{"id":5063,"date":"2018-11-13T18:19:56","date_gmt":"2018-11-13T17:19:56","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=5063"},"modified":"2018-11-14T15:04:19","modified_gmt":"2018-11-14T14:04:19","slug":"da-proclamacao-da-republica-europeia-reflexao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=5063","title":{"rendered":"DA PROCLAMA\u00c7\u00c3O DA \u201cREP\u00daBLICA EUROPEIA\u201d &#8211; REFLEX\u00c3O"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>Pa\u00edses envergonhados dos seus &#8220;Feitos de Guerra&#8221; como Na\u00e7\u00e3o querem impor a Pa\u00edses europeus a Vergonha por serem Estados-Na\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>Por Ant\u00f3nio Justo<\/strong><\/p>\n<p>Grupos de artistas de v\u00e1rias cidades europeias, que v\u00e3o de Sal\u00f3nica a Dublim e de Hels\u00ednquia ao Porto, proclamaram simbolicamente a \u201cRep\u00fablica Europeia\u201d, a 10.11.2018 \u00e0s 16 horas.<\/p>\n<p>Muitos teatros e outras institui\u00e7\u00f5es participaram no evento em mais de 150 cidades europeias onde foi lido um <a href=\"http:\/\/ev-akademiker.de\/fileadmin\/user_upload\/Berlin_Brandenburg\/Manifest_Europa_1.pdf\">manifesto<\/a>. O projeto inclui eventos, entrevistas, debates e interven\u00e7\u00f5es art\u00edsticas; nele se envolvem mais de 100 institui\u00e7\u00f5es e organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>100 anos ap\u00f3s o fim da Primeira Guerra Mundial, no \u00e2mbito do &#8220;Projecto Europeu Varanda&#8221; os artistas pretendem que se transfira \u201ea soberania dos estados-na\u00e7\u00e3o para os cidad\u00e3os \u201c, quer-se \u201etomar o nosso futuro em nossas pr\u00f3prias m\u00e3os\u201d e que se organize uma Europa das Regi\u00f5es, mas no sentido de se desestabilizarem as na\u00e7\u00f5es, muito embora numa \u201cdemocracia transnacional\u201d.<\/p>\n<p><strong>Esta \u00e9 mais uma Pe\u00e7a de Teatro exibida em Teatros europeus \u2013 apenas \u00fatil para se repensar a Ribalta de Bruxelas<\/strong><\/p>\n<p>Quem teve a ideia da &#8220;Rep\u00fablica europeia\u201d foi o polit\u00f3logo e publicista Ulrike Gu\u00e9rot e o escritor Robert Menasse; este escreveu o manifesto! Pretendem, por um lado, \u201csuperar o vocabul\u00e1rio centrado na EU e, por outro, obstar \u00e0s tend\u00eancias nacionalistas crescentes\u201d. Apostam em um Plano B para a Europa: a Rep\u00fablica Europeia. Conscientes de que \u201co nosso continente pode evoluir para um lugar p\u00f3s-nacional\u201d.<\/p>\n<p>A vertente europeia n\u00f3rdica (Alemanha), dos &#8220;envergonhados&#8221; da Na\u00e7\u00e3o, pretende continuar a moldar determinantemente a ideologia da Europa e do mundo!<\/p>\n<p>Na Homepage <a href=\"https:\/\/european-republic.eu\/de\/\">Rep\u00fablica Europeia<\/a>, apregoa-se que o bem comum, res publica, serve como princ\u00edpio orientador de uma futura ordem europeia.<\/p>\n<p>Querem abrir um debate sobre a EU que v\u00e1 para al\u00e9m do discurso p\u00fablico atual e que ponha em quest\u00e3o e negue a ainda existente \u201csoberania (residual) dos estados-na\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>D\u00e3o a impress\u00e3o de terem sido <strong>danificados pelas grandes guerras, ao partirem da experi\u00eancia da Alemanha e da \u00c1ustria e em vez de assumirem a realidade da sua destrui\u00e7\u00e3o passaram \u00e0 ideologiza\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria situa\u00e7\u00e3o\u00a0(envergonhados da nacionalidade) pensando que o falhan\u00e7o das suas na\u00e7\u00f5es pode ser agora reparado com a luta contra identidades baseadas em Estado-na\u00e7\u00e3o. <\/strong><\/p>\n<p><strong>O pior &#8220;nacionalismo&#8221; encontra-se no querer (Frankfurter Schule, etc.) levar todos os europeus a pensar que a Europa e a sua cultura s\u00e3o as respons\u00e1veis pelo que os pa\u00edses iniciadores das duas guerras mundiais fizeram! Este enredo \u00e9 usado pela ideologia marxista e aproveitada pelo neoliberalismo para prosseguir a velha luta contra as bases da cultura ocidental, luta esta que assenta no combate a Deus, p\u00e1tria e fam\u00edlia, simbolizados no conceito de na\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p><strong>O manifesto tem ideias aproveit\u00e1veis, mas, na sua inten\u00e7\u00e3o intr\u00ednseca, esconde um esp\u00edrito revolucion\u00e1rio nost\u00e1lgico a atuar em palco. \u00c9 mais uma iniciativa que indirectamente serve o burocratismo \u00e0 la troika (sovi\u00e9tica) que, por outro lado, se aproveita de um globalismo sem ra\u00edzes nem rosto bem como da plutocracia.