{"id":3480,"date":"2016-02-15T16:36:45","date_gmt":"2016-02-15T15:36:45","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3480"},"modified":"2016-02-15T16:57:37","modified_gmt":"2016-02-15T15:57:37","slug":"lusofonia-economia-e-mercado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3480","title":{"rendered":"LUSOFONIA ECONOMIA E MERCADO"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Um Desafio aos Grupos econ\u00f3micos do Espa\u00e7o lus\u00f3fono<br \/>\n<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por <strong>Ant\u00f3nio Justo<\/strong><br \/>\nNum tempo em que a Europa se encontra em grande crise e as suas pot\u00eancias procuram beneficiar da sua posi\u00e7\u00e3o econ\u00f3mico-geogr\u00e1fica para proteger e fomentar os seus vizinhos mais pr\u00f3ximos em detrimento dos pa\u00edses da periferia e benfeitorizando tamb\u00e9m as suas rela\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas com as suas antigas col\u00f3nias, seria de grande oportunidade uma uni\u00e3o de esfor\u00e7os em todo o territ\u00f3rio lus\u00f3fono, n\u00e3o s\u00f3 no sentido do fomento de projectos culturais comuns mas especialmente na elabora\u00e7\u00e3o e fomento de um espa\u00e7o econ\u00f3mico comum que privilegie o parceiro lus\u00f3fono tal como as pot\u00eancias privilegiam os seus parceiros imediatos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00f3 em conjunto se conseguir\u00e1 reagir contra o neocolonialismo das multinacionais das grandes pot\u00eancias interessadas em criar estruturas de depend\u00eancia tecnol\u00f3gica e econ\u00f3mica que amarram os pa\u00edses indefesos aos seus mercados e \u00e0s suas condi\u00e7\u00f5es. Disto deveriam estar conscientes os pa\u00edses do espa\u00e7o lus\u00f3fono. Um pensamento criativo conjunto, em termos de concep\u00e7\u00e3o e projeto futuro, pod\u00ea-los-ia possibilitar passos alargados no sentido de superar o colonialismo econ\u00f3mico das grandes pot\u00eancias, bem como o encalhe em nacionalismos fechados que uma Hist\u00f3ria l\u00facida j\u00e1 n\u00e3o permite.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem tabus, seria \u00f3bvio fazerem-se reviver ideais formulados nos tempos do regime de Salazar \u2013 necessariamente adaptados \u00e0s realidades dos pa\u00edses lus\u00f3fonos actuais &#8211; e ver o que ele tinha realmente de vision\u00e1rio a n\u00edvel de afirma\u00e7\u00e3o das antigas \u201cprov\u00edncias ultramarinas\u201d como parte de um espa\u00e7o econ\u00f3mico comum, numa consci\u00eancia de complementaridade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>J\u00e1 no regime de Salazar se concebia a ideia de uma confedera\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o de multiculturalidade e interculturalidade afro-luso-brasileira correspondente a um mercado comum a beneficiar do mercado europeu:<\/strong> \u201eA forma\u00e7\u00e3o de um grande e de um s\u00f3 mercado, assegurando a um tempo a comunh\u00e3o de todos os territ\u00f3rios nacionais sem qualquer diminui\u00e7\u00e3o, bem ao contr\u00e1rio, da autonomia de cada um, rasgar\u00e1 horizontes t\u00e3o vastos que neles caber\u00e1 a igualdade efectiva de condi\u00e7\u00f5es, seja qual for o ch\u00e3o portugu\u00eas onde labutem, a quantos vivam para cria\u00e7\u00e3o da riqueza nacional. \u201eIn http:\/\/eurohspot.fcsh.unl.pt\/site\/index2.php?option=com_content&amp;do_pdf=1&amp;id=391 N\u00e3o se perca tempo nem se continue a adiar a Hist\u00f3ria com aconteceu no regime de Salazar e aconteceu especialmente no regime do 25 de Abril.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Numa altura em que a economia Portuguesa ainda se encontrava ligada \u00e0s prov\u00edncias ultramarinas portuguesas e \u00e0 EFTA, entre 1960 e 1973 o rendimento nacional por habitante crescia a uma m\u00e9dia superior a 6,5% ao ano! &#8220;Nos anos 60 e at\u00e9 1973 teve lugar, provavelmente, o mais r\u00e1pido per\u00edodo de crescimento econ\u00f3mico da nossa Hist\u00f3ria, traduzido na industrializa\u00e7\u00e3o, na expans\u00e3o do turismo, no com\u00e9rcio com a EFTA, no desenvolvimento dos sectores financeiros, investimento estrangeiro e grandes projectos de infra-estruturas. Em consequ\u00eancia, os indicadores de rendimentos e consumo acompanham essa evolu\u00e7\u00e3o, refor\u00e7ados ainda pelas remessas de emigrantes&#8221;, constata a SEDES.