{"id":3692,"date":"2016-06-23T21:40:15","date_gmt":"2016-06-23T20:40:15","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3692"},"modified":"2016-06-25T17:28:30","modified_gmt":"2016-06-25T16:28:30","slug":"ensino-vocacional-profissional-nas-pegadas-do-ensino-dual-de-modelo-alemao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3692","title":{"rendered":"ENSINO VOCACIONAL (PROFISSIONAL) \u2013 NAS PEGADAS DO ENSINO DUAL DE MODELO ALEM\u00c3O"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">O Fomento Ensino Dual dificultaria a pol\u00edtica do deita abaixo para poder saltar para cima<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p>Por <strong>Ant\u00f3nio Justo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O Estado portugu\u00eas investe 4,5% do PIB nacional no ensino enquanto os pa\u00edses da OCDE investem em m\u00e9dia 3%;<\/strong> apesar disso e do muito esfor\u00e7o o MEC colhe magros resultados em termos comparativos com outras na\u00e7\u00f5es. (1).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Portugal, o ensino da via \u00fanica iniciou-se com a ideologiza\u00e7\u00e3o da sociedade portuguesa do 25 de Abril. <strong>Em 1974 o Regime de Abril (III Rep\u00fablica) extinguiu o ensino t\u00e9cnico e profissional, at\u00e9 ent\u00e3o de grande qualidade, e, em grande parte, nas m\u00e3os do ensino cat\u00f3lico privado. <\/strong>Ainda \u00e9 conhecida a fama das Oficinas de S. Jos\u00e9 em Lisboa, do Col\u00e9gio dos \u00d3rf\u00e3os no Porto, dos col\u00e9gios de Izeda e de Vila do Conde e muitas escolas profissionais cat\u00f3licas, espalhadas pelo pa\u00eds que preparavam oper\u00e1rios especializados e mestres de nome. O regime de Abril optou pela via \u00fanica do liceu para todos (2) porque aposta mais na ideia do que na realidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ao contr\u00e1rio do que acontece em Portugal, o ensino, na Alemanha, \u00e9 est\u00e1vel, os professores s\u00e3o tratados com respeito n\u00e3o sendo incomodados no seu trabalho com interven\u00e7\u00f5es cont\u00ednuas da burocracia e as escolas n\u00e3o s\u00e3o instabilizadas no seu trabalho de comunidade educativa por um centralismo de estado desgastante e absorvente.<\/strong><strong> O MEC em Portugal obriga o professor a desviar para a burocracia imensas energias que faltam depois para os alunos.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Escolha precoce da Via de Ensino na Alemanha?<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Alemanha, o ensino \u00e9 da compet\u00eancia de cada estado federado. Consta de <strong>Ensino B\u00e1sico<\/strong> com quatro anos seguindo-se-lhe o Ensino <strong>Secund\u00e1rio de cinco a oito anos<\/strong>. A partir da quarta classe o aluno tem, normalmente, de se decidir por um dos curr\u00edculos de estudos secund\u00e1rios: <strong>via industrial, via comercial ou via liceal<\/strong>: Hauptschule, Realschule e Gymnasium). Para a op\u00e7\u00e3o da via a seguir s\u00e3o tomadas muitas medidas acompanhantes de apoio ao aluno e de aconselhamento dos pais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Parte dos partidos mais \u00e0 esquerda critica o sistema de ensino alem\u00e3o porque poder\u00e1 levar a uma op\u00e7\u00e3o precoce da via escolar pelo aluno e considera isto como algo \u201ccontra a liberdade individual e igualdade de oportunidade\u201d. Na realidade n\u00e3o se pode chegar a tal extremo porque, normalmente, <strong>o aluno \u00e9 acompanhado de maneira muito individualizada e o sistema permite grande permeabilidade e osmose entre as tr\u00eas vias e os alunos do industrial e do comercial t\u00eam acesso \u00e0s escolas superiores t\u00e9cnicas e \u00e0 via universit\u00e1ria.