{"id":3678,"date":"2016-06-20T16:54:48","date_gmt":"2016-06-20T15:54:48","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3678"},"modified":"2016-06-20T16:55:47","modified_gmt":"2016-06-20T15:55:47","slug":"a-diferenca-e-uma-componente-de-vida-e-a-consciencia-tambem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3678","title":{"rendered":"A DIFEREN\u00c7A \u00c9 UMA COMPONENTE DE VIDA E A CONSCI\u00caNCIA TAMB\u00c9M"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">A prop\u00f3sito do Ataque ao Grupo gay<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Por <strong>Ant\u00f3nio Justo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O massacre do Estado Isl\u00e2mico (Daesh) na discoteca gay em Orlando mata 50 pessoas e deixa 53 feridas; neste acto barb\u00e1rico revela-se o \u00f3dio das cavernas contra a civiliza\u00e7\u00e3o. <strong>Pessoas inocentes morrem pelo facto de fan\u00e1ticos n\u00e3o suportarem o direito \u00e0 diferen\u00e7a na sociedade. Falta o respeito pela vida e a consci\u00eancia de que a vida tem em cada pessoa o seu rosto. A vida \u00e9 o sorriso de Deus na natureza a florescer em cada pessoa e em cada planta.<\/strong> Cada pessoa s\u00f3 tem uma vida dispon\u00edvel que, embora integrada numa sociedade, \u00e9 \u00fanica e dela. Porqu\u00ea tanto \u00f3dio contra o sorriso de Deus?<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Toler\u00e2ncia?<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na folhagem da imprensa e nos meios virtuais, v\u00eaem-se muitos coment\u00e1rios que, embora condenando o mortic\u00ednio de Orlando, tamb\u00e9m permanecem prisioneiros do esp\u00edrito dualista que o motivou. Muitas opini\u00f5es s\u00e3o equacionadas a partir do posicionamento de dois extremos de uma mentalidade que parte do princ\u00edpio de que, para se ser por algu\u00e9m, tem de se ser contra outros. <strong>Por vezes as partes contraentes na criticada s\u00f3 se diferenciam por terem uma imagem de inimigo diferente. Na falta de capacidade integrativa permanecendo-se no demonizar ou no idolatrar; e isto acontece porque s\u00f3 se aceita o perfeito ideal <\/strong>e neste caso os gays s\u00e3o os maus e a religi\u00e3o s\u00e3o os bons ou para outros a religi\u00e3o \u00e9 a m\u00e1 e os homossexuais s\u00e3o os bons.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Porque n\u00e3o interessa a capacidade de discernimento fica-se pela vaga toler\u00e2ncia que n\u00e3o chega a atingir os foros do respeito, numa atitude de opini\u00e3o tipo <strong>salpic\u00e3o onde tudo cabe devido \u00e0 elasticidade da tripa da indiferen\u00e7a elevada ao grau de consci\u00eancia de posi\u00e7\u00e3o superior<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O respeito por cada pessoa pressup\u00f5e a aceita\u00e7\u00e3o de ela ser como \u00e9, comportando tamb\u00e9m o respeito pela pessoa ainda n\u00e3o nascida; a aceita\u00e7\u00e3o da pessoa tamb\u00e9m contempla o respeito pela decis\u00e3o tomada por cada um, o que n\u00e3o implica a ren\u00fancia a uma \u00e9tica fundamental do respeito pela vida em toda a sua forma de express\u00e3o.<\/p>\n<p>Na realidade factual e virtual, as pessoas tratam o partido oposto com os mesmos crit\u00e9rios que usam para condenar aqueles que injustamente s\u00e3o agressivos contra os homossexuais. O que falta \u00e9 o bom senso numa cultura diferenciada mas inclusiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tanto as opini\u00f5es como os afectos e as rela\u00e7\u00f5es das pessoas devem ser respeitados desde que n\u00e3o se expressem de forma violenta. Por outro lado cada pessoa tem o direito a sustentar a sua posi\u00e7\u00e3o sem ter de deixar ver tudo reduzido \u00e0 papa da toler\u00e2ncia que tem mais a ver com o direito e a justi\u00e7a do que com o respeito e a convic\u00e7\u00e3o. <\/strong>Para encontrarmos respostas de sustentabilidade para o futuro ser\u00e1 necess\u00e1rio observar melhor o princ\u00edpio da diferencia\u00e7\u00e3o na natura e o princ\u00edpio da consciencializa\u00e7\u00e3o na cultura.