<\/strong> <strong>Mais uma luta pela activa\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito revolucion\u00e1rio e pela conquista do poder nas institui\u00e7\u00f5es da EU, tudo isto, em nome de uma democracia do abstracto (cifrada num regionalismo reduzido a n\u00fameros entre 8 e 15 milh\u00f5es de cidad\u00e3os por grupo (1), certamente a substituir as na\u00e7\u00f5es). Al\u00e9m dos interesses que a iniciativa alberga, tem a vantagem de fazer pensar e tamb\u00e9m o risco de fomentar a moda da \u201cmaria vai com as outras\u201d! De facto, \u201co que est\u00e1 em voga tem um poder extraordin\u00e1rio sobre o pensar das pessoas simples que tudo aceitam sem refletir nas consequ\u00eancias\u201d dizia-me uma ilustre leitora portuguesa que conhece bem a onda que nos leva.<\/strong><\/p>\n<p>Numa EU em que alguns povos ainda n\u00e3o conseguiram a consci\u00eancia de na\u00e7\u00e3o (problema tamb\u00e9m de muitos Estados africanos!) quer-se acabar com as na\u00e7\u00f5es, com as na\u00e7\u00f5es de povos que t\u00eam uma certa unidade cultural; da constata\u00e7\u00e3o da evid\u00eancia de a EU n\u00e3o dominar a crise e do facto de uma na\u00e7\u00e3o n\u00e3o poder controlar a EU e de Bruxelas ter dificuldade em controlar os Estados-Na\u00e7\u00e3o, n\u00e3o pode levar \u00e0 conclus\u00e3o que a solu\u00e7\u00e3o seria a aboli\u00e7\u00e3o das na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Uma identidade de caracter internacional deve assentar num caracter org\u00e2nico, reconhecendo que todo o cidad\u00e3o faz parte de um povo, de uma cultura constitu\u00edda de identidades individuais, familiares, \u00e9tnicas, nacionais. Como se pode ser s\u00e9rio ao querer-se, em nome de um cidad\u00e3o abstracto, querido meramente indiv\u00edduo, acabar com os seus factores de identidade familiar, \u00e9tnica, nacional e religiosa?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 uma utopia, certamente! Mais uma ac\u00e7\u00e3o PR resultante do impasse em que se encontra a EU do Brexit, dos burocratas, de uma politica de imigra\u00e7\u00e3o apressada e de um envergonhado nacionalismo! A iniciativa peca, tamb\u00e9m ela, por se encontrar longe do povo, demasiado concepcional sem uma ideia de representa\u00e7\u00f5es org\u00e2nicas do povo.<\/p>\n<p>O projecto vem, pelo contr\u00e1rio, fomentar radicalmente o burocratismo e as ideologias de que sofre a EU; <strong>falta-lhe a capacidade de enquadrar uma Europa de povos-na\u00e7\u00f5es e de culturas, al\u00e9m de desconhecerem verdadeiramente a realidade nacional e pr\u00e9 nacional em que se encontra grande parte da humanidade;\u00a0seria<\/strong> mais \u00f3bvio renovar e transformar as institui\u00e7\u00f5es da EU no sentido dos seus povos. Criar-se um seguro de desemprego europeu, como quer Olaf Scholz, ministro alem\u00e3o das finan\u00e7as seria um bom passo no sentido do cidad\u00e3o-povo; tamb\u00e9m a cria\u00e7\u00e3o na EU de um or\u00e7amento separado e um ministro das finan\u00e7as da UE sob o controlo parlamentar, como prop\u00f5e Macron, poderiam constituir medidas que desviariam muitos ventos que sopram contra as velas da EU.<\/p>\n<p>Defender a utopia de se terem cidad\u00e3os sem estruturas fortes (neste caso sem o Estado-na\u00e7\u00e3o) parece encontrar-se <strong>na linha directa de uma agenda global turbo-capitalista e antiocidental na sequ\u00eancia de uma filosofia neoliberal totalizante, na linha de um p\u00f3s-modernismo que quer acabar com a Hist\u00f3ria, com a cultura e com o Homem, dela surgido.