{"id":4723,"date":"2018-03-17T19:15:29","date_gmt":"2018-03-17T18:15:29","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=4723"},"modified":"2018-03-17T20:11:53","modified_gmt":"2018-03-17T19:11:53","slug":"direitos-culturais-contra-direitos-humanos-na-alemanha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=4723","title":{"rendered":"DIREITOS CULTURAIS CONTESTAM DIREITOS HUMANOS NA ALEMANHA"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Administra\u00e7\u00e3o permite poligamia a refugiados e pro\u00edbe-a a alem\u00e3es<\/span><\/strong><\/h2>\n<p><strong>Ant\u00f3nio Justo<\/strong><\/p>\n<p><strong>No Munic\u00edpio de Montabaur foi reconhecido asilo a um s\u00edrio (refugiado) com quatro mulheres e 23 filhos. Antes as mulheres viviam em diferentes cidades da S\u00edria em casas do marido.<\/strong> A lei do reagrupamento familiar concede tamb\u00e9m aos refugiados o direito a mandar vir a fam\u00edlia. O problema come\u00e7a, por\u00e9m, com a defini\u00e7\u00e3o do modelo de fam\u00edlia.<\/p>\n<p><strong>O isl\u00e3o permite ao homem possuir at\u00e9 quatro mulheres e um n\u00famero arbitr\u00e1rio de escravas, desde que o homem as possa manter.<\/strong><\/p>\n<p>Devido aos protestos de cidad\u00e3os alem\u00e3es que se sentem discriminados pela lei alem\u00e3, as autoridades responderam:\u201d A<strong> legalidade de um casamento \u00e9 regida exclusivamente pela lei do pa\u00eds em que foi conclu\u00edda. E na S\u00edria, os homens podem ter at\u00e9 quatro mulheres.\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Casos como este dificultam a compreens\u00e3o para a integra\u00e7\u00e3o de muitos refugiados at\u00e9 porque, naquela fam\u00edlia, os membros masculinos impediam as meninas de frequentar a escola. Surgiram outros problemas como se relata <a href=\"https:\/\/www.rhein-zeitung.de\/region\/lokales\/westerwald_artikel,-syrischer-geschaeftsmann-reist-mit-vier-ehefrauen-und-23-kindern-ein-_arid,1539821.html\">aqui<\/a>, (1) no jornal \u201cRhein Zeitung\u201d.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m em Schleswig-Holstein, no distrito de Pinneberg, um refugiado da S\u00edria, que vive na Alemanha com sua esposa desde 2015, conseguiu que os 4 filhos da segunda mulher viessem para a Alemanha e <a href=\"https:\/\/www.focus.de\/politik\/deutschland\/pinneberg-syrischer-fluechtling-darf-seine-zweitfrau-nach-deutschland-holen_id_8367633.html\">recebeu agora a permiss\u00e3o para que a sua segunda esposa se venha juntar a ele<\/a> (2). As autoridades disseram que agiram no &#8220;interesse das crian\u00e7as&#8221; e certamente tamb\u00e9m no interesse do isl\u00e3o. A Constitui\u00e7\u00e3o alem\u00e3, no artigo 3, diz: \u201cTodos t\u00eam direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade e \u00e0 seguran\u00e7a\u201d. Segundo a l\u00f3gica, tamb\u00e9m o casamento de homens com crian\u00e7as ser\u00e1 permitido, dado isso ser da compet\u00eancia do pa\u00eds onde se realiza o casamento!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">O Estado neglig\u00eancia os seus deveres perante a pr\u00f3pria cultura<\/span> <\/strong><\/p>\n<p>Nas situa\u00e7\u00f5es descritas observa-se um conflito entre a defesa de interesses individuais e a defesa de direitos culturais e, por outro lado o confronto entre direitos culturais de uma nacionalidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 outra. S\u00e3o confundidos interesses de pessoas com os interesses das suas organiza\u00e7\u00f5es contribuindo-se para situa\u00e7\u00f5es discriminat\u00f3rias quer para a sociedade maiorit\u00e1ria quer para a minorit\u00e1ria. Na discuss\u00e3o p\u00fablica confunde-se a defesa de interesses culturais com a defesa de direitos individuais. Isto leva aos mesmos preconceitos como a discuss\u00e3o se o isl\u00e3o pertence \u00e0 Alemanha e se o cristianismo pertenceria \u00e0 Turquia em vez de se respeitar a liberdade de religi\u00e3o apesar das diferentes estrat\u00e9gias de autoafirma\u00e7\u00e3o entre elas.