<\/strong> Na Alemanha a op\u00e7\u00e3o por uma via de caracter mais profissional (com\u00e9rcio ou ind\u00fastria) n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o acompanhada de preconceitos de classe como acontece em Portugal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">O Sistema Dual alem\u00e3o do Ensino Vocacional<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sistema dual de educa\u00e7\u00e3o profissional \u00e9 seguido na Alemanha, Su\u00ed\u00e7a e \u00c1ustria. <strong>A dualidade vem do equil\u00edbrio <strong>entre qualifica\u00e7\u00e3o te\u00f3rica (tempo lectivo escolar) e ensino pr\u00e1tico (tempo de pr\u00e1tica nas empresas) e que se administra simultaneamente. <\/strong> Deste modo a qualifica\u00e7\u00e3o, geralmente adquirida depois de tr\u00eas anos, \u00e9 de alto n\u00edvel, seja a n\u00edvel de conhecimentos profissionais te\u00f3ricos seja a n\u00edvel de compet\u00eancias pr\u00e1ticas.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pol\u00edtica dual do ensino alem\u00e3o desperta interesse e aplica\u00e7\u00e3o nos USA, Inglaterra e at\u00e9 no Brasil (em Portugal resume-se mais a ac\u00e7\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o ad hoc (colabora\u00e7\u00e3o com C\u00e2mara de Com\u00e9rcio e Ind\u00fastria Luso-Alem\u00e3).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Ensino Dual, seria, como defendo desde 1980, um \u00f3ptimo modelo a ser instalado em Portugal (isto pressuporia a forma\u00e7\u00e3o de parcerias e a implementa\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica de promo\u00e7\u00e3o de todas as empresas com mestres na sua organiza\u00e7\u00e3o e uma descentraliza\u00e7\u00e3o do ensino em favor das regi\u00f5es (3). As escolas t\u00eam contrato com as empresas que oferecem servi\u00e7o de profissionaliza\u00e7\u00e3o. As empresas com contracto t\u00eam benef\u00edcios fiscais compensadores do servi\u00e7o prestado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ensino na Alemanha \u00e9 muito est\u00e1vel n\u00e3o andando ao sabor dos ventos das ideologias nem das modas (isso d\u00e1-se, apenas a n\u00edvel experimental, num ou outro bi\u00f3topo cultural). Por isso a Alemanha sofreu muito com a harmoniza\u00e7\u00e3o dos cursos universit\u00e1rios segundo o Processo de Bolonha (4).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ensino secund\u00e1rio \u00e9 poss\u00edvel passar-se de uma via de ensino para as outras (dependendo isto da m\u00e9dia das notas, do aluno e da vontade dos pais). A conclus\u00e3o do Ensino <strong>Secund\u00e1rio Comercial<\/strong> de N\u00edvel I (10\u00b0 ano ou Mittlere Reife) possibilita o seguimento do ensino vocacional (5) dual (profissionaliza\u00e7\u00e3o) no sector administrativo, industrial ou at\u00e9 liceal, ou tamb\u00e9m seguir o ensino profissional numa Escola T\u00e9cnica (Fachoberschule) que, uma vez terminada (12\u00b0 ano), d\u00e1 acesso imediato ao Ensino superior Polit\u00e9cnico (Fachhochschule) e no caso de fazer mais um ano (12\u00b0+1) pode entrar em qualquer faculdade das universidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto ao <strong>Ensino <\/strong>(diria) <strong>Industrial<\/strong> (Hauptschule), uma vez acabado o 9\u00b0 ano, o aluno pode optar por seguir a Realschule (10\u00b0 ano comercial) ou por um estudo dual em que frequenta durante tr\u00eas anos o ensino te\u00f3rico na escola industrial e o ensino pr\u00e1tico numa firma especializada na profiss\u00e3o que quer tirar (6).