{"id":3860,"date":"2016-08-21T15:13:54","date_gmt":"2016-08-21T14:13:54","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3860"},"modified":"2016-08-21T15:14:20","modified_gmt":"2016-08-21T14:14:20","slug":"republicanismo-jacobino-o-caruncho-do-estado-portugues","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3860","title":{"rendered":"REPUBLICANISMO JACOBINO: O CARUNCHO DO ESTADO PORTUGU\u00caS"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff6600;\"><strong><span style=\"color: #ff6600;\">Governo Geringon\u00e7a quer EMI de espa\u00e7os culturais e de casas de pobres<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p>Por <strong>Ant\u00f3nio Justo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Governo de Costa, com os seus cotas do parlamento a ele encostados, tem produzido sobretudo medidas de satisfa\u00e7\u00e3o de clientela; entre elas: a oferta das 35 horas semanais para os empregados do Estado, o ataque aos contratos do Estado com as escolas privadas com o argumento de poupan\u00e7a, a hipoteca do Sol dos portugueses com o argumento de que brilha mais para ricos e agora segue-se a penhora de cultura social e religiosa para satisfazer a sua clientela anticat\u00f3lica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Depois da clientela satisfeita <\/strong>abandonar\u00e1 a arena da governa\u00e7\u00e3o, seguindo o mote, <strong>\u201catr\u00e1s de mim que venha o dil\u00favio\u201d!<\/strong> Segundo informa o <a href=\"http:\/\/www.jn.pt\/economia\/interior\/fisco-cobra-imi-de-casas-dos-pobres-e-dos-parocos-concordata-igreja-isenta-de-impostos-5345894.html\">Jornal de Not\u00edcias<\/a> \u201cem Pa\u00e7o de Sousa, Penafiel, at\u00e9 as casas mandadas construir pelo padre Am\u00e9rico, fundador da Casa do Gaiato,\u201d s\u00e3o solicitadas pelas Finan\u00e7as a pagarem o imposto IMI.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas pegadas do movimento socialista radical aliado da ma\u00e7onaria, que na institui\u00e7\u00e3o da rep\u00fablica se apoderou de grande parte dos bens da Igreja e dos pontos nevr\u00e1lgicos do Estado, os jacobinos camuflados <strong>pretendem desta vez o levantamento do IMI em pr\u00e9dios sem fins lucrativos (adros de Igrejas, casas e salas paroquiais, lares, creches e conventos), n\u00e3o respeitando acordos de direito internacional assumidos (Concordata) nem tendo em conta que as propriedades em mira s\u00e3o de utilidade p\u00fablica. <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ser\u00e1 que ir\u00e3o levantar IMI por instala\u00e7\u00f5es de partidos, museus, funda\u00e7\u00f5es, edif\u00edcios do estado e outras institui\u00e7\u00f5es de utilidade p\u00fablica? Das ajudas custo, um subs\u00eddio para a segunda resid\u00eancia de pol\u00edticos n\u00e3o falam!<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Igreja assume um papel subsidi\u00e1rio do Estado no servi\u00e7o que presta \u00e0 sociedade. Entidades que ajudam gratuitamente a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o devem ser taxadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em in\u00fameras institui\u00e7\u00f5es e iniciativas, a Igreja, de maneira econ\u00f3mica, \u00a0presta servi\u00e7os de qualidade que, de outro modo, teriam de ser mantidas pelos impostos que o Estado iria buscar ao povo contribuinte.<strong> Estudos da Universidade de Navarra provaram que se a igreja deixasse toda a a\u00e7\u00e3o social e educacional, o Estado ficava a perder imenso!\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Parece cada vez tornar-se regra geral aceite de que quem serve directamente o povo e os pobres \u00e9 desfavorecido. Uma ideologia que n\u00e3o reconhece o patrim\u00f3nio nem o valor do trabalho cultural e social do Catolicismo e os considera como luxos e privil\u00e9gios dispens\u00e1veis, sofre de pobreza de esp\u00edrito. <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff6600;\"><strong><span style=\"color: #ff6600;\">A Elite pol\u00edtica portuguesa aproveita-se do Descontentamento social<br \/>\n<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O polvo da ideologia jacobina republicana serve-se do Governo Geringon\u00e7a para, pela porta traseira, institucionalizar, no Minist\u00e9rio das Finan\u00e7as, pr\u00e1ticas da ideologia marxista j\u00e1 conseguida em parte no Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o. O Governo sente-se \u00e0 vontade, consciente de que ningu\u00e9m lhes vai pedir contas, nem argumenta\u00e7\u00e3o! <strong>Sabe quem tem: um povo num Estado burilado \u00e0 sua imagem e e semelhan\u00e7a e uma oposi\u00e7\u00e3o conservadora demasiadamente comprometida no sistema para poder pensar em termos de filosofia