00f5es mu\u00e7ulmanas que pregam um Isl\u00e3o integrista e de gueto em mesquitas.<\/strong><\/p>\n<p>A n\u00edvel individual, na base do terrorismo, encontra-se muita revolta, \u00f3dio, narcisismo e por vezes um certo sentido de justi\u00e7a reprimida. A n\u00edvel institucional o Isl\u00e3o parece encontrar-se em <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=4895\">batalha cultural<\/a> (a viver num estado de impasse\/desagrado enquanto n\u00e3o se encontrar em situa\u00e7\u00e3o de maioria). O orgulho velado conduz muitos mu\u00e7ulmanos ao complexo da superioridade isl\u00e2mica que os impede da atitude \u201c\u00e0 terra onde fores ter faz como vires fazer\u201d!<\/p>\n<p>No terrorista junta-se, al\u00e9m da situa\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria, muita raiva engolida e pregada por almas desvairadas a sentir a areia a fugir-lhes debaixo dos p\u00e9s e como tal, a sentir-se amea\u00e7adas porque n\u00e3o se sentem inclinados \u00e0 adapta\u00e7\u00e3o nem \u00e0 concorr\u00eancia. (A n\u00e3o facilitar a situa\u00e7\u00e3o, a civiliza\u00e7\u00e3o \u00e1rabe, consciente das pr\u00f3prias fraquezas, aposta na pr\u00f3pria religi\u00e3o como artigo de exporta\u00e7\u00e3o em contrapartida \u00e0 importa\u00e7\u00e3o da tecnologia ocidental; de resto parece chegar-lhe o dinheiro (petrod\u00f3lares) e uma moral simples burilada \u00e0 medida do isl\u00e3o, compreendido como a fronteira do mundo.)<\/p>\n<p>Por falta de empatia humana, identificam-se com uma ideologia do gueto que lhes ofere\u00e7a perspectivas \u00e0 medida da sua situa\u00e7\u00e3o. Por outro lado, encontram-se numa sociedade cada vez mais plana que aplaina as pessoas e consequentemente fomenta seres que se agarram a s\u00edmbolos gen\u00e9ricos.<\/p>\n<p>O terrorista bebeu, muitas vezes j\u00e1 com o leite, o \u00f3dio da ideologia depois alimentado por uma vida malsucedida e afogueada por crises de sentido, que o leva a procurar reconhecimento e sentido num grupo que talvez lhe ofere\u00e7a chances de subir, ou de morrer, mas n\u00e3o sozinho.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria procura uma rela\u00e7\u00e3o de proximidade (cumplicidade) em pessoas e em grupos tamb\u00e9m eles em posi\u00e7\u00e3o extrema que usam o extremismo como ponta de lan\u00e7a.<\/p>\n<p>Como vivem numa sociedade europeia decadente n\u00e3o se sentem motivados a lev\u00e1-la a s\u00e9rio e reconhecem na ideologia isl\u00e2mica, uma perspectiva grupal libertadora e de liberta\u00e7\u00e3o (esta fun\u00e7\u00e3o libertadora e de liberta\u00e7\u00e3o funciona quase exclusivamente em rela\u00e7\u00e3o ao mundo exterior que n\u00e3o seja sunita ou xiita.) <strong>Uma vez alinhados neste ex\u00e9rcito ideol\u00f3gico, a sua frustra\u00e7\u00e3o da vida \u00e9 elevada a uma situa\u00e7\u00e3o de miss\u00e3o vocacional. Assim, j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o eles a actuar na sua precaridade, ent\u00e3o passam a ser a identifica\u00e7\u00e3o do isl\u00e3o em miss\u00e3o.<\/strong> De facto, a radicaliza\u00e7\u00e3o precisa de algo advers\u00e1rio e de uma ideologia de v\u00edtima que catalise as suas for\u00e7as. J\u00e1 que n\u00e3o podem fazer miss\u00e3o pelo transbordar de amor pela humanidade fazem-na na raiva de uma presumida autodefesa contra um imaginado inimigo.