{"id":4960,"date":"2018-08-23T23:25:43","date_gmt":"2018-08-23T22:25:43","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=4960"},"modified":"2018-08-23T23:25:43","modified_gmt":"2018-08-23T22:25:43","slug":"a-grecia-livre-dos-credores-da-troika-e-submetida-a-divida-a-pagar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=4960","title":{"rendered":"A GR\u00c9CIA LIVRE DOS CREDORES DA TROIKA E SUBMETIDA \u00c0 DIVIDA A PAGAR"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\">Gr\u00e9cia e Portugal eternos Irm\u00e3os na Cauda da Europa<\/h2>\n<p><strong>Ant\u00f3nio Justo<\/strong><\/p>\n<p>O grande poeta Lu\u00eds de Cam\u00f5es, com a frase \u201cUm fraco rei faz fraca a forte gente\u201d descreveu j\u00e1 no seculo XVI aquilo que se poder\u00e1 revelar como fad\u00e1rio de Portugal e da Gr\u00e9cia.<\/p>\n<p>A Gr\u00e9cia deixou o resgate da zona euro, da submiss\u00e3o \u00e0 &#8220;troika&#8221; dos credores. Desde 2010 recebeu de empr\u00e9stimos, do FMI e dos pa\u00edses da zona euro, no valor de 240 mil milh\u00f5es de euros. Muitos festejam tal facto como grande liberta\u00e7\u00e3o. Uma liberta\u00e7\u00e3o de facto, mas predeterminada a continuar na pobreza.<\/p>\n<p><strong>Na Gr\u00e9cia acontecer\u00e1 o que aconteceu em Portugal depois da liberta\u00e7\u00e3o da Troika.<\/strong> <strong>Depois de um duro programa de reestrutura\u00e7\u00e3o, Portugal p\u00f4de deixar o resgate em maio de 2014 &#8211; mas atualmente, <a href=\"http:\/\/www.bpb.de\/politik\/wirtschaft\/schuldenkrise\/211843\/was-hat-portugal-der-sparkurs-gebracht\">um em cada quatro habitantes vive no limiar da pobreza<\/a>. O pa\u00eds precisaria de maior produtividade e de maior concorr\u00eancia, mas o que realmente acontece \u00e9 que a dist\u00e2ncia entre os pa\u00edses fortes e os pa\u00edses da margem \u00e9 cada vez maior.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Em rela\u00e7\u00e3o ao <a href=\"http:\/\/www.bpb.de\/politik\/wirtschaft\/schuldenkrise\/241626\/angebotsorientierte-politik\">BIP em euro per capita<\/a> , Portugal (17.328,11 \u20ac) continua ao lado da Gr\u00e9cia (16.211,31\u20ac), tal como no tempo de Salazar (BIP m\u00e9dia da Zona Euro: 30.714,65\u20ac). <\/strong><\/p>\n<p>No princ\u00edpio da crise a d\u00edvida grega era de 129 % do produto interno bruto. Hoje, apesar da Troika, a d\u00edvida grega \u00e9 de 180 % do PIB. Como se v\u00ea, a interven\u00e7\u00e3o da Troika foi um programa para salvar os credores da Gr\u00e9cia, e n\u00e3o os gregos. Para o ser os juros pagos pela Gr\u00e9cia teriam de ser investidos na Gr\u00e9cia para que trabalho dos gregos n\u00e3o se limite propriamente a servir o capital financeiro internacional.<\/p>\n<p>Entretanto a China comprou portos mar\u00edtimos gregos, a Alemanha comprou um aeroporto e os servi\u00e7os p\u00fablicos s\u00e3o disponibilizado aos investidores dos empres\u00e1rios de pa\u00edses europeus fortes.<\/p>\n<p>O governo Tsipras derrubou um governo de direita que vendia o pa\u00eds aos banqueiros internacionais para como governo de esquerda completar a trai\u00e7\u00e3o a um povo e a uma na\u00e7\u00e3o que mereciam melhores governantes.\u00a0 A pol\u00edtica da austeridade imposta pela Troika impediu o pa\u00eds de investir e consequentemente condicionou-o a produzir para pagar as d\u00edvidas. A juventude (mais de metade desempregada, sem perspectivas no pa\u00eds, v\u00ea-se obrigada a abandonar o pa\u00eds para ir enriquecer pa\u00edses economicamente fortes.<\/p>\n<p>A pol\u00edtica das na\u00e7\u00f5es europeias e da EU serve apenas os interesses de corpora\u00e7\u00f5es mundiais.<\/p>\n<p>Agora, a Gr\u00e9cia, sem a Troica, continuar\u00e1 a ser v\u00edtima de interesses econ\u00f3micos mundiais que n\u00e3o t\u00eam escr\u00fapulos nenhuns. Os foguetes que muitos deitam aplaudindo a nova situa\u00e7\u00e3o da Gr\u00e9cia s\u00e3o para uma festa que n\u00e3o \u00e9 do povo. A Gr\u00e9cia, Portugal, a It\u00e1lia, a Espanha e muitos outros pa\u00edses europeus encontram-se, sem governos respons\u00e1veis e como tal agrilhoados num caminho para a perdi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Estes s\u00e3o os tempos dos interesses corporativistas financeiros em que os M\u00e9dia fazem de bombos da festa!<\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n<p>Pegadas do Tempo<\/p>\n<p>Junto um v\u00eddeo do jornal \u201cP\u00fablico\u201d:<\/p>\n<p>O v\u00eddeo onde M\u00e1rio Centeno aparece todo nu | P\u00daBLICO<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2018\/08\/23\/politica\/opiniao\/o-video-onde-mario-centeno-aparece-todo-nu-1841526\">https:\/\/www.publico.pt\/2018\/08\/23\/politica\/opiniao\/o-video-onde-mario-centeno-aparece-todo-nu-1841526<\/a><\/p>\n<p>In Pegadas do Tempo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gr\u00e9cia e Portugal eternos Irm\u00e3os na Cauda da Europa Ant\u00f3nio Justo O grande poeta Lu\u00eds de Cam\u00f5es, com a frase \u201cUm fraco rei faz fraca a forte gente\u201d descreveu j\u00e1 no seculo XVI aquilo que se poder\u00e1 revelar como fad\u00e1rio de Portugal e da Gr\u00e9cia. 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