{"id":4201,"date":"2017-03-23T16:25:20","date_gmt":"2017-03-23T15:25:20","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=4201"},"modified":"2017-03-23T16:37:38","modified_gmt":"2017-03-23T15:37:38","slug":"repensando-a-europa-soberana-em-dividas-soberanas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=4201","title":{"rendered":"REPENSANDO A EUROPA SOBERANA EM D\u00cdVIDAS SOBERANAS"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">O velho Modelo acabou &#8211; Pa\u00edses lus\u00f3fonos como Chance<\/span><\/strong><\/h2>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">A situa\u00e7\u00e3o europeia<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p>A EU que temos \u00e9 de h\u00e1 anos atr\u00e1s e como tal j\u00e1 n\u00e3o existe. Temos a zona euro com uma economia que nos divide; temos a Ucr\u00e2nia, os refugiados e a boa vizinhan\u00e7a com a R\u00fassia perturbada; temos o Reino Unido fora, Ronald Trump a exigir o empenho dos europeus na NATO e a querer mudan\u00e7a de sentido na economia; temos tamb\u00e9m os pa\u00edses do Norte que com a sa\u00edda do RU sentem o eixo de influ\u00eancia a deslocar-se para o sul; temos parte do povo, desiludida de uma EU de sobremaneira interessada nos magnates da economia, da administra\u00e7\u00e3o e da ideologia, a revoltar-se contra a classe pol\u00edtica e temos tamb\u00e9m um bom grupo de pessoas de estomago bem recheado em fun\u00e7\u00f5es de partido ou do Estado interessado em manter o status quo que lhe confere regalias.<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">A situa\u00e7\u00e3o portuguesa<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p>Portugal encontra-se tradicionalmente numa fase de esgotamento prolongado. \u00c9 um pa\u00eds irrelevante a n\u00edvel de economia na EU. Embora tenha boas infraestruturas de autoestradas e internet \u00e9 um pa\u00eds sem efici\u00eancia econ\u00f3mica, e de m\u00e3os atadas por depender das pol\u00edticas da EU feitas para macrosistemas sem que Portugal possa utilizar a moeda nem a banca como regularizadores da economia interna. Uma pol\u00edtica europeia feita para \u201clatifundi\u00e1rios\u201d econ\u00f3micos nunca poder\u00e1 servir um pa\u00eds como Portugal todo ele feito de minif\u00fandios. Embora com um clima que d\u00e1 sa\u00fade e conter um povo flex\u00edvel aberto a tudo n\u00e3o consegue tornar-se competitivo. A transac\u00e7\u00e3o do Banif para o Santander custou 3,3 mil milh\u00f5es de euros ao Estado portugu\u00eas. \u00c9ste foi mais um passo da Europa em direc\u00e7\u00e3o \u00e0 Espanha contra Lisboa.<\/p>\n<p>A desregula\u00e7\u00e3o migrat\u00f3ria desfavorece ainda mais Portugal, que se encontra numa zona mundialmente rica, a precisar de imigra\u00e7\u00e3o de alta qualifica\u00e7\u00e3o, mas a quem Portugal contraditoriamente cede especialistas, servindo os Estados mais ricos do seu bloco econ\u00f3mico. O pa\u00eds n\u00e3o se preocupa em criar lugares de empregos para a massa cinzenta que produz e emigra para engrandecer e rejuvenescer povos mais ricos. Um pa\u00eds que n\u00e3o guia a economia \u00e9 desviado para ela.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Primeiro o est\u00f4mago e depois a festa<\/span> <\/strong><\/p>\n<p>Os pa\u00edses da margem ausentaram-se do processo europeu que \u00e9 fundamentalmente econ\u00f3mico e estrat\u00e9gico. Contentaram-se com as ajudas de fundos perdidos, os empr\u00e9stimos da mis\u00e9ria e com lugares bem pagos, para os boys das corpora\u00e7\u00f5es, na administra\u00e7\u00e3o e na pol\u00edtica europeia. Estes com os seus lacaios s\u00e3o os que mais protestam, contra os perdedores da EU que os contestam; s\u00e3o por isso, apelidados de populistas como se uma democracia n\u00e3o fosse formada por grupos de interesses rivais e s\u00f3 fosse constitu\u00edda por donos e balbuciadores de am\u00e9ns.<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">A pol\u00edtica da mentira comprova-se<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p>O Estado portugu\u00eas perdeu a batuta da orquestra nacional, deixando-se levar pela da macroeconomia fomentada pela UE; esta, como funciona s\u00f3 fomenta os latifundi\u00e1rios. A classe pol\u00edtica continua uma pol\u00edtica da mentira em rela\u00e7\u00e3o aos portugueses e de hipocrisia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 EU. Temos partidos e um parlamento que v\u00e3o ocupando o tempo da opini\u00e3o p\u00fablica e o Estado com medidas de assuntos partid\u00e1rios e ideol\u00f3gicos; para desviarem o povo da realidade negra, armam cenas e gestos dirigidos \u00e0 conversa fiada e \u00e0 emo\u00e7\u00e3o, quando o que Portugal precisa \u00e9 alimento para o est\u00f4mago e para a raz\u00e3o.<\/p>\n<p>Na EU n\u00e3o \u00e9 suficiente um projecto para contentar a todos. Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 de contentar sermos uma Uni\u00e3o Europeia de estados com popula\u00e7\u00f5es muito desiguais, e com igualdade apenas a n\u00edvel de aparelhos de Estados e de altos funcion\u00e1rios; de facto importante seria ter popula\u00e7\u00f5es menos desiguais e com uma igualdade em que as desigualdades dos funcion\u00e1rios do Estado estejam em propor\u00e7\u00e3o com a igualdade do povo.<\/p>\n<p>A EU precisaria de uma redefini\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gia geopol\u00edtica que englobe a R\u00fassia como sua parte integrante.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m Portugal precisaria, al\u00e9m de uma mudan\u00e7a de mentalidade pol\u00edtica uma redefini\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gia geopol\u00edtica, mas cujo centro de gravidade deveria ser os pa\u00edses lus\u00f3fonos; de resto temos como vizinhos a Espanha e o Atl\u00e2ntico.<\/p>\n<p>Seria catastr\u00f3fico para Portugal continuar a seguir a ideologia funcional instalada no Estado com a Rep\u00fablica e continuar a meter a cabe\u00e7a debaixo do tapete para n\u00e3o ter de enfrentar os desafios que acontecem ao seu redor. A lusofonia ser\u00e1 a melhor resposta \u00e0 globaliza\u00e7\u00e3o num Portugal a funcionar como ponte de continentes e culturas.<\/p>\n<p>Imigrantes do Brasil e dos PALOPs poderiam compensar a sangria da emigra\u00e7\u00e3o nacional. Empresas interlus\u00f3fonas poderiam formar-se de maneira a poderem aguentar a concorr\u00eancia de pot\u00eancias fortes<\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n<p>Pegadas do esp\u00edrito no Tempo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O velho Modelo acabou &#8211; Pa\u00edses lus\u00f3fonos como Chance A situa\u00e7\u00e3o europeia A EU que temos \u00e9 de h\u00e1 anos atr\u00e1s e como tal j\u00e1 n\u00e3o existe. 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