{"id":4217,"date":"2017-03-30T17:50:59","date_gmt":"2017-03-30T16:50:59","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=4217"},"modified":"2017-03-30T18:03:58","modified_gmt":"2017-03-30T17:03:58","slug":"a-violencia-da-tolerancia-propagada-no-trato-com-o-islamismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=4217","title":{"rendered":"A VIOL\u00caNCIA DA TOLER\u00c2NCIA PROPAGADA NO TRATO COM O ISLAMISMO"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">A toler\u00e2ncia da intoler\u00e2ncia \u00e9 intolerante consigo mesma<\/span><\/strong><\/span><\/h2>\n<p><strong>Ant\u00f3nio Justo<\/strong><\/p>\n<p>A liberdade \u00e9, depois da vida, o melhor bem que o Homem tem. Mas a liberdade para n\u00e3o ser receada tem como companheira a toler\u00e2ncia e a responsabilidade.<strong> A toler\u00e2ncia \u00e9 filha da liberdade e da responsabilidade. As asas das ideias n\u00e3o devem ser cortadas para que os sonhos dos povos elevem a Terra.<\/strong> <strong>Toda a pessoa livre quer ser participante do poder sem se tornar s\u00fabdita dele. <\/strong><\/p>\n<p>Muitas vezes confunde-se mente aberta com indiferen\u00e7a ou cinismo sob a forma de toler\u00e2ncia. A toler\u00e2ncia da intoler\u00e2ncia aplaina o caminho para a viol\u00eancia dos intolerantes. Por todo o lado se encontram disputantes sobre regi\u00e3o e isl\u00e3o, mas o n\u00edvel das discuss\u00f5es assemelha-se muitas vezes a campanhas partid\u00e1rias e no caso a ac\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o contra a intoler\u00e2ncia (1).<\/p>\n<h2><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Toler\u00e2ncia e justi\u00e7a s\u00e3o pressupostos de paz<\/span><\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Minorias reclamam, justamente, toler\u00e2ncia e respeito por parte da maioria da popula\u00e7\u00e3o, mas isto deve pressupor uma bilateralidade de toler\u00e2ncia da maioria que suporte a variedade e tamb\u00e9m da minoria que aceite a maioria. A situa\u00e7\u00e3o de minoria n\u00e3o lhe confere automaticamente o estatuto de crian\u00e7a. O direito a uma certa autonomia constr\u00f3i-se na afirma\u00e7\u00e3o da liberdade e do respeito cimentado pela responsabilidade.<\/p>\n<p><strong>Tudo o que \u00e9 definido ou concreto \u00e9 limitado porque percepcionado na perspectiva das subjectividades do conhecimento. O reconhecimento desta realidade tem como consequ\u00eancia a toler\u00e2ncia do percepcionado e afirmado tamb\u00e9m pelos outros, numa atitude leal de reciprocidade e na consci\u00eancia da lei da complementaridade. <\/strong><\/p>\n<p>A toler\u00e2ncia para ser verdadeira e eficiente n\u00e3o pode assentar na areia da indiferen\u00e7a nem na embriaguez do cinismo.<\/p>\n<p>Quem se encontra seguro nos seus valores tem maior probabilidade de apreciar e respeitar os valores dos outros. Para irmos ao encontro dos outros, com dignidade, temos de estar conscientes dos nossos valores. <strong>Ter uma vis\u00e3o implica assumir responsabilidade na defesa dessa pr\u00f3pria mundivis\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Substituir o pensar positivo pelo pensar amigo<\/span><\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Perante a viol\u00eancia isl\u00e2mica vis\u00edvel no mundo, a toler\u00e2ncia tornou-se num tema importante devido \u00e0 afirma\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a e do outro numa comunidade diferente.<\/p>\n<p><strong>A toler\u00e2ncia, embora seja uma virtude secund\u00e1ria importante, pode tornar-se numa armadilha do pensamento, se provoca o seu bloqueio.