{"id":4213,"date":"2017-03-27T21:25:05","date_gmt":"2017-03-27T20:25:05","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=4213"},"modified":"2017-03-30T19:39:10","modified_gmt":"2017-03-30T18:39:10","slug":"islao-e-sociedade-ocidental-actual-masculinidade-contra-a-feminidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=4213","title":{"rendered":"ISL\u00c3O E SOCIEDADE OCIDENTAL &#8211; MASCULINIDADE CONTRA FEMINIDADE"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">O Cor\u00e3o constitui um progresso para as tribos \u00e1rabes e um atraso em rela\u00e7\u00e3o aos povos da B\u00edblia<\/span><\/strong><\/span><\/h2>\n<p>Por<strong> Ant\u00f3nio Justo<\/strong><\/p>\n<p>Os maometanos n\u00e3o permitem a d\u00favida no seu sistema de pensamento, n\u00e3o se sentindo estimulados a procurar a verdade porque a sua cultura reduz a verdade \u00e0 letra do Cor\u00e3o, \u00e0 Sharia e \u00e0 Suna &#8211; um sistema fechado que se afirma pela ambival\u00eancia e uma autoridade subjugadora.\u00a0 O Cor\u00e3o, a Sharia e a Suna fixam conceitos e pr\u00e1ticas, de formato antropol\u00f3gico e sociol\u00f3gico pr\u00f3prio da regi\u00e3o \u00e1rabe e do s\u00e9culo VII. Estes, aliados ao patriarcalismo transmitido nas tribos daquele territ\u00f3rio, expressam-se numa vontade firme de transformar o mundo numa prov\u00edncia \u00e1rabe e de tornar todo o cidad\u00e3o do mundo num fiel de Al\u00e1 e de Maom\u00e9 (1).<\/p>\n<p>O islamismo, como tem um caracter masculinizante acerbado, subjuga tamb\u00e9m o caracter da feminilidade religiosa \u00e0 sua maneira masculina de ser e de estar pol\u00edtica, social e individual; consequentemente a religi\u00e3o passa a ter um caracter mais p\u00fablico e institucional que pessoal: <strong>o Homem \u00e9 concebido em fun\u00e7\u00e3o de uma ideologia-institui\u00e7\u00e3o que se identifica s\u00f3 em termos religiosos<\/strong>. A cultura consegue assim afirmar o caracter institucional masculinizante sem ter a contrapartida da for\u00e7a do indiv\u00edduo moderadora do colectivismo nem o contributo religioso feminizante que incremente a sua evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Feminidade invertida<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia religioso-pol\u00edtica serve os interesses do poder, pelo que o seu princ\u00edpio motor machista \u00e9 levado at\u00e9 \u00e0s suas \u00faltimas consequ\u00eancias; o seu exemplo original encontra-se, no estilo de governa\u00e7\u00e3o, nas invas\u00f5es isl\u00e2micas e na sua base da economia (2) baseada na escraviza\u00e7\u00e3o, pagamento de impostos pelos vencidos e saque: matavam os homens vencidos para disporem das mulheres como escravas do sexo e mercadoria de venda.\u00a0 Nesta vida a mulher isl\u00e2mica, no esp\u00edrito da referida trilogia, n\u00e3o tem valor em si e \u00e9 inferior ao homem (3).<\/p>\n<p>A sociedade ocidental conseguiu uma certa modera\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio masculinizante, mas parece agora ter chegado a um estado de desenvolvimento patinante que, em vez de desenvolver a feminidade, acentua uma feminilidade invertida; nela parece revelar-se uma certa nostalgia dos tempos em que a masculinidade criava posi\u00e7\u00f5es\/pap\u00e9is claros na sociedade ( masculino domado n\u00e3o a estimula pelo que parece tender a voltar ao tempo de matriz puramente masculina e que hoje se