{"id":3511,"date":"2016-03-01T11:51:48","date_gmt":"2016-03-01T10:51:48","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3511"},"modified":"2016-03-01T16:14:23","modified_gmt":"2016-03-01T15:14:23","slug":"lingua-portuguesa-entre-desrespeito-e-ideologia-o-portugues-nao-e-de-portugal-nem-do-brasil-ele-e-da-lusofonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3511","title":{"rendered":"LUSOFONIA ENTRE DESRESPEITO E IDEOLOGIA &#8211; O PORTUGU\u00caS N\u00c3O \u00c9 DE PORTUGAL NEM DO BRASIL ELE \u00c9 A ALMA DA LUSOFONIA &#8211; Dos Caminhos errados no Trato do Portugu\u00eas"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\"> MEC brasileiro pretende acabar com a obrigatoriedade da Literatura portuguesa: de Cavalo para Burro?<\/span><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por <strong>Ant\u00f3nio Justo<\/strong><br \/>\nQuem tocar na l\u00edngua deve faz\u00ea-lo com respeito e de forma moderada porque ela \u00e9 a alma da cultura, a \u00e1gua l\u00edmpida que d\u00e1 forma mais ou menos f\u00edsica \u00e0 cultura de um povo. <strong>O Portugu\u00eas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 forma e meio de express\u00e3o de um povo, de uma regi\u00e3o, de um pa\u00eds ou de um continente, ele \u00e9 a alma e a express\u00e3o sublime de muitos e nobres povos que formam uma civiliza\u00e7\u00e3o intercultural interoce\u00e2nica e intercontinental<\/strong> &#8211; \u00e9 um idioma onde os diferentes g\u00e9nios de povos se miscigenam no sentido da evolu\u00e7\u00e3o cultural e civilizacional. Seria ofensor do Portugu\u00eas querer v\u00ea-lo reduzido a um lago ou pa\u00eds, ou mesmo a um mar ou continente, quando integra nele a experi\u00eancia de vida dos diferentes continentes, sendo ele um mar aberto de \u00e1guas interoce\u00e2nicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Constituiria um <strong>acto de infidelidade e falta de brio, uma falta de autoconsci\u00eancia querer apoucar-se o Portugu\u00eas a uma terra maninha ou baldio incultivo, quer\u00ea-lo uma \u00e1rvore sem ra\u00edzes ou reduzi-lo a simples coutada de algu\u00e9m.<\/strong> O Portugu\u00eas, como a \u00e1gua tanto rega os baixios da favela como os lugares altos do pa\u00eds e da civiliza\u00e7\u00e3o. No seu todo \u00e9 que a l\u00edngua \u00e9 grandiosa, na rica express\u00e3o multiforme e na sua capacidade de diferencia\u00e7\u00e3o. O portugu\u00eas n\u00e3o \u00e9 de Portugal nem do Brasil; ele \u00e9 teu e meu, \u00e9 de todos, como o c\u00e9u \u00e9 das aves onde todas voam e se encantam. O portugu\u00eas quando ouvido lembra diferentes melodias de variadas intona\u00e7\u00f5es. Ele \u00e9 como a terra mais virgem ou mais elaborada, uma intercultura a proteger-se tal como uma terra ind\u00edgena a defender-se.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A not\u00edcia de que \u201cA Literatura portuguesa deixa de ser obrigat\u00f3ria no Brasil\u201d (1) deixou-me perplexo e desiludido tal como a mutila\u00e7\u00e3o da l\u00edngua, no que toca ao acordo ortogr\u00e1fico.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Defraudadores da L\u00edngua roubam as penas aos pequeninos e ao pensamento<\/span><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na minha qualidade de docente, divertia-me quando ensinava o Portugu\u00eas aos distra\u00eddos que o queriam simples e imediato mas entristecia-me de sobremaneira quando, ao ensin\u00e1-lo no secund\u00e1rio e na universidade (de Kassel), onde estudantes j\u00e1 com capacidade de diferencia\u00e7\u00e3o se viam confrontados com <strong>os nossos gram\u00e1ticos simplicistas que o empobreciam, ao roubar-lhe a segunda pessoa do singular e do plural (o tu e o v\u00f3s) como se fossemos crian\u00e7as que s\u00f3 compreendessem o \u201ceu\u201d e o \u201cvoc\u00ea\u201d. Esta falta originava uma certa confus\u00e3o a estudantes habituados a l\u00ednguas de alta diferencia\u00e7\u00e3o em que se usam normalmente todos os pronomes pessoais (Eu, Tu, Ele\/Ela, voc\u00ea, a gente, N\u00f3s, V\u00f3s, Eles\/Elas, voc\u00eas).