conservadora e afirmar-se como alternativa (mitigada) para a constru\u00e7\u00e3o de um Estado tolerante e dignificador de todos os seus cidad\u00e3os, independentemente de serem de esquerda ou de direita, religiosos ou ateus<\/strong>. A fraqueza conceptual da direita \u00e9 a for\u00e7a da esquerda. Esta abusa de um Catolicismo, que, ao contr\u00e1rio do Isl\u00e3o, se limita \u00e0 forma\u00e7\u00e3o espiritual dos fi\u00e9is n\u00e3o os motivando a interferir na pol\u00edtica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Esquerda nos pa\u00edses do Sul anda de bra\u00e7o dado com o radicalismo, pelo que se aproveitar\u00e1 sempre do Estado e do amealhado pelos cidad\u00e3os; \u00e9 contra a inclus\u00e3o das energias do pa\u00eds e considera o Estado como sua propriedade e o privado como rival. Tornou-se nos novos-ricos (nomenclatura) que vivem da inveja propagada contra os patr\u00f5es e contra a propriedade privada j\u00e1 a\u00e7amada por demasiados impostos que em vez de reverterem em investimentos produtivos para a popula\u00e7\u00e3o se destinam a manter um Estado pobre mas que brilha na gordura dos seus bar\u00f5es que se fazem passear por corredores de minist\u00e9rios e parlamentos de Lisboa e da EU.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O capital da esquerda radical s\u00e3o os pobres, por isso fomenta a pobreza econ\u00f3mica e de pensamento: uma maneira esperta de assegurar a sua sustentabilidade no sistema corporativista.<\/strong> Vive bem protegida e afirmada pelo ditado popular: \u201cCasa onde n\u00e3o h\u00e1 p\u00e3o, todos ralham e ningu\u00e9m tem raz\u00e3o\u201d; como sabem que se vive bem da censura, cortar-se-iam na pr\u00f3pria carne se implementassem solu\u00e7\u00f5es que impedissem as causas do ralhar. <strong>A m\u00e1 economia \u00e9 o h\u00famus das cigarras do sistema!<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sociedade portuguesa parece ser suficiente preocupar-se com amplificadores da ralha. Por isso a nossa feira n\u00e3o se preocupa em elaborar programas e estrat\u00e9gias para transformar a realidade, chega-lhe o teatro de alguns fantoches, chega-lhe produzir altifalantes e fomentar alguns camaradas que peguem neles; o nosso parlamento \u00e9 especialista na produ\u00e7\u00e3o de espect\u00e1culos fantoche (para um povo tamb\u00e9m ele faz-de-conta) e dos tais altifalantes da ideologia gritada, que se alimenta da pobreza popular e se justifica com a cr\u00edtica ao advers\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O nosso republicanismo tamb\u00e9m ele azedo n\u00e3o produz p\u00e3o com crusta.<\/strong> Est\u00e1 interessado na produ\u00e7\u00e3o de povo-massa mal levedada (realizada na ralha) e num Estado que produza fungos egom\u00e2nicos, bolores e cogumelos, uma massa informe por lhe faltarem fungos (levedura) sociais que a levedem bem*.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Temos assim uma sociedade a jogar aos clubes e aos partidos e um governo a agir de \u00e2nimo leve, sem contemplar a verdadeira raz\u00e3o de povo nem de Estado. Um Estado assim encontra-se em estado demission\u00e1rio do seu povo e \u00e9 ilibado de elei\u00e7\u00e3o em elei\u00e7\u00e3o pela massa que n\u00e3o \u00e9 consciencializada acerca do princ\u00edpio da entropia inerente \u00e0 nossa rep\u00fablica e ao jogo de ideologias e oportunismos das clientelas partid\u00e1rias. Querem um povo nem morto nem vivo, uma sociedade morna que v\u00e1 dando para alguns se aquecerem sem se escaldarem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Governo de Costa aposta, tamb\u00e9m desta vez, numa discuss\u00e3o p\u00fablica para alimentar os beneficiados das bancadas e para entreter cidad\u00e3os distra\u00eddos; conta com a ignor\u00e2ncia cega e os meios de comunica\u00e7\u00e3o para provocar e assim manipular e desviar a raiva popular, daquilo que est\u00e1 verdadeiramente em jogo; desvia a conversa para lugares de espect\u00e1culo secund\u00e1rio, onde o arrazoar \u00e9 substitu\u00eddo pelo insulto ao advers\u00e1rio ou pela sua premissa equacionandora da sua realidade: o teu erro \u00e9 a minha certeza e a minha mentira \u00e9 a tua verdade numa sociedade concebida de trabalho para aquecer. Assim temos um Estado dif\u00edcil de manter mas f\u00e1cil de governar, um pa\u00eds com elite mas sem povo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste caso agem como se a religi\u00e3o n\u00e3o fizesse parte da sociedade e esquecem que a democracia \u00e9 como a \u00e1rvore em que cada macaco se coloca no seu galho n\u00e3o sendo leg\u00edtimo \u00a0que um ou outro gorila se apodere da \u00e1rvore toda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Alemanha, uma