revela numa autoagress\u00e3o cultural transportada por uma esquerda radical\u00a0 como se afirma na deputada alem\u00e3 Stefanie Von Berg que confessa: \u201ca nossa sociedade mudar-se-\u00e1 e o nosso Estado mudar-se-\u00e1 radicalmente\u2026 Sou de opini\u00e3o\u00a0 que dentro de 20 a 30 anos j\u00e1 n\u00e3o teremos nenhuma maioria \u00e9tnica\u2026 e \u00e9 bom que seja assim\u201d. O brilho e o vigor dos imigrantes barbados parecem criar fulgores em mentes femininas e medos em mentes masculinas. \u00a0<strong>Uma autodeprecia\u00e7\u00e3o fermenta a cultura e uma forma nost\u00e1lgica do caos e da guerrilha; parecem exercer grande atrac\u00e7\u00e3o e motivar muito do pensamento, hoje propagado, pela esquerda que, por outro lado, provoca o surgir de uma reac\u00e7\u00e3o exaltada da direita que luta pelo equil\u00edbrio da balan\u00e7a exagerando no outro polo<\/strong>. A Hist\u00f3ria \u00e9 como uma balan\u00e7a que se alterna no sobrepeso dos seus pratos e onde uma for\u00e7a de raz\u00e3o nela encoberta faz surgir sempre uma contra-for\u00e7a que fomenta o equil\u00edbrio de for\u00e7as dos polos para um novo continuar da accao humana. Umas vezes \u00e9 o esp\u00edrito conservador que domina outras vezes \u00e9 o esp\u00edrito progressista, numa competi\u00e7\u00e3o que d\u00e1 forma \u00e0 vida.<\/p>\n<p><strong>O guerreiro-estratega Maom\u00e9 teve o m\u00e9rito de unir as tribos da regi\u00e3o sob uma l\u00edngua comum e de lhes dar um livro sagrado (o Cor\u00e3o) que lhe possibilitasse a unidade;<\/strong> para o efeito imitou os povos da B\u00edblia (judeus e crist\u00e3os), adaptando a B\u00edblia em fun\u00e7\u00e3o do seu projecto &#8211; o livro (Cor\u00e3o) a criar para os seus destinat\u00e1rios, os cl\u00e3s \u00e1rabes.<\/p>\n<p><strong>Maom\u00e9, a princ\u00edpio, tinha-se entusiasmado com a espiritualidade e com a superioridade dos povos do livro (B\u00edblia) como revelam os escritos do seu tempo espiritual de Meca.<\/strong> No contacto com a masculinidade excessiva dos cl\u00e3s \u00e1rabes, que n\u00e3o reconheciam os seus ensinamentos, chega \u00e0 conclus\u00e3o que, para os dominar, ter\u00e1 de usar da brutalidade e da viol\u00eancia que ent\u00e3o passa a legitimar com as suras de Medina no Cor\u00e3o (<strong>Com a mudan\u00e7a de Maom\u00e9 de Meca para Media, Al\u00e1 mudou de opini\u00e3o, abandonando, o esp\u00edrito po\u00e9tico, \u00a0o seu caracter espiritual feminino. Comparando as suras de Meca com as de Medina chega-se \u00e0 conclus\u00e3o que Deus mudou de opini\u00e3o<\/strong>; abandonou o esp\u00edrito mais pr\u00f3ximo do NT para afirmar o AT: um Deus conciliador e pac\u00edfico passa a ser um Deus guerreiro!). O problema da interpreta\u00e7\u00e3o do Cor\u00e3o vem tamb\u00e9m do facto de os im\u00e3s receberem a orienta\u00e7\u00e3o de seguirem e pregarem nas mesquitas as suras de Medina (A feminilidade \u00e9 subjugada \u00e0 Umma)!<\/p>\n<p><strong>No isl\u00e3o, a falta de equil\u00edbrio entre a polaridade da masculinidade e da feminilidade ainda \u00e9 mais acentuada e perturbada que noutras culturas; nele sobressai uma rela\u00e7\u00e3o revolta com o feminino, com o princ\u00edpio da feminilidade, que \u00e9 relegado para o plano meramente particular e privado e para as fantasias masculinas do Har\u00e9m e das virgens no para\u00edso (para\u00edso em fun\u00e7\u00e3o do homem).