{"id":3852,"date":"2016-08-17T16:33:47","date_gmt":"2016-08-17T15:33:47","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3852"},"modified":"2016-08-17T16:34:50","modified_gmt":"2016-08-17T15:34:50","slug":"no-rescaldo-dos-fogos-regionalizar-e-democratizar-a-economia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3852","title":{"rendered":"NO RESCALDO DOS FOGOS REGIONALIZAR E DEMOCRATIZAR A ECONOMIA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Exig\u00eancias sem Or\u00e7amento econ\u00f3mico que as acompanhe s\u00e3o Fogo-preso<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio Justo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Arouca ardeu, o povo sofre e protesta mas Lisboa n\u00e3o ouve, nem pode ouvir, porque se encontra demasiado longe da prov\u00edncia e o governo est\u00e1 demasiado empenhado na planta\u00e7\u00e3o dos seus eucaliptais de ideologia. O povo, tal como a floresta, \u00e9 passivo e portanto prop\u00edcio a ser sempre surpreendido pelas chamas dos interesses corporativos.*<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">O Fogo consome a Ca\u00e7a e o Povo \u00e9 posto \u00e0 Ca\u00e7a de Gambozinos<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O<a href=\"http:\/\/observador.pt\/2016\/08\/16\/arouca-quer-impor-limites-a-reflorestacao-com-eucalipto-que-arde-como-polvora\/\"> OBSERVADOR<\/a> refere que j\u00e1 em 2005 <strong>Arouca perdera 90 quil\u00f3metros quadrados devorados pelas chamas do fogo sem que, em consequ\u00eancia disso, algo importante acontecesse. Agora que arderam \u201c170 quil\u00f3metros quadrados\u201d de Arouca \u2013 uma cat\u00e1strofe para a fauna-flora e turismo &#8211; surgiram iniciativas exigindo limites \u00e0 planta\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3843\">eucaliptos<\/a>. <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem um conceito econ\u00f3mico base, feito pela C\u00e2mara a acompanhar as reivindica\u00e7\u00f5es e sem uma pol\u00edtica governamental de aproveitamento econ\u00f3mica das florestas nem um programa do governo de investimento florestal que sustente as reivindica\u00e7\u00f5es, tudo n\u00e3o passar\u00e1 de mais umas folhas de eucalipto a estalar nos ares da informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As medidas de refloresta\u00e7\u00e3o exigiriam, para se tornarem eficientes, um programa concreto geral do Minist\u00e9rio da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento para investimento na floresta em parceria com os fundos europeus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Propostas pol\u00edticas que n\u00e3o tenham inerentes a elas um conceito econ\u00f3mico que proporcione rentabilidade para lhes dar chances de aplica\u00e7\u00e3o ser\u00e3o destru\u00eddas pela briga pol\u00edtica habitual que distrai do essencial para viver de regulamenta\u00e7\u00f5es feitas em cima dos joelhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Concretamente, <strong>Arouca e o Governo, al\u00e9m dos industriais da zona deveriam elaborar um programa econ\u00f3mico tendente a solucionar o problema dos inc\u00eandios na regi\u00e3o. Esse programa poderia receber muitos milh\u00f5es de euros dos fundos estruturais (e outros) da Uni\u00e3o Europeia.<\/strong><strong> Para isso precisam-se, nas C\u00e2maras, t\u00e9cnicos especializados em projectos de investimento que prestem apoio a iniciativas locais feitos em parceria com empresas ou propriet\u00e1rios locais e apoiados pela EU.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Aprender da Idade M\u00e9dia para democratizar a economia<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Falo disto porque estou habituado a verificar que, na Alemanha, iniciativas culturais, ecol\u00f3gicas, de protec\u00e7\u00e3o de animais, de produ\u00e7\u00e3o de energia renov\u00e1vel, etc. fazem acompanhar as suas exig\u00eancias com propostas ou estrat\u00e9gias de aproveitamento econ\u00f3mico ou s\u00e3o justificadas pela defesa do patrim\u00f3nio hist\u00f3rico e cultural. Num tempo em que a economia \u00e9 credo tornam-se inocentes medidas te\u00f3ricas sem que mostre a possibilidade de servir a ecologia e a regi\u00e3o sem proporcionar lucros econ\u00f3micos. <strong>Em cada Camara municipal ter\u00e1 de haver \u00f3rg\u00e3o conglomerador de iniciativas que re\u00fana sob o seu tecto parcerias entre Camara, associa\u00e7\u00f5es sem fins lucrativos e grupos econ\u00f3micos interessados em investimento.