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem seguiu o <strong>Liceu<\/strong> (a via directa ao ensino acad\u00e9mico) termina o ensino liceal Abitur (exame liceal final 13\u00b0 ano) que possibilita a entrada em qualquer faculdade universit\u00e1ria (H\u00e1 Estados alem\u00e3es que tentam encurtar o ensino de 13 para 12 anos para n\u00e3o prejudicarem os alunos alem\u00e3es em rela\u00e7\u00e3o aos alunos de outras na\u00e7\u00f5es onde o ensino liceal \u00e9 de 12 anos).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Vantagens e desvantagens<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ensino dual segue um ritmo mais adequado \u00e0s qualidades intelectuais e \u00e0s compet\u00eancias pr\u00e1ticas do <strong>aluno que, ao chegar ao 9\u00b0 e 10\u00b0 ano de escolaridade, \u00e9 confrontado com diferentes vias profissionais de op\u00e7\u00e3o j\u00e1 mais espec\u00edficas<\/strong> (ensino dual industrial e comercial ou ensino liceal se a nota o permitir). Neste sentido os alunos j\u00e1 tiveram de fazer um curto est\u00e1gio numa empresa antes de terminarem o <strong>9\u00b0 ou 10\u00b0 ano. Estes alunos dos diferentes percursos podem escolher os curr\u00edculos a seguir: ensino liceal ou ensino dual<\/strong> (frequ\u00eancia de metade do tempo semanal na escola e a outra metade no empresa que escolheu (ou ainda numa escola profissional especializada). Para tal \u00e9 condi\u00e7\u00e3o ter uma empresa que o aceite para o estudo pr\u00e1tico no tipo de profiss\u00e3o de que a empresa disponha (7). A palete de diversifica\u00e7\u00e3o \u00e9 imensa com abertura tamb\u00e9m para os quadros altamente qualificados; o estado despende rios de dinheiro em diferentes modelos de apoio \u00e0 forma\u00e7\u00e3o profissional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O ensino dual tamb\u00e9m pode <strong>apresentar<\/strong> desvantagens segundo se d\u00e1 na prov\u00edncia ou nas grandes cidades onde h\u00e1 mais ofertas de lugar de forma\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica por parte das empresas com contratos.<\/strong> Os alunos do ensino dual recebem um reduzido \u201cordenado\u201d pago pela empresa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Uma op\u00e7\u00e3o por uma pol\u00edtica de ensino mais igualit\u00e1ria (ensino de via \u00fanica) teria o inconveniente de deixar muitos alunos para tr\u00e1s traumatizando-os em quest\u00f5es de repeti\u00e7\u00e3o e de m\u00e1s notas ou teria como consequ\u00eancia <strong>\u00a0a diminui\u00e7\u00e3o da qualidade do <\/strong> ensino para possibilitar a obten\u00e7\u00e3o de resultados igualit\u00e1rios para todos<\/strong>, vendo-se, por vezes, os professores obrigados a diminu\u00edrem o n\u00edvel de objectivos anuais a atingir por turma para que todos os alunos possam obter resultados satisfat\u00f3rios. Penso que a cr\u00edtica da esquerda no que toca \u00e0 precocidade da escolha e \u00e0 possibilidade de filtragem social pode ter o seu risco, ao dar-se j\u00e1 a partir do quarto ano de escolaridade; em muitas escolas h\u00e1 o ciclo preparat\u00f3rio de dois anos a seguir ao quarto ano, o que resolve o problema da precocidade na escolha vocacional. Essa objec\u00e7\u00e3o torna-se irrelevante ou at\u00e9 inveros\u00edmil num assunto t\u00e3o complexo e muito menos ainda na realidade porque o ensino dual se inicia depois do 9\u00b0 ou do 10\u00b0 ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Devo dizer que, da experi\u00eancia que tive directamente em escolas alem\u00e3s (das tr\u00eas vias), a escolha do percurso \u00e9 feito em concord\u00e2ncia com os pais. Isto exige das escolas prim\u00e1rias uma maior liga\u00e7\u00e3o e rela\u00e7\u00e3o entre pais e professores. Constato que a forma\u00e7\u00e3o alem\u00e3 ao ser mais realista e concreta n\u00e3o deixa tantos alunos na ilus\u00e3o de um futuro constru\u00eddo em esperan\u00e7as ideais e igualit\u00e1rias inating\u00edveis mesmo numa sociedade