<\/strong> Contra a corrente simplicista em voga, implementada por ideologias prolet\u00e1rias, optei por elaborar a minha sebenta onde colocava todos os pronomes de express\u00e3o diferenciada e distinta. Via-o tamb\u00e9m como uma ferramenta de trabalho \u2013 uma possibilita\u00e7\u00e3o de oportunidades &#8211; tanto para futuros pedreiros como para futuros advogados. Tratava-se de dar as mesmas armas a beneficiados e desfavorecidos da vida para, uns e outros poderem combater pela vida fora com as mesmas armas e n\u00e3o apenas com as que a sorte ou a oportunidade lhes deixou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A vida \u00e9 luta e \u00e9 desigual e quem apregoa uma igualdade sem esfor\u00e7o e gratuita ou \u00e9 mentiroso ou \u00e9 oportunista. Quem pretende libertar as massas do destino ter\u00e1 de lhes proporcionar o instrument\u00e1rio e a vontade de o fazer!<\/strong> Ou queremos manter uma sociedade em que ao ouvir as pessoas falar se fique logo com a ideia da sua proveni\u00eancia como acontecia antigamente ao olhar-se-lhes para os dentes? Quem, politicamente, tem s\u00f3 facilidades ou facilita\u00e7\u00f5es para oferecer, sem apontar o pre\u00e7o que se tem que pagar por elas, n\u00e3o \u00e9 s\u00e9rio porque aposta na lei da in\u00e9rcia e no oportunismo que ela proporciona \u00e0s aves de rapina!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As quest\u00f5es da l\u00edngua n\u00e3o podem ser deixadas nas m\u00e3os de pol\u00edticos feitos mais para as coisas grossas do que para as finas. A ideologia de alguns, no zelo do seu preconceito, chega a tal disfarce de dizer que o emprego do \u201ev\u00f3s\u201c \u00e9 pr\u00f3prio da igreja, (de quem aprendeu latim e grego) como se, s\u00f3 padres, advogados ou m\u00e9dicos tivessem uma tal capacidade de discernimento e distin\u00e7\u00e3o! Aqui faria um apelo aos irm\u00e3os seguidores do soberbo Marqu\u00eas de Pombal e ao proletariado intelectual de esquerda: n\u00e3o se virem tamb\u00e9m contra a igreja cat\u00f3lica que no seu processo de acultura\u00e7\u00e3o e incultura\u00e7\u00e3o aprendeu a honrar e a respeitar a cultura seja ela a dos cedros do L\u00edbano ou a dos pinheiritos raqu\u00edticos fustigados pelo vento salgado. Faz-me tanta dor ver que tanta esquerda irm\u00e3 a combater Cristo pelo facto de ele se colocar ao lado dos pequeninos mas n\u00e3o com os mesmos meios, os meios activistas de Judas. Demo-nos as m\u00e3os; juntos certamente conseguir\u00edamos tirar os irm\u00e3os das favelas; separados continuaremos a servir a dois senhores!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Que o povo simples se expresse como sabe e como pode, n\u00e3o \u00e9 mal, o que \u00e9 de lamentar \u00e9 que j\u00e1 na escola se lhe cortem as asas dando-lhe apenas asas de pardal quando precisariam das de \u00e1guia para subir mais alto. Este \u00e9 o grande engano e a mentira declarada de uma esquerda radical que s\u00f3 alimenta o proletariado com ideologia n\u00e3o lhe facultando boas asas para que o proletariado n\u00e3o s\u00f3 possa voar mas para que tenha tamb\u00e9m a possibilidade de voar alto e assim notar que s\u00f3 das alturas se consegue ter a perspectiva de reconhecer quem explora econ\u00f3mica e ideologicamente. \u00c9 natural que uma sociedade de modelo sovi\u00e9tico s\u00f3 precisaria do proletariado almeida e de uma pequeno grupo de \u00e1guias &#8211; troica- que os governe e que um capitalismo liberal precise s\u00f3 de bra\u00e7os ou de mentes bem podadas para melhor produzir porque a capacidade de pensar s\u00f3 estorva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Defraudadores da L\u00edngua portuguesa, porque roubais as penas aos passarinhos e ao pensamento? N\u00e3o notais que, as asas com que voais, as n\u00e3o dais \u00e0 passarada que em baixo esvoa\u00e7a em volta dos trigais para que n\u00e3o possa voar nem subir mais?