<\/p>\n<p>O regime pol\u00edtico europeu tem negligenciado uma pol\u00edtica do equil\u00edbrio e da defesa dos direitos humanos tamb\u00e9m dentro dos grupos mu\u00e7ulmanos (a mulher \u00e9 desprotegida e mantida na qualidade de pessoa subjugada ao homem!).<\/p>\n<p><strong>Para legitimar o neg\u00f3cio das armas e para dar resposta ao envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o europeia a classe pol\u00edtica tem em conta a desvaloriza\u00e7\u00e3o de valores humanos europeus e negligencia o aspecto da bilateralidade nas rela\u00e7\u00f5es interculturais.<\/strong> O Estado, ao permitir, no seu territ\u00f3rio, a imposi\u00e7\u00e3o de direitos culturais contra direitos humanos, esvazia necessariamente os direitos culturais europeus (baseados nos direitos individuais humanos) e deste modo favorecer a cultura mu\u00e7ulmana (baseada no seu direito cultural sobre o indiv\u00edduo) contra a cultura europeia!<\/p>\n<p>Dado os estados de maioria mu\u00e7ulmana se definirem sobretudo pela religi\u00e3o, os estados europeus, embora provenientes da cultura crist\u00e3 (nela inculturada gregos, romanos, judeus e b\u00e1rbaros), ao inclu\u00edrem nas suas rela\u00e7\u00f5es com outras culturas apenas o aspecto econ\u00f3mico e pol\u00edtico (com\u00e9rcio de produtos) criam um vazio cultural na sociedade maiorit\u00e1ria, proporcionando assim um clima de desconfian\u00e7a entre os diferentes grupos populacionais. \u00a0Em nome da religi\u00e3o, uma cultura hegem\u00f3nica pode afirmar-se contra uma cultura aberta e permissiva. Este dilema n\u00e3o encontra suficiente interesse pol\u00edtico. <strong>Assim no povo europeu surge cada vez mais uma consci\u00eancia antissistema pol\u00edtico, como reac\u00e7\u00e3o a uma pol\u00edtica liberalista de anticultura ocidental. A classe pol\u00edtica n\u00e3o tem a coragem de dizer ao povo que o que lhe interessa \u00e9 a conquista camuflada, o neg\u00f3cio, a venda de armas legitimadoras dos seus interesses apostados nos pa\u00edses queridos de guerra e por isso t\u00eam a obriga\u00e7\u00e3o moral de receber aquele povo que procura fugir do fogo das armas e dos interesses cruzados de grupos e elites organizados de c\u00e1 e de l\u00e1. \u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Integra\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\n<strong>Fala-se muito de integra\u00e7\u00e3o, mas grande parte dos turcos que se encontram na Alemanha, h\u00e1 v\u00e1rias dezenas de anos, provam o contr\u00e1rio de tais esperan\u00e7as. H\u00e1 muitos turcos a viver na Alemanha na segunda e terceira gera\u00e7\u00e3o convictos que se tocarem numa mulher e ela tiver a menstrua\u00e7\u00e3o, se tornam impuros. Ainda hoje noticiou um jornal (HNA) que, um pol\u00edcia mu\u00e7ulmano da Ren\u00e2nia Palatinado, foi condenado a pagar 1000 euros de multa por ter recusado o aperto de m\u00e3o, por raz\u00f5es religiosas, a uma colega pol\u00edcia (justifica religiosamente a discrimina\u00e7\u00e3o). \u00a0<\/strong>\u00a0<strong>E depois, os pol\u00edticos perguntam-se da raz\u00e3o por que o AfD \u00e9 cada vez mais eleito! <\/strong>Tamb\u00e9m aqui se organiza uma discuss\u00e3o p\u00fablica hip\u00f3crita dos a favor e dos contra, que se contentam no combate de posi\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas tamb\u00e9m elas abafadoras do que realmente se passa e em vez de analisarem profundamente as quest\u00f5es no sentido de abolir discrimina\u00e7\u00e3o, fortalecem com a sua posi\u00e7\u00e3o pro e contra o status quo de injusti\u00e7as cometidas para com as minorias e para com as maiorias.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Fomento do tr\u00e1fico de mulheres e de casamentos fora da Europa<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>O facto de haver liberdade religiosa e o Cor\u00e3o permitir a poligamia, (excepcionalmente permitida na Administra\u00e7\u00e3o alem\u00e3,) a pr\u00e1tica alem\u00e3 incrementa o tr\u00e1fico de noivas e os casamentos em pa\u00edses isl\u00e2micos!