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A EU (Zona Euro) beneficiou as infraestruturas portuguesas (autoestradas) mas destruiu a agricultura e as pescas e promoveu a desindustrializa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. As mesmas consequ\u00eancias sofrer\u00e3o pa\u00edses emergentes (como os do espa\u00e7o lus\u00f3fono) que ver\u00e3o as suas economias confrontadas e dominadas pelas multinacionais e amarrados a tratados comerciais e de investimentos internacionais do tipo TTIP que favorecem as grandes pot\u00eancias interessadas em mercados para exporta\u00e7\u00e3o ou para fortalecimento das suas empresas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O espa\u00e7o da Lusofonia \u00e9 extraordinariamente rico em recursos naturais, humanos e culturais e um excelente exemplo de interculturalidade. Urge portanto, na luta selectiva dos mais fortes, a uni\u00e3o de for\u00e7as no sentido da solidariedade construtiva entre os pa\u00edses mais fracos para n\u00e3o deixarem definir o seu futuro da economia pelos outros, que a exemplo dos bancos vivem bem dos \u201cjuros\u201d que os clientes t\u00eam de pagar ad infinitum. Facto \u00e9 que o tempo das economias nacionais j\u00e1 faz parte do passado; n\u00e3o se pode deixar a determina\u00e7\u00e3o do futuro ser s\u00f3 determinada pelo consumo e o lucro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portugal deveria estar muito interessado, como membro do grande mercado da zona euro, em favorecer o fortalecimento da economia e do interc\u00e2mbio da imigra\u00e7\u00e3o lus\u00f3fona no espa\u00e7o europeu. A grandeza de um tal espa\u00e7o e da popula\u00e7\u00e3o ofereceria a base necess\u00e1ria \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de grandes grupos econ\u00f3micos com capacidade de concorrerem com os tradicionais grupos das multinacionais que hoje dominam. O espa\u00e7o intercultural lus\u00f3fono poderia tornar-se num exemplo de economia social do mercado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um tal projecto implicaria a forma\u00e7\u00e3o de grupos de trabalho ad hoc (redes de t\u00e9cnicos e especialistas) a n\u00edvel dos minist\u00e9rios da economia e dos grandes empres\u00e1rios e Bancos\u00a0 dos diferentes estados da lusofonia. Neste sentido deveriam trabalhar tamb\u00e9m as universidades de todo o espa\u00e7o lus\u00f3fono preparando o caminho com pesquizas, trabalhos de doutoramento e o interc\u00e2mbio na aplica\u00e7\u00e3o, no lugar, de um saber conectado e de orienta\u00e7\u00e3o lus\u00f3fona.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um Desafio aos Grupos econ\u00f3micos do Espa\u00e7o lus\u00f3fono Por Ant\u00f3nio Justo Num tempo em que a Europa se encontra em grande crise e as suas pot\u00eancias procuram beneficiar da sua posi\u00e7\u00e3o econ\u00f3mico-geogr\u00e1fica para proteger e fomentar os seus vizinhos mais pr\u00f3ximos em detrimento dos pa\u00edses da periferia e benfeitorizando tamb\u00e9m as suas rela\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas com &hellip; <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3480\" class=\"more-link\">Continuar a ler <span class=\"screen-reader-text\">LUSOFONIA ECONOMIA E MERCADO<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[15,14,6,7],"tags":[],"class_list":["post-3480","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cultura","category-economia","category-migracao","category-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3480","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3480"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3480\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3486,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3480\/revisions\/3486"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3480"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3480"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3480"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}