<\/strong> (Se escreverem um texto como este \u00faltimo par\u00e1grafo \u2013 que de prop\u00f3sito escrevi na segunda pessoa do plural \u2013 num computador com programa corrector de ortografia, logo notar\u00e3o que as segundas pessoas verbais aparecer\u00e3o assinalados como erro e com a indica\u00e7\u00e3o de se corrigir para a terceira pessoa! <strong>A pobreza de esp\u00edrito e a entropia j\u00e1 chegaram a tal ponto de fazer uso da tecnologia para nos passar a ferro e embrutecer<\/strong>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma Ideia de emancipa\u00e7\u00e3o masculinizada, ao seguir o fluxo de um populismo barato, exige que, em quest\u00f5es de l\u00edngua e de educa\u00e7\u00e3o, se ande de cavalo para burro. O maior passo nesse sentido deu-se j\u00e1 no processo da regress\u00e3o com o \u201cAcordo Ortogr\u00e1fico\u201d de 1990 (2). Quer-se uma reforma para favorecer ideologias e uma economia ligada ao com\u00e9rcio da cultura e a monopolistas e a um MEC a querer ter melhores satisfat\u00f3rios nos meios analfabetos\u2026 Cultura n\u00e3o se pode adquirir com tarifa zero nem com ideologias de trazer por casa que passam como as nuvens em tempos fortes de altas e baixas press\u00f5es.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Ai dos Vencidos!<\/span><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como pode um pa\u00eds jovem e promissor, como o Brasil, seguir servilmente ideologias niilistas e marcadamente de extrema-esquerda que s\u00e3o o produto importado de um estado ocidental decadente e senil? N\u00e3o notam que em cada fase do desenvolvimento seja de uma pessoa ou da hist\u00f3ria de uma sociedade, a cada fase corresponde uma diferente ac\u00e7\u00e3o, pedagogia e \u00e9tica? Esta Europa que j\u00e1 foi jovem e adulta e agora vai passando a vidinha j\u00e1 n\u00e3o tanto com base no trabalho mas nos servi\u00e7os e na ideologia n\u00e3o pode ser norma para pa\u00edses jovens que passam a ser mais prejudicados pelo jugo novo do que pelo antigo. Como n\u00e3o nota a classe m\u00e9dia de um pa\u00eds jovem que muitos dos seus impulsionadores s\u00f3 seguem atr\u00e1s de um progresso que os n\u00e3o serve, apenas os adia e leva a empatar o melhor do seu tempo em copiar sem adaptar, no seguimento dos arrotes de ideias e de ideologias que s\u00e3o caracter\u00edstica do espregui\u00e7ar-se de civiliza\u00e7\u00f5es na sua fase velha e n\u00e3o do seu in\u00edcio? <strong>N\u00e3o notam que consomem n\u00e3o s\u00f3 os produtos ocidentais mas, o que \u00e9 mais grave ainda, tamb\u00e9m consomem as suas ideias de pl\u00e1stico, sem serem vivificadas nem sequer aferidas? N\u00e3o notam que colonizam em nome da contra-coloniza\u00e7\u00e3o?<\/strong> N\u00e3o notam que onde chega uma mentalidade decadente, fruto do Ocidente, ao ser importada pelos pa\u00edses emergentes, estes se destroem a si mesmos com novas doen\u00e7as n\u00e3o s\u00f3 f\u00edsicas como tamb\u00e9m intelectuais, tornando-se cada vez mais dependentes? N\u00e3o notam que as institui\u00e7\u00f5es que exigem saber, disciplina e rigor para os seus empregados apregoam o simplicismo e o \u00e0-vontade para um vulgo que querem inerte e dispon\u00edvel? Uma na\u00e7\u00e3o faz-se pelo trabalho, pela qualidade da forma\u00e7\u00e3o e por uma vontade determinada de ser, como mostraram e demonstram os judeus, como mostraram os portugueses, como mostrou a civiliza\u00e7\u00e3o ocidental quando se orientava por ideais universais e n\u00e3o apenas por objectivos econ\u00f3micos, quando a classe m\u00e9dia se sentia responsabilizada e n\u00e3o se deixava levar em conversa fiada como querem as novas burguesias intelectuais citadinas e os novos ricos.