{"id":3377,"date":"2015-12-25T20:24:24","date_gmt":"2015-12-25T19:24:24","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3377"},"modified":"2015-12-26T11:20:42","modified_gmt":"2015-12-26T10:20:42","slug":"a-caminho-da-iluminacao-intelectual-e-espiritual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3377","title":{"rendered":"A CAMINHO DA ILUMINA\u00c7\u00c3O INTELECTUAL E ESPIRITUAL"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #ff0000;\">\u00a0<strong><span style=\"color: #ff0000;\">\u00c0 Maneira de Medita\u00e7\u00e3o &#8211; O Fogo que brota da Gruta<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>Por Ant\u00f3nio Justo<\/strong><br \/>\nSou feito de c\u00e9u e terra, se nego o c\u00e9u deixo de ver, se nego a terra deixo de crescer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA natureza revela ser um organismo onde tudo caminha em direc\u00e7\u00e3o \u00e0 luz e tudo gira em torno dela. Se observamos o ser humano tamb\u00e9m constatamos que se direcciona para o Esp\u00edrito\/luz na procura da viv\u00eancia do calor\/amor; a luz, o esp\u00edrito, o calor\/amor s\u00e3o os princ\u00edpios que tudo inflam e regulam no desenvolvimento da pessoa, da sociedade e da natureza. Somos filhos da luz e por isso n\u00