{"id":3769,"date":"2016-07-16T22:04:47","date_gmt":"2016-07-16T21:04:47","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3769"},"modified":"2016-07-17T13:38:50","modified_gmt":"2016-07-17T12:38:50","slug":"num-pais-onde-o-trabalho-e-valorizado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3769","title":{"rendered":"HOR\u00c1RIO DOS FUNCION\u00c1RIOS P\u00daBLICOS NA ALEMANHA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">O PA\u00cdS ONDE O TRABALHO \u00c9 VALORIZADO E O QUEIXUME N\u00c3O \u00c9 CULTIVADO<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> Ant\u00f3nio Justo<\/strong><br \/>\nOs portugueses que trabalham mostram que n\u00e3o ficam atr\u00e1s de ningu\u00e9m; veja-se a sua popularidade como emigrantes, os t\u00edtulos no desporto e portugueses em chefias em organiza\u00e7\u00f5es internacionais. O problema de Portugal est\u00e1 na classe pol\u00edtica que tem tido e tem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No estado do Hesse, Alemanha, os funcion\u00e1rios p\u00fablicos, (por delibera\u00e7\u00e3o do governo de 15.07.2016) a partir de Agosto de 2017, passar\u00e3o a ter o hor\u00e1rio de trabalho reduzido para 41 horas semanais. Em 2016 recebem um aumento de 428 euros. Em contrapartida Portugal, com o Governo de Ant\u00f3nio Costa, reduziu o hor\u00e1rio semanal dos seus funcion\u00e1rios para 35 horas; outra diferen\u00e7a: Portugal pede cr\u00e9dito ao estrangeiro para poder pagar o ordenado aos seus funcion\u00e1rios. O estrangeiro sabe destas inconsequ\u00eancias e da inefici\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o e grande parte do Portugal partid\u00e1rio, em vez de exercer autocr\u00edtica e de se preocupar com a raz\u00e3o do fracasso econ\u00f3mico (demasiados gastos com o aparelho do Estado, produ\u00e7\u00e3o insuficiente para alimentar a na\u00e7\u00e3o e falta de forma\u00e7\u00e3o empresarial) desvia a bola para canto dando a culpa aos outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As elites alem\u00e3s premeiam quem trabalha e os governos portugueses parecem premiar quem est\u00e1 mais perto deles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No discurso p\u00fablico sobre o d\u00e9fice portugu\u00eas (foi 4,4% em 2015 enquanto o d\u00e9fice m\u00e9dio da UE foi de 2,1%) e cont\u00ednuo endividamento do or\u00e7amento de Estado, assiste-se a uma discuss\u00e3o de acusa\u00e7\u00f5es e desculpas, assumindo por vezes um caracter \u201cracista\u201d e muito longe de um discurso respons\u00e1vel. A pol\u00edtica de Bruxelas tem sido tudo menos que justa, tamb\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o a Portugal, mas isso n\u00e3o justifica uma atitude irreflectida de encontrar as culpas s\u00f3 fora quando os contratos assinados foram por n\u00f3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quase toda a gente se queixa da Alemanha que exige mais poupan\u00e7a aos estados do sul. Em Portugal, os empregados p\u00fablicos s\u00e3o discriminados pela positiva em rela\u00e7\u00e3o aos trabalhadores da produ\u00e7\u00e3o (do privado) que trabalham 40 horas. Para se poder cultivar a excel\u00eancia, o pa\u00eds teria de produzir mais e gastar menos. Em vez da inveja de quem ganha mais seria importante um discurso econ\u00f3mico e pol\u00edtico de maneira a, tamb\u00e9m nestes sectores, se poder ganhar o campeonato. Para isso n\u00e3o se ganham golos a passar rasteiras nem se ganha o jogo a barafustar contra o \u00e1rbitro, em fora de jogo nem t\u00e3o-pouco se pode passar muito tempo na pausa ou deixar ir o rendimento para os compadres e para as clientelas. Temos que valorizar mais o trabalho e menos a conversa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Doutro modo, a nossa condi\u00e7\u00e3o ser\u00e1 armamo-nos em v\u00edtimas, aquele h\u00e1bito feio herdado talvez dos \u00e1rabes, que