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Ensino de literatura lus\u00f3fona para todos os Pa\u00edses de l\u00edngua lus\u00f3fona<\/span><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Entre os pa\u00edses lus\u00f3fonos deveria haver um contracto <span id=\"result_box\" class=\"short_text\" lang=\"pt\"><span class=\"hps\">interestadual<\/span><\/span> em que cada Estado lus\u00f3fono se comprometesse a incluir e implementar, nos seus programas e curr\u00edculos escolares, literatura de todos os estados lus\u00f3fonos.<\/strong> Urge fortalecer intelectualmente uma camada m\u00e9dia consciente e capaz, com um ensino exigente, porque desta \u00e9 que vem a massa cr\u00edtica que corrige, desenvolve e equilibra os exageros dos extremos. Urge que, todas as organiza\u00e7\u00f5es empenhadas na lusofonia fa\u00e7am valer as suas influ\u00eancias perante os pa\u00edses lus\u00f3fonos no sentido de ser implementado o interc\u00e2mbio cultural e o ensino da literatura lus\u00f3fona j\u00e1 a n\u00edvel de escolas secund\u00e1rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como pode haver um estudo s\u00e9rio do portugu\u00eas na escolariza\u00e7\u00e3o sem o estudo de lingu\u00edstica e da hist\u00f3ria da literatura do portugu\u00eas desde as suas origens?<\/strong> <strong>\u00c9 mais que \u00f3bvio o estudo do seu desenvolvimento desde o latim vulgar e latim erudito ao portugu\u00eas arcaico, galaico-portugu\u00eas, Gil Vicente, ao portugu\u00eas moderno de Lu\u00eds Vaz de Cam\u00f5es, Ant\u00f3nio Vieira, Fernando Pessoa e o seu desembocar nos diferentes sistemas liter\u00e1rios de cada pa\u00eds lus\u00f3fono, como, em rela\u00e7\u00e3o ao Brasil, com um Machado de Assis, Drummond, Cec\u00edlia Meireles, Jorge Amado, etc.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pol\u00edtica de l\u00edngua seja ela no Brasil, Angola, Mo\u00e7ambique, etc. ter\u00e1 naturalmente que implementar o estudo das l\u00ednguas ind\u00edgenas, mantendo, no interesse da identidade nacional, uma incid\u00eancia especial no portugu\u00eas falado como o idioma nacional oficial.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Conclus\u00e3o \u2013 Fernando Pessoa \u00e9 o Prot\u00f3tipo do homo lus\u00f3fono<\/span><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Uma mentalidade b\u00e1rbara procura, em nome de um capitalismo avassalador, de um socialismo aplanador e de uma emancipa\u00e7\u00e3o masculinizante, acabar com as pr\u00f3prias ra\u00edzes e origens no desprezo pela m\u00e3e latina, como se uma sociedade se pudesse manter viva contentando-se com o ir \u00e0 prostituta, ou negar nela as virtudes e os defeitos que tornaram povos pequenos grandes.<\/strong> Quem faz das origens um borr\u00e3o e acaba com as refer\u00eancias hist\u00f3ricas, retrocede em vez de evoluir. N\u00e3o \u00e9 justo querer funcionalizar o povo indefeso e distra\u00eddo no sentido de ser apenas bra\u00e7os, est\u00f4mago e abd\u00f3men. Nesta fase social da Hist\u00f3ria quem n\u00e3o defende uma classe m\u00e9dia forte e consciente atrai\u00e7oa o povo. <strong>As nomenclaturas das ideologias e da economia trabalham a grande pedalada para que toda a sociedade se torne dependente de uma pequen\u00edssima elite com o monop\u00f3lio da influ\u00eancia cultural e econ\u00f3mica.<\/strong> Por isso atacam tudo o que lhes oferece resist\u00eancia seja o cristianismo, seja uma camada m\u00e9dia resistente ou seja o sindicalismo. Querem transformar a democracia numa democratura.<strong> Na Alemanha os sindicatos e a Igreja j\u00e1 colaboram em ac\u00e7\u00f5es comuns numa tentativa de impedirem a arrog\u00e2ncia pol\u00edtica e econ\u00f3mica que se encontram cada vez mais de bra\u00e7o dado.