{"id":3499,"date":"2016-02-22T17:10:19","date_gmt":"2016-02-22T16:10:19","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3499"},"modified":"2016-02-22T17:10:19","modified_gmt":"2016-02-22T16:10:19","slug":"humberto-delgado-um-diplomata-que-escrevia-rrepublica-com-dois-r","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3499","title":{"rendered":"HUMBERTO DELGADO UM DIPLOMATA QUE ESCREVIA \u201cRREP\u00daBLICA\u201d COM DOIS R"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">\n<strong><span style=\"color: #ff0000;\">\u201cQuais s\u00e3o os maiores pulhas e hip\u00f3critas? Os Mon\u00e1rquicos ou os Republicanos?\u201d O Governo ou a Oposi\u00e7\u00e3o?<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Por <strong>Ant\u00f3nio Justo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nHumberto Delgado fundamenta, no seu livro <strong>\u201cDa Pulhice do Homo sapiens \u2013 Da Monarquia de vigaristas pela Rep\u00fablica de bandidos \u00e0 Ditadura de papa\u201d<\/strong>, de maneira realista e prof\u00e9tica a raz\u00e3o do cont\u00ednuo adiamento do desenvolvimento de Portugal e da sua governa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nHumberto Delgado fala da \u201cRep\u00fablica tuberculosa de nascen\u00e7a\u201d. Escreve Rep\u00fablica com dois R, esclarecendo: \u201cRRep\u00fablica\u201d com dois R, em que um \u00e9 dos roubos\u201d. \u201cNihil sub sole novum\u201d (Ecl. 1:9)!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nRecomendaria a leitura deste livro a todos, especialmente a quem quer compreender as raz\u00f5es da corrup\u00e7\u00e3o do Estado e da nossa \u201crevolu\u00e7\u00e3o\u201d (coloco o link com o livro em nota (1 e 2). <strong>A sua leitura poder\u00e1 esclarecer a raz\u00e3o porque o regime de Abril fomentou uma atitude fan\u00e1tica republicana na avalia\u00e7\u00e3o tanto do regime de Salazar como do regime do 25 de Abril.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nCidad\u00e3os que sentem as dores de um Portugal devidas \u00e0 sua oligarquia decadente, tal como os emigrantes, que n\u00e3o se serviram nem foram servidos por nenhum dos regimes ou governos, bem como uma nova juventude, ser\u00e3o os que melhor poder\u00e3o compreender e sentir a raz\u00e3o de um Humberto Delgado amargurado e furioso por amor \u00e0 na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<strong><span style=\"color: #ff0000;\">Humberto Delgado \u2013 A Voz de um Profeta no Descampado da Na\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA linguagem que Humberto usa n\u00e3o se distingue da que encontramos hoje nos meios sociais. A raz\u00e3o do seu escrever n\u00e3o se distingue da do nosso escrever e que ele bem resume: \u201d<strong>\u00c9 esse patriotismo, ferido por ver a gente que comp\u00f5e o pseudo-escol do meu pa\u00eds, quem escreve este livro, raivoso por se sentir impotente para a liquidar\u201d<\/strong>. Diria: raivoso por verificar o beco sem sa\u00edda a que as nossas elites nos conduzem e a um dissabor na nossa consci\u00eancia por aguentar a desonra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nComo se fosse hoje, fala da<strong> \u201ccanalha pol\u00edtica que salva o pa\u00eds nos caf\u00e9s e nos minist\u00e9rios\u201d<\/strong>. Do rei D. Carlos diz: \u201cO rei, um rei constitucional, que afinal pouco mais \u00e9 que um objecto de adorno\u2026 com muita medalha, figurava como culpado dos males nacionais desde a chuva abundante \u00e0 seca mort\u00edfera\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nDa cumplicidade entre conservadores e progressistas, diz: \u201cA pol\u00edtica dos partidos mon\u00e1rquicos resumia-se a isto: \u201cescalar o poder, para satisfazer a vaidade ou para comer\u2026\u201d. <strong>Fala da \u201ccanalha progressista\u201d e do esp\u00edrito anticat\u00f3lico referindo: \u201cDias Ferreira estadista dos mais s\u00e9rios da monarquia dizia: \u2019\u00c0 frente dos neg\u00f3cios p\u00fablicos em Portugal t\u00eam estado verdadeiras quadrilhas de ladr\u00f5es.\u2019 \u201cV\u00ea o leitor o que era a administra\u00e7\u00e3o dos pol\u00edticos mon\u00e1rquicos. A da rep\u00fablica foi id\u00eantica\u201d\u2026 \u201c\u00c9 do dom\u00ednio p\u00fablico a fobia que se criou pelas miss\u00f5es cat\u00f3licas, dado o esp\u00edrito intolerante dos que se dizem republicanos, como se fizesse algum mal que o preto aprendesse a carpinteiro, a ler e a adorar a Deus\u2026 Pois apareceram as miss\u00f5es laicas, e todos sabem o que foram, pretexto de embarque de todo o malandro e prostitutas, para as col\u00f3nias.