<\/strong>\u00a0 O Ocidente, tolhido pelas derrotas que depois da segunda grande guerra sofreu em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s suas falsas interven\u00e7\u00f5es em terreno mu\u00e7ulmano e dependente do petr\u00f3leo \u00e1rabe, sofre as consequ\u00eancias da imigra\u00e7\u00e3o mu\u00e7ulmana. (O Ocidente nas suas interven\u00e7\u00f5es fomentou o extremismo de grupos mu\u00e7ulmanos usando-os para os seus fins que se revelaram injustos e contraproducentes.) <strong>A Europa, agora com os problemas em casa, comete o mesmo erro j\u00e1 praticado ao n\u00e3o ter em conta a vitalidade e estrat\u00e9gia inerente ao sistema isl\u00e2mico; a Europa abdica de si mesma e arranja um modus vivendi confuso deixando o destino dos europeus abandonado \u00e0 for\u00e7a do acaso e do que um dia se revele mais forte<\/strong>.<\/p>\n<p>Confrontada com a bagun\u00e7a criada apenas reage numa mistura de resigna\u00e7\u00e3o, medo e coragem. Na pra\u00e7a p\u00fablica faz do medo e da coragem um recurso elaborado a que chama toler\u00e2ncia: esta implica uma atitude corajosa ad intra mas que tamb\u00e9m pode tornar-se numa maneira de tratar a coragem pela fuga a ela (uma coragem negativa que camufla o medo como virtude dando-lhe a roupagem de toler\u00e2ncia): a Europa assume a virtude da mortifica\u00e7\u00e3o como maneira de circundar o problema e adi\u00e1-lo, n\u00e3o tomando a s\u00e9rio o parceiro dialogante.<\/p>\n<p>Para se n\u00e3o abusar da toler\u00e2ncia torna-se \u00f3bvio substituir o pensar positivo pelo pensar amigo.<\/p>\n<p>Pelo que me \u00e9 dado observar, em disputas dos meios de comunica\u00e7\u00e3o social e em palestras com certos profissionais do di\u00e1logo, chego a ter a impress\u00e3o que nos aproximamos de uma atitude de toler\u00e2ncia violenta (flexibilidade ad extra e empedernimento ad intra). Em vez de se discutirem as quest\u00f5es num terreno neutro, a n\u00edvel de teses e princ\u00edpios moventes, de argumenta\u00e7\u00e3o e de pr\u00f3s e de contras (seguindo o m\u00e9todo da <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3336\">controv\u00e9rsia<\/a>), passa-se a um discurso meramente pedag\u00f3gico, com um caracter de autorrefer\u00eancia ou de mera cataloga\u00e7\u00e3o de exemplos. <strong>Cai-se no equ\u00edvoco de se querer ter um pensar positivo em vez de se ter um pensar amigo. O pensar positivo \u00e9 monorreferencial e como tal individualista, levando \u00e0 indiferen\u00e7a enquanto o pensar amigo \u00e9 estrutural e como tal interessado em criar comunidade (acentua a intercultura e n\u00e3o a multicultura guetoal)<\/strong>. Abdica-se do pensar livre e do discurso desembu\u00e7ado para se passar a um discurso passado pela pr\u00f3pria grelha, a grelha da circunst\u00e2ncia e do oportunismo. O discurso motivado pelo pensar positivo torna-se pr\u00f3prio de uma atitude de escravos de uma liberdade fechada, sem refer\u00eancia, criadora de\u00a0\u00a0 desinteresse e que implementa uma forma de estar individual e social de tipo autista, virada s\u00f3 para o momento e com tal sem conota\u00e7\u00f5es, voltada para os guetos equacionados em termos de multiculturas. O discurso do pensar amigo parte de uma matriz aberta orientadora que se encontra e discute com outras matrizes de forma controversa, sem se perder no acidental, e \u00e9 motivado pela consci\u00eancia da precaridade de todos os sistemas, numa vontade de aproxima\u00e7\u00e3o e procura comum da \u201cverdade\u201d e na inten\u00e7\u00e3o de criar comunidade.<\/p>\n<p><strong>A toler\u00e2ncia torna-se violenta quando preponderantemente centrada no aspecto moral ou no sentimento circunstancial<\/strong> que, precipitadamente, opta por ou contra uma das partes, sem dar tempo a uma supervis\u00e3o das pr\u00f3prias emo\u00e7\u00f5es ou opini\u00f5es, feita \u00e0 luz da raz\u00e3o ponderada. <strong>A toler\u00e2ncia violenta cria tabus e pro\u00edbe de pensar ou evita o pensamento causal com medo das sombras negativas que a realidade encarada poderia deixar <\/strong>(ou consciencializar). Torna-se cobarde ao misturar nela o medo com um certo narcisismo \u2013 a necessidade de fazer boa figura \u2013 uma esp\u00e9cie de complexo da simpatia que se resume em cinismo e hipocrisia.