<\/strong> Esta evas\u00e3o no sentido de satisfazer as necessidades de prazer do homem conduz a uma viv\u00eancia extrema da polaridade masculina em desperd\u00edcio da feminilidade contida na mulher real. Para a vida real reserva-se a funcionalidade! <strong>A afirma\u00e7\u00e3o exacerbada das energias da masculinidade sobre as energias da feminidade (do princ\u00edpio masculino sobre o feminino), que se encontra de forma sistem\u00e1tica e coerente no islamismo, tem criado um certo fasc\u00ednio em pessoas, institui\u00e7\u00f5es e ideologia de matriz acentuadamente masculina.<\/strong> A confiss\u00e3o dos Alevitas, embora mu\u00e7ulmana, consegue salvar a feminilidade da espiritualidade religiosa refugiam-se na m\u00edstica, interpretando para isso o Cor\u00e3o alegoricamente, n\u00e3o o seguindo \u00e0 letra.<\/p>\n<p>As religi\u00f5es, em geral, t\u00eam um caracter feminino (a espiritualidade) enquanto a pol\u00edtica \u00e9 de caracter masculino e o princ\u00edpio da masculinidade pol\u00edtica tem-se revelado como o princ\u00edpio dominador no exerc\u00edcio do poder de modelo patriarcal.<\/p>\n<p><strong>Em Medina, Maom\u00e9 redirecionou as revela\u00e7\u00f5es, deixando o car\u00e1cter mais feminino e po\u00e9tico das suras de Meca, em servi\u00e7o de uma masculinidade pol\u00edtica de confronto e de oportunismo (hommo religiosus \u00e9 transformado em homo politicus). <\/strong>A partir de Medina (622) j\u00e1 n\u00e3o domina a espiritualidade, mas sim o mero interesse pol\u00edtico: o c\u00f3digo, a lei. onde se manifesta a agressividade politica sem qualquer esp\u00edrito feminino nem qualquer tempero de uma religiosidade integradora dos polos. A religi\u00e3o \u00e9 masculinizada e empregada no sentido do poder pol\u00edtico e da subjuga\u00e7\u00e3o individual e social; as pr\u00f3prias ora\u00e7\u00f5es assumem um caracter meramente ritual di\u00e1rio que serviam tamb\u00e9m para poder controlar (atrav\u00e9s da presen\u00e7a na ora\u00e7\u00e3o) o grau de fidelidade pol\u00edtica a Maom\u00e9. Por isso se pergunta com raz\u00e3o, ao ler-se o Cor\u00e3o; como \u00e9 que Deus mudou de opini\u00e3o passando de uma mensagem ainda pacifica em Meca para uma revela\u00e7\u00e3o guerreira e agressiva em Medina?<\/p>\n<p>Maom\u00e9 entendeu mal o Novo e o Antigo Testamento ao tentar adapt\u00e1-los ao seu projecto pol\u00edtico e militar de unificar os cl\u00e3s \u00e1rabes atrav\u00e9s do Cor\u00e3o. <strong>Com o Cor\u00e3o, a Sharia e a Suna, efectua-se um retrocesso hist\u00f3rico do desenvolvimento antropol\u00f3gico e sociol\u00f3gico em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Hist\u00f3ria (da filosofia espiritual) do tempo, ao retroceder para o patriarcalismo do AT sem contemplar o desenvolvimento deste, entretanto operado pelos judeus nos seus coment\u00e1rios. Este atraso foi o pre\u00e7o a pagar pela unifica\u00e7\u00e3o dos povos \u00e1rabes. <\/strong><\/p>\n<p>O cristianismo, embora existisse numa sociedade de matriz masculina, conseguiu, de certa maneira, defender a mulher e deste modo colocar a feminilidade na ordem do dia ao individualizar a espiritualidade e ao impor a monogamia ao homem; <strong>a<\/strong> <strong>indissolubilidade do casamento tornou-se num grande passo tamb\u00e9m pedag\u00f3gico em defesa da feminidade.