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Maneira de estar de cunho cat\u00f3lico<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Observei que advers\u00e1rios anticat\u00f3licos por conveni\u00eancia se aproveitam deste acontecimento para atacarem de forma destrutiva tamb\u00e9m o catolicismo esquecendo-se que o que atacam \u00e9 a sua imagem de catolicismo. Na sociedade actual \u00e9 moda a afirma\u00e7\u00e3o de uma dogm\u00e1tica orgulhosa \u201csuperior\u201d baseada num relativismo que se afirma contra todas as doutrinas ou institui\u00e7\u00f5es que tenham um ponto de vista pr\u00f3prio. (Reservam para si o direito de opini\u00e3o pr\u00f3pria que negam \u00e0 institui\u00e7\u00e3o!)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No cristianismo, seja ele cat\u00f3lico ou protestante a \u00faltima inst\u00e2ncia da moral \u00e9 a consci\u00eancia individual. <\/strong>S\u00f3 a pessoa \u00e9 soberana independentemente do que uma institui\u00e7\u00e3o pense, recomende ou regule. Esta atitude garante perenidade ao cristianismo, porque nela se manifesta a consci\u00eancia crist\u00e3 de que <strong>tudo o que n\u00e3o \u00e9 pela pessoa humana est\u00e1 condenado a desaparecer, al\u00e9m da douta senten\u00e7a de que quem anda com Deus nunca se encontra sozinho. <\/strong>Esta liberdade e soberania da pessoa n\u00e3o a ilibam de responsabilidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 comunidade nem da comunidade em rela\u00e7\u00e3o a ela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O problema de todas as institui\u00e7\u00f5es grupos ou agrupamentos \u00e9 deixar-se levar pela enxurrada da rotina do dia-a-dia, que geralmente serve o poder e o dom\u00ednio do mais oportuno e violento, fixando-se em medidas mais pedag\u00f3gicas e did\u00e1cticas, deixando na sombra a profundidade da pr\u00f3pria doutrina e filosofia que \u00e9 mais abrangente mas que, tamb\u00e9m, numa sociedade massificada e de massas, geralmente, n\u00e3o \u00e9 contemplada. A \u00e9tica cat\u00f3lica n\u00e3o se deixa reduzir a uma express\u00e3o ou contexto hist\u00f3rico nem t\u00e3o-pouco ao esp\u00edrito do tempo; ela \u00e9 de cunho pessoal tendo em conta tamb\u00e9m a comunidade como lugar da realiza\u00e7\u00e3o da individualidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso a \u00e9tica de cunho crist\u00e3o \u00e9 processual org\u00e2nica e din\u00e2mica n\u00e3o se podendo reduzir a uma formula\u00e7\u00e3o intelectual nem a um discurso do sim-n\u00e3o; ela \u00e9 viva e a sua express\u00e3o \u00e9 resumida no JC, o prot\u00f3tipo do Homem como passado, presente e futuro; com ele caminha toda a cria\u00e7\u00e3o e todo o discurso no sentido do Alfa para o Omega.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A maior dificuldade vem do facto das diferentes posi\u00e7\u00f5es e opini\u00f5es se expressarem de forma provocadora e violenta.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Incoer\u00eancia no proselitismo e na provoca\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os contraentes das opini\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o simples ao lidar uns com os outros fazendo uso, por vezes, do proselitismo e da provoca\u00e7\u00e3o na arena p\u00fablica ou publicada. Em vez de aproxima\u00e7\u00e3o ou de argumenta\u00e7\u00e3o recorre-se \u00e0 repulsa do outro (para cada um o diferente \u00e9 o outro) e \u00e0 opini\u00e3o formatada sem espa\u00e7o para a argumenta\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 saud\u00e1vel a atmosfera em que se vive dado minorias em sociedade tentarem humilhar a sociedade que lhes deu o ser e se comportarem como senhores da melhor verdade e como tendo o rei na barriga. Mas