<\/p>\n<h2><strong><span style=\"color: #ff0000;\">O medo que nos tolhe leva-nos \u00e0 toler\u00e2ncia violenta<\/span><\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma olhadela sobre os Media europeus, em quest\u00f5es de mu\u00e7ulmanos, revela posi\u00e7\u00f5es antag\u00f3nicas que se situam entre o medo do isl\u00e3o e a islamofilia at\u00e9 \u00e0 pr\u00f3pria nega\u00e7\u00e3o. A sociedade permanece indecisa entre medo e admira\u00e7\u00e3o e deste modo aprisionada nos sentimentos que alguns categorizam de islamofobia e de islamofilia.<\/p>\n<p>A sociedade europeia foi traumatizada, ao longo da Hist\u00f3ria, pela experi\u00eancia que teve no contacto com a viol\u00eancia isl\u00e2mica e que hoje se expressa \u00e0 semelhan\u00e7a dos seus tempos primordiais. A experi\u00eancia do medo e da inseguran\u00e7a (tamb\u00e9m a amea\u00e7a e a imprevisibilidade do antigo corso e da pirataria \u00e9 hoje avivada com o terrorismo que irrompe do seio da Umma.) levou a sociedade ocidental ao recalcamento dos pr\u00f3prios sentimentos e \u00e0 internaliza\u00e7\u00e3o do medo, fazendo do islamismo um tabu; os pol\u00edticos, que conhecem o metier do poder verificando que n\u00e3o levar\u00e3o a melhor perante o sistema isl\u00e2mico, preferem ignorar a sua realidade. \u00a0Temos disso um exemplo nas actuais rela\u00e7\u00f5es entre a Alemanha e a Turquia; torna-se t\u00edpica a maneira subserviente como o governo alem\u00e3o reage \u00e0s difama\u00e7\u00f5es e ataques atrevidos do governo turco, porque, embora o governo alem\u00e3o (e a EU) tenha mais poder, n\u00e3o o pode usar pois o governo turco tem o poder da viol\u00eancia (e o m\u00e9todo de enganar e obter vantagens: Hudaybiyyah) e esta \u00e9 quem determina a Hist\u00f3ria em momentos decisivos, porque na realidade h\u00e1 sempre interesses a ser repartidos.<\/p>\n<p>O isl\u00e3o (=submiss\u00e3o), tamb\u00e9m a n\u00edvel de consci\u00eancia colectiva, constitui um risco ominoso para o homem Ocidental se, inconscientemente, o transforma em tabu<strong>:<\/strong> <strong>o pensamento ocidental, como se depara geralmente na imprensa publicada, em vez de encarar o islamismo com naturalidade e como \u00e9, pensa-o como ele deveria ser e, para tal, desliga a raz\u00e3o e recalca os seus sentimentos naturais de agressividade, transformando-os em sentimentos de compreens\u00e3o para n\u00e3o ter de se confrontar com a realidade da pr\u00e1tica e da filosofia contida no Cor\u00e3o, na Sharia e nas ahadith da Suna nem ter de tomar uma atitude perante o agir violento do islamismo por toda a parte.<\/strong> Autoridades mu\u00e7ulmanas, v\u00eaem-se assim sem necessidade de reflectir nem desenvolver a sua filosofia e religi\u00e3o em termos de uma plataforma de complementaridade num plano intercultural universal; assim, a sua reac\u00e7\u00e3o\u00a0 perante os occidentais s\u00f3 pode ser de piedade c\u00ednica, e v\u00eaem-se encorajadas a afirmar o seu ide\u00e1rio que entendem como superior e dogm\u00e1tico porque n\u00e3o encontram resist\u00eancia interna nem externa; <strong>de facto o comportamento extremamente tolerante dos \u201cinfi\u00e9is crist\u00e3os ou ateus\u201d e da pol\u00edtica que os rodeia confirma-os na sua fantasia e estimula-os a continuar a agir sob o pressuposto da sua guerra-santa (jihad), pelos vistos, vantajosa: \u201cse queres amigos bate-lhes\u201d.<\/strong> Para que a pol\u00edtica se torne respons\u00e1vel e credit\u00e1vel \u00e9 necess\u00e1rio que tome o poder cultural e religioso t\u00e3o a s\u00e9rio como toma o com\u00e9rcio e o neg\u00f3cio regulado por conven\u00e7\u00f5es bilaterais. (N\u00e3o me refiro aqui \u00e0 grande riqueza e capacidade de energias pessoais que mu\u00e7ulmanos trazem \u00e0 sociedade ocidental a n\u00edvel econ\u00f3mico porque enquanto muitos dos seus colegas de escola dos pa\u00edses acolhedores n\u00e3o sabem a raz\u00e3o porque estuda nem o que querem na vida, muitos colegas mu\u00e7ulmanos esfor\u00e7am-se e querem subir na vida e por isso esfor\u00e7am-se mais, chegando mais tarde na sociedade mais longe do que os colegas aut\u00f3ctones).