{"id":4433,"date":"2017-07-30T21:20:04","date_gmt":"2017-07-30T20:20:04","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=4433"},"modified":"2017-07-31T10:41:15","modified_gmt":"2017-07-31T09:41:15","slug":"o-conto-de-fadas-nas-labaredas-dos-fogos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=4433","title":{"rendered":"O CONTO DAS FADAS DAS LABAREDAS DOS FOGOS"},"content":{"rendered":"<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h2><span style=\"color: #3366ff;\"><strong><span style=\"color: #3366ff;\">A Pol\u00edtica \u00e9 inocente &#8211; A Responsabilidade \u00e9 do Mexilh\u00e3o<\/span><\/strong><\/span><\/h2>\n<p><strong>Ant\u00f3nio Justo<\/strong><\/p>\n<p><strong>De Pedr\u00f3g\u00e3o Grande ressoa o eco da voz dos 64 mortos, dos 254 feridos e dos animais queimados sem conta &#8211; todos a bradar por compaix\u00e3o que abrace a sua dor. S\u00e3o vozes que se elevam aos c\u00e9us \u00e0 procura daquela consola\u00e7\u00e3o que em v\u00e3o se encontra num Estado antiquado, porque orientado para os interesses de corpora\u00e7\u00f5es onde se n\u00e3o reconhecem as necessidades do cidad\u00e3o nem da popula\u00e7\u00e3o rural e urbana. <\/strong><\/p>\n<p>Pelo que se observa nos M\u00e9dia, os grupos pol\u00edticos, do governo e da oposi\u00e7\u00e3o, procuram fazer o seu aproveitamento pol\u00edtico \u00e0 luz do clar\u00e3o de Portugal em chamas.<\/p>\n<p>J\u00e1 n\u00e3o chega o cheiro e o fumo dos pinheiros e dos eucaliptos, a ele vem juntar-se o fumo da tocha de cada agremia\u00e7\u00e3o, para iluminar a pr\u00f3pria capelinha e distrair do adro que se encontra a arder! H\u00e1 gente bravia mais interessada no fogo social, e para atear mais o fogo, serve-se at\u00e9 do papel de jornais que antes eram da sua estima\u00e7\u00e3o.<strong> Em \u00e9pocas de elei\u00e7\u00f5es quem p\u00f5e o dedo nas chagas da na\u00e7\u00e3o n\u00e3o escapa sem ser chamuscado como porco na fogueira do vizinho.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h2><span style=\"color: #3366ff;\">Porque incriminar governos ou partidos se o culpado \u00e9 quem vota?<\/span><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que interessa j\u00e1 n\u00e3o parece ser a realidade dos factos, mas sim a discuss\u00e3o postfactual destinada a alentar as l\u00f3gicas de cada ideologia.<\/strong> Nesta, o devoto do partido padroeiro queixa-se da luz da capelinha vizinha onde o fogo que queima tamb\u00e9m ilumina.<\/p>\n<p>Entrementes, nos montes e vales da P\u00f3lis, ventos de fervores e fervuras queimam tamb\u00e9m o poss\u00edvel verde que ainda resta nalguma terrinha ou em capela perdida.<\/p>\n<p><strong>Ao lado, embrulhados nos cobertores do seu narcisismo,<\/strong> <strong>parlamentos e governos v\u00e3o dormindo o sono dos eleitos, na segura consci\u00eancia habitual de que nem o fogo da corrup\u00e7\u00e3o nem a fuligem das queimadas da sociedade chegam ao parlamento. A firma encontra-se em concurso, basta distribuir os dividendos.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Controle-se o Parlamento que n\u00e3o controla os governos nem faz leis que defendam a floresta nem ataquem o fogo da corrup\u00e7\u00e3o.<\/strong> A responsabilidade est\u00e1 em quem vota e entra no jogo de culpar ou desculpar governo ou oposi\u00e7\u00e3o em vez de se ocupar dos factos, da realidade, das pessoas e da na\u00e7\u00e3o. Enquanto cada um e cada grupo continuar no jogo de aplaudir o jogo do seu clube favorito aceita implicitamente que o pa\u00eds \u00e9 relvado e o povo \u00e9 quem perde porque n\u00e3o tem claque nem joga. Aceita-se um Estado faz de conta, reduzido a duas equipas de jogadores que apostam no barulho da assist\u00eancia, de um lado a gritar p\u00e9nalti e do outro a gritar fora de jogo.<\/p>\n<p>O tr\u00e1gico da trag\u00e9dia est\u00e1 na habitual conversa pegada, no discurso da culpa da desculpa culpada que, como for\u00e7a aut\u00f3noma, distrai das v\u00edtimas, dos factos, da natureza e da irresponsabilidade de governos sucessivos sustentados pelas bocas do mundo e desculpados pela culpa das craques apenas interessadas em ver o jogo e em satisfazer os sentimentos de desd\u00e9m e de apre\u00e7o.