pretensa justa. <strong>A pr\u00e1tica alem\u00e3 obriga o aluno a deparar-se com a realidade da vida e a tomar op\u00e7\u00f5es j\u00e1 aos 15-16 anos; assim os que escolheram a via profissional, quando chegam aos 18-19 anos j\u00e1 aprenderam a trabalhar, tendo um diploma na m\u00e3o e muita experi\u00eancia de vida<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste sistema h\u00e1 tamb\u00e9m aqueles que n\u00e3o atingem os objectivos por raz\u00f5es de biografia pessoal e pelo facto de virem de meios n\u00e3o conscientes da realidade que \u201csaber \u00e9 poder\u201d. O Estado alem\u00e3o oferece-lhes muitas medidas e alternativas de recupera\u00e7\u00e3o, prestando-lhes muito mais apoio do que aos que seguem a via liceal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As objec\u00e7\u00f5es que tenho ouvido em Portugal contra o ensino vocacional dual t\u00eam mais a ver com uma mentalidade irrealista e desresponsabilizada, bastante comum em meios de esquerda que em <strong>nome do \u00f3ptimo renunciam ao bom, preferindo uma orienta\u00e7\u00e3o por uma via que embora igualit\u00e1ria d\u00e1 menos oportunidades \u00e0s classes desfavorecidas (abandono escolar ou medidas que muitas vezes levam apenas a empatar o tempo de obrigatoriedade escolar) e obriga os mais inteligentes e voluntariosos (tamb\u00e9m da camada social em situa\u00e7\u00e3o mais prec\u00e1ria) a uma velocidade de aprendizagem orientada pela mediania baixa. <\/strong>Os representantes do facilitismo, em nome das massas e de um humanismo coitadinho, enganam o povo transmitindo a ideia que a vida se ganha sem enfrent\u00e1-la de frente e sem a concorr\u00eancia. A realidade \u00e9 que, apesar de muita solidariedade e de compreens\u00e3o pelos mais d\u00e9beis, ningu\u00e9m d\u00e1 nada a ningu\u00e9m (vive-se em estado de concorr\u00eancia) e que a vida exige muito empenho e responsabilidade de cada um, n\u00e3o sendo nenhum para\u00edso de embalar at\u00e9 aos 18 anos. Isto s\u00f3 simplifica a vida aos pol\u00edticos, que com a ideia do facilitismo fazem ofertas f\u00e1ceis ao povo; este encara-se depois com um mundo c\u00e3o ao despertar bruto para a realidade do mundo laboral sentindo-se ent\u00e3o atrai\u00e7oado e abandonado vendo-se obrigado a trabalhar a vida inteira em condi\u00e7\u00f5es inferiores \u00e0s suas potencialidades por terem sido embalados at\u00e9 aos 18 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A esquerda radical e a FENPROF s\u00e3o contra o sistema dual de ensino alem\u00e3o apesar de saber que este \u00e9 o ensino que praticamente d\u00e1 mais oportunidades tamb\u00e9m aos socialmente mais d\u00e9beis, n\u00e3o esquecendo os deficientes (escolas especiais).<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A experi\u00eancia de profissionaliza\u00e7\u00e3o na Alemanha vem j\u00e1 da idade m\u00e9dia, tempo em que os art\u00edfices se organizavam em ruas (correeiros, ourives, etc.) para transmitirem e defenderem saber e interesses de alta qualifica\u00e7\u00e3o e concorr\u00eancia). <strong>A riqueza da Alemanha vem do seguimento e aperfei\u00e7oamento cont\u00ednuo da tradi\u00e7\u00e3o laboral medieval onde o trabalho manual tem grande prest\u00edgio e levou fam\u00edlias a aperfei\u00e7oarem a sua empresa, durante s\u00e9culos na mesma fam\u00edlia;<\/strong> esta tradi\u00e7\u00e3o fez da Alemanha uma na\u00e7\u00e3o de ponta em quase todos os ramos do saber e como tal a imitar. Doutro modo iremos mancando de ideologia em ideologia sem caminho pr\u00f3prio, procurando imitar projectos deste ou daquele mais aferidos a uma ideologia que ainda n\u00e3o abandonou o complexo de inveja em rela\u00e7\u00e3o aos que sobem na sociedade (excep\u00e7\u00e3o feita para os pr\u00f3prios l\u00edderes, os promovidos da classe) e se compreende como tendo o monop\u00f3lio do saber e da opini\u00e3o. .