tamb\u00e9m a sociedade maiorit\u00e1ria deveria reagir \u00e0 provoca\u00e7\u00f5es com maior serenidade como reagem os pais perante o filho adolescente que se revolta para se encontrar e definir a si mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O c\u00famulo da ingenuidade seria querer impor a pr\u00f3pria forma de vida atrav\u00e9s da provoca\u00e7\u00e3o e da viol\u00eancia<strong>. A parte mais fraca quando tenta impor a sua forma de vida atrav\u00e9s da provoca\u00e7\u00e3o e da viol\u00eancia deveria<\/strong> <strong>ser consequente e pensar que se a raz\u00e3o se imp\u00f5e pela viol\u00eancia ent\u00e3o a raz\u00e3o estar\u00e1 do lado de quem tem mais for\u00e7a, legitimando deste modo a ditadura das maiorias.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cada comunidade de interesses deveria naturalmente procurar ser reconhecida num conv\u00edvio das comunidades cujo fim \u00e9, na complementaridade, o alcance da felicidade; nem o trunfo da for\u00e7a nem o do moralismo relativista s\u00e3o meios adequados como argumento. Uma sociedade relativista, da moral do politicamente correcto, tem-se afirmado \u00e0 custa de uma <strong>estrat\u00e9gia de confus\u00e3o dos argumentos e deste modo tem reduzido a capacidade cr\u00edtica das massas.<\/strong> <strong>A decad\u00eancia vive da ambival\u00eancia e do deita abaixo, por isso s\u00e3o consequentes na sua luta contra o monote\u00edsmo e o organigrama estrutural de formas de vida tradicional. <\/strong>\u00c9 chegada a hora em que n\u00e3o se deve tratar de combater um totalitarismo da exactid\u00e3o abstracta com um totalitarismo dos relativismos ou vice-versa mas de personificar o dia integrando o passado e o presente num futuro que embora manque \u00e0 esquerda e \u00e0 direita n\u00e3o se torne torto.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Vivemos trope\u00e7ando em n\u00f3s e no tempo<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><strong>Vivemos num tempo narcisista que procura adquirir trunfos e viver da confus\u00e3o<\/strong> e, como tal, grandes grupos da sociedade j\u00e1 n\u00e3o distinguem entre o p\u00fablico e o privado, entre o ca\u00f3tico e o ordenado, nem sequer o que \u00e9 fundamental e o que \u00e9 secund\u00e1rio: cada um quer fazer da sociedade o seu espelho e formatar a sociedade e as institui\u00e7\u00f5es \u00e0 medida da sua opini\u00e3o. Para isso exigem uma sociedade t\u00e3o aberta que identifique a linha da sua demarca\u00e7\u00e3o com a fronteira do indiv\u00edduo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O princ\u00edpio da discrimina\u00e7\u00e3o \u00e9 inerente \u00e0<\/strong> <strong>capacidade do discernimento; o problema surge quando se fixa numa s\u00f3<\/strong> <strong>anu\u00eancia contra uma realidade que \u00e9 processual e flui<\/strong>. Ao afirmarmos indiscriminadamente que uma gera\u00e7\u00e3o \u00e9 mais madura que a outra, que este ou aquele \u00e9 que tem a culpa, j\u00e1 decidimos pela forma de discrimina\u00e7\u00e3o negativa ou positiva, colocando-nos assim no tapete dos discriminadores (caso um momento processual do conceito se fixe em \u201cpreconceito\u201d provocando uma senten\u00e7a irrevers\u00edvel). O problema do jogo do empurra e a questiona\u00e7\u00e3o da culpabilidade j\u00e1 foi mestralmente resolvido na resposta dada por Jesus aos espertos da sociedade que queriam ver uma mulher condenada por ter sido apanhada em falta flagrante contra a opini\u00e3o dos doutores do saber e da lei: \u201cAquele que de entre v\u00f3s est\u00e1 sem culpa seja o primeiro que atire a pedra contra ela\u201d (Jo, 8, \/), escreve no p\u00f3 da realidade, o mestre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O respeito pela vida leva a proteger as crian\u00e7as da pedofilia e os n\u00e3o nascidos da morte prematura por aborto. \u00c9 uma quest\u00e3o de atitude e de filosofia: o respeito