<\/p>\n<h1><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Intelectuais inibidos na capacidade cr\u00edtica na discuss\u00e3o como o Isl\u00e3o<\/span><\/strong><\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A realidade pol\u00edtica mostra-nos, por um lado, a expuls\u00e3o das minorias n\u00e3o mu\u00e7ulmanas dos seus pa\u00edses e, por outro lado, uma migra\u00e7\u00e3o de povos mu\u00e7ulmanos (xiitas e sunitas) para o Ocidente: nos pa\u00edses de maioria mu\u00e7ulmana s\u00f3 \u00e9 possibilitado, em termos de futuro, o latif\u00fandio mu\u00e7ulmano e fora deles os minif\u00fandios isl\u00e2micos.<\/p>\n<p>Em vez de nos perguntarmos porque \u00e9 que o isl\u00e3o avan\u00e7a e muda o mundo atrav\u00e9s da viol\u00eancia, procuram-se no Cor\u00e3o vers\u00edculos de paz, numa tentativa eficiente de se ignorar a realidade violenta a acontecer em quase todo o mundo, onde o isl\u00e3o est\u00e1 presente; <strong>a pol\u00edtica e a opini\u00e3o p\u00fablica ocidental, al\u00e9m de n\u00e3o querer entender a filosofia\/pol\u00edtica e a mensagem vinculativa inerente ao\u00a0 Cor\u00e3o-Sharia-Suna, tem o descaramento de chegar a afirmar com as autoridades mu\u00e7ulmanas que as barbaridades que acontecem n\u00e3o t\u00eam nada a ver com o isl\u00e3o.<\/strong>\u00a0 <strong>Os pol\u00edticos europeus deixam-se orientar pelo princ\u00edpio, \u201co que n\u00e3o deve ser n\u00e3o se pensa\u201d e as autoridades isl\u00e2micas julgam segundo o princ\u00edpio, \u201co que \u00e9 bom \u00e9 isl\u00e2mico, o que n\u00e3o \u00e9 bom n\u00e3o pertence ao isl\u00e3o\u201d. Por outro lado, o secularismo que governa o Ocidente, demasiadamente encostado ao Estado equivoca-se ao sonhar com o fim das religi\u00f5es esperando que estas se desqualifiquem umas \u00e0s outras! O poder secular ainda n\u00e3o acordou ao n\u00e3o constatar que o isl\u00e3o \u00e9 o seu verdadeiro rival. Ignoram que a religi\u00e3o \u00e9 povo e como tal \u00e9 a for\u00e7a mais pol\u00edtica que o acompanhar\u00e1 at\u00e9 ao fim dos tempos! <\/strong><\/p>\n<p>O conhecido intelectual <a href=\"https:\/\/de.wikipedia.org\/wiki\/Thilo_Sarrazin\">Thilo Sarrazin<\/a>, perito em pol\u00edtica e economia, tentou fazer uma abordagem bastante objetiva sobre os estrangeiros especialmente turcos , no livro &#8220;Alemanha extingue-se a si mesma&#8221;. Foi logo boicotado e crucificado pela imprensa do mainstream e pela classe pol\u00edtica estabelecida, n\u00e3o interessada em investigar os dados e premissas que um livro de n\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o apresenta.\u00a0\u00a0 Reagiu escandalizada certamente pelo facto de um dos seus ter falado texto claro e trazer consigo o perigo de se entrar numa discuss\u00e3o intelectual que poderia conduzir a uma an\u00e1lise s\u00e9ria da quest\u00e3o. <strong>\u00c9 compreens\u00edvel o medo da pol\u00edtica face \u00e0s emo\u00e7\u00f5es populares que por isso prefere um discurso mais orientado para a toler\u00e2ncia da mentira do que para a toler\u00e2ncia da verdade<\/strong>. A verdade n\u00e3o deve ser p\u00fablica, mas salvaguardada na privacidade de leituras esclarecedoras.<\/p>\n<p>Na Alemanha, o n\u00famero 12 do cat\u00e1logo de \u00e9tica do C\u00f3digo da Imprensa determina que no caso de delitos cometidos deve ser escondida &#8221; a perten\u00e7a do criminoso ou do suspeito de minorias religiosas ou \u00e9ticas\u201d; deste modo d\u00e1-se uma discrimina\u00e7\u00e3o negativa da maioria ao s\u00f3 poderem ser referenciados os com nome e etnia os criminosos da maioria. Ao impedir-se que a realidade seja conhecida fomenta-se inconscientemente o problema.<\/p>\n<p>De uma maneira geral, os intelectuais europeus actuais, devido \u00e0 grande percentagem de estrangeiros isl\u00e2micos na popula\u00e7\u00e3o e devido \u00e0 domestica\u00e7\u00e3o exercida pelo pensar politicamente correcto, t\u00eam tamb\u00e9m <strong>receio de serem identificados com correntes da popula\u00e7\u00e3o denominadas de \u201cpopulistas\u201d e de contribu\u00edrem para um esp\u00edrito anti-isl\u00e2mico cada vez mais presente numa parte da popula\u00e7\u00e3o que n\u00e3o consegue digerir os factos do dia-a-dia<\/strong>.