<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Problema do ensino em Portugal: estar demasiado condicionado por interesses ideol\u00f3gicos e corporativos e branqueamento de notas em benef\u00edcio do ranking da escola<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pude observar o decurso da pol\u00edtica do MEC durante 40 anos constatando uma pol\u00edtica de ensino feita em cima dos joelhos e que abandona o ensino a agentes radicais a n\u00edvel de partidos e sindicatos numa<strong> estrat\u00e9gia do deitar abaixo para poder saltar para cima<\/strong>. <strong>Uma esquerda esperta tenta tornar-se a m\u00e3e da cultura portuguesa apropriando-se, para isso, do sector da educa\u00e7\u00e3o, que em Portugal parece n\u00e3o precisar de pai.<\/strong> Assiste-se a uma sequ\u00eancia de pol\u00edticas de ensino baseado em actividades desgarradas. <strong>A pol\u00edtica de ensino n\u00e3o \u00e9 equacionada em termos de consenso interpartid\u00e1rio nem aferido \u00e0s necessidades do pa\u00eds, por isso \u00e9 dependente de quem \u00e9 mais esperto e nas conversa\u00e7\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o de governo que fica com a pasta da Educa\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por estas e por outras o Ensino torna-se por natureza inseguro e, por vezes ao agrado de bandeireiros que se satisfazem com opera\u00e7\u00f5es ad hoc no terreiro, ao sabor do oportuno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A OCDE vai dando orienta\u00e7\u00f5es de aferimentos do ensino e aprendizagem para os Estados a n\u00edvel internacional mas sem a efici\u00eancia pretendida e at\u00e9 com efeitos catastr\u00f3ficos porque <strong>provoca no MEC e nas direc\u00e7\u00f5es das escolas a preocupa\u00e7\u00e3o de, para ficarem bem nas estat\u00edsticas, branquearem as notas atrav\u00e9s dos <\/strong><strong>Conselhos de Turma, que, muitas vezes, mudam as notas dadas pelos professores, \u201ccomo se estas fossem rebu\u00e7ados\u201d, para as escolas subirem no ranking nacional e internacional.<\/strong> O aluno nestas condi\u00e7\u00f5es passa a n\u00e3o ser o centro dos interesses mas sim a fama da escola.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A miss\u00e3o de garantir a oportunidade de aprendizagens inclusivas para todos os alunos pressuporia um trabalho s\u00e9rio de inclus\u00e3o das escolas e das empresas de cada regi\u00e3o, condi\u00e7\u00e3o que presumiria primeiramente a liberta\u00e7\u00e3o do jacobinismo de Estado t\u00e3o t\u00edpico de um Portugal republicano autista que considera como concorr\u00eancia desleal tudo o que se afigure contra o seu <\/strong><strong>monop\u00f3lio e a sua consci\u00eancia de que ele \u00e9 que \u00e9 bom.<\/strong> Diria o monarquismo formal formatou, de forma petrificada e anacr\u00f3nica o esp\u00edrito republicano que traz a sociedade portuguesa \u00e0 trela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Falta uma vis\u00e3o real das necessidades do pa\u00eds. Os Programas de ensino e forma\u00e7\u00e3o profissional, com cursos profissionalizantes, s\u00e3o mais vistos numa <strong>perspectiva de reparar as falhas do sistema de ensino\u00a0<\/strong><strong>de via \u00fanica, numa inten\u00e7\u00e3o de melhorar as notas a n\u00edvel de estat\u00edstica. A preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 centra-se em evitar o abandono escolar<\/strong> <strong>e\u00a0 o \u201cchumbo nos exames\u201d do que uma prepara\u00e7\u00e3o s\u00e9ria de cidad\u00e3os s\u00e9rios para a na\u00e7\u00e3o. O ensino profissional \u00e9 mais visto como subsidi\u00e1rio e n\u00e3o como parte integrante e em termos de igualdade como entontece, em grande parte no sistema de ensino na Alemanha.