<\/strong> Projectos concebidos sob tal constructo t\u00eam imensas chances de conseguir meios econ\u00f3micos para as iniciativas que tomem em m\u00e3o e implementem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A aus\u00eancia de uma pol\u00edtica econ\u00f3mica e ecol\u00f3gica para as florestas torna a discuss\u00e3o num lugar para o escape de sentimentos frustrados e um motivo de sorriso c\u00ednico para os Minist\u00e9rios, se continuar na mesma \u00f3ptica do passado. <strong>O corporativismo muito arraigado em Portugal e que se tem revelado muito \u00fatil para a ma\u00e7onaria e para outros grupos, reverter-se-ia em benef\u00edcio p\u00fablico se fosse organizado a n\u00edvel camar\u00e1rio na tradi\u00e7\u00e3o dos homens bons e de \u201cOs 24 mestres do povo\u201d que defendiam os interesses das profiss\u00f5es e das regi\u00f5es.<\/strong> Talvez seja preciso voltar \u00e0 Idade M\u00e9dia para democratizar a economia! Para isso h\u00e1 que tir\u00e1-la dos monop\u00f3lios de corpora\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas para as disponibilizarmos em proveito do povo. Na Idade M\u00e9dia vimos na Casa dos 24 o surgir da ideia da democratiza\u00e7\u00e3o da economia (pol\u00edtica regionalista) atrav\u00e9s dos interesses de uma burguesia surgente que se debatia contra os interesses monopolistas do clero e da nobreza.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Vamos nacionalizar e regionalizar os partidos!<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os pol\u00edticos apoderaram-se do lugar do clero na sociedade e o grande capital ocupou o lugar da nobreza. Hoje para sermos modernos e para democratizarmos a economia ser\u00e1 necess\u00e1rio reencontrar a ideia medieval da regionaliza\u00e7\u00e3o e da ind\u00fastria regional, sendo, para isso, necess\u00e1rio acabar com os monop\u00f3lios ideol\u00f3gicos que deixam a prov\u00edncia arder enquanto se aquecem nas suas chamas no parlamento e nas centrais do poder. Os deputados das regi\u00f5es ter\u00e3o de redescobrir o campo e a floresta e a n\u00e3o os trocarem pelos areais das ideologias partid\u00e1rias com bom assento no parlamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Concluindo: No rescaldo dos fogos torna-se urgente democratizar e regionalizar a economia. Imagine-se que os representantes do povo passavam mais tempo em torno da terra e do seu povo e n\u00e3o se exilavam vivendo todo o tempo na capital em torno do partido e do parlamento.\u00a0 <strong>A pol\u00edtica que urge n\u00e3o \u00e9 tanto nacionalizar bens e terras mas nacionalizar e regionalizar os partidos; ent\u00e3o as ideologias abandonar\u00e3o as suas honras e coutadas de interesses ideol\u00f3gicos para descerem ao povoado e se democratizarem e assim se possibilizar uma verdadeira democratiza\u00e7\u00e3o do povo e consequentemente uma democratiza\u00e7\u00e3o dos partidos. <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Exig\u00eancias sem um Or\u00e7amento econ\u00f3mico que as sustente correm grande risco de se tornarem em espect\u00e1culos de Fogo-preso para agradar \u00e0 vista muito longe de uma orto-praxia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">*O dinheiro que o Estado ganha ou pede emprestado \u00e9 canalizado para os vales da administra\u00e7\u00e3o, aquela que oferece sustentabilidade para os adeptos do partido. O dinheiro j\u00e1 n\u00e3o chega para pagar tantos empregados do Estado com hor\u00e1rio de 35 horas nem para o pagamento das aposenta\u00e7\u00f5es porque os funcion\u00e1rios do estado aposentados passaram a ser um n\u00famero maior que os funcion\u00e1rios no ativo e a pol\u00edtica do Estado n\u00e3o investe na produ\u00e7\u00e3o real! Quem pode vai vivendo de quem pode menos, \u00e0 imagem das labaredas dos fogos.<\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Exig\u00eancias sem Or\u00e7amento econ\u00f3mico que as acompanhe s\u00e3o Fogo-preso Ant\u00f3nio Justo Arouca ardeu, o povo sofre e protesta mas Lisboa n\u00e3o ouve, nem pode ouvir, porque se encontra demasiado longe da prov\u00edncia e o governo est\u00e1 demasiado empenhado na planta\u00e7\u00e3o dos seus eucaliptais de ideologia. 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