<\/p>\n<p>A modera\u00e7\u00e3o da capacidade cr\u00edtica em rela\u00e7\u00e3o ao Isl\u00e3o torna-se assim natural; os interesses e os erros cometidos na sociedade aconselham-nos a n\u00e3o o encarar de maneira livre objectiva como fizeram outros intelectuais em s\u00e9culos passados. Assim os intelectuais abdicam do seu importante papel pol\u00edtico que deveria ser colocado na balan\u00e7a das decis\u00f5es pol\u00edticas e na forma\u00e7\u00e3o da opini\u00e3o p\u00fablica. Naturalmente, toda a pessoa formada tem, em geral, um sentido maternal em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o exigindo demasiado dela (por outro lado como os formadores de opini\u00e3o t\u00eam um estatuto privilegiado n\u00e3o se encontrando geralmente envolvidos nos sectores produtivos da popula\u00e7\u00e3o podem permitir-se ficar-se pelo abstracto).\u00a0 Muitos intelectuais parecem sofrer, tamb\u00e9m eles, do trauma colectivo (medo que se transforma em considera\u00e7\u00e3o pelo isl\u00e3o) e, por isso, sempre que se referem a barbaridades cometidas por motiva\u00e7\u00e3o isl\u00e2mica, v\u00eaem-se na necessidade de apresentar tamb\u00e9m explica\u00e7\u00f5es confusas desculpantes chamando em ajudas das barbaridades mu\u00e7ulmanas as barbaridades europeias de s\u00e9culos passados, segundo o princ\u00edpio: as culpas do passado justificam as do presente. <strong>Nestes aspectos, adopta-se praticamente a defesa \u00e1rabe e n\u00e3o se \u00e9 capaz de fazer uma an\u00e1lise antropol\u00f3gico-sociol\u00f3gica e filos\u00f3fica da cultura isl\u00e2mica nem uma fenomenologia do hommo arabicus e do hommo europaeus ou, mais propriamente, uma fenomenologia antropol\u00f3gica e sociol\u00f3gica do hommo christianus e do hommo islamicus) em proveito das partes. <\/strong>Tamb\u00e9m se encontram aqueles que se declaram ateus e colocam todas as culpas nas religi\u00f5es e deste modo se sentem ilibados de qualquer discuss\u00e3o s\u00e9ria n\u00e3o notando que a sua cren\u00e7a ateia \u00e9 irm\u00e3 da cren\u00e7a religiosa e o que est\u00e1 em jogo \u00e9 a distin\u00e7\u00e3o entre poder religioso e poder do Estado (A C\u00e9sar o que \u00e9 de C\u00e9sar e a Deus o que \u00e9 de Deus).<\/p>\n<p><strong>A aus\u00eancia de saber, aliada ao n\u00e3o querer saber, leva a uma cegueira pol\u00edtico-social que confunde a realidade factual com desejos e fantasias<\/strong> (esta postura atribui ao islamismo uma vontade de paz que n\u00e3o encontra provas na Hist\u00f3ria nem nos seus fundamentos (Cor\u00e3o, Sharia e Suna), que pressup\u00f5em, a n\u00edvel mundial, apenas uma monocultura constitu\u00edda do hommo islamicus). A hist\u00f3ria do isl\u00e3o \u00e9, predominantemente, uma hist\u00f3ria de guerras e guerrilhas, uma sociedade com uma economia da guerra que se serve da sujei\u00e7\u00e3o (escraviza\u00e7\u00e3o), do pagamento de imposto isl\u00e2mico (ou discrimina\u00e7\u00e3o) e da pirataria \u201esarracena&#8221; como meio de sustentabilidade.<\/p>\n<p>Hist\u00f3rica e socialmente o \u201cmu\u00e7ulmano\u201d n\u00e3o conhece o fen\u00f3meno de desenvolvimento que se d\u00e1 tamb\u00e9m atrav\u00e9s da osmose (dar e receber), apenas conhece o fen\u00f3meno da afirma\u00e7\u00e3o pela assimila\u00e7\u00e3o do outro at\u00e9 que a identidade deste desapare\u00e7a (exemplo: Turquia moderna hoje s\u00f3 com 0,2% de crist\u00e3os quando no in\u00edcio do sec. XX tinha 22%). Outrora, \u201co infiel\u201d enquanto n\u00e3o fosse assimilado pelo Isl\u00e3o tinha de se vestir de forma a ser reconhecido como n\u00e3o mu\u00e7ulmano e pelo pagamento especial do imposto por cabe\u00e7a; nos estados isl\u00e2micos actuais o imposto foi substitu\u00eddo pela discrimina\u00e7\u00e3o e repress\u00e3o institucional e social de quem n\u00e3o for mu\u00e7ulmano. O problema come\u00e7a no momento em que passam a ser maioria!