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Uma ancoragem eficiente da forma\u00e7\u00e3o profissional nos planos de enquadramento e de orienta\u00e7\u00f5es do quadro do MEC pressuporia a elabora\u00e7\u00e3o de um <\/strong><strong>contrato nacional entre Estado e empresas de modo a comprometer as comunidades escolares educativas com as empresas da regi\u00e3o onde as escolas se encontram instaladas.<\/strong> O Ensino Dual n\u00e3o favoreceria a pol\u00edtica do deitar abaixo para poder saltar para cima. Ele implicaria em primeiro lugar a liberta\u00e7\u00e3o da estrutura MEC da ideologia e do centralismo autista e autocr\u00e1tico. Esta mentalidade impede o compromisso necess\u00e1rio com as realidades regionais in loco tornado imposs\u00edvel uma estrat\u00e9gia consequente que envolveria a inclus\u00e3o, de parcerias, ao mesmo n\u00edvel de olhar, entre o MEC, as autarquias, e as empresas do com\u00e9rcio e da ind\u00fastria. <strong>O factor de maior impedimento \u00e0 regionaliza\u00e7\u00e3o e democratiza\u00e7\u00e3o do ensino encontra-se no facto de as mentalidades que se encontram a n\u00edvel dos altos \u00f3rg\u00e3os nacionais se encontrarem repetidos nos oligarcas locais.<\/strong> O problema de Portugal \u00e9 uma quest\u00e3o de educa\u00e7\u00e3o e de uma filosofia de ensino ultrapassada e falhada! Em vez de uma concorr\u00eancia humana e leal facilmente se perdem em atitudes sub-rept\u00edcias de inveja e de narcisismo al\u00e9rgico a qualquer crescimento e competi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os interesses do MEC, das diferentes escolas, dos sindicatos e dos pais deveriam centrar-se na forma\u00e7\u00e3o integral do aluno e na forma\u00e7\u00e3o de cidad\u00e3os livres solid\u00e1rios e respons\u00e1veis, , capacitados para formar um Estado respons\u00e1vel em que a defesa de interesses individuais, particulares e comunit\u00e1rios se realizassem no respeito pelas organiza\u00e7\u00f5es e pelo cidad\u00e3o, \u00e0 margem da inveja sub-rept\u00edcia de grupos que se afirmam e perpetuam a viver de ideias populistas baratas mas bem regadas pelo parasitismo com o Estado. Todo o sistema de ensino, ao atribuir notas de qualifica\u00e7\u00e3o fomenta a concorr\u00eancia e deste modo a injusti\u00e7a da desigualdade de uma sociedade toda ela feita de desiguais mas que perante a lei n\u00e3o deveriam ser tratados como objectos quer em fun\u00e7\u00e3o da ideologia quer da economia. O resto \u00e9 controv\u00e9rsia importante para as elites irem vivendo \u00e0 custa do povo e dela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste sentido a FENPROF e os partidos em volta dela t\u00eam prestado um servi\u00e7o med\u00edocre a Portugal; em vez de se tornarem num corporativismo promotor da sociedade portuguesa tornam-se num seu mal maior ou menor. Quando Crato foi \u00e0 Alemanha para tentar ver como funciona o ensino numa sociedade que em quest\u00f5es de economia d\u00e1 li\u00e7\u00f5es a todos os pa\u00edses civilizados, logo em Portugal a FENPROF em representa\u00e7\u00e3o da esquerda alinhada se levantou falando mal do intuito do ministro e do ensino na Alemanha. N\u00e3o h\u00e1 ensino perfeito nem justo porque toda a pessoa \u00e9 desigual e cada sistema ou ideologia que o fundamenta, mais que no Homem, est\u00e1 interessada no neg\u00f3cio com ele, dado as institui\u00e7\u00f5es se regularem por interesses e n\u00e3o por rela\u00e7\u00f5es de amizade.