{"id":4450,"date":"2017-08-11T14:25:10","date_gmt":"2017-08-11T13:25:10","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=4450"},"modified":"2017-08-12T17:50:43","modified_gmt":"2017-08-12T16:50:43","slug":"uma-muculmana-exemplar-seyran-ates","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=4450","title":{"rendered":"UMA MU\u00c7ULMANA EXEMPLAR \u2013 SEYRAN ATES"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #3366ff;\"><strong><span style=\"color: #3366ff;\">A Fundadora da primeira Mesquita inovadora: \u201cMesquita Averr\u00f3is-Goethe\u201d<\/span><\/strong><\/span><\/h2>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio Justo<\/strong><\/p>\n<p>Seyran Ates, nasceu em Istanbul (1963); aos seis anos emigrou para a Alemanha; frequentou os estudos de direito em Berlim, especializando-se em direito penal e em direito de fam\u00edlia. J\u00e1, durante os estudos, apoiava mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia caseira.<\/p>\n<p>Como advogada defende v\u00edtimas de \u201ccrimes da honra\u201d, mulheres casadas \u00e0 for\u00e7a ou maltratadas pela fam\u00edlia. Em 1984 um marido matou uma sua cliente no seu consult\u00f3rio; Ates ficou gravemente ferida e teve uma experi\u00eancia de quase-morte. Apesar disso, Seyran Ates continuou a empenhar-se na defesa de mulheres oprimidas, conseguindo trazer para a opini\u00e3o p\u00fablica alem\u00e3 um aspecto escuro de muitas mulheres que sofrem em sil\u00eancio devido \u00e0 press\u00e3o patriarcalista.<\/p>\n<p>Em 2006 abandonou a sua carreira de advogada, por algum tempo, devido a amea\u00e7as.<\/p>\n<p><strong>Depois de ter publicado o livro \u201cO Isl\u00e3o precisa de uma revolu\u00e7\u00e3o sexual\u201d recebe cont\u00ednuas amea\u00e7as de morte e e-mails transbordantes de \u00f3dio e ideias de abuso sexual,<\/strong> o que a levou novamente a abandonar a carreira de advogada em 2009.<\/p>\n<p>A ativista de direitos humanos \u201cvive em constante perigo de vida\u201d porque se dedica \u00e0 defesa da liberdade de outros. A mu\u00e7ulmana encontra-se sob prote\u00e7\u00e3o policial, dia e noite, com v\u00e1rios pol\u00edcias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><span style=\"color: #3366ff;\"><strong><span style=\"color: #3366ff;\">Na luta por um rosto feminino para o Isl\u00e3o<\/span><\/strong><\/span><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A 16 de Junho de 2017, Seyran Ate\u015f abriu a \u201cMesquita Ibn Ruschd-Goethe\u201d em Berlin (um projecto de liga\u00e7\u00e3o da cultura \u00e1rabe \u00e0 cultura ocidental, da\u00ed o nome \u201cMesquita Averr\u00f3is-Goethe\u201d). \u00c9 a primeira mesquita progressista na Alemanha;<\/strong> est\u00e1 aberta \u00e0s correntes isl\u00e2micas sunita, xiita, alevita e sufi. O uso do nicab e do xador s\u00e3o proibidos por serem express\u00e3o de submiss\u00e3o ao homem e s\u00edmbolo de um isl\u00e3o anacr\u00f3nico (1).<\/p>\n<p><strong>Seyran Ates, quer uma mesquita onde o Cor\u00e3o n\u00e3o seja interpretado \u00e0 letra e, assim, tornar poss\u00edvel uma interpreta\u00e7\u00e3o moderna que\u00a0 possibilitae uma educa\u00e7\u00e3o para a liberdade, para a responsabilidade individual e para a paz universal.<\/strong><\/p>\n<p>As mesquitas na Alemanha n\u00e3o perdoam a Seyran Ates, ser a cofundadora da mesquita liberal Ibn-Rushd-Goethe-Mesquita onde rezam mulheres e homens uns ao lado dos outros e onde \u00e0s vezes uma im\u00e3 orienta a ora\u00e7\u00e3o ritual.