<\/p>\n<p>O<strong> isl\u00e3o, ao ser considerado s\u00f3 como advers\u00e1rio, por alguns grupos da sociedade acolhedora, tamb\u00e9m avigora, ainda mais, o extremista islamista, porque ent\u00e3o, \u00f3dio legitima \u00f3dio. <\/strong><\/p>\n<p>O islamista vive da ambival\u00eancia entre o seu ser de fiel e o oposto (o infiel s\u00f3 suport\u00e1vel como ser inferior e pagador de \u201ctributo\u201d pelo facto de n\u00e3o ser mu\u00e7ulmano), entre realidade e idealiza\u00e7\u00e3o. A pr\u00e1tica da ambival\u00eancia vive do medo e de um pensar polar (\u201cbranco\/preto, parceiro\/advers\u00e1rio\u201d) que conduz ao fanatismo isolante que n\u00e3o deixa sair de si mesmo, mantendo-se prisioneiro do calor da pr\u00f3pria cultura.<\/p>\n<p>O complexo de v\u00edtima cultivado leva-o a combater o que seja s\u00edmbolo da injusti\u00e7a e como tal legitimador da agress\u00e3o e do \u00f3dio; a sociedade de acolhimento ainda os fortalece nesta situa\u00e7\u00e3o de v\u00edtima, ao tentar ver a causa desta situa\u00e7\u00e3o prearia apenas na sociedade acolhedora, em vez de analisar a situa\u00e7\u00e3o diferenciadamente.<\/p>\n<p>Assim, torna-se legitimo combater contra o inimigo e para mais quando o Cor\u00e3o e os Ditos e feitos de Maom\u00e9 estimulam a isso. Por medo, ingenuidade ou interesse ningu\u00e9m se atreve a fazer uma anatomia do isl\u00e3o e, por raz\u00f5es de medo inconsciente criam-se vis\u00f5es unilaterais.<\/p>\n<p><strong>Por outro lado, o narcisismo isl\u00e2mico d\u00e1 resposta \u00e0 necessidade de superioridade e de sentido do islamista narcisista, possibilitando-lhe a aquisi\u00e7\u00e3o de um rosto superior.<\/strong> <strong>A autoestima \u00e9 elevada a alta pot\u00eancia, e a ideologia ajuda-o como moleta. \u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A ideologia possibilita a forma\u00e7\u00e3o de uma rede que conecta diferentes energias e que promete futuro ao possibilitar a concretiza\u00e7\u00e3o de uma ideia numa ac\u00e7\u00e3o. \u00a0Os Media sociais funcionam como canais de comunica\u00e7\u00e3o que criam a sensa\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00e3o e de comunidade a pessoas, por vezes, solit\u00e1rias. Assim, grupos terroristas fazem uso privilegiado das redes de Internet para a recolha de aspirantes ao extremismo.<\/p>\n<p>Por outro lado, a desindividualiza\u00e7\u00e3o dos actos crime e da pessoa, em via nos m\u00e9dia, torna a ac\u00e7\u00e3o criminosa irrelevante, mas, por outro lado, a sua divulga\u00e7\u00e3o individualizada fomentaria emocionalismos populares que tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o favor\u00e1veis a duas culturas que se desejariam ambas de bra\u00e7os abertos.<\/p>\n<p><strong>Infelizmente a falta de discuss\u00e3o s\u00e9ria sobre o Isl\u00e3o <\/strong>(o Cor\u00e3o, os Ditos e Feitos do Profeta Maom\u00e9 \u2013 Ahadith, que est\u00e3o na base do agir dos terroristas)<strong> a n\u00edvel intelectual e de elites pol\u00edticas n\u00e3o ideol\u00f3gicas, impede o fomento de um isl\u00e3o reformador (uma esp\u00e9cie de protestantismo isl\u00e2mico ad intra) e, deste modo, deixa o assunto aos extremos da sociedade e para aqueles que se aproveitam do socialismo \u00e1rabe para fazerem o seu neg\u00f3cio. Deste modo nem \u00e9 servido o isl\u00e3o nem as sociedades de acolhimento e na Europa o sistema pol\u00edtico e social sofre grandes males.<\/strong><\/p>\n<p>Enquanto a discuss\u00e3o sobre o isl\u00e3o se reduzir ao discurso partid\u00e1rio e de grupos de interesse espec\u00edfico, continuaremos a n\u00e3o servir nem a sociedade ocidental nem a sociedade isl\u00e2mica. J\u00e1 d\u00e1 nas vistas o s\u00f3 se falar da discrimina\u00e7\u00e3o por parte da maioria (de deveres da parte da maioria para com a minoria) e n\u00e3o se falar da discrimina\u00e7\u00e3o por parte da minoria (dos deveres da minoria relativamente \u00e0 maioria); assim contribu\u00edmos todos para um pensar s\u00f3 a negro e branco, em vez de nos encontrarmos num di\u00e1logo que parta da natureza humana, independentemente da perten\u00e7a religiosa, para, em contextos culturais se reconhecer a cumplicidade comum.