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Verifica-se que, em todos os governos, onde a esquerda assume o governo logo procura, \u00e0 maneira jacobina, influenciar determinantemente o sistema de educa\u00e7\u00e3o e, quando em governos de coliga\u00e7\u00e3o, segue a estrat\u00e9gia de assumir as pastas da cultura e do ensino, seus meios privilegiados para garantir a sustentabilidade da influ\u00eancia. <strong>A influ\u00eancia e o dom\u00ednio social que o capitalismo adquire com a economia s\u00e3o adquiridos pelo socialismo atrav\u00e9s da cultura: Formam um par unido na explora\u00e7\u00e3o humana. Naturalmente esta estrat\u00e9gia n\u00e3o \u00e9 de condenar. O que \u00e9 de condenar \u00e9 a atitude descomprometida de conservadores que por pregui\u00e7a ou favorecimento da natureza se vejam apoiados sem necessidade de se empenharem.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma pol\u00edtica redutora e nacionalista n\u00e3o pode ter a pretens\u00e3o de querer inventar a roda de novo, nem t\u00e3o-pouco, com a desculpa do colonialismo e da opress\u00e3o externa, justificar uma colonializa\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica interna que possa vir a alimentar o alarde de novas ideias de gene colonizadora. As grandes na\u00e7\u00f5es criam-se em torno do trabalho, do estudo e de uma vontade guiada por um sentido comum. Fernando Pessoa \u00e9 o Prot\u00f3tipo do homo lus\u00f3fono. Fernando Pessoa re\u00fane e resume nele a grandeza de alma da pessoa lus\u00f3fona.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A l\u00edngua lusa \u00e9 a p\u00e1tria de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guin\u00e9-Bissau, Guin\u00e9 Equatorial, Macau, Mo\u00e7ambique, Portugal, Timor-Leste, de S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe e de tantas comunidades falantes do portugu\u00eas, espalhadas por todo o mundo. <strong>A l\u00edngua lusa \u00e9 aquela alma que nos torna a todos irm\u00e3os. Fernando pessoa, aquele g\u00e9nio de personalidade lusa migrante, que reuniu numa s\u00f3 pessoa o contradit\u00f3rio e os opostos, \u00e9 o melhor prot\u00f3tipo do lus\u00f3fono; na diversidade e integra\u00e7\u00e3o dos seus heter\u00f3nomos viveu e reviveu a grandeza e multiplicidade dos povos da lusofonia que o fez exclamar, tamb\u00e9m da perspectiva geogr\u00e1fica horosc\u00f3pica, com amor e devo\u00e7\u00e3o: \u201cA minha p\u00e1tria \u00e9 a l\u00edngua Portuguesa\u201d!<\/strong><br \/>\n<strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><br \/>\nPegadas do Tempo www.antonio-justo.eu<\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify;\">(1) Not\u00edcia em http:\/\/economico.sapo.pt\/noticias\/literatura-portuguesa-deixa-de-ser-obrigatoria-no-brasil_243170.html<br \/>\nEntre outros textos que escrevi: ACORDO ORTOGR\u00c1FICO SEGUE A VIA POPULAR https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=2190 BARBARIDADES CONTRA A L\u00cdNGUA PORTUGUESA https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=2843\u201cPreparar uma \u00ednclita gera\u00e7\u00e3o\u201d<br \/>\n(2) Entre outros textos que escrevi: ACORDO ORTOGR\u00c1FICO SEGUE A VIA POPULAR https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=2190 BARBARIDADES CONTRA A L\u00cdNGUA PORTUGUESA https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=2843\u201c<\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MEC brasileiro pretende acabar com a obrigatoriedade da Literatura portuguesa: de Cavalo para Burro? Por Ant\u00f3nio Justo Quem tocar na l\u00edngua deve faz\u00ea-lo com respeito e de forma moderada porque ela \u00e9 a alma da cultura, a \u00e1gua l\u00edmpida que d\u00e1 forma mais ou menos f\u00edsica \u00e0 cultura de um povo. 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