<\/strong> <strong>O isl\u00e3o permite a poligamia, mas a Alemanha, mais atenta \u00e0 dignidade e aos direitos da mulher, at\u00e9 a bigamia pro\u00edbe para os alem\u00e3es<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Discrimina\u00e7\u00e3o factual da mulher<\/strong><\/p>\n<p>Isto torna-se num bus\u00edlis, pois o governo alem\u00e3o, com a sua pr\u00e1tica, torna-se c\u00famplice de ajuda \u00e0 bigamia e, indirectamente, legitima a inferioridade legal da mulher na sociedade isl\u00e2mica; esta n\u00e3o permite \u00e0 mulher ter familiar e socialmente os mesmos direitos que o homem! Por outro lado fomenta\u00a0 o h\u00e1bito de muitos turcos irem buscar as suas noivas \u00e0 Turquia. Com a sua pr\u00e1tica a classe pol\u00edtica p\u00f5e em causa os valores da dignidade humana transportados pela civiliza\u00e7\u00e3o judaico-crist\u00e3. Esquece que a laicidade e a seculariza\u00e7\u00e3o fazem parte integrante da cristandade, ao contr\u00e1rio do que acontece com o isl\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Temos assim uma sociedade de duas justi\u00e7as;<\/strong> na mesma sociedade temos uns a quem \u00e9 permitida a poligamia e outros condenados a pena de pris\u00e3o se a praticarem. Casar com duas ou mais mulheres tamb\u00e9m seria um privil\u00e9gio masculino que muitos m\u00e1sculos alem\u00e3es quereriam para si. Ou ser\u00e1 que ter\u00e3o de se tornar mu\u00e7ulmanos e casar num pa\u00eds onde a sharia seja reconhecida, para adquirirem t\u00e3o torto direito?<\/p>\n<p>Exige a o governo alem\u00e3o, por uma raz\u00e3o de bilateralidade, que os pa\u00edses mu\u00e7ulmanos reconhe\u00e7am o casamento gay de uni\u00f5es de homens estrangeiros?<strong> Porque \u00e9 que o direito dos pa\u00edses que seguem o direito mu\u00e7ulmano (sharia) n\u00e3o permite \u00e0s mulheres terem tamb\u00e9m elas v\u00e1rios homens!<\/strong> Ou ser\u00e1 que a mulher s\u00f3 interessa em vista da procria\u00e7\u00e3o e consequente expans\u00e3o?<\/p>\n<p>Independente da liberdade ser mais ou menos masculina, a sociedade europeia, cada vez tem mais problemas, por usar dois pesos e duas medidas.<\/p>\n<p>Encontramo-nos numa situa\u00e7\u00e3o em que, no mesmo Estado europeu, s\u00e3o permitidos direitos culturais contra direitos humanos e consequentemente a desigualdade de trato do homem e da mulher perante a lei. Ou ser\u00e1 que uma pol\u00edtica fomentadora de<strong> homens m\u00e1sculos quer conseguir, atrav\u00e9s da via travessa do Isl\u00e3o, voltar \u00e0s regalias patriarcais da antiguidade?! <\/strong><\/p>\n<p><strong>A Europa quer importar pessoas, mas estas s\u00e3o mu\u00e7ulmanas e trazem consigo costumes, mesquitas enquanto que o Estados europeus, pelo facto de n\u00e3o serem religiosos e menosprezaram o aspecto \u00e9tico, n\u00e3o salvaguardam o direito do seu povo religioso poder manifestar-se igualmente em religi\u00e3o com direito a construc\u00e7\u00e3o de igrejas nos pa\u00edses mu\u00e7ulmanos. \u00a0<\/strong><\/p>\n<p>As perspectivas mudam-se atrav\u00e9s da maciez da classe pol\u00edtica e da bengala do Isl\u00e3o!!!<\/p>\n<ul>\n<li>( <a href=\"https:\/\/www.rhein-zeitung.de\/region\/lokales\/westerwald_artikel,-syrischer-geschaeftsmann-reist-mit-vier-ehefrauen-und-23-kindern-ein-_arid,1539821.html\">https:\/\/www.rhein-zeitung.de\/region\/lokales\/westerwald_artikel,-syrischer-geschaeftsmann-reist-mit-vier-ehefrauen-und-23-kindern-ein-_arid,1539821.html<\/a>)<\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.focus.de\/politik\/deutschland\/pinneberg-syrischer-fluechtling-darf-seine-zweitfrau-nach-deutschland-holen_id_8367633.html\">https:\/\/www.focus.de\/politik\/deutschland\/pinneberg-syrischer-fluechtling-darf-seine-zweitfrau-nach-deutschland-holen_id_8367633.html<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n<p>Pegadas do Tempo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Administra\u00e7\u00e3o permite poligamia a refugiados e pro\u00edbe-a a alem\u00e3es Ant\u00f3nio Justo No Munic\u00edpio de Montabaur foi reconhecido asilo a um s\u00edrio (refugiado) com quatro mulheres e 23 filhos. 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