{"id":3655,"date":"2016-06-12T14:24:06","date_gmt":"2016-06-12T13:24:06","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3655"},"modified":"2016-06-12T20:09:36","modified_gmt":"2016-06-12T19:09:36","slug":"o-preceito-do-preconceito-na-discriminacao-do-genero-gramatical-e-do-sexo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3655","title":{"rendered":"O PRECEITO DO PRECONCEITO NA DISCRIMINA\u00c7\u00c3O DO G\u00c9NERO GRAMATICAL E DO SEXO"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Da \u201cLinguagem sexista\u201d ao Dom\u00ednio da Consci\u00eancia social atrav\u00e9s da Novil\u00edngua<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p>Por <strong>Ant\u00f3nio Justo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cada \u00e9poca, cada grupo, cada pessoa, quer possuir uma identidade pr\u00f3pria e para tal constituir a sua narrativa como se s\u00f3 ela fosse a norma; para tal tenta afirmar os pr\u00f3prios vest\u00edgios na discri\u00e7\u00e3o ou na forma de interpretar e apresentar os mesmos fen\u00f3menos da vida humana que se repetem ao longo da sociedade e da Hist\u00f3ria. \u00c9 uma tend\u00eancia natural confirmada na natureza ao observarmos cada planta a afirmar-se na procura do seu sol. O mesmo se observa na selva da polis, onde cada grupo pretende colocar o outro debaixo da sua sombra. Se outrora se vivia mais ao sol de Deus-P\u00e1tria-Fam\u00edlia, hoje procura viver-se ao soalheiro de Dinheiro-Mercado-Ego sexual. Num tempo em que a justi\u00e7a social e a democracia pol\u00edtica e econ\u00f3mica j\u00e1 ultrapassaram o seu z\u00e9nite, a luta das reivindica\u00e7\u00f5es passa a ser no campo da gram\u00e1tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil a presidente Dilma para granjear algumas almas com asas da cor do seu g\u00e9nero, determinou ser chamada, senhora \u201cpresidenta\u201d! \u00c0s vezes parece que o erro vale como trunfo, n\u00e3o fosse o portugu\u00eas brasileiro!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste sentido, a 13 de Abril, mas de forma mais moderada, o Bloco de Esquerda (BE) recomendou ao Governo a mudan\u00e7a do nome do documento de identidade \u201cCart\u00e3o do Cidad\u00e3o\u201d para \u201cCart\u00e3o da Cidadania\u201d. Para o BE, a express\u00e3o Cart\u00e3o do cidad\u00e3o pertence \u00e0 \u201clinguagem sexista\u201d (1).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para os lutadores do g\u00e9nero, a palavra \u201cCidad\u00e3o\u201d no cart\u00e3o de identidade, torna-se desconfort\u00e1vel, porque favorece um sexo ao apontar para o ap\u00eandice terminal masculino da palavra, o que fere a sensibilidade de certas almas<strong> habituadas a ver tudo sob o \u00e2ngulo do sexo, o que as predestina a terem de andar \u00e0 espreita dele tamb\u00e9m na morfologia gramatical. <\/strong>Ent\u00e3o, porque n\u00e3o voltar \u00e0 designa\u00e7\u00e3o \u201cBilhete de Identidade\u201d por ser de dimens\u00e3o mais aberta e de forma mais amb\u00edgua, dado a termina\u00e7\u00e3o da palavra em \u201ce\u201d n\u00e3o ser de provoca\u00e7\u00e3o t\u00e3o \u201csexista\u201d como as termina\u00e7\u00f5es em \u201ca\u201d ou em \u201co\u201d (2)?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Frustrados do Homem e da economia aproveitam-se da sociedade para criarem um novo indiv\u00edduo e, com ele, uma \u201cnovil\u00edngua\u201d; j\u00e1 que o povo n\u00e3o se muda, tenta mudar-se-lhe a gram\u00e1tica! Vai-se tendo a impress\u00e3o de n\u00e3o nos quererem cidad\u00e3os, apenas nos quererem imaginar indiv\u00edduos ab\u00falicos, portadores da sua cidadania. Sabem como \u00e9 que se faz Hist\u00f3ria e que para tal \u00e9 necess\u00e1rio mostrar a consci\u00eancia disso. Por outro lado, que seria dos culpados se n\u00e3o houvesse os inocentes?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A prova <\/strong><strong>de que o que est\u00e1 em jogo para o BE, n\u00e3o \u00e9 o preconceito nem a discrimina\u00e7\u00e3o mas sim a conversa em torno deles, vem do facto de n\u00e3o advertirem tamb\u00e9m para o caso de, no Cart\u00e3o do Cidad\u00e3o, se encontrarem registados outros dados ainda mais prop\u00edcios ao preconceito e \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o; entre outros: a idade, o sexo, a medida, a assinatura, a fotografia, o nome; de facto, todos eles potenciam a discrimina\u00e7\u00e3o e o preconceito. <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>. <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Registos a evitar para obstar \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o\/preconceito<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Abula-se <\/strong><strong>a data de nascimento no cart\u00e3o:<\/strong> a idade \u00e9 um dos grandes factores de preconceitos e de discrimina\u00e7\u00e3o; at\u00e9 o com\u00e9rcio e a