e a admira\u00e7\u00e3o pela vida que compreende os excessos sem os aprovar. A \u00e9tica n\u00e3o pode ser reduzida a valores limitados ao pragmatismo utilit\u00e1rio nem apenas \u00e0 circunst\u00e2ncia. Para l\u00e1 de valores \u00e9ticos de caracter racionalista e mecanicista h\u00e1 uma \u00e9tica de responsabilidade criativa e org\u00e2nica. N\u00e3o se trata aqui de estar de acordo ou em desacordo mas de nos encontrarmos todos no meio da vida com as suas inclina\u00e7\u00f5es e op\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As inclina\u00e7\u00f5es e predisposi\u00e7\u00f5es podem ser m\u00f3rbidas (Freud) mas estas n\u00e3o devem ser aquelas que servem de orienta\u00e7\u00e3o para a sociedade ou em nome da banheira da toler\u00e2ncia legitimar um relativismo superficial que igualiza todos os valores e deste modo n\u00e3o leve nenhum a s\u00e9rio, como se fosse poss\u00edvel em nome do intelecto negar o corpo e a massa cerebral ou como se se tivesse a impress\u00e3o de ser t\u00e3o intelectual ou espiritual e t\u00e3o perfeito que pudesse afirmar-se sem o corpo, numa dimens\u00e3o sem espa\u00e7o nem tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As pessoas confundem muitas vezes uma orienta\u00e7\u00e3o sexual ou pessoal com uma op\u00e7\u00e3o. A op\u00e7\u00e3o \u00e9 de caracter intelectual, de caracter mecanicista e artificial, geralmente estranha \u00e0 vida que \u00e9 org\u00e2nica. Uma sociedade demasiadamente demarcada pelo conceito de liberdade, que fomenta o individualismo absoluto, incorre na tenta\u00e7\u00e3o de reduzir tudo a uma mera decis\u00e3o de escolha como se a realidade fosse feita de sim ou n\u00e3o, ou de um momento s\u00f3 (vis\u00e3o moment\u00e2nea) e n\u00e3o tivesse um caracter org\u00e2nico processual. A vida privada tem naturalmente uma outra abertura que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel viver totalmente no enquadramento social. <strong>N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil manter a equil\u00edbrio para se na ser v\u00edtima de uma ditadura da maioria nem da ditadura de minorias.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Tentativa de solu\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 necess\u00e1rio um estado cont\u00ednuo de presen\u00e7a, reflex\u00e3o e an\u00e1lise das pr\u00f3prias ideias e opini\u00f5es, dado cada pessoa, cada gera\u00e7\u00e3o, cada grupo precisar de um contexto ide\u00e1rio e de uma defini\u00e7\u00e3o para poder dar express\u00e3o \u00e0 pr\u00f3pria exist\u00eancia e motiva\u00e7\u00e3o (manifesta-se aqui a interfer\u00eancia ideal e org\u00e2nica da rela\u00e7\u00e3o de identidade pessoal e da identidade comunit\u00e1ria ou social em que uma deve servir a outra). <strong>Geralmente o que se considera como normalidade n\u00e3o passa de uma vis\u00e3o rotineira e de aceita\u00e7\u00e3o do dom\u00ednio do dia-a-dia e da vista curta e generalizadora de algo que \u00e9 mais profundo e abrangente.<\/strong> O problema vem da implica\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o entre indiv\u00edduo e grupo e da identifica\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria defini\u00e7\u00e3o com a defini\u00e7\u00e3o do grupo; muita agressividade vem dessa confus\u00e3o que se expressa tanto no orgulho gay como no orgulho nacional. Entre o homo e o h\u00e9tero est\u00e1 a objectividade da pluralidade e heterogeneidade da natureza. Na natureza por\u00e9m coexiste pacificamente a regra e a excep\u00e7\u00e3o. <strong>O carvalho n\u00e3o se sente superior ao arbusto pelo facto de ter mais luz nem a faia se sente superior \u00e0 floresta pelo facto de se sentir mais individuada em rela\u00e7\u00e3o a ela.