\u201d<\/strong> Humberto Delgado hoje em vez de dizer mon\u00e1rquicos e republicanos diria: esquerda e direita, governo e oposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nOntem como hoje o servilismo ao estrangeiro frutificam em nome da crise ou do internacionalismo e de um progressismo simplicista e barato que substitui o grande ideal civilizacional intercultural por correntes ideol\u00f3gicas. Humberto Delgado critica tamb\u00e9m os pol\u00edticos republicanos e mon\u00e1rquicos que \u201cpuseram a sua pena ao servi\u00e7o da causa da Uni\u00e3o Ib\u00e9rica\u201d pondo neste rol Passos Manuel, Te\u00f3filo Braga, Oliveira Martins e <strong>Antero de Quental<\/strong> que em \u201cPortugal perante a revolu\u00e7\u00e3o de Espanha\u201d defende: <strong>\u201cNas nossas actuais circunst\u00e2ncias o \u00fanico acto l\u00f3gico e poss\u00edvel de patriotismo consiste em renegar a nacionalidade\u201d.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nPor aqui se pode compreender melhor o interesse dos her\u00f3is da descoloniza\u00e7\u00e3o de Abril 74 no sentido da desmoraliza\u00e7\u00e3o e da desnacionaliza\u00e7\u00e3o do povo portugu\u00eas e a pressa em inculcar bezerros de ouro contra uma f\u00e9 antiga que estaria aberta \u00e0 novidade. Na primeira rep\u00fablica como no 25 de Abril o que dominava era a ideologia e os interesses individuais, que n\u00e3o a coisa p\u00fablica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>\u201cO portuguesinho s\u00f3 quer direitos, honrarias, pergaminhos; mas deveres? \u2013 Isso, trabalho \u00e9 bom para o preto\u201d.<\/strong> Com o 25 de Abril repetiu-se o que j\u00e1 se fez no in\u00edcio da rep\u00fablica (e na revolu\u00e7\u00e3o de 1820 como se tratasse de criar uma nova civiliza\u00e7\u00e3o), deu-se ent\u00e3o cabo das escolas industriais porque s\u00f3 se queria uma rep\u00fablica igual de meninos de liceu: <strong>\u201cEm resumo, cada um fazia o que queria. \u2013 Pois bem: proclama-se a rep\u00fablica; e ent\u00e3o passa a ser assunto obrigat\u00f3rio do discurso a tirania do regime deposto\u201d.<\/strong> Deste discurso se alimentam hoje os \u201chist\u00f3ricos\u201d da revolu\u00e7\u00e3o, num povo insubmisso mas obediente com uma direita desempenhada e uma esquerda ultrapassada a viver dos cartazes e punhos cerrados, do funcionalismo p\u00fablico, de um sindicalismo jacobino, do jornalismo educado e at\u00e9 mesmo de intelectuais distra\u00eddos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>O discurso confessional de um Abril (primavera para os mais iguais), com as suas jaculat\u00f3rias de \u201cfachos\u201d, \u201cimperialistas\u201d, \u201cfascistas\u201d, \u201cditadura\u201d , a ponto de tanto ser repetido, ganhou foros de verdade,<\/strong> aquela verdade tr\u00e1gica que impede uma an\u00e1lise s\u00e9ria ao novo regime e legitima a sua corrup\u00e7\u00e3o (em nome de um bem ou de um mal esconde-se a pr\u00f3pria maldade): uma sociedade que vive a fugir do seu passado ou s\u00f3 a apostar no \u201cprogresso\u201d \u00e9 traidora e desonrada, porque desconsidera a sua m\u00e3e prostituta para se meter com outra na cama, sentindo-se honrada s\u00f3 por se cobrir com os cobertores da igualdade, fraternidade e liberdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>\u201cQuais s\u00e3o os maiores pulhas e hip\u00f3critas? os mon\u00e1rquicos ou os republicanos? Eu estou na situa\u00e7\u00e3o do burro de Buridan para o dizer.\u201d Em resumo: \u201eEnfim anarquia, indisciplina e estomago\u201d.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nFala ainda dos <strong>\u201ccriminosos esbanjamentos da fazenda p\u00fablica, destas sindic\u00e2ncias que se iniciam e nunca se acabam, destes esc\u00e2ndalos em que uns e outros se atiram punhados de lama e donde ningu\u00e9m sai para a cadeia\u201d<\/strong>\u2026 como se estivesse a falar hoje de pol\u00edticos, ju\u00edzes, banqueiros, PPPs e de cargos pol\u00edticos ou de seus boys na economia<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<strong><span style=\"color: #ff0000;\">Concluindo<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nNa descri\u00e7\u00e3o de Humberto Delgado, cidad\u00e3o condecorado em Novembro de 1957, com a Gr\u00e3-Cruz da Ordem Militar de Avis, demarca-se a explica\u00e7\u00e3o e <strong>protesto contra uma mentalidade medieval est\u00e1tica<\/strong> (muito embora compensada por uma depend\u00eancia incompar\u00e1vel das modas) que cria e repete uma situa\u00e7\u00e3o nacional de cont\u00ednua frustra\u00e7\u00e3o e desengano, transmitida historicamente por partidos e pela governa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>Somos uma sociedade mais perita no tratamento dos sentimentos do que no lidar com os fatos; \u00e9 manifesta a falta de experi\u00eancia da argumenta\u00e7\u00e3o e de sentido da realidade.