ind\u00fastria j\u00e1 se servem da idade para fazerem a sua propaganda adequada ao grupo et\u00e1rio, o que se torna numa afronta ao direito \u00e0 protec\u00e7\u00e3o de dados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Abula-se o uso da fotografia:<\/strong> atrav\u00e9s da foto pode-se deduzir qualidades temperamentais e tend\u00eancias da pessoa para quem sabe um pouco de fisionomia. Atrav\u00e9s da an\u00e1lise do rosto pode-se chegar ao conhecimento de caracter\u00edsticas psicol\u00f3gicas e seus tra\u00e7os de g\u00e9nio. At\u00e9 a pele, mais ou menos bronzeada, tamb\u00e9m pode ser indicativo de pessoa mais ou menos sexy, o que tamb\u00e9m pode fomentar preju\u00edzo ou discrimina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Abula-se a assinatura<\/strong>: a escrita \u00e0 m\u00e3o tamb\u00e9m sofre da mesma pe\u00e7onha porque quem tiver conhecimentos de grafologia pode us\u00e1-la como m\u00e9todo de interpreta\u00e7\u00e3o temperamental e de diagn\u00f3stico ps\u00edquico, podendo descobrir, atrav\u00e9s da assinatura, indicadores de personalidade. O manuscrito torna-se assim num factor de discrimina\u00e7\u00e3o e preconceito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Abula-se o nome<\/strong>: pelo nome pode chegar-se \u00e0 etnia, religi\u00e3o e, por vezes, at\u00e9 \u00e0 classe social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Abula-se a indica\u00e7\u00e3o da nacionalidade<\/strong>: \u00e9 factor de discrimina\u00e7\u00e3o e de preconceito atendendo \u00e0 escala do prest\u00edgio e de diferentes direitos dos Estados. Al\u00e9m disso os polip\u00e1tricos ficam na indefini\u00e7\u00e3o entre o jus soli e o jus sanguinis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Abula-se o registo do n\u00famero do contribuinte<\/strong>: permite o controlo do cidad\u00e3o e o registo dos tr\u00eas n\u00fameros (n\u00b0 de identidade, do contribuinte e da sa\u00fade) facilitaria um governo espia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o falo j\u00e1 de fomentadores especiais de preconceito e discrimina\u00e7\u00e3o que se escondem atr\u00e1s do porte e do trajo, devido \u00e0s consequ\u00eancias que poderiam levar ao estabelecimento do nudismo. Tamb\u00e9m a indica\u00e7\u00e3o de perten\u00e7a religiosa ou partid\u00e1ria se torna, cada vez mais, num alimento do preconceito a que se pode seguir discrimina\u00e7\u00e3o positiva ou negativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma consequ\u00eancia l\u00f3gica pass\u00edvel de compromisso para o registo civil: <strong>substitui\u00e7\u00e3o de todo o nome por n\u00fameros; seria a medida mais l\u00f3gica contra o preconceito e a discrimina\u00e7\u00e3o e o mesmo pacote legislativo teria a vantagem de unificar tamb\u00e9m o sexo. <\/strong>Depois poder-se-ia passar ao nome de ruas e de monumentos! M\u00e3os \u00e0 obra, trabalho n\u00e3o falta para os iconoclastas de uma sociedade ego\u00edsta e narcisista que s\u00f3 reconhece a pr\u00f3pria imagem como \u00edcone. Se continuamos a ac\u00e7\u00e3o radical do neo-marxismo, a solu\u00e7\u00e3o ser\u00e1 irradiar a pessoa para acabarmos com as m\u00e1scaras e todos os vest\u00edgios culturais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Neste sentido, seria mais adequado apressar-se a aboli\u00e7\u00e3o da linguagem e do pensamento; ent\u00e3o encontrar-nos-\u00edamos no para\u00edso terreal sem discrimina\u00e7\u00f5es perceb\u00edveis entre todos os animais; sim, at\u00e9 porque na realidade n\u00e3o h\u00e1 conceito sem preconceito e aqui \u00e9 que est\u00e1 o bus\u00edlis de toda a quest\u00e3o!<\/strong> (3)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Conclus\u00e3o<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fora de brincadeiras<\/strong><strong>, o que aqui est\u00e1 em via \u00e9 uma estrat\u00e9gia para reinterpretar o mundo e impor um discurso e uma l\u00f3gica a um povo de c\u00e9rebro bem lavado e como tal impr\u00f3prio para v\u00edrus e bact\u00e9rias; como o neo-marxismo j\u00e1 n\u00e3o tem m\u00e3o sobre a economia procura tomar conta da arena p\u00fablica assenhorar-se da linguagem do povo e, com ela, da sua consci\u00eancia. Partem do princ\u00edpio de que quem tem o poder da interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 senhor! <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tornou-se moderno ter \u00e0 m\u00e3o o sexo para chamar as pessoas ao rega\u00e7o da pondera\u00e7\u00e3o moderna. Quem tiver m\u00e3o nele tem m\u00e3o em toda a sociedade. Assim, para quem quer poder, n\u00e3o h\u00e1 nada mais recomend\u00e1vel do que tornar-se senhor do sexo, servindo-se tamb\u00e9m da sexualiza\u00e7\u00e3o do g\u00e9nero gramatical. <strong>Trata-se aqui de usar, para o p\u00fablico em geral, o outro pendente da sua doutrina\u00e7\u00e3o sexual nas escolas, nas tais aulas de \u201cinoc\u00eancia\u201d sexual para crian\u00e7as ainda verdes que devem aprender a n\u00e3o ter prefer\u00eancias e assim formarem uma sociedade despersonalizada e sem prefer\u00eancias que esteja preparada para s\u00f3 preferir o que os que dominam a ribalta p\u00fablica lhes apresentarem.