\u00a0 Os jogadores v\u00e3o ganhando o seu; o avan\u00e7o do pa\u00eds n\u00e3o importa, o que ele produz chega para os poucos e o povo mete-se no atrelado da Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>No meio de tudo isto, o povo tornou-se imune e independente dos jornais que n\u00e3o l\u00ea, pois, acredita apenas na percep\u00e7\u00e3o sensorial, guiada pelo instinto de que os jornais de refer\u00eancia discutem os interesses doutros polos que se servem deles como ilustra\u00e7\u00e3o. Se Portugal continua a arder desta maneira deve-se \u00e0 inc\u00faria de todos os governos, partidos e povo distra\u00eddo. O Estado tem poupado \u00e0 custa das regi\u00f5es do interior e dos mais fracos e agora discutimos todos sobre o sexo dos anjos ou sobre a culpa dos jornalistas e do advers\u00e1rio. Tudo isto n\u00e3o interessa \u00e0 floresta nem ao povo porque serve para atear outras labaredas na cuca da lenha que fica dos fogos.<\/p>\n<p>Na Alemanha a pol\u00edtica tamb\u00e9m fez erros ao n\u00e3o calcular os perigos em torno da G20, mas teve vergonha pelo que aconteceu nas ruas de Hamburgo e logo o Estado colocou 40 milh\u00f5es de euros no fundo de ajuda para indemniza\u00e7\u00e3o dos danificados, e isto independentemente das verbas que os seguros t\u00eam de pagar. A nossa sociedade, pelo que se v\u00ea nos M\u00e9dia, n\u00e3o pode ir \u00e0 frente porque em vez de nos preocuparmos com os factos e com a realidade, preocupamo-nos em desculpar ou em acusar algu\u00e9m: <strong>o centro do interesse e da preocupa\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 na resolu\u00e7\u00e3o objectiva do problema, mas na atribui\u00e7\u00e3o da culpa<\/strong>. Pelo que consta, o povo inocente conseguiu juntar j\u00e1 13 milh\u00f5es de euros enquanto o Estado esfrega os olhos na esperan\u00e7a de os factos servirem de bombo para atrair povo para a sua festa! Em pol\u00edtica o povo \u00e9 uma miragem, apenas presente na ideologia! O poder das corpora\u00e7\u00f5es em volta do Estado \u00e9 demasiado forte tornando-se nos eucaliptos do Estado n\u00e3o deixando crescer nada ao lado.<\/p>\n<p>Em quest\u00e3o de Jornais, partidos e de opini\u00f5es observa-se o fen\u00f3meno generalizado de \u201ccada macaco em seu galho\u201d defender de olhos fechados o seu pr\u00f3prio interesse. <strong>Cada um tem o seu p\u00fablico e a sua clientela numa sociedade n\u00e3o acostumada \u00e0 r\u00e9plica<\/strong>. Cada um s\u00f3 l\u00ea um jornal por quest\u00f5es de seguran\u00e7a (Porque n\u00e3o ler os jornais dos deuses e dos diabos para abrir as perspectivas, andando mais desinformados!). Por isso em vez do discurso controverso sobre a coisa p\u00fablica opta-se pelo discurso da m\u00e1 l\u00edngua e do maldizer de uns e de outros; o ditado da opini\u00e3o faz parte do argumento de um ter sempre raz\u00e3o numa l\u00f3gica constru\u00edda nos par\u00e2metros de servi\u00e7o a um clubismo em que t\u00e3o regaladamente se vive.<\/p>\n<p>Muitas vezes, no discurso p\u00fablico tenho a impress\u00e3o de nos encontrarmos em becos sem sa\u00edda num discurso de beco sem sa\u00edda que apenas reage tornando-nos a todos reacion\u00e1rios com rosto de progressistas. Estar\u00edamos todos tramados com tanta trama se n\u00e3o fossem uma nova mentalidade da juventude que come\u00e7a a surgir<\/p>\n<p><strong>\u00a9 Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pegadas do Tempo<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 A Pol\u00edtica \u00e9 inocente &#8211; A Responsabilidade \u00e9 do Mexilh\u00e3o Ant\u00f3nio Justo De Pedr\u00f3g\u00e3o Grande ressoa o eco da voz dos 64 mortos, dos 254 feridos e dos animais queimados sem conta &#8211; todos a bradar por compaix\u00e3o que abrace a sua dor. 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