{"id":3797,"date":"2016-07-25T17:38:27","date_gmt":"2016-07-25T16:38:27","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3797"},"modified":"2016-07-25T20:33:57","modified_gmt":"2016-07-25T19:33:57","slug":"o-portugues-de-munique-e-o-rosto-da-seguranca-amok-em-munique-1-atentado-islamista-em-asnbach","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3797","title":{"rendered":"PORTUGU\u00caS DE MUNIQUE \u00c9 O ROSTO DA SEGURAN\u00c7A &#8211; AMOK EM MUNIQUE &#8211; 1\u00b0 ATENTADO ISLAMISTA EM ASNBACH"},"content":{"rendered":"<p>Por<strong> Ant\u00f3nio Justo<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">O exemplo de um portugu\u00eas a fazer carreira no P\u00fablico alem\u00e3o<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Marcus da Gl\u00f3ria Martins, luso-germano, porta-voz da pol\u00edcia de Munique, foi considerado nos Media alem\u00e3es, o rosto da seguran\u00e7a e da serenidade, na sexta-feira (22.07.16), dia em que o alvoro\u00e7o se espalhava nas ruas de Munique e a inseguran\u00e7a se ia alastrando nas almas de uma Alemanha amedrontada pelo atentado (amok).<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto o medo da morte corria pelas estradas de Munique e o caos se empilhava na esta\u00e7\u00e3o do comboio, por toda a parte se via a pol\u00edcia, sem p\u00e2nico, empenhada na defesa do cidad\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste cen\u00e1rio viu-se o rosto sereno e ouviu-se, a voz calma e suave do luso-descendente nas TVs a transmitir um sentimento de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O porta-voz Martins, pacato, concreto e soberano, respondia aos rep\u00f3rteres apontando s\u00f3 para os factos, objectando contra certos boatos r\u00e1pidos que se espalhavam como o vento atrav\u00e9s do Facebook, Twitters\u00a0 e dos Media interessados na informa\u00e7\u00e3o apressada. Apesar de tudo, o luso-alem\u00e3o, espont\u00e2neo e eloquente, n\u00e3o fugia \u00e0s perguntas dos jornalistas, num momento dif\u00edcil: o medo de que tudo poderia acontecer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Facebook, <strong>Marcus Martins, com a virtude da humildade e a consci\u00eancia comunit\u00e1ria que fizeram \u00a0Portugal grande, respondeu com simplicidade, \u00e0 chuva de louvores que recebia: \u201dN\u00e3o se trata da minha pessoa. Sim, \u00e9 verdade que fui o rosto. Mas o desempenho n\u00e3o me cabe a mim &#8220;.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O lusodescendente tem dois filhos e trabalha desde h\u00e1 23 anos na pol\u00edcia. Escolheu a profiss\u00e3o motivado pelo dinheiro mas depressa come\u00e7ou a ter alegria na profiss\u00e3o que exerce. Foi louvado tamb\u00e9m em todo o mundo pelo seu twitar durante o atentado no centro comercial Olimpia de Munique e no McDonald\u2019s ao lado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gl\u00f3ria Martins, pode ser um est\u00edmulo para muitos portugueses fazerem carreira na administra\u00e7\u00e3o alem\u00e3 e nos partidos pol\u00edticos alem\u00e3es!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">O Amok de Munique<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O massacre (Amok = \u201cmatar com f\u00faria cega\u201d, com acessos de loucura) foi preparado e executado por um germano-iraniano de 18 anos que matou 8 jovens, uma senhora e se suicidou, por fim. Executou o seu plano nas pegadas de Breivik que, cinco anos antes a 22 de julho, tinha feito 76 mortos na Noruega.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Filhos da loucura, alimentados por doutrinas loucas, matam inocentes semeando a dor nos cora\u00e7\u00f5es de imensa gente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os assassinos (Amok) s\u00e3o pessoas que, geralmente, sofrem da falta de reconhecimento familiar e social. Ruminam a exist\u00eancia em torno da pergunta<strong> \u201cQuem sou? Quem precisa de mim&#8221;. <\/strong>Muitos jovens n\u00e3o encontram resposta a estas perguntas e ao passarem por situa\u00e7\u00f5es de estresse e de atitudes injustas, devido ao seu estado inseguro e depressivo, reagem \u00e0 humilha\u00e7\u00e3o com a vingan\u00e7a. Em psicologia tamb\u00e9m uma crian\u00e7a que se tenha sentido o \u00eddolo da fam\u00edlia mas n\u00e3o tenha aprendido a tratar com as dificuldades tamb\u00e9m pode chegar ao suic\u00eddio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A crimin\u00f3loga Britta Bannenberg \u00e9 de opini\u00e3o que <strong>\u201cos criminosos (amok) ampliam a sua auto-imagem narcisista e desvalorizam os seus semelhantes\u201d.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota-se nas redes sociais e nos Media muita gente perdida \u00e0 procura da culpa esquecendo que ela se encontra tamb\u00e9m debaixo da pele de cada um. A satisfa\u00e7\u00e3o da culpa encontrada comunga muitas vezes da mesma agress\u00e3o escondida, embora educada. A culpa \u00e9 a d\u00edvida do remorso que aumenta a impaci\u00eancia e com ela a infrac\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Em Ansbach\u00a0 o 1\u00b0 atentado suicida isl\u00e2mico na Alemanha?