{"id":4756,"date":"2018-04-19T21:47:17","date_gmt":"2018-04-19T20:47:17","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=4756"},"modified":"2018-04-19T22:10:49","modified_gmt":"2018-04-19T21:10:49","slug":"em-que-mentira-acreditar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=4756","title":{"rendered":"EM QUE MENTIRA ACREDITAR?"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Por uma Paz de Terceira classe para a S\u00edria j\u00e1 que outra \u00e9 imposs\u00edvel<\/strong><\/h2>\n<p><strong>Por Ant\u00f3nio Justo<\/strong><\/p>\n<p>No jogo de interesses de conflitos internacionais e nacionais e na consequente express\u00e3o medi\u00e1tica, a forma\u00e7\u00e3o de uma opini\u00e3o p\u00fablica objectiva em quest\u00f5es complexas, torna-se irrelevante. Mais que a realidade factual ou apresentada como tal, interessa a discuss\u00e3o opiniosa coxa do \u201ca favor\u201d ou do \u201ccontra\u201d, dando-se preval\u00eancia \u00e0 emo\u00e7\u00e3o, sem interesse pela fundamenta\u00e7\u00e3o do discutido. Assim passa-se a ter a verdade\/mentira de Washington, a verdade\/mentira de Moscovo, a verdade\/mentira de Londres Paris, a verdade mentirosa da esquerda e da direita. \u00a0<strong>Passamos a ter perspectivas dos factos sem chegarmos ao conhecimento de uma realidade factual; mas, o que se torna estranho \u00e9 que cada parte se satisfaz e vive da convic\u00e7\u00e3o emocional de possuir a verdade toda. Poder\u00edamos chamar a este fen\u00f3meno, a realidade da opini\u00e3o certa num Estado de verdade democr\u00e1tica.<\/strong> Este tipo de opini\u00e3o \u00e9 fraco, porque prescinde de argumenta\u00e7\u00e3o e provas para se satisfazer com imagens, que pelo seu caracter visual real, d\u00e3o a impress\u00e3o de serem verdade, porque ordenadas num certo contexto.<\/p>\n<p>No caso da S\u00edria, ter\u00e3o sido usados gases venenosos: pelos rebeldes ou pelos do regime de Assad? A for\u00e7a da verdade-mentira depender\u00e1 dos interesses mais fortes e do lado geogr\u00e1fico em que se encontra o opinante, at\u00e9 que de ind\u00edcios de culpabilidade se tornem provas. Neste caso ser\u00e1 conveniente para as partes nunca se vir a ter a certeza; a d\u00favida ajuda os mais espertos.<\/p>\n<p>Um acusado, num estado de direito, deve ser considerado inocente at\u00e9 que seja provada a acusa\u00e7\u00e3o feita. S\u00f3 depois vem o castigo. O Minist\u00e9rio P\u00fablico (o queixoso) tem de provar a culpa do acusado. No caso da S\u00edria optou-se pelo ataque e s\u00f3 depois deve vir a hora da diplomacia!<\/p>\n<p>Na S\u00edria n\u00e3o se esperou pelo resultado dos inspectores das NU. Primeiro veio o bombardeio e depois segue-se a inspec\u00e7\u00e3o. Torna-se enganador o facto de os acusadores exigirem da S\u00edria que contribua para o esclarecimento.<\/p>\n<p>A imprensa mais s\u00e9ria n\u00e3o fala do ataque de g\u00e1s venenoso, fala sim do \u201csuposto ataque de g\u00e1s venenoso\u201d.<\/p>\n<p>A paz mundial \u00e9 posta em causa com base em suposi\u00e7\u00f5es, em vez de se investigarem os casos cabalmente; em guerra, os partidos conflituosos est\u00e3o interessados em criar impress\u00f5es que os beneficiem. O ministro de defesa dos USA dizia, h\u00e1 pouco, que cr\u00ea num ataque de g\u00e1s venenoso, mas n\u00e3o h\u00e1 nenhuma prova. O povo deixa-se levar por conjecturas e a pol\u00edtica n\u00e3o tem sentido de responsabilidade pol\u00edtica para com os cidad\u00e3os.<\/p>\n<p>Duma \u00e9 uma fortaleza do fundamentalismo isl\u00e2mico que \u00e9 confundido com rebeldes; a reconquista do Leste de Ghuta, tal como de Monsul e Alepo foram festejadas pela popula\u00e7\u00e3o como liberta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Uma pol\u00edtica bem-intencionada e realista pressuporia uma solu\u00e7\u00e3o conjunta em que a EU, os EUA, a R\u00fassia e Assad colaborassem \u00e0 mesma mesa para se possibilitar uma paz que n\u00e3o seria poss\u00edvel no apoio aos rebeldes. Nesse sentido seria preciso mais pol\u00edtica real e menos ideologia. A paz total \u00e9 imposs\u00edvel devido aos interesses rivais tamb\u00e9m dos grupos mu\u00e7ulmanos no pa\u00eds e da luta dos sunitas e dos xiitas pela hegemonia na regi\u00e3o. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Ser\u00e1 preciso apostar numa paz de terceira classe j\u00e1 que o \u00f3ptimo \u00e9 inimigo do bom. Porque n\u00e3o deixar Assad no poder com o povo que o apoia e possibilitar mais bem-estar para a S\u00edria, embora com alguns sobressaltos para os rebeldes em vez de fomentar a guerra civil, de fora.<\/strong><\/p>\n<p>Doutro modo s\u00f3 nos resta continuar a dan\u00e7ar entre a verdade da mentira e a mentira da verdade!<\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n<p>Pegadas do Tempo<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por uma Paz de Terceira classe para a S\u00edria j\u00e1 que outra \u00e9 imposs\u00edvel Por Ant\u00f3nio Justo No jogo de interesses de conflitos internacionais e nacionais e na consequente express\u00e3o medi\u00e1tica, a forma\u00e7\u00e3o de uma opini\u00e3o p\u00fablica objectiva em quest\u00f5es complexas, torna-se irrelevante. 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