<\/p>\n<p><strong>Na imprensa da Turquia, Ates \u00e9 apostrofada de \u201ctraidora da p\u00e1tria e de terrorista\u201d. \u201cA reparti\u00e7\u00e3o turca para os Assuntos Religiosos (Diyanet) incita a plebe mafiosa turca na Alemanha\u201d (HNA) e\u00a0 acusa Ates de querer modificar e reconstruir a religi\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>Ates chama a aten\u00e7\u00e3o para a hipocrisia que, muitas vezes, se apresenta com duas caras<strong>:\u201d Eles sorriem para ti e mentem-te na cara\u201d.<\/strong>\u00a0 \u00c9 contra o uso do len\u00e7o isl\u00e2mico (Hijab), contra os casamentos for\u00e7ados e contra os crimes de honra. Tamb\u00e9m, devido \u00e0 sua experi\u00eancia amarga, desabafa: <strong>&#8220;Onde a Religi\u00e3o s\u00f3 serve a demarca\u00e7\u00e3o\/separa\u00e7\u00e3o, revela-se contra a <a href=\"http:\/\/abemdanacao.blogs.sapo.pt\/o-islao-e-incompativel-com-a-democracia-1764343\">democracia<\/a>\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>A atitude de Seyran Ates torna-se numa ousadia promissora para o Isl\u00e3o (e para a paz na Europa) na medida em que lhe possibilita, por um lado, \u00a0a sa\u00edda do gueto, o abandono do acorrentamento aos costumes da Ar\u00e1bia do s\u00e9culo VII e, por outro, a abertura \u00e0 pessoa, \u00e0 feminidade, \u00a0\u00e0 Hist\u00f3ria e a outras culturas. No seu projecto, \u201cMesquita Averr\u00f3is-Goethe, \u00e9 apoiada por mu\u00e7ulmanos liberais de todo o mundo (2).<\/p>\n<p>Entre outros louvores foi-lhe atribu\u00edda a condecora\u00e7\u00e3o Cruz Federal de M\u00e9rito, pelo Estado alem\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><span style=\"color: #3366ff;\"><strong><span style=\"color: #3366ff;\">Conclus\u00e3o<\/span><\/strong><\/span><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A \u201cMesquita Averr\u00f3is-Goethe \u00e9 uma iniciativa v\u00e1lida e digna de imita\u00e7\u00e3o para tornar o isl\u00e3o compat\u00edvel com a Europa e com outras culturas. <strong>O Isl\u00e3o s\u00f3 ser\u00e1 reformado pela ac\u00e7\u00e3o das mulheres. Nelas h\u00e1 que apostar para que n\u00e3o continuem a fomentar um estilo de cultura arcaica aliciante de instintos de homens \u00e1rabes e doutras culturas!<\/strong> <strong>S\u00f3 elas poder\u00e3o trazer ao Isl\u00e3o um rosto feminino e recuperar a feminilidade que ele reprime e assim dar-lhe um rosto mais equilibrado e mais humano!<\/strong><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m no surgir da Europa houve tempos em que a autoridade do grupo ou da institui\u00e7\u00e3o atafegava a personalidade individual e em especial a mulher (hoje isso acontece de maneira mais subtil e suave). Embora o ocidente tenha defendido sempre a dignidade de toda a pessoa humana, independentemente de ela ser mulher ou homem, os costumes e tradi\u00e7\u00f5es reprimiam a mulher em rela\u00e7\u00e3o ao homem. \u00c9 importante que mulheres de cultura \u00e1rabe, em contacto com a cultura ocidental, ganhem for\u00e7a e sejam motivadas a provocarem um desenvolvimento antropol\u00f3gico do isl\u00e3o de maneira a criar mais justi\u00e7a, solidariedade e igualdade de trato entre homens e mulheres de modo a possibilitar, a cada qual, redefinir a sua ipseidade para agir a partir de uma liberdade respons\u00e1vel e humana porque individualizada.