<\/strong> Naturalmente, povos com matriz vincadamente patriarcalista, apesar do equil\u00edbrio da feminidade e masculinidade em Jesus, continuaram a fazer sobrepor a masculinidade \u00e0 feminidade nas institui\u00e7\u00f5es e na pol\u00edtica.<\/p>\n<p>(De n\u00e3o esquecer o caracter din\u00e2mico e de desenvolvimento inerente a uma certa disputa dos dois princ\u00edpios\/energias \u2013 masculinidade e feminilidade: o equil\u00edbrio dos dois princ\u00edpios\/energias suporia uma sociedade altamente desenvolvida na viv\u00eancia da solidariedade e irmandade em que o princ\u00edpio motivador de desenvolvimento externo deixaria de ser o princ\u00edpio do poder para se tornar no princ\u00edpio do amor).<\/p>\n<p>O meio em que Maom\u00e9 atuava era rude e ele estava muito preocupado com a uni\u00e3o dos cl\u00e3s \u00e1rabes sob um mesmo tecto cultural (religi\u00e3o e l\u00edngua); neste sentido n\u00e3o podia incluir no seu ide\u00e1rio o caracter revolucion\u00e1rio da filosofia Jesu\u00edna que era de caracter muito feminino e como tal cr\u00edtico em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 institui\u00e7\u00e3o; o seu plano era outro.\u00a0 Por isso, para impedir a complica\u00e7\u00e3o que reinava na cristandade e nas lutas entre o imp\u00e9rio romano do ocidente e o imp\u00e9rio bizantino, onde o poder secular e o poder religioso n\u00e3o eram inequ\u00edvocos, ele cria uma religi\u00e3o \u2013 o islamismo &#8211; onde poder pol\u00edtico e poder religioso se identificam. Deste modo a identifica\u00e7\u00e3o individual, pol\u00edtica e religiosa torna-se clara; n\u00e3o interessa a multicultura secular e religiosa, o que importa \u00e9 instalar um s\u00f3 latifundi\u00e1rio, \u00e0 maneira do deserto sem grandes altos nem baixos<strong>. Para isso a rasoura da obedi\u00eancia e da submiss\u00e3o tornam-se em meios eficazes para uma estrat\u00e9gia de guerra (Jihad) e consequente economia do saque e da escraviza\u00e7\u00e3o que a apoie<\/strong>.<\/p>\n<p>Maom\u00e9 estava interessado numa l\u00edngua do poder (mensagem pol\u00edtico-religiosa) com lugar para a viol\u00eancia e para a ambival\u00eancia; por isso <strong>reduz a espiritualidade a rastos de feminilidade vis\u00edvel na forma po\u00e9tica da express\u00e3o<\/strong>. Esta l\u00edrica \u00e9 usada como casca para envolver o Jihad e no sentido de fortalecer a sua narra\u00e7\u00e3o meramente masculina (de poder).<\/p>\n<p>Al\u00e9m das raz\u00f5es pol\u00edticas que Maom\u00e9 tinha para afirmar a brutalidade masculina, ele tinha sido abandonado pela m\u00e3e que odiava. <strong>Casou com Chadidscha judia\/crist\u00e3 muito mais velha que ele e que poderia ser considerada a m\u00e3e do Isl\u00e3o (Maom\u00e9 duvidava dele mesmo e das vis\u00f5es que tinha, mas Chadidscha apaziguava-o e encorajava-o no sentido de construir uma espiritualidade, que com a sua morte sofreu).<\/strong> Quando Chadidscha morreu (619), antes da Egira para Medina, Maom\u00e9 tornou-se mais agressivo. Segundo o autor isl\u00e2mico Hamed Abdel-Samad, no seu livro \u201cMaom\u00e9\u201d o mundo \u00e1rabe revive a doen\u00e7a de Maom\u00e9.