<\/p>\n<p>Em muitos foros de discuss\u00e3o nost\u00e1lgica nota-se, por vezes, uma necessidade latente de ser enganado: n\u00e3o se pretende entender a realidade como ela \u00e9 (para a poder mudar), entende-se como ela deveria ser. Muitos sentir-se-iam mal se tivessem de constatar que o isl\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma religi\u00e3o como as outras. O temor fino<strong> \u00e9<\/strong> tanto e a coragem \u00e9 t\u00e3o pouca que leva a sociedade ocidental, institui\u00e7\u00f5es e indiv\u00edduos \u00e0 necessidade de, em seu nome, branquearem os aspectos negativos de factos praticados por mu\u00e7ulmanos e a n\u00e3o falar da <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=4213\">escravid\u00e3o branca<\/a> no Mediterr\u00e2neo. Fala-se de cruzadas sem explicarem o ataque sistem\u00e1tico mu\u00e7ulmano ao imp\u00e9rio crist\u00e3o do Oriente que foi absorvido e transformado em monocultura isl\u00e2mica tamb\u00e9m com a ajuda indirecta dos povos crist\u00e3os do Ocidente.<\/p>\n<p>Com Ayatollah Khameini desde 1981 e com a queda da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e as interven\u00e7\u00f5es do Ocidente (Afeganist\u00e3o, Jugosl\u00e1via, Iraque, L\u00edbia e S\u00edria) foram desestabilizados os regimes autorit\u00e1rios e deste modo a guerra santa e o fanatismo isl\u00e2mico ganharam asas em todas as regi\u00f5es onde se encontram mu\u00e7ulmanos.<strong> \u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A irresponsabilidade dos agentes pol\u00edticos e o factor medo internalizado leva o Ocidente \u00e0 cobardia que nos \u00e9 pr\u00f3pria em encontros com os representantes das corpora\u00e7\u00f5es isl\u00e2micas. Uma Alemanha complexada pela culpa nazi tamb\u00e9m se encontra sob a obriga\u00e7\u00e3o de dar bom exemplo. <strong>O nosso comportamento de complexados pelo colonialismo exercido, fortalece-lhes a ideia de que quem deve mudar s\u00e3o os povos acolhedores.<\/strong> <strong>Numa cultura em que a agressividade \u00e9 socialmente aceite afirma-se a impress\u00e3o de que compreens\u00e3o e toler\u00e2ncia \u00e9 fraqueza.<\/strong> <strong>Mesmo assim, a atitude que nos deve levar a encarar o isl\u00e3o n\u00e3o deve ser para o combater ou atacar, mas para incentivar os mu\u00e7ulmanos a revolucionar o isl\u00e3o por dentro: a \u00fanica chance para ele e para a paz no mundo.<\/strong> Se Al\u00e1 mudou de opini\u00e3o no Cor\u00e3o num per\u00edodo que n\u00e3o chegou sequer a duas dezenas de anos (per\u00edodo de Meca para per\u00edodo de Medina) muito mais motivo ter\u00e1 para a mudar depois de 1500 anos.<\/p>\n<h2><strong><span style=\"color: #ff0000;\">O comportamento da mu\u00e7ulmana est\u00e1 para o mu\u00e7ulmano como o Ocidente para o Isl\u00e3o<\/span><\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nas rela\u00e7\u00f5es da consci\u00eancia p\u00fablica entre Ocidente e Isl\u00e3o d\u00e1-se um fen\u00f3meno paralelo ao que acontece entre os homens e as mulheres mu\u00e7ulmanas. A escraviza\u00e7\u00e3o e a submiss\u00e3o sistem\u00e1ticas das mulheres mu\u00e7ulmanas durante s\u00e9culos levaram-nas a criarem um inconsciente de seres de segunda natureza, em rela\u00e7\u00e3o ao homem; a submiss\u00e3o expressa-se numa aceita\u00e7\u00e3o internalizada e inconsciente do patriarcalismo exacerbado como algo natural (a dor ps\u00edquica habitual torna-se inconscientemente normal, parecendo activar, na mulher, um processo de dessensibiliza\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria consci\u00eancia como mecanismo de defesa autom\u00e1tico de acomoda\u00e7\u00e3o ao homem para n\u00e3o sentir tanto a dor, pois a realidade da situa\u00e7\u00e3o encarada conscientemente tornaria a dor insuport\u00e1vel; por isso reagem com orgulho num isl\u00e3o de len\u00e7o na cabe\u00e7a; um isl\u00e3o moderno tornar-se-ia para elas num