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A sabedoria portuguesa costuma recomendar: \u201enem tanto ao mar nem tanto \u00e0 terra\u201d e a sabedoria europeia ensina: A virtude est\u00e1 no meio e n\u00e3o se encontra nos extremos! Apesar disso n\u00e3o se pode ser radical contra os extremos porque eles \u00e9 que aguentam o meio! \u00c9 certo que no uso da linguagem deveria haver mais equidade e pondera\u00e7\u00e3o; para levar isto avante, o melhor meio seria a arte e a cultura em geral mais que as terapias de choque dos pol\u00edticos.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n<p>Pegadas do Tempo, https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3655<\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: justify;\">(1) Agrade\u00e7o ao BE a oportunidade que me d\u00e1 para reflectir um pouco sobre um aspecto da problem\u00e1tica do Gender (g\u00e9nero) t\u00e3o cara ao BE e deste espalhar um pouco de nevoeiro com a minha nortada.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">(2) A l\u00f3gica do g\u00e9nero sofre de antropocentrismo em quest\u00f5es do trato do g\u00e9nero gramatical n\u00e3o tendo em conta, animais, plantas e coisas!&#8230; N\u00e3o perscrutam a injusti\u00e7a no caso dos sobrecomuns, s\u00f3 com um g\u00e9nero gramatical: a pessoa, a crian\u00e7a, a v\u00edtima, a criatura, a esquerda\u2026 Em tempos de esquisitices tamb\u00e9m n\u00e3o tratam bem os nomes \u201ccomuns de dois\u201d : o\/a jovem, o\/a artista, o\/a presidente, o\/a f\u00e3, o\/a turista, o\/a imigrante.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m os h\u00e1, os nomes epicenos, com um s\u00f3 g\u00e9nero gramatical, e sem diferencia\u00e7\u00e3o de sexos: ser\u00e1 de obstar ao mal da <strong>cobra<\/strong> e do<strong> jacar\u00e9<\/strong> que englobam na mesma palavra o macho e a f\u00e9mea; na cobra (macho ou cobra f\u00e9mea) \u00e9 discriminado o macho e no jacar\u00e9 \u00e9 discriminada a f\u00e9mea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mais <\/strong><strong>uma quest\u00e3o, para os advogados do g\u00e9nero resolverem: Nota-se grande falta de l\u00f3gica do g\u00e9nero no emprego do masculino para a palavra tinteiro e o uso do feminino para a palavra caneta, j\u00e1 que, do ponto de vista da \u201clinguagem sexista\u201d, o pormenor est\u00e1 na tinta!\u2026 <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na mesma ordem de ideias ser\u00e1 de preparar uma mo\u00e7\u00e3o para o pr\u00f3ximo congresso do BE: A mudan\u00e7a do nome \u201cBloco de Esquerda\u201d para \u201cBloco do Esquerdo e da Esquerda\u201d para que no partido o sexo feminino n\u00e3o bloqueie o sexo masculino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O uso do pleonasmo \u201cqueridos portugueses (os) e queridas portuguesas\u201d vai ganhando terreno usando-se mais em defer\u00eancias de cortesias pessoais mas que n\u00e3o fazem parte do uso gramatical.<\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: justify;\">(3) Abula-se o preju\u00edzo da discrimina\u00e7\u00e3o baseada no preconceito da anti-discrimina\u00e7\u00e3o!<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Da \u201cLinguagem sexista\u201d ao Dom\u00ednio da Consci\u00eancia social atrav\u00e9s da Novil\u00edngua Por Ant\u00f3nio Justo Cada \u00e9poca, cada grupo, cada pessoa, quer possuir uma identidade pr\u00f3pria e para tal constituir a sua narrativa como se s\u00f3 ela fosse a norma; para tal tenta afirmar os pr\u00f3prios vest\u00edgios na discri\u00e7\u00e3o ou na forma de interpretar e apresentar &hellip; <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3655\" class=\"more-link\">Continuar a ler <span class=\"screen-reader-text\">O PRECEITO DO PRECONCEITO NA DISCRIMINA\u00c7\u00c3O DO G\u00c9NERO GRAMATICAL E DO SEXO<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[15,4,7],"tags":[],"class_list":["post-3655","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cultura","category-educacao","category-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3655","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3655"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3655\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3658,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3655\/revisions\/3658"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3655"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3655"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3655"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}