<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0 beira do festival de Ver\u00e3o em Ansbach, na Baviera, no Domingo (24.07) deu-se a primeira tentativa de atentado suicida isl\u00e2mico na Alemanha. Desta vez o criminoso \u00e9 um refugiado s\u00edrio de 27 anos que vivia h\u00e1 dois anos na Alemanha. N\u00e3o p\u00f4de entrar no areal do concerto com a sua mochila, por n\u00e3o ter bilhete de entrada, o que poupou a vida a muita gente. O terrorista activou o explosivos matando-se a si e ferindo 15 pessoas, tr\u00eas delas em estado grave.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No dizer do ministro do interior da Baviera o suicida anunciou o atentado num v\u00eddeo em nome de Al\u00e1 e &#8220;N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida que se trata de um ataque terrorista de fundo isl\u00e2mico e de convic\u00e7\u00e3o isl\u00e2mica do criminoso\u201d ; este tinha contacto com os salafistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O ministro do interior mostrou-se muito preocupado porque estas e outras podem levar as massas a colocar refugiados no rol de suspeita generalizada. A popula\u00e7\u00e3o cada vez tem mais medo de a pol\u00edtica importar os problemas do M\u00e9dio Oriente.<\/strong> A frustra\u00e7\u00e3o contra o &#8220;estabelecimento\u201d pol\u00edtico cresce.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um atentado na Alemanha tem mais consequ\u00eancias do que noutro pa\u00eds porque os partidos t\u00eam bastante \u201crespeito\u201d ao povo &#8211; sabem que do seu comportamento depende os votos nas elei\u00e7\u00f5es!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Alemanha vive no problema entre as garantias constitucionais, leis vigentes e as exig\u00eancias de um povo amedrontado que em grande parte v\u00ea a cultura de boas-vindas fracassada. Por isso cada vez se exige mais emprego de pessoal pelas institui\u00e7\u00f5es do Estado e um reexame de muitos casos de exilados. Os esfor\u00e7os da Alemanha neste sentido j\u00e1 se encontram desgastados, dado na Alemanha tamb\u00e9m haver muitos alem\u00e3es a viver na pobreza e estes comparam-se muitas vezes com os refugiados! N\u00e3o chega ter um Estado rico, \u00e9 preciso ter um povo pelo menos remediado!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este \u00e9 o terceiro atentado na Alemanha numa semana; o primeiro foi em W\u00fcrzburg onde um refugiado de 17 anos do Afeganist\u00e3o feriu, num comboio, cinco pessoas com um machado; ele queria \u201cmatar os incr\u00e9dulos \u201e. <strong>Segundo o MMerkur.de, inqu\u00e9ritos mostram que, da popula\u00e7\u00e3o mu\u00e7ulmana jovem na Alemanha , um em cada cinco defende a aplica\u00e7\u00e3o \u00a0da viol\u00eancia na imposi\u00e7\u00e3o do Isl\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As flores colocadas em homenagem \u00e0s v\u00edtimas murchar\u00e3o como as culpas atribu\u00eddas a isto ou \u00e0quilo at\u00e9 que surjam novas flores a testemunhar o odor da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A sociedade assistir\u00e1 cada vez mais a horas da viol\u00eancia, do medo e das l\u00e1grimas. Horas destas s\u00e3o gritos \u00e0 vida, \u00e0 miseric\u00f3rdia e ao amor<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Ant\u00f3nio Justo &nbsp; O exemplo de um portugu\u00eas a fazer carreira no P\u00fablico alem\u00e3o Marcus da Gl\u00f3ria Martins, luso-germano, porta-voz da pol\u00edcia de Munique, foi considerado nos Media alem\u00e3es, o rosto da seguran\u00e7a e da serenidade, na sexta-feira (22.07.16), dia em que o alvoro\u00e7o se espalhava nas ruas de Munique e a inseguran\u00e7a se &hellip; <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3797\" class=\"more-link\">Continuar a ler <span class=\"screen-reader-text\">PORTUGU\u00caS DE MUNIQUE \u00c9 O ROSTO DA SEGURAN\u00c7A &#8211; AMOK EM MUNIQUE &#8211; 1\u00b0 ATENTADO ISLAMISTA EM ASNBACH<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[15,6,7,8],"tags":[],"class_list":["post-3797","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cultura","category-migracao","category-politica","category-religiao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3797","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3797"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3797\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3802,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3797\/revisions\/3802"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3797"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3797"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3797"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}