desafio provocante \u2013 o sistema econ\u00f3mico fomenta a sua depend\u00eancia legitimando por sua vez a tradi\u00e7\u00e3o machista). Faz-se da situa\u00e7\u00e3o dada e da necessidade uma virtude e da viol\u00eancia sofrida, algo que no fundo tamb\u00e9m conduz a um certo cl\u00edmax de satisfa\u00e7\u00e3o (isto faz lembrar o filme em qua a mulher violada que, um dia, na sua dor, chega a querer ter rela\u00e7\u00f5es sexuais com o violador e assim ter a satisfa\u00e7\u00e3o de o usar no segundo acto; esta \u00e9 a forma que ela tem de se vingar dele! Lembra tamb\u00e9m um fen\u00f3meno psicol\u00f3gico n\u00e3o raro de mulheres muito boas e \u201clegais\u201d se sentirem atra\u00eddas preferencialmente por assassinos ou por criminosos que se encontram em pris\u00f5es! No caso das mulheres da burca a sua pris\u00e3o d\u00e1-lhes o sentimento de autoprotec\u00e7\u00e3o perante um mundo bruto e agreste).<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica da subjuga\u00e7\u00e3o \u00e9 elaborada pelo inconsciente como um momento sentido necess\u00e1rio para manter a ordem; assim a subjuga\u00e7\u00e3o torna-se habitual e parte da natureza, deixando de aparecer como sofrimento consciente ou como algo estranho. <strong>O contacto dos povos do ocidente com os povos isl\u00e2micos e a lida constante com a viol\u00eancia turca e \u00e1rabe e com a pirataria do norte de \u00e1frica no Mediterr\u00e2neo, leva o Ocidente a internalizar a sua consci\u00eancia de ser mais fraco em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 for\u00e7a isl\u00e2mica<\/strong>. A for\u00e7a isl\u00e2mica envolve te tal forma o indiv\u00edduo e a sociedade que as pessoas ocidentais, com um certo senso de privacidade se refugia criando uma consci\u00eancia colectiva j\u00e1 n\u00e3o de v\u00edtima, nem de acusador, mas de menino bem-comportado em rela\u00e7\u00e3o ao irm\u00e3o mais forte. O Ocidente com a experi\u00eancia multisecular da escraviza\u00e7\u00e3o e do ter de se aceitar como diferente leva-o a considerar natural a discrimina\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia sofrida; <strong>perante a impot\u00eancia internalizada durante s\u00e9culos, a condi\u00e7\u00e3o de v\u00edtima \u00e9 compensada com a aceita\u00e7\u00e3o e o reconhecimento do agressor.<\/strong> (Na Hist\u00f3ria contempor\u00e2nea os povos \u00e1rabes t\u00eam raz\u00e3o em insurgirem-se contra as interven\u00e7\u00f5es do Ocidente que os confirmam no seu papel de se julgarem v\u00edtimas!)<\/p>\n<p>A meu ver, torna-se interessante verificar o facto de tamb\u00e9m a cultura mu\u00e7ulmana criar, por sua vez um trauma na sua alma; <strong>o trauma \u00e1rabe funciona no sentido inverso ao do trauma do Ocidente; o homo turcus-arabicus ao n\u00e3o compreender ele mesmo nem assumir a responsabilidade dos actos da sua brutalidade, n\u00e3o pode desenvolver nele a culpa e por isso inverte-a considerando-se v\u00edtima;<\/strong> a agress\u00e3o e a crueza s\u00e3o tais que uma consci\u00eancia colectiva n\u00e3o suportaria explicar e por isso cria inconscientemente o complexo de v\u00edtima: deste modo n\u00e3o precisa de reflectir os pr\u00f3prios actos, dado o Cor\u00e3o legitimar a viol\u00eancia; Cria-se assim uma din\u00e2mica paralela: fora a viol\u00eancia factual e dentro a sensibilidade repousante. A culpa est\u00e1 fora, nos outros.<\/p>\n<p>Por tudo isto n\u00e3o h\u00e1 interesse na averigua\u00e7\u00e3o da realidade, nem da Hist\u00f3ria nem dos factos porque isso exigiria uma gest\u00e3o de resultados com solu\u00e7\u00f5es que implicariam o compromisso esclarecido em benef\u00edcio dos povos e de uma paz sustent\u00e1vel. Isso implicaria a integra\u00e7\u00e3o de consci\u00eancia e inconsci\u00eancia e o reconhecimento do dentro e fora, da raz\u00e3o e do cora\u00e7\u00e3o, de Deus e da natureza, n\u00e3o como antag\u00f3nicos, mas como polos numa rela\u00e7\u00e3o de complementaridade em que a realidade \u00e9 apercebida de forma a-perspectiva, como n\u00e3o reduz\u00edvel a um ponto de vista ou perspectiva. A feminidade \u00e9 um pressuposto da paz n\u00e3o podendo ser reduzida ao sector privado (ao dentro). A feminidade ter\u00e1 de ser uma componente do ideal p\u00fablico (do fora\u2026). Numa sociedade equilibrada a feminilidade e a masculinidade passam a n\u00e3o ser polos extremos para se encontrarem num fluxo interactivo cont\u00ednuo de energias diferentes numa Cons\u00eancia de Complementaridade num todo.