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">\u00c0 Maneira de\u00a0 de Conclus\u00e3o<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O discurso p\u00fablico da sociedade portuguesa em vez de passar o tempo a ocupar-se superficialmente dos temas que os M\u00e9dia disponibilizam, serviria a sociedade portuguesa se se ocupasse seriamente com temas como:<strong> o porqu\u00ea de um sistema de educa\u00e7\u00e3o (MEC) centralista alienat\u00f3rio, o porqu\u00ea de Portugal n\u00e3o se alimentar a si mesmo e de o empresariado n\u00e3o ser suficientemente produtivo, o porqu\u00ea de um sistema p\u00fablico viver em grande parte \u00e0 custa dos empr\u00e9stimos estrangeiros; o porqu\u00ea da mentalidade que nos leva a tolerar tudo isto e a n\u00e3o levar a s\u00e9rio a corrup\u00e7\u00e3o instalada no sistema. Para isso \u00e9 necess\u00e1rio um sistema de ensino que ensine mais a pensar para poder saber argumentar e n\u00e3o viver do enredo mesquinho de lutas aleat\u00f3rias de inveja.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A implementa\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica do Ensino Dual profissional em Portugal inverteria a pol\u00edtica econ\u00f3mica tradicional do estender a m\u00e3o e o consequente adiamento popular cultural<\/strong>. O ensino profissional obrigaria a pol\u00edtica a n\u00e3o perder os olhos da realidade, porque for\u00e7aria o pa\u00eds a conceber um ensino produtivo adaptado \u00e0s necessidades do pa\u00eds e ao desenvolvimento internacional e n\u00e3o um ensino demasiadamente concebido em termos de assegurar posi\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas de interesses de corpora\u00e7\u00f5es radicadas no Estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atendendo \u00e0s m\u00e3os em que se encontra, o MEC n\u00e3o haver\u00e1 muito que esperar no que respeita \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o do ensino dual profissional e \u00e0 liberdade de ensinar. A m\u00e1quina do poder est\u00e1 mais interessada em viver do controlar e do decidir sobre os conte\u00fados, os m\u00e9todos, o pensar, a moral e os costumes dos portugueses do que em levar Portugal \u00e0 frente no que toca a maior produtividade e \u00e0 produ\u00e7\u00e3o qualificada. A esperan\u00e7a vir\u00e1 de uma nova gera\u00e7\u00e3o de portugueses menos corrompida menos autista e menos invejosa.<\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"O0O88XujLS\"><p><a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3692\">ENSINO VOCACIONAL (PROFISSIONAL) \u2013 NAS PEGADAS DO ENSINO DUAL DE MODELO ALEM\u00c3O<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;ENSINO VOCACIONAL (PROFISSIONAL) \u2013 NAS PEGADAS DO ENSINO DUAL DE MODELO ALEM\u00c3O&#8221; &#8212; Pegadas do Tempo\" src=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3692&#038;embed=true#?secret=VNfsDc83RY#?secret=O0O88XujLS\" data-secret=\"O0O88XujLS\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: justify;\">(1) Parto da experi\u00eancia de quarenta anos doc\u00eancia tida no ensino secund\u00e1rio em Portugal e no ensino secund\u00e1rio e universit\u00e1rio na Alemanha. Temos uma m\u00e1 pol\u00edtica e uma m\u00e1 organiza\u00e7\u00e3o do ensino, apesar de muito bom trabalho que se tem feito nas escolas. A pol\u00edtica de ensino manca porque tem sido feita em cima do joelho e como tal ao sabor das modas e das aragens pol\u00edticas que se satisfazem no ver a sua bandeira desfraldada e a ser movida pelas emo\u00e7\u00f5es p\u00fablicas.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">(2) (https:\/\/www.publico.pt\/sociedade\/noticia\/morte-aos-vocacionais-1733657). O MEC, al\u00e9m de assentar numa plataforma de conota\u00e7\u00e3o marxista, vive de intelectualices sem natural sentir e \u00e9 muito determinado por um sindicalismo unilateral empenhado na luta em torno dos ordenados para os professores e em medidas pol\u00edticas ideol\u00f3gicas (por ex. contra o ensino dual alem\u00e3o) e n\u00e3o aferidas \u00e0s necessidades reais dos alunos e do pa\u00eds.