<\/p>\n<p>Acentua o polo da masculinidade e com a tradi\u00e7\u00e3o social e mina a revolu\u00e7\u00e3o operada por Jesus Cristo (Novo Testamento) que em parte se tinha distanciado da institui\u00e7\u00e3o farisaica do Templo (poder da institui\u00e7\u00e3o) e introduzido uma nova compreens\u00e3o e consci\u00eancia de pessoa que se tempera em termos da feminilidade e da masculinidade, numa rela\u00e7\u00e3o equilibrada entre indiv\u00edduo-institui\u00e7\u00e3o, indiv\u00edduo-comunidade. Jesus introduz o princ\u00edpio da doma\u00e7\u00e3o da masculinidade patriarcal desenfreada (dom\u00ednio do mais forte) apresentando a viv\u00eancia de uma divindade que j\u00e1 n\u00e3o se define em termos de institui\u00e7\u00e3o nem de poder violento<strong>; ao contr\u00e1rio de Al\u00e1, o Deus de Jesus Cristo, embora tenha sido muitas vezes abusado, \u00a0n\u00e3o \u00e9 definido em termos nem em fun\u00e7\u00e3o de uma ra\u00e7a ou cultura (embora n\u00e3o tenha faltado tentativas de o funcionalizar<\/strong>!); de facto Jesus &#8211; o filho do Homem &#8211; apresenta toda a humanidade como filha de um s\u00f3 Deus, independentemente da sua origem, confiss\u00e3o e cultura; deste modo provoca a desfuncionaliza\u00e7\u00e3o do divino, uma certa desinstitucionaliza\u00e7\u00e3o de Deus, que n\u00e3o \u00e9 reduz\u00edvel a uma mera institui\u00e7\u00e3o externa ou cultural nem a uma s\u00f3 interpreta\u00e7\u00e3o sua, mas acentuando nele o caracter pessoal e comunit\u00e1rio; privatiza (familiariza) Deus a quem chama Pai (independentemente da sua institui\u00e7\u00e3o ou cultura) de maneira a Deus poder ser encontrado no \u00edntimo do cora\u00e7\u00e3o de cada um e ser experimentado tamb\u00e9m em comunidade (\u201conde dois ou tr\u00eas se encontram em meu nome l\u00e1 est\u00e1 Deus\u201d). Jesus Cristo, homem-Deus, \u00e9 o prot\u00f3tipo do Homem e da humanidade.<\/p>\n<p><strong>O que faz da Cristandade cristianismo \u00e9 o amor pela pessoa, pelo povo, por todos os animais, pela cria\u00e7\u00e3o;<\/strong> amor que Jesus Cristo personificou e atrav\u00e9s dele experimentado, e intu\u00eddo, na f\u00f3rmula da Trindade, onde o amor divino est\u00e1 presente em tudo, at\u00e9 ao \u00faltimo \u00e1tomo (na tridimensionalidade formulada em Deus Pai-Filho-Esp\u00edrito Santo que supera a vis\u00e3o patriarcal da bidimensionalidade C\u00e9u\/Terra, Todo-Poderoso\/escravo, homem\/mulher, quando a vis\u00e3o de um Deus uno e trino possibilita a ponte entre o criador e o criado atrav\u00e9s da filia\u00e7\u00e3o). O criado traz em si a semente, o gene divino (filia\u00e7\u00e3o) que se encontra j\u00e1 preanunciada no g\u00e9nesis na ma\u00e7\u00e3 da \u00e1rvore da vida e na rela\u00e7\u00e3o ente Ad\u00e3o e Eva que depois se matura no novo Ad\u00e3o (JC). Deus Pai cria, os frutos da vida, acto esse que se repete no dar \u00e0 luz.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">A fantasia dos Har\u00e9ns d\u00e1 asas \u00e0 masculinidade<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>S\u00e3o conhecidos os Har\u00e9ns mu\u00e7ulmanos onde o Senhor pode ter 4 mulheres e quantas escravas\/concubinas quiser.<\/strong> Har\u00e9m \u00e9 tamb\u00e9m o lugar reservado do pal\u00e1cio onde vivia a m\u00e3e do sult\u00e3o, as irm\u00e3s e outros parentes do sexo feminino, as suas quatro esposas (kad\u0131n), as concubinas.<\/p>\n<p><strong>No <\/strong><strong>Imp\u00e9rio<\/strong><strong> Otomano<\/strong> <strong>as concubinas do har\u00e9m eram quase exclusivamente n\u00e3o-mu\u00e7ulmanas<\/strong>; eram provenientes de muitos pa\u00edses dado ser proibido escravizar mu\u00e7ulmanas, o que levava ao corso. Este costume fazia parte da economia de costume mu\u00e7ulmano. A europa foi fustigada durante s\u00e9culos pela pirataria e corso praticado especialmente pelos povos vizinhos mu\u00e7ulmanos.