<\/strong>\u00a0 A filosofia inerente ao grupo alinha-se na estrat\u00e9gia da agenda globalizadora a que assiste um certo radicalismo anti-cultura, como se observa em muitos grupos Gender.<\/p>\n<p>Ao ler o Manifesto, gostei do seu realismo ao colocarem as suas exig\u00eancias na categoria de utopia! Tamb\u00e9m gostei de um certo interesse pelo cidad\u00e3o, mas <strong>pecam por querem<\/strong> <strong>um cidad\u00e3o que n\u00e3o cheire a povo e que seja s\u00f3 embrulhado pelas fraldas de ideologias<\/strong>.<\/p>\n<p>Com o argumento do desenvolvimento, <strong>fomenta-se o tribalismo e, de maneira ing\u00e9nua, adopata-se, indirectamente, um socialismo \u00e1rabe,<\/strong> como se o regresso \u00e0 Idade M\u00e9dia e o aproveitamento da propaganda feito por alguns contra os Estados-na\u00e7\u00f5es fosse a solu\u00e7\u00e3o e o suficiente para ignorar a realidade mundial das na\u00e7\u00f5es. A ideologia do internacionalismo socialista foi agregada ao globalismo do capitalismo liberalista e \u00e0 materializa\u00e7\u00e3o cultural. Isto complica, cada vez mais, um discurso livre e desempenado!<\/p>\n<p>At\u00e9 a ONU corresponde \u00e0 realidade das na\u00e7\u00f5es, embora a sua agenda subt\u00e9rrea seja superar-se a elas e deste modo facilitar mais o dirigismo que interessa ao turbo-capitalismo e ao marxismo radical cultural.<\/p>\n<p>Sou <strong>pelo regionalismo e pelos bi\u00f3topos culturais e deste modo pela democratiza\u00e7\u00e3o da governa\u00e7\u00e3o e da economia; querer acabar com os bi\u00f3topos Estados na\u00e7\u00f5es \u00e9 um servi\u00e7o em prol de oligarquias econ\u00f3micas e ideol\u00f3gicas que prescindem do Homem para o tornar m\u00e1quina num sistema tecnol\u00f3gico em que uns poucos de t\u00e9cnicos, com seus programas e configura\u00e7\u00f5es, regulam o funcionamento do povo \u00e0 margem do cidad\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>Os criadores do &#8220;European Balcony Project&#8221; t\u00eam muita raz\u00e3o quando advogam que o populismo n\u00e3o destr\u00f3i a UE, mas a UE produz populismo, mas perdem a raz\u00e3o ao quererem combater o v\u00edcio do nacionalismo com uma agenda anti-cultura ocidental. <strong>N\u00e3o s\u00f3 os nacionalistas prejudicam o estado de direito, mas tamb\u00e9m o fazem muitos ativistas nas suas cruzadas contra Deus, a p\u00e1tria e a fam\u00edlia.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a9 Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n<p>Pegadas do Tempo<\/p>\n<ul>\n<li>) O Manifesto visa agora identificar as cidades e regi\u00f5es em grupos administrativos de 8 a 15 milh\u00f5es de habitantes e tornar os seus representantes numa institui\u00e7\u00e3o para substituir o Conselho Europeu, e assim destruir o poder nacional. Querer-se obstar-se ao nacionalismo mediante a cria\u00e7\u00e3o de uma organiza\u00e7\u00e3o meramente burocr\u00e1tica \u00e9 desrespeitar os diferentes factores de identidade e querer formatizar a sociedade no sentido da agenda do turbo-capitalismo e da ideologia radical marxista. Naturalmente que o desalfandegamento dos produtos africanos deve tornar-se prioridade na EU. Tudo isto n\u00e3o deixar\u00e1 de ser m\u00fasica atordoadora bem-sonante enquanto a oligarquia e os movimentos \u201crevolucion\u00e1rios\u201d mais activos continuarem a desproteger a pr\u00f3pria cultura.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pa\u00edses envergonhados dos seus &#8220;Feitos de Guerra&#8221; como Na\u00e7\u00e3o querem impor a Pa\u00edses europeus a Vergonha por serem Estados-Na\u00e7\u00e3o Por Ant\u00f3nio Justo Grupos de artistas de v\u00e1rias cidades europeias, que v\u00e3o de Sal\u00f3nica a Dublim e de Hels\u00ednquia ao Porto, proclamaram simbolicamente a \u201cRep\u00fablica Europeia\u201d, a 10.11.2018 \u00e0s 16 horas. 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