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nMais que uma Hist\u00f3ria de Portugal ou uma hist\u00f3ria da revolu\u00e7\u00e3o temos uma Hist\u00f3ria de figurinos, que se repetem. O problema de ontem que Humberto Delgado descreve \u2013 um pa\u00eds demasiado pequeno para engordar demasiados bar\u00f5es republicanos &#8211; \u00e9 id\u00eantico ao de hoje (se observamos a hist\u00f3ria dos partidos e dos governos de Portugal a partir dos meados do s\u00e9culo XVIII e em especial do s\u00e9culo XIX, nada mudou qualitativamente, nada se aprendeu, os mesmos figurinos s\u00f3 se repetem em nome do cinismo glorioso da liberdade). As oligarquias portuguesas s\u00e3o muito intelectuais mas s\u00e3o burras, n\u00e3o aprendem, s\u00f3 se repetem e justificam no seguimento do jugo estrangeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nPor um lado somos um povo com reminisc\u00eancias guerrilheiras lusitanas abafadas e por outro lado somos um povo demasiadamente amarrado ao destino e ao fado, sempre pronto a criticar pessoas mas desinteressado na an\u00e1lise e na cr\u00edtica dos factos, e actuando segundo a tir\u00e2nica divisa \u201cneg\u00f3cios s\u00e3o neg\u00f3cios\u201d. As elites foram educadas a s\u00f3 fazer o que a classe \u201cmais alta\u201d espera delas, cada um anda s\u00f3 a um passo de dist\u00e2ncia do outro mas quer ser identificado por uma diferen\u00e7a que os torne melhores que os outros. Concretamente tanto elites como povo vivem do controlo externo e funcionam em fun\u00e7\u00e3o do exterior; falta um ideal, um objectivo e uma miss\u00e3o que os une e atraia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA receita para sairmos da entropia e de tal fad\u00e1rio seria, por um lado, distanciarmo-nos da heran\u00e7a mu\u00e7ulmana que vive de uma filosofia de afirma\u00e7\u00e3o das incompatibilidades &#8211; atitude do emaranhado antag\u00f3nico &#8211; pronta a ver a culpa (responsabilidade) sempre fora e, por outro lado, passar a assumir uma postura de compromisso que inclui o rectificador da d\u00favida, instrumento do pensamento europeu, que nos livra da certeza calcinante e possibilita o desenvolvimento e a mudan\u00e7a numa din\u00e2mica inclusiva e n\u00e3o exclusiva.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify;\">\nPortugal, tal como o povo israelita, a caminho atrav\u00e9s de um deserto agressor, precisa de readquirir um ide\u00e1rio e um consenso nacional. Quando se abdica do ide\u00e1rio ou da f\u00e9 entram as diferentes correntes que em redemoinho desorientam o povo. Da\u00ed a necessidade de se permanecer sempre em jogo entre um fechar-se e um abrir-se, de modo a o novo n\u00e3o se independentizar mas a ser integrado e renovar o j\u00e1 possu\u00eddo.<br \/>\nAnt\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<br \/>\nPegadas do Tempo<br \/>\n(1) Primeira parte do livro: https:\/\/8125a631-a-62cb3a1a-s-sites.googlegroups.com\/site\/maislusitania\/maislusitania\/da_pulhice_do_Homo_Sapiens_I.pdf?attachauth=ANoY7cptslEcFTnQpQSns0O67CgW-6PEst0Qc5V_G4ldM6XLNh0Ajo8vXPVwp2pWVUIXeP4RnndSlxj8LNM4V9HaCo-K-LyhH8d_NOsADZrbv98hGDey1FxitTM2WLPe_A8arPaeGhgWlEQVl7SaxiKMhw8Cx514Z23b6sJZEbcLpxcMyUmrVLO4zOJbB2iDIzdAxmPaPPzs717C4L7MHdhDandIomRGZKowRBn8lR2aJKY-IjW2Z_h_E85dbUucDH7qWq4tfmBd&amp;attredirects=1<br \/>\n(2) https:\/\/8125a631-a-62cb3a1a-s-sites.googlegroups.com\/site\/maislusitania\/maislusitania\/da_pulhice_do_Homo_Sapiens_II.pdf?attachauth=ANoY7cpnG2uT1UljqRwiDgckSEXfNSfyOJ7pFA_KEouEABwnkvIfLuvA_sZG_HaDNknxqfFBbIcpK2SIGWdLTb335Sp5kiSMP3xWyOXiWzqPILKnqm5kQfclSb2DZ2zhy1Mtg2ocIb5z3AmTTJACCnr4vKZ74fXSCrccHYzQz8I0OxqWH_XWwQ9xo9m88uD1iavjkA7z3Cr3xTqM4hKkMVbB2cbBOs2mzxo1VqK-CtcUvdC4yOdTR76ubd65EZj3u8SnV-7z8bF2&amp;attredirects=0<\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cQuais s\u00e3o os maiores pulhas e hip\u00f3critas? 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