<\/p>\n<p>O Pal\u00e1cio de Topkap em Constantinopla (Istambul), constru\u00eddo aquando da conquista de Constantinopla pelos mu\u00e7ulmanos em 1453, era a resid\u00eancia dos sult\u00f5es, com 300 salas para o Har\u00e9m do sult\u00e3o, onde chegaram a\u00a0 viver <a href=\"http:\/\/www.tuerkenbeute.de\/kun\/kun_leb\/FrauenOsmanReich_de.php\">2.000 mulheres<\/a>.\u00a0 Em 1633 estavam <a href=\"https:\/\/de.wikipedia.org\/wiki\/Harem\">mais de 800 mulheres<\/a> \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do sult\u00e3o; <strong>o Har\u00e9m n\u00e3o era apenas um lugar de prazer sexual para o sult\u00e3o, era mais um lugar de reprodu\u00e7\u00e3o din\u00e1stica ao servi\u00e7o da pol\u00edtica imperial.<\/strong> Os har\u00e9ns estavam sob a guarda e instru\u00e7\u00e3o de eunucos pretos (escravos castrados na adolesc\u00eancia). A popula\u00e7\u00e3o pobre era monog\u00e2mica.<\/p>\n<p><strong>O Professor <a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/uk\/2004\/mar\/11\/highereducation.books\">Robert Davis<\/a><\/strong><strong>, da Universidade de Ohio,<\/strong><strong> no seu novo livro, \u201dEscravos Crist\u00e3os, Senhores Mu\u00e7ulmanos: Escravid\u00e3o Branca no Mediterr\u00e2neo, Costa B\u00e1rbara e It\u00e1lia, 1500-1800\u201d,\u00a0 conclui que de um milh\u00e3o a 1,25 milh\u00e3o de crist\u00e3os foram escravizados por piratas e cors\u00e1rios mu\u00e7ulmanos, nesse espa\u00e7o de tempo em que\u00a0 saqueavam tudo o que encontravam (navios, cidades, etc.),<\/strong> reduzindo as popula\u00e7\u00f5es \u00e0 escravatura, e obtendo tamb\u00e9m enormes lucros com o regaste de crist\u00e3os. Usavam os escravos para venda, como remadores de galeras, trabalhadores bra\u00e7ais e concubinas de senhores mu\u00e7ulmanos, tamb\u00e9m para os Har\u00e9ns.<\/p>\n<p>Durante s\u00e9culos, numa sociedade tamb\u00e9m ela de matriz masculina, os Har\u00e9ns fascinaram a fantasia dos homens europeus que \u00e0 vista da perspetiva de um Har\u00e9m, com tantas mulheres e com cada uma \u00e0 espera ansiosa da sua vez, criou uma literatura europeia pr\u00f3pria. O Har\u00e9m e toda a poesia nele esgotada era o para\u00edso terrestre como antec\u00e2mara do c\u00e9u onde os folguedos se multiplicavam. <strong>Esta literatura cometeu, em grande parte, o mesmo erro da historiografia mu\u00e7ulmana: n\u00e3o dizer nada sobre a vida real das mulheres.<\/strong> Uns e outros reservam o seu melhor lugar para a fantasia. E a fantasia do homem ainda \u00e9 o c\u00e9u onde as mulheres por alguns instantes s\u00e3o deusas!<\/p>\n<p><strong>A economia do har\u00e9m \u00e9 uma humilha\u00e7\u00e3o para as mulheres. Em vez de ser criticada pela hist\u00f3ria, \u00e9 aproveitada pela literatura europeia para excitar a fantasia de povos que se deliciam do que acontece fora e assim se desculpam da discrimina\u00e7\u00e3o da mulher que acontece tamb\u00e9m dentro<\/strong>.<\/p>\n<p>As amazonas, rainhas da imagina\u00e7\u00e3o masculina, tornam-se no lugar onde o homem procura a vida e esquece que o faz \u00e0 custa da grande massa das mulheres que passam uma vida real de \u201cmendigas\u201d. (Sura 4, vers\u00edculo 38) afirma: &#8220;Os homens s\u00e3o superiores \u00e0s mulheres\u201d pela ordem dada por Deus na terra e pelo facto de as alimentar. No Cor\u00e3o tamb\u00e9m se encontram vers\u00edculos em que se recomenda ao homem modera\u00e7\u00e3o e generosidade.