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">(3)O sindicato da FENPROF anafado ao MEC, al\u00e9m de muitas virtudes tem impedido o desenvolvimento plural ao defender uma pol\u00edtica contra as escolas cat\u00f3licas, ao declarar-se contra o sistema dual de ensino alem\u00e3o possibilitador de alta efici\u00eancia que se v\u00ea no resultado da vida econ\u00f3mica e cultural da Alemanha. Aposta na viol\u00eancia revolucion\u00e1ria negadora da discuss\u00e3o que vive bem de slogans como fascismo, imperialismo, capitalismo esquecendo que h\u00e1 muitas variedades neles tal como no slogan marxismo. Est\u00e3o interessados em serem entendidos pelo povo tal com se faz muitas vezes em textos do jornalismo mais dirigidos \u00e0 emo\u00e7\u00e3o do que ao conhecimento.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">(4) Reorganiza\u00e7\u00e3o dos estudos superiores em todo o Espa\u00e7o Europeu. A nova orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 de caracter mais utilitarista.<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Declara%C3%A7%C3%A3o_de_Bolonha\">https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Declara%C3%A7%C3%A3o_de_Bolonha<\/a><\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">(5) N\u00e3o acho adequada a designa\u00e7\u00e3o de \u201censino Vocacional\u201d para designar o ensino profissional porque uma crian\u00e7a pode ter uma voca\u00e7\u00e3o especial e v\u00ea imposs\u00edvel a sua concretiza\u00e7\u00e3o numa profissionaliza\u00e7\u00e3o, por raz\u00f5es alheias \u00e0 sua voca\u00e7\u00e3o (chamamento) e vontade.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">(6) A diferencia\u00e7\u00e3o tripartida do ensino Secund\u00e1rio (com ciclo preparat\u00f3rio) em tr\u00eas vias, ensino industrial, comercial e liceal, faz lembrar o enquadramento do ensino em Portugal no tempo de Salazar.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">(7) Conheci uma portuguesa que com o 10\u00b0 ano da escola comercial conseguiu tirar o curso de enfermeira em tr\u00eas anos uma outra s\u00f3 conseguiu ingressar no curso dois anos mais tarde dado haver muitos concorrentes a essa profissionaliza\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Fomento Ensino Dual dificultaria a pol\u00edtica do deita abaixo para poder saltar para cima Por Ant\u00f3nio Justo O Estado portugu\u00eas investe 4,5% do PIB nacional no ensino enquanto os pa\u00edses da OCDE investem em m\u00e9dia 3%; apesar disso e do muito esfor\u00e7o o MEC colhe magros resultados em termos comparativos com outras na\u00e7\u00f5es. (1). &hellip; <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3692\" class=\"more-link\">Continuar a ler <span class=\"screen-reader-text\">ENSINO VOCACIONAL (PROFISSIONAL) \u2013 NAS PEGADAS DO ENSINO DUAL DE MODELO ALEM\u00c3O<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[14,4,5,7],"tags":[],"class_list":["post-3692","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-economia","category-educacao","category-escola","category-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3692","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3692"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3692\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3709,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3692\/revisions\/3709"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3692"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3692"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3692"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}