sociedade menos rica em comunismo mas mais rica em cultura c\u00edvica e econ\u00f3mica, a Igreja \u00e9 o maior empregador de pessoas nos servi\u00e7os sociais. <strong>Uma sociedade que pensa limpar-se \u00e0 toalha de um socialismo de fazer v\u00e9nias \u00e0 Galp, de andar \u00e0 ca\u00e7a do pobre vendedor das bolas de Berlim nas praias como se este fosse Pok\u00e9mon, \u00e9 c\u00ednica e n\u00e3o tem \u00e9tica. <\/strong>Por isso se tornou t\u00e3o f\u00e1cil apoderar-se dela por todos aqueles esquerdos e direitos com assento no parlamento que no conluio da corrup\u00e7\u00e3o se unem para financiar o grande capital e manter os seus gordos privil\u00e9gios \u00e0 custa do parlamento financiado pelo magro povo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff6600;\"><strong><span style=\"color: #ff6600;\">Vamos todos construir um povo n\u00e3o massa mas p\u00e3o<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Volto \u00e0 imagem do povo que ralha sem p\u00e3o, porque penso que o povo portugu\u00eas poderia tornar-se p\u00e3o para todos onde n\u00e3o se ralhasse mas se discutisse no sentido de se dar energia positiva aos fungos positivos da na\u00e7\u00e3o. As nossas elites t\u00eam amassado a massa popular de modo a tirar-lhe as prote\u00ednas, impedindo deste modo a transforma\u00e7\u00e3o adequada da massa (liga\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas) e assim impossibilitam a forma\u00e7\u00e3o da rede do gl\u00faten, aquilo que permitiria maior elasticidade e coes\u00e3o \u00e0 massa povo. <strong>Porque n\u00e3o se tem uma elite \u201csal da massa\u201d tem-se uma massa sem c\u00f4dea.<\/strong> <strong>Temos um pa\u00eds com um povo cozido mas sem crosta que lhe d\u00ea sabor! <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O leitor paciente e amigo ter\u00e1 raz\u00e3o para dizer que tamb\u00e9m eu sou a voz do povo ralhador. A causa do meu ralhar n\u00e3o \u00e9 a fome da elite mas a fome do povo, aquela fome que ela n\u00e3o tem, a fome de justi\u00e7a, de solidariedade e de humanidade, porque se consideram levedura que prescinde da massa e por isso temos um povo massa estragada pela sua elite levedura que vivendo demasiado em fun\u00e7\u00e3o dela estraga a massa n\u00e3o a deixando ganhar formato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A esquerda radical n\u00e3o gosta das par\u00f3quias por estas estarem mais pr\u00f3ximas das popula\u00e7\u00f5es; at\u00e9 inveja tem de o padre reunir mais fi\u00e9is do que ela nos seus com\u00edcios.<\/strong> O republicanismo iluminista jacobino tornou-se no caruncho do Estado.<strong> Os revolucion\u00e1rios ideol\u00f3gicos arrebanham quase tudo para eles e mesmo assim vivem da inveja do que \u00e9 nosso, numa intentona contra a Igreja e contra Deus, esquecendo que, no sentido crist\u00e3o, Deus \u00e9 povo (comunidade) e quem \u00e9 contra Deus \u00e9 contra o povo (independentemente da cren\u00e7a ou descren\u00e7a nEle). Precisamos de construir uma sociedade com lugar para todos mas capaz de controlar os necess\u00e1rios v\u00edrus (fungos!) e que tenha lugar para todos. N\u00e3o aos monopolistas latifundi\u00e1rios da economia e n\u00e3o aos monopolistas latifundi\u00e1rios da ideologia.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n<p>Pegadas do Tempo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Governo Geringon\u00e7a quer EMI de espa\u00e7os culturais e de casas de pobres Por Ant\u00f3nio Justo O Governo de Costa, com os seus cotas do parlamento a ele encostados, tem produzido sobretudo medidas de satisfa\u00e7\u00e3o de clientela; entre elas: a oferta das 35 horas semanais para os empregados do Estado, o ataque aos contratos do Estado &hellip; <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3860\" class=\"more-link\">Continuar a ler <span class=\"screen-reader-text\">REPUBLICANISMO JACOBINO: O CARUNCHO DO ESTADO PORTUGU\u00caS<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[15,14,4,7,8],"tags":[],"class_list":["post-3860","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cultura","category-economia","category-educacao","category-politica","category-religiao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3860","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3860"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3860\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3862,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3860\/revisions\/3862"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3860"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3860"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3860"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}