<\/p>\n<p>Mustaf\u00e1 Kemal Atat\u00fcrk fundador da Turquia moderna (1923) proibiu a poligamia, o mesmo fez a Tun\u00edsia. Noutros pa\u00edses mu\u00e7ulmanos \u00e9 permitida.<\/p>\n<p>A obra de Kemal Atat\u00fcrk encontra-se a ser sistematicamente destru\u00edda pelo presidente Erdogan. Ele consegue faz\u00ea-lo porque embora o Ocidente declare com os l\u00e1bios que \u00e9 defensor da feminidade, de facto encontramo-nos num per\u00edodo extremamente masculinizante, apesar de alguns salamaleques em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mulher. A grande obra para mulheres e homens de boa vontade ser\u00e1 conseguir uma melhor complementaridade de masculinidade e feminidade. (Um dia, se leitores interessados desejarem publicarei livro em que refletirei sobre a riqueza da feminilidade e da masculinidade num balance equilibrado).<\/p>\n<p><strong>\u00a9 Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n<p>Te\u00f3logo e Pedagogo (hist\u00f3ria e portugu\u00eas)<\/p>\n<p>Pegadas do Esp\u00edrito no Tempo,<\/p>\n<ul>\n<li>\n<h6>(1) \u201cE combatei-os at\u00e9 que\u00a0 n\u00e3o\u00a0 haja\u00a0 nenhuma\u00a0 persegui\u00e7\u00e3o\u00a0 e religi\u00e3o\u00a0 que\u00a0 n\u00e3o\u00a0 seja\u00a0 inteiramente\u00a0 por\u00a0 Al\u00e1.\u00a0 Mas\u00a0 se\u00a0 eles desistirem,\u00a0 ent\u00e3o\u00a0 por\u00a0 certo\u00a0 Al\u00e1\u00a0 est\u00e1\u00a0 vigilante\u00a0 ao\u00a0 que\u00a0 eles fazem.\u201d\u2014Sura 8:40 \u201cOh\u00a0 Profeta,\u00a0 insta\u00a0 com\u00a0 os\u00a0 crentes\u00a0 para\u00a0 que\u00a0 \u00a0 Se houver vinte\u00a0 de\u00a0 v\u00f3s\u00a0 que\u00a0 sejam\u00a0 constantes,\u00a0 eles\u00a0 vencer\u00e3o duzentos\u00a0 e\u00a0 se\u00a0 houver\u00a0 uma\u00a0 centena\u00a0 de\u00a0 v\u00f3s\u00a0 que\u00a0 sejam constantes,\u00a0 eles\u00a0 vencer\u00e3o\u00a0 um\u00a0 milhar\u00a0 dos\u00a0 que\u00a0 descr\u00eaem, porque eles s\u00e3o um povo que n\u00e3o compreende\u201d Sura 8:66 \u201cMatai os Mushrikun [id\u00f3latras] onde quer que os encontreis e fazei-os prisioneiros e sitiai-os e ponde-vos \u00e0 espera deles em toda o lugar de emboscada. Mas se eles se arrependerem e observarem As-Salat [a ora\u00e7\u00e3o] e pagarem o Zakat [imposto de caridade], ent\u00e3o deixai livre o seu caminho.\u201dSura\u00a0 9:5 \u201cCombatei aqueles dentre o povo do Livro [Judeus e Crist\u00e3os] que [1] n\u00e3o cr\u00eaem em Al\u00e1, [2] nem no \u00daltimo Dia,[3] nem consideram como ileg\u00edtimo o que Al\u00e1 e o Seu Mensageiro [Maom\u00e9] declararam ser ileg\u00edtimo [4] nem seguem a verdadeira religi\u00e3o [i.e. o Isl\u00e3o], at\u00e9 que eles paguem a Jizyah [imposto] com a sua pr\u00f3pria m\u00e3o e reconhe\u00e7am o seu estado de sujei\u00e7\u00e3o.\u201cSura 9:29<\/h6>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h6><\/h6>\n<ul>\n<li>\n<h6>(2) Maom\u00e9 na sua despedida relatada pela sua <strong>hist\u00f3ria no discurso do monte Arafat,<\/strong> confirma que a economia isl\u00e1mica se baseie na espada contra o n\u00e3o isl\u00e2mico:<\/h6>\n<h6>\u201cHoje, a vossa religi\u00e3o est\u00e1 conclu\u00edda e a gra\u00e7a de Deus realizada na vossa vida. E dou testemunho de que o Isl\u00e3o \u00e9 a vossa religi\u00e3o. Oh povo mu\u00e7ulmano, estais proibidos de derramar sangue entre