<\/p>\n<h2><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Conclus\u00e3o<\/span><\/strong><\/h2>\n<p>O saber \u00e9 universal n\u00e3o se podendo manter nos limites de uma religi\u00e3o, cultura ou ci\u00eancia como entende o isl\u00e3o; a sabedoria ultrapassa a raz\u00e3o e o entendimento n\u00e3o se pode meter no espartilho de uma s\u00f3 l\u00f3gica ou interesse. O cora\u00e7\u00e3o une e a cabe\u00e7a discerne, um articula e a outra desarticula. Por isso, para se alcan\u00e7ar uma vis\u00e3o global integral n\u00e3o se poder\u00e1 abstrair do cora\u00e7\u00e3o nem da raz\u00e3o, o que n\u00e3o justifica ficar-se na ambival\u00eancia ou na oposi\u00e7\u00e3o como forma de se afirmar na vida. A realidade afirma-se atrav\u00e9s de uma dial\u00e9tica certamente polar, mas de preocupa\u00e7\u00e3o abrangente e inclusiva. O pensamento n\u00e3o tem propriet\u00e1rio e tamb\u00e9m n\u00e3o pode ser enfunilado num s\u00f3 determinado tipo de l\u00f3gica ou cultura.<\/p>\n<p>Consequentemente, a fraqueza de uma ideologia seja ela cient\u00edfica, pol\u00edtica ou religiosa n\u00e3o constitui argumento que fundamente o combate contra ela nem qualquer viol\u00eancia contra os seus seguidores. Doutro modo seguir\u00edamos nas nossas aprecia\u00e7\u00f5es e atitudes uma pr\u00e1xis muito \u00e0 semelhan\u00e7a do actuar dos pa\u00edses mu\u00e7ulmanos.<\/p>\n<p>Do mesmo modo n\u00e3o deveria constituir argumento, evitar uma discuss\u00e3o aberta e s\u00e9ria sobre o Isl\u00e3o, pelo facto de a sua estrat\u00e9gia dr\u00e1stica de afirma\u00e7\u00e3o ser um modelo pr\u00e1tico e oportuno para a organiza\u00e7\u00e3o, defesa e execu\u00e7\u00e3o de interesses de grupos de tipo maquiav\u00e9lico.<\/p>\n<p><strong>\u00a9Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n<p>Te\u00f3logo e Pedagogo (Hist\u00f3ria e portugu\u00eas)<\/p>\n<p>Pegadas do Esp\u00edrito no Tempo,<\/p>\n<ul>\n<li>\n<h6>(1) Observei muitos profissionais do di\u00e1logo (pol\u00edticos e crist\u00e3os), em grandes palestras com os seus parceiros mu\u00e7ulmanos ou em simp\u00f3sios sobre o islamismo e constatei, quase sempre, que os parceiros ocidentais abdicavam da pr\u00f3pria personalidade e dos valores que representavam. O mesmo se constata em conversas com pessoas no dia-a-dia. Chegam a dar a impress\u00e3o que os nossos valores herdados n\u00e3o precisam de defesa ou se encontram \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o perante parceiros que os n\u00e3o aceitam (dando tamb\u00e9m a impress\u00e3o de n\u00e3o conhecerem verdadeiramente os valores em jogo de uma parte nem da outra). Actua-se como se se tratasse de defender a nossa simpatia e vaidade pessoal e para tal at\u00e9 nos adiantamos aos parceiros dialogantes citando frases bonitas do Cor\u00e3o, mas sem ter a coragem de abordar o tema da intoler\u00e2ncia e da viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos nele contidos. Em di\u00e1logo pressup\u00f5e-se o encontro de sistemas abertos ainda orient\u00e1veis e n\u00e3o apenas de frases feitas nem troca de simpatias.<\/h6>\n<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A toler\u00e2ncia da intoler\u00e2ncia \u00e9 intolerante consigo mesma Ant\u00f3nio Justo A liberdade \u00e9, depois da vida, o melhor bem que o Homem tem. Mas a liberdade para n\u00e3o ser receada tem como companheira a toler\u00e2ncia e a responsabilidade. A toler\u00e2ncia \u00e9 filha da liberdade e da responsabilidade. 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