contribui para uma mentalidade de coitadinhos que nos impede de ver a raz\u00e3o do sucesso de quem criticamos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Hor\u00e1rio dos funcion\u00e1rios p\u00fablicos na Alemanha<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a lei federal da Alemanha os Funcion\u00e1rios federais t\u00eam um hor\u00e1rio de 41 horas semanais; pode ser reduzido para 40 horas semanais no caso de deficientes graves e para aqueles que recebam o abono de fam\u00edlia para crian\u00e7as menores de 12 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os funcion\u00e1rios dos Estado federados e os funcion\u00e1rios das autarquias locais t\u00eam um hor\u00e1rio de trabalho que varia segundo o Estado entre 42 horas e 40 horas semanais (sem pausas).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Estado do Hesse o hor\u00e1rio \u00e9 de 42 horas por semana, isto \u00e9, o funcion\u00e1rio trabalha uma hora por semana a mais para uma conta de trabalho creditado (para possibilitar a op\u00e7\u00e3o de reforma antecipada); a partir do in\u00edcio da idade de 51 at\u00e9 aos 60 pode ver reduzido o trabalho semanal para 41 horas e desde o in\u00edcio dos 61 anos de idade, ou por incapacidade grave, trabalham 40 horas semanais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Conclus\u00e3o<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>N\u00f3s portugueses \u201cvergamos a mola\u201d dentro e fora! L\u00e1 fora os respons\u00e1veis pol\u00edticos s\u00e3o outros, c\u00e1 dentro s\u00e3o os nossos. L\u00e1 fora enriquecemos os outros e c\u00e1 dentro enriquecemos os nossos. L\u00e1 fora a sociedade civil pede contas aos pol\u00edticos; c\u00e1 dentro acusam-se os empres\u00e1rios e n\u00e3o se pede contas aos nossos! Cultiva-se o\u00a0 queixume, com carinho, porque \u00e9 nosso!<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o chega a compet\u00eancia acad\u00e9mica, o ser patr\u00e3o, nem t\u00e3o-pouco o argumento autorit\u00e1rio e presun\u00e7oso do \u201csabe com quem est\u00e1 a falar?\u201d O que conta para a riqueza de um pa\u00eds \u00e9 o respeito, a gest\u00e3o competente, seja ela do Estado ou do privado! Em Portugal valoriza-se demasiado a discuss\u00e3o (pol\u00edtica) enquanto l\u00e1 fora (na Alemanha) se valoriza mais o trabalho. Males e bens h\u00e1 em todo o lado; berra-se mais onde o ordenado e a produ\u00e7\u00e3o s\u00e3o menores!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitos cromos da pol\u00edtica e seus ac\u00f3litos falam do que fazem de bem e colocam o mal l\u00e1 fora. E o povo, que vai na cantiga, anda por a\u00ed a falar de ordenados miser\u00e1veis em rela\u00e7\u00e3o ao estrangeiro; calam por\u00e9m que os melhores ordenados prov\u00eam da produ\u00e7\u00e3o conseguida e talvez da intelig\u00eancia de fazerem neg\u00f3cios que os favorecem e deixam os seus chefes e as elites ganharem tanto ou mais dos que ganham l\u00e1 fora<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Investir mais na prepara\u00e7\u00e3o de empregadores e empregados e deixar de viver do imediatismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitos ainda n\u00e3o notaram que, no nosso regime, os culpados s\u00e3o sempre os outros: s\u00e3o os anos do \u201cfascismo\u201d, \u00e9 o ordenado reduzido, \u00e9 Merkel, \u00e9 o capitalismo, \u00e9 a direita, \u00e9 a esquerda: s\u00e3o todos e n\u00e3o \u00e9 ningu\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O PA\u00cdS ONDE O TRABALHO \u00c9 VALORIZADO E O QUEIXUME N\u00c3O \u00c9 CULTIVADO Ant\u00f3nio Justo Os portugueses que trabalham mostram que n\u00e3o ficam atr\u00e1s de ningu\u00e9m; veja-se a sua popularidade como emigrantes, os t\u00edtulos no desporto e portugueses em chefias em organiza\u00e7\u00f5es internacionais. 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