v\u00f3s ou de vos roubardes uns aos outros ou de vos aproveitardes uns dos outros ou de roubardes as mulheres ou as esposas de outros Mu\u00e7ulmanos. A partir de hoje, n\u00e3o haver\u00e1 duas religi\u00f5es na Ar\u00e1bia. Eu desci em nome de Al\u00e1 com a espada na minha m\u00e3o e a minha riqueza surgir\u00e1 da sombra da minha espada. E quem discordar de mim ser\u00e1 humilhado e perseguido\u201d. Tamb\u00e9m quem morre no Jihad vai directamente para o C\u00e9u sem ter de esperar pelo ju\u00edzo final, como interpretam a Sura 61:11-14. Maom\u00e9 \u00e9 o Mensageiro de Al\u00e1, E os que est\u00e3o com ele s\u00e3o rigorosos contra os descrentes e afectuosos entre si pr\u00f3prios. \u2014Sura 48:30<\/h6>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h6><\/h6>\n<ul>\n<li>\n<h6>(3) Antes de rezar: quem se tornou impuro (por usar os sanit\u00e1rios ou por tocar numa mulher ou num c\u00e3o, por exemplo) deve purificar-se. (Sura 49:11) O Cor\u00e3o diz que \u00e9 preciso o testemunho de duas mulheres para se equiparar ao de um s\u00f3 homem: \u201cE chamai duas testemunhas de entre os vossos homens; e se n\u00e3o houver dois homens dispon\u00edveis, ent\u00e3o um homem e duas mulheres, de que v\u00f3s gosteis para testemunhas, de modo que se uma das duas mulheres se enganasse por falta de mem\u00f3ria, ent\u00e3o uma pudesse recordar \u00e0 outra. \u2014SURA 2:283 Na Suna l\u00ea-se que Maom\u00e9 explicou assim a raz\u00e3o desse ensino: O Profeta disse: \u201cN\u00e3o \u00e9 o testemunho de uma mulher igual \u00e0 metade do de um homem?\u201d As mulheres disseram: \u201cSim\u201d. Ele afirmou: \u201cIsso \u00e9 por causa da defici\u00eancia da mente da mulher\u201d Noutra Hadith: \u00c9 permiss\u00edvel ter rela\u00e7\u00f5es sexuais com uma cativa depois de ela estar purificada (da menstrua\u00e7\u00e3o ou do parto). No caso de ter marido, o seu casamento \u00e9 anulado depois de ser feita cativa.<\/h6>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Cor\u00e3o constitui um progresso para as tribos \u00e1rabes e um atraso em rela\u00e7\u00e3o aos povos da B\u00edblia Por Ant\u00f3nio Justo Os maometanos n\u00e3o permitem a d\u00favida no seu sistema de pensamento, n\u00e3o se sentindo estimulados a procurar a verdade porque a sua cultura reduz a verdade \u00e0 letra do Cor\u00e3o, \u00e0 Sharia e \u00e0 &hellip; <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=4213\" class=\"more-link\">Continuar a ler <span class=\"screen-reader-text\">ISL\u00c3O E SOCIEDADE OCIDENTAL &#8211; MASCULINIDADE CONTRA FEMINIDADE<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[3,15,14,4,5,6,7,8],"tags":[],"class_list":["post-4213","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte","category-cultura","category-economia","category-educacao","category-escola","category-migracao","category-politica","category-religiao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4213","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4213"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4213\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4222,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4213\/revisions\/4222"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4213"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4213"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4213"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}