<\/p>\n<p>Ao ler-se a Hist\u00f3ria, verifica-se que uma \u00f3tica de afirma\u00e7\u00e3o da sustentabilidade \u00e1rabe na sociedade e na hist\u00f3ria, tamb\u00e9m se d\u00e1 atrav\u00e9s dos \u201cassassinos\u201d e de grupos esot\u00e9ricos que atuam nas\/das mesquitas.<\/p>\n<p>Uma religi\u00e3o da obedi\u00eancia-cega e que alberga o terrorismo internacional, mas que se apresenta como a religi\u00e3o da paz, parece ter muitos adeptos e compreendedores do terrorismo isl\u00e2mico e da discrimina\u00e7\u00e3o da mulher, ao ver s\u00f3 o inimigo no tal populismo popular que reage instintivamente \u00e0s falhas da classe ideol\u00f3gica e pol\u00edtica. <strong>Esta posi\u00e7\u00e3o cr\u00edtica em rela\u00e7\u00e3o ao Ocidente <\/strong>(e \u00e0 religi\u00e3o crist\u00e3)<strong> e acr\u00edtica em rela\u00e7\u00e3o ao isl\u00e3o parece j\u00e1 sofrer do mesmo paradigma de pensamento isl\u00e2mico que, na sua t\u00e1tica relacional e convencional, se serve da ambiguidade, partindo do princ\u00edpio que o mal est\u00e1 no outro<\/strong> e o inimigo est\u00e1 fora, o que consequentemente impede a integra\u00e7\u00e3o. Uma cr\u00edtica do Isl\u00e3o n\u00e3o significa \u00f3dio ao Isl\u00e3o, mas um cuidado para que se compreenda e este se desenvolva no tempo e para l\u00e1 dos limites isl\u00e2micos, no sentido de possibilitar uma aproxima\u00e7\u00e3o honesta das duas culturas. <strong>A cultura \u00e1rabe, comum ao isl\u00e3o, tem imensas riquezas que v\u00e3o da arte \u00e0 literatura n\u00e3o se deixando extinguir num homo arabicus confinado \u00e0 religi\u00e3o. A n\u00f3s compete-nos fomentar mais aquelas for\u00e7as isl\u00e2micas interessadas na constru\u00e7\u00e3o de um isl\u00e3o aberto.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n<p>\u00a9 Pegadas do Tempo<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esbo\u00e7o de uma Radiografia do Terrorista isl\u00e2mico no \u00c2mbito individual \u00a0 Por Ant\u00f3nio Justo Segundo relat\u00f3rios da ONU, os terroristas estrangeiros, a combater pelo EI (Estado Isl\u00e2mico) na S\u00edria e no Iraque, prov\u00eam de 80 pa\u00edses e diminu\u00edram de 15.000 para 12.000. O Handelsblat de 16.11.2018, refere que atualmente h\u00e1 5.000 jihadistas europeus na S\u00edria &hellip; <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=5076\" class=\"more-link\">Continuar a ler <span class=\"screen-reader-text\">TERRORISMO PORQU\u00ca?<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[15,14,4,6,7,8,16],"tags":[],"class_list":["post-5076","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cultura","category-economia","category-educacao","category-migracao","category-politica","category-religiao","category-sociedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5076","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5076"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5076\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5083,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5076\/revisions\/5083"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5076"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5076"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5076"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}