<\/p>\n<p>Encontramo-nos todos no mesmo barco e se o isl\u00e3o n\u00e3o se muda toda a humanidade ser\u00e1 retardada e se a sociedade ocidental n\u00e3o se mudar tamb\u00e9m, a personaliza\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo passar\u00e1 a ser abusada no sentido de o desumanizar, transformando-o novamente em mero objecto ou instrumento da institui\u00e7\u00e3o e da ideologia ad hoc. Cabe ao Cristianismo e \u00e0 sociedade ocidental, que deram origem aos direitos humanos, \u00e0 democracia e \u00e0 toler\u00e2ncia do Homem como tal, tornar-se consciente do processo em via num momento em que as constela\u00e7\u00f5es de poder mundial se redefinem. Cada povo, cada cultura tem o seu valor espec\u00edfico a integrar na constru\u00e7\u00e3o de sociedade mais justa e pac\u00edfica. Por isso todos devemos estar gratos quando uma mulher como a mu\u00e7ulmana Ates procura fazer com que o isl\u00e3o reconhe\u00e7a a feminidade como um vector do desenvolvimento, tal como o vector da masculinidade que se tem afirmado desequilibradamente! N\u00e3o s\u00f3 a sociedade religiosa, mas tamb\u00e9m as sociedades seculares s\u00e3o respons\u00e1veis pelo que acontece: na Europa tem-se afirmado o isl\u00e3o do len\u00e7o e as estruturas governamentais colaboram com institui\u00e7\u00f5es mu\u00e7ulmanas duvidosas \u00a0interessadas apenas no poder e na hegemonia das mesquitas turcas na Alemanha (na coloca\u00e7\u00e3o de professores de religi\u00e3o isl\u00e2mica em escolas do Estado os Minist\u00e9rios da Educa\u00e7\u00e3o da Alemanha colaboram com a federa\u00e7\u00e3o das mesquitas turcas (Ditib) que \u00e9 apoiante de Erdogan e n\u00e3o apoia iniciativas que fomentem a integra\u00e7\u00e3o ou impliquem renova\u00e7\u00e3o do isl\u00e3o; de maneira geral, apoiam o isl\u00e3o do len\u00e7o, e n\u00e3o d\u00e3o \u00a0apoio aos defensores de um \u201cprotestantismo mu\u00e7ulmano\u201d.<\/p>\n<p>De facto, o ser humano, antes de ser membro de uma sociedade religiosa, \u00e9tnica, pol\u00edtica ou cultural, \u00e9 Homem e como tal traz em si a ferocidade selvagem mais ou menos escondida, tal como a gene divina. O problema \u00e9 que todos cheiramos a Homem e n\u00e3o queremos reconhecer a maldade latente que em n\u00f3s trazemos e depois procuramos justific\u00e1-la ou desculp\u00e1-la para passar o assunto ad acta! A discuss\u00e3o \u00e9 importante e mais importante \u00e9 ainda o testemunho que Ates mostra.<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a9 Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n<p>Te\u00f3logo e Pedagogo<\/p>\n<p>Pegadas do Tempo<\/p>\n<ul>\n<li>(1) H\u00e1 dias , no fim de uma aula, um simp\u00e1tico mu\u00e7ulmano trintan\u00e3o, dirigiu-se a uma colega professora de alem\u00e3o, dos seus 50 anos, e disse-lhe: porque \u00e9 que pinta os l\u00e1bios e se veste assim, se j\u00e1 \u00e9 casada? Na sua mentalidade genu\u00edna at\u00e9 tinha l\u00f3gica a sua pergunta! Porque precisa uma mulher casada de se arranjar de maneira atractiva se j\u00e1 tem um homem a quem pertence?! Porque traja assim, se isso \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o de liberdade e como tal uma provoca\u00e7\u00e3o aos homens que, por natureza, andam \u00e0 ca\u00e7a e mais \u00e0 solta?!<\/li>\n<li>(2) As mentalidades relativas a matrizes religioso-culturais formadoras de identidade (individual e cultural) n\u00e3o se mudam em poucas gera\u00e7\u00f5es. Durante a Idade M\u00e9dia a sociedade e cada indiv\u00edduo (de uma maneira geral) vivia, em grande parte, de maneira inconsciente no ventre da comunidade pois a individualidade ainda se encontrava em gesta\u00e7\u00e3o. Houve, naturalmente, muitas excep\u00e7\u00f5es que tinham a ver com a posi\u00e7\u00e3o e papel social de elites, que possibilitaram uma burguisa\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia da pessoa. A Idade M\u00e9dia no renascimento (processo de emancipa\u00e7\u00e3o) deu \u00e0 luz o indiv\u00edduo como personalidade com autoridade pr\u00f3pria (autonomia que s\u00f3 a sociedade industrializada concretizou a n\u00edvel pol\u00edtico com a democratiza\u00e7\u00e3o). Como se v\u00ea a pessoa \u201caut\u00f3noma\u201d \u00e9 parida no s\u00e9culo XV-XVI e demorou cinco s\u00e9culos a produzir a pessoa aut\u00f3noma de extremismos ego\u00edstas que hoje exagera em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 comunidade tal como antes a comunidade (institui\u00e7\u00e3o) exagerava em rela\u00e7\u00e3o ao indiv\u00edduo. O Isl\u00e3o ainda se mantem hoje nos princ\u00edpios da sua Idade M\u00e9dia, quanto ao seu ser antropol\u00f3gico. O contacto \u00edntimo dos mu\u00e7ulmanos imigrados com a Europa leva as pessoas mais sens\u00edveis a descobrir-se como pessoas: a iniciar um processo que n\u00e3o poder\u00e1 ser de renascimento porque a filosofia mu\u00e7ulmana n\u00e3o possui nela o factores que provocariam um renascimento, mas a capacidade de se abrir a outras mundivis\u00f5es sociol\u00f3gicas e antropol\u00f3gicas; foi isto o que aconteceu a Ates. Ela estaria com alguns poucos no princ\u00edpio do \u201cprotestantismo\u201d mu\u00e7ulmano \u2013 a \u00e9poca prop\u00edcia para produzir hereges e protestantes! Por isso, a nossa miss\u00e3o \u00e9 dupla: apoiar as pessoas ousadas que, ao descobrirem-se como pessoas, descobrem os direitos humanos e apresentar uma an\u00e1lise cr\u00edtica \u00e0 doutrina mu\u00e7ulmana. Esta teima em oprimir a mulher e em afirmar-se e definir-se pelo contra em rela\u00e7\u00e3o a outras culturas. Esta matriz fundamental, que parte do princ\u00edpio que s\u00f3 uma sociedade do homo religiosus \u00e9 leg\u00edtima, ter\u00e1 de ser reestruturada num modelo de mundivis\u00e3o que permita uma nova concep\u00e7\u00e3o de Homem e de sociedade, o que pressupor\u00e1 uma op\u00e7\u00e3o pela inclus\u00e3o e o distanciamento de uma mundivis\u00e3o baseada nas estruturas mentais e sociais \u201c\u00e1rabes\u201d do s\u00e9culo VII. \u00c9 triste ver como uma sociedade ocidental se comporta em rela\u00e7\u00e3o ao Isl\u00e3o dos imigrantes: hipocritamente fecha os olhos e n\u00e3o quer saber porque saber (e n\u00e3o s\u00f3 levianamente opinar) tornar-nos-ia mais respons\u00e1veis e levar-nos-ia a ajudar mais as mulheres a libertarem-se da sua situa\u00e7\u00e3o de escravizadas e de transmissoras dos padr\u00f5es patriarcalistas isl\u00e2micos; \u00a0tamb\u00e9m n\u00e3o deixar\u00edamos os imigrantes mu\u00e7ulmanos abandonados a si mesmos e tomar\u00edamos medidas para que a coloniza\u00e7\u00e3o interna entre os mu\u00e7ulmanos, que se processa no ocidente, n\u00e3o ficasse entregue a mesquitas e grupos radicais apoiados pela Ar\u00e1bia Saudita, Qatar ou um isl\u00e3o de len\u00e7o turco. Infelizmente a esclarecida Europa continua interessada em cobrir a ignor\u00e2ncia porque dela vive melhor a \u201cboa\u201d gente.<\/li>\n<li><\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Fundadora da primeira Mesquita inovadora: \u201cMesquita Averr\u00f3is-Goethe\u201d \u00a0 Ant\u00f3nio Justo Seyran Ates, nasceu em Istanbul (1963); aos seis anos emigrou para a Alemanha; frequentou os estudos de direito em Berlim, especializando-se em direito penal e em direito de fam\u00edlia. J\u00e1, durante os estudos, apoiava mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia caseira. 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