{"id":3472,"date":"2016-02-08T19:42:59","date_gmt":"2016-02-08T18:42:59","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3472"},"modified":"2016-02-08T19:42:59","modified_gmt":"2016-02-08T18:42:59","slug":"carnaval-uma-festa-da-igualdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3472","title":{"rendered":"CARNAVAL UMA FESTA DA IGUALDADE"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Da Intera\u00e7\u00e3o de M\u00e1scaras individuais e sociais<\/span><\/strong> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>Por Ant\u00f3nio Justo<\/strong><br \/>\nNo carnaval viva a carne, tudo vale! Carnaval \u00e9 o tempo dos folguedos antes da Quaresma: os quarenta dias do jejum em que a carne j\u00e1 n\u00e3o vale tanto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>A tradi\u00e7\u00e3o destas festas populares (bacanais) foi domesticada e assumida na cultura cat\u00f3lica. Elas j\u00e1 se praticavam 3.000 anos antes de Cristo na Mesopot\u00e2mia. Era uma semana de festa em que se praticava a igualdade. Nessa semana de festa, a escrava era igual \u00e0 senhora e o escravo igual ao senhor. A tradi\u00e7\u00e3o do uso da burca tem origem nesse tempo em que as senhoras da classe elevada se tapavam para, nessa semana, n\u00e3o serem reconhecidas e n\u00e3o se sentirem t\u00e3o envergonhadas.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO Carnaval \u00e9 vida e a vida social parece configurar-se entre jardim infantil e carnaval. Carnaval e quarta-feira de cinzas s\u00e3o duas faces da vida: a vida feita de fogo, lenha e cinza. No Carnaval Deus sorri por tr\u00e1s das nuvens num gesto de aprovar o desejo de liberdade das massas populares e a \u00e2nsia justa de tamb\u00e9m elas serem publicamente consideradas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO carnaval possibilita a express\u00e3o de v\u00e1rios pap\u00e9is da mesma personalidade. A vida do dia-a-dia exige autocontrolo n\u00e3o permitindo vivenciar outros \u00e2nsias nost\u00e1lgicas. Assim o carnaval possibilita a ritualiza\u00e7\u00e3o de necessidades escondidas legitimando-as num determinado tempo; assim contribui para a ordena\u00e7\u00e3o dos diferentes aspectos da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA m\u00e1scara permite maior liberdade e protec\u00e7\u00e3o da personalidade. A m\u00e1scara d\u00e1 espa\u00e7o \u00e0 criatividade individual e colectiva possibilitando express\u00f5es fora do normal e a possibilidade de a pessoa ter viv\u00eancias diferentes. Deste modo possibilita-se, num tempo ordenado, a fuga \u00e0s m\u00e1scaras uniformizadas da sociedade, praticadas no quotidiano durante o resto do ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nNo carnaval o povo desce \u00e0 rua e brinca a dizer que tamb\u00e9m ele quer ver contada a sua hist\u00f3ria e perpetuada a sua mem\u00f3ria. <strong>Nele tudo \u00e9 m\u00fasica, tudo se resume a um desejo de festa onde cada qual quer ser igual.<\/strong> <strong>No carnaval sobrep\u00f5e-se \u00e0 mascara habitual uma m\u00e1scara excepcional, talvez mais criativa porque personalizada, a partir da pele nua enfeitada de fantasias.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO desfilar do povo nas ruas poder\u00e1 corresponder ao desfilar dos pol\u00edticos nos \u00e9crans das TVs\u2026 Enquanto o povo dan\u00e7a no palco da rua por tr\u00e1s dos bastidores tamb\u00e9m os h\u00e1 que fazem falcatruas. Este \u00e9 o tempo das m\u00e1scaras e da folia dos de baixo enquanto as m\u00e1scaras e a folia dos de cima \u00e9 todos os dias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nNo carnaval \u00e9 festa, s\u00e3o permitidas diferentes coreografias, n\u00e3o h\u00e1 queixas, ningu\u00e9m leva a mal; sob o seu sol \u00e9 o tempo de p\u00f4r a opini\u00e3o a corar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nNa poeira do dia-a-dia, Ter\u00e7a-feira de carnaval \u00e9 o \u00faltimo dia da m\u00e1scara posta e a Quarta-feira de cinzas convida a ver a nudez que se esconde dentro da pessoa (m\u00e1scara habitual).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nCarl Gustav Jung, psiquiatra e fundador da psicologia anal\u00edtica dizia: <strong>\u201cQuem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta.\u201d<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nPara mim, Carnaval, embora o sinta de longe, expressa o desejo \u00edntimo de celebrar a vida como festa, \u00e9 s\u00edmbolo de saudade de amor, um sonho de conv\u00edvio, alegria e anima\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m o carnaval nos distingue do outro animal\u2026 Nele celebra-se o corpo e na quaresma acentua-se a alma.<br \/>\n<strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><br \/>\nPegadas do Tempo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Da Intera\u00e7\u00e3o de M\u00e1scaras individuais e sociais Por Ant\u00f3nio Justo No carnaval viva a carne, tudo vale! Carnaval \u00e9 o tempo dos folguedos antes da Quaresma: os quarenta dias do jejum em que a carne j\u00e1 n\u00e3o vale tanto. A tradi\u00e7\u00e3o destas festas populares (bacanais) foi domesticada e assumida na cultura cat\u00f3lica. 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