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O proselitismo e o exibicionismo, em voga, contra os valores da fam\u00edlia, da na\u00e7\u00e3o e de Deus, embora n\u00e3o abdicando de se definir e identificar, rebela-se contra qualquer defini\u00e7\u00e3o e identifica\u00e7\u00e3o<\/strong> de for\u00e7as de uma sociedade que consideram burguesa e querem ver destru\u00eddas. <strong>O problema das for\u00e7as centr\u00edfugas de uma sociedade torna-se fatal quando estas, em vez de quererem corrigir exageros de uma moral, cultura ou religi\u00e3o demasiado centr\u00edpetas, optam pela sua destrui\u00e7\u00e3o. <\/strong>Ent\u00e3o a maioria sente-se provocada e reage tamb\u00e9m ela de maneira inadequada em vez de reconhecer que nela s\u00e3o necess\u00e1rias tanto as for\u00e7as centr\u00edpetas como as centr\u00edfugas. As energias centr\u00edfugas (progressistas) t\u00eam exagerado contra as for\u00e7as centr\u00edpetas do passado. Por isso as energias centr\u00edpetas (conservadoras) reagem e se revelam de momento um pouco mais fortes. <strong>Sofre de contradi\u00e7\u00e3o e de l\u00f3gica quem quer, em nome do bi\u00f3topo ideol\u00f3gico, destruir a ecologia cultural.<\/strong> O meio ambiente (popula\u00e7\u00e3o cultural) precisa da coexist\u00eancia de diferentes bi\u00f3topos humanos. Que seria da frase sem a palavra e que seria da frase sem o texto? <strong>Em nome da igualdade da palavra, da frase e do texto n\u00e3o podemos acabar com estes para reconhecermos s\u00f3 valor da letra!<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As for\u00e7as de resolu\u00e7\u00e3o no caos s\u00e3o contra as for\u00e7as ordenadoras na cria\u00e7\u00e3o.<\/strong> Da\u00ed a necessidade de afirmadores e negadores se consciencializarem das for\u00e7as que representam e que redemoinham no lago da pr\u00f3pria exist\u00eancia e na realidade maior que \u00e9 a Terra. Da\u00ed o problema de as for\u00e7as primeiramente mencionadas se expressarem no budismo e no niilismo em voga e as for\u00e7as ordenadoras se expressarem mais no cristianismo. <strong>A decad\u00eancia \u00e9 de inspira\u00e7\u00e3o relativista e como tal tenta conduzir uma cultura f\u00e9rtil ao Tohu-va-bohu<\/strong> (Jer 4,23) confundindo a realidade com a pr\u00f3pria guerra, a verdade com o horizonte da sua vista (estado da confus\u00e3o sem esperan\u00e7a em estado ap\u00f3s uma guerra!). <strong>A tend\u00eancia actual extremista que se expressa no isl\u00e3o na defesa do grupo contra o indiv\u00edduo nota-se o contr\u00e1rio no ocidente na luta do indiv\u00edduo por se definir contra o grupo; deste modo cai-se no vazio espiritual, como forma de lideran\u00e7a, na esperan\u00e7a de que a liberdade se identifique com a largura do deserto.<\/strong> Que cada um, no ocidente, lute pela pr\u00f3pria defini\u00e7\u00e3o e afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 totalmente leg\u00edtimo e natural, mas obrigar a colectividade a ter de igualar a regra \u00e0 excep\u00e7\u00e3o seria abdicar do pensamento honesto de desenvolvimento ordenado! A comunidade heterossexual deve viver em paz com os grupos homossexuais e estes com a heterossexual na aceita\u00e7\u00e3o da naturalidade de vida sem discriminar nem negar o direito natural \u00e0 diferen\u00e7a mas estar consciente de que a diferen\u00e7a s\u00f3 tem express\u00e3o no grande bosque que \u00e9 a sociedade e a cultura.<\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n<p>Te\u00f3logo e pedagogo<\/p>\n<p>\u201cMedita\u00e7\u00f5es Irreverentes\u201d https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3678<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A prop\u00f3sito do Ataque ao Grupo gay Por Ant\u00f3nio Justo O massacre do Estado Isl\u00e2mico (Daesh) na discoteca gay em Orlando mata 50 pessoas e deixa 53 feridas; neste acto barb\u00e1rico revela-se o \u00f3dio das cavernas contra a civiliza\u00e7\u00e3o. Pessoas inocentes morrem pelo facto de fan\u00e1ticos n\u00e3o suportarem o direito \u00e0 diferen\u00e7a na sociedade. 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