{"id":3431,"date":"2016-01-14T18:09:39","date_gmt":"2016-01-14T17:09:39","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3431"},"modified":"2016-01-14T19:22:22","modified_gmt":"2016-01-14T18:22:22","slug":"funcao-publica-regressa-as-35-horas-semanais-uma-medida-contra-a-economia-do-pais-em-proveito-do-proselitismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3431","title":{"rendered":"FUN\u00c7\u00c3O P\u00daBLICA REGRESSA \u00c0S 35 HORAS SEMANAIS \u2013 UMA MEDIDA CONTRA A ECONOMIA DO PA\u00cdS EM PROVEITO DO PROSELITISMO"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Esquerda Radical a viver bem de um Portugal pobre<\/span><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ant\u00f3nio Justo<\/strong><br \/>\nO projecto lei, de um PS, sem mem\u00f3ria, prev\u00ea a entrada em vigor da redu\u00e7\u00e3o de hor\u00e1rio dos funcion\u00e1rios de Estado para as 35 horas em Julho pr\u00f3ximo mas a sua efectiva\u00e7\u00e3o em Outubro. O ministro da economia diz que n\u00e3o tem dinheiro mas que a solu\u00e7\u00e3o est\u00e1 no parlamento; para o sindicato CGTP \u201ca falta de dinheiro n\u00e3o \u00e9 argumento\u201d. Os bra\u00e7os alongados das partes radicais da esquerda parlamentar a operar na rua, j\u00e1 marcaram uma Greve na Fun\u00e7\u00e3o P\u00fablica para 29 de Janeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA medida, que o governo toma com o retorno \u00e0s 35 horas semanais para a fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica, n\u00e3o vem ajudar o pa\u00eds em crise, porque para financiar tal medida ter\u00e1 de recorrer ao empr\u00e9stimo internacional, numa altura em que, segundo o Econ\u00f3mico, o adiamento de pagamento da d\u00edvida ao FMI e a redu\u00e7\u00e3o n\u00e3o t\u00e3o atempada do d\u00e9fice or\u00e7amental custar\u00e1 mais 11 milh\u00f5es de euros ao Estado portugu\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><br \/>\nA redu\u00e7\u00e3o de hor\u00e1rio, como privil\u00e9gio dos empregados do Estado, n\u00e3o \u00e9 uma medida resultante do bom estado da economia portuguesa, nem do bom senso, mas sim mais uma medida de implementa\u00e7\u00e3o de ideologia num Estado habituado ao parasitismo de quem age segundo a divisa: a servir sirvo-me eu e o que vier depois que feche a porta. <\/strong>\u00c9 uma medida de estrat\u00e9gia partid\u00e1ria comum a uma esquerda dogm\u00e1tica habituada a n\u00e3o apostar no empreendimento nacional e a viver no encosto da sua clientela ao estado para assim atrav\u00e9s da defesa de regalias adquiridas ter sempre em elei\u00e7\u00f5es garantida a mobiliza\u00e7\u00e3o da esquerda. <strong>A esquerda radical (PCP e Bloco de Esquerda) aproveita a ocasi\u00e3o, em colabora\u00e7\u00e3o com a frac\u00e7\u00e3o esquerda do PS, para levar o pa\u00eds de novo \u00e0 derrocada enquanto a esquerda moderada PS e todo o espectro da direita olham distraidamente para um governo a agir num pa\u00eds irreal, armado em pai natal, fora de esta\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As ofertas de redu\u00e7\u00e3o de trabalho e de diminuir os dias de trabalho n\u00e3o seriam tanto de p\u00f4r em causa se tivessem partido de um acordo consensual Tamb\u00e9m discutido na imprensa e baseado num conceito pol\u00edtico-econ\u00f3mico para um Portugal real; conceito esse que poderia partir das vantagens para um Portugal dentro ou fora da Europa e em que os governantes come\u00e7assem a elaborar medidas aferidas \u00e0 situa\u00e7\u00e3o e \u00e0s necessidades reais do pa\u00eds. <strong>Portugal est\u00e1 inocentemente a aguentar legisla\u00e7\u00e3o aprovada pelo PCP e pelo Bloco de Esquerda, partidos que s\u00e3o contra a estadia de Portugal na Zona Euro e na Nato e consequentemente interessados em desestabilizar Portugal e a UE. \u00c9 natural que a esquerda radical esteja interessada num Portugal pobre e inst\u00e1vel porque assim ter\u00e1 mais povo em que recrutar os seus votos &#8211; votos n\u00e3o do Povo mas da insatisfa\u00e7\u00e3o.<\/strong> O que \u00e9 mais de admirar n\u00e3o \u00e9 o que a esquerda radical faz por sim mas verificar como a parte PS moderada e os outros partidos conservadores se mostram indiferentes ao destino de Portugal. Por outro lado compreende-se num sistema partid\u00e1rio n\u00e3o virado para o bem do pa\u00eds mas para a pr\u00f3pria gamela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A esquerda radical confunde economia com ideologia, estando interessada em <strong>atribuir sempre as culpas a um Patronato indefeso e de m\u00e3os atadas (pequenas e m\u00e9dias empresas).<\/strong> Quer um Portugal chiclete que alargue a crise porque vive da fatalidade org\u00e2nica da instabilidade. Lembram-se do entusiasmo da esquerda radical aquando da crise grega? At\u00e9 queriam que Portugal perdoasse a d\u00edvida \u00e0 Gr\u00e9cia, por raz\u00f5es de irmandade ideol\u00f3gica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os partidos, em vez de se juntarem numa ac\u00e7\u00e3o concertada, numa pol\u00edtica de constru\u00e7\u00e3o da sustentabilidade da economia portuguesa, preferem viver nos ciclos do bota-acima e do bota- abaixo para fomentarem a entropia do pa\u00eds e assim fortalecerem o papel distorcido na sociedade de salvadores do pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quer-se sempre um \u201ctempo novo\u201d que viva do amealhado no \u201dtempo velho\u201d um sistema rotativo que estabilize o mal fazer de um sistema partid\u00e1rio sempre o mesmo porque velho. Est\u00e3o-se marimbando para programas de fomento econ\u00f3mico para todos; contentam-se em mandar foguetes de vista para o ar, para, consolados, verem o povo a correr atr\u00e1s das cansas. Entramos no tempo novo da esquerda radical um d\u00e9j\u00e0-vu nos in\u00edcios da rep\u00fablica: uma sociedade iludida por uma mudan\u00e7a s\u00f3 acontecida ao n\u00edvel de fogos de vistas mas n\u00e3o na realidade.<strong> O povo, nestes 40 anos, habituado a andar atr\u00e1s das canas j\u00e1 s\u00f3 espera por mais foguetes restando-lhe sempre a ressaca depois da festa.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pelo seu mandar voltaremos ao tempo da bancarrota e do resgate (2011). Como se a na\u00e7\u00e3o pudesse viver do imprimir notas\/cr\u00e9dito estrangeiro; n\u00e3o est\u00e3o interessados no investimento na competitividade da economia nem na credibilidade da produ\u00e7\u00e3o portuguesa pelo que nao investem nela. Esquecem que os funcion\u00e1rios do Estado t\u00eam de ser pagos atrav\u00e9s da produ\u00e7\u00e3o das empresas portuguesas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A maior preocupa\u00e7\u00e3o da esquerda radical n\u00e3o \u00e9 melhorar a situa\u00e7\u00e3o do povo mas sim ver como alcan\u00e7ar mais poder. <strong>Trata-se de se apoderarem do legislativo par incrementar medidas que fortale\u00e7a ainda mais a presen\u00e7a de seus filiados e votantes da Fun\u00e7\u00e3o P\u00fablica. Para o PCP e para o Bloco de Esquerda quanto pior for a situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, mais oportunidades t\u00eam eles de serem eleitos. Quanto mais uma economia for forte com um consequente bem-estar comum, menos oportunidades tem uma esquerda que vive do descontentamento do povo.<\/strong> Os pequenos e m\u00e9dios empres\u00e1rios, em situa\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria, s\u00e3o os que d\u00e3o ocupa\u00e7\u00e3o \u00e0 maior parte da popula\u00e7\u00e3o mas n\u00e3o t\u00eam meios suficientes para poderem defender a subsist\u00eancia da empresa.<strong> A casta pol\u00edtica, bem alimentada encontra-se longe do povo e da realidade das empresas. Em vez de fortaleceras pequenas e m\u00e9dias empresas, cria-lhe maiores encargos sujeitando-as tamb\u00e9m a certas medidas arbitr\u00e1rias de controlo mais tendentes a favorecer quem vive de servi\u00e7os e n\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o.<\/strong> Favorece naturalmente tend\u00eancias parasit\u00e1rias da sua clientela colada ao estado e de suas PPs.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O governo que se encontra a actuar como o ladr\u00e3o na noite vai continuar a desfalcar a economia portuguesa independentemente da sua situa\u00e7\u00e3o. Procura, sem discuss\u00e3o p\u00fablica suficiente e sem um plano de sustentabilidade econ\u00f3mica nacional, servir apenas a sua clientela radical esquerda. O povo de rabo enfiado entre as pernas pouco mais conhece dos seus representantes do que prepot\u00eancia instalada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O problema do governo n\u00e3o est\u00e1 em dar mas em dar o que Portugal n\u00e3o tem, dar aquilo que Portugal tem de pedir e o pouco que deveria ser reservado para tornar Portugal e as pequenas e m\u00e9dias empresas mais competitivas.<\/strong><br \/>\n<strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">www.antonio-justo.eu<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esquerda Radical a viver bem de um Portugal pobre Ant\u00f3nio Justo O projecto lei, de um PS, sem mem\u00f3ria, prev\u00ea a entrada em vigor da redu\u00e7\u00e3o de hor\u00e1rio dos funcion\u00e1rios de Estado para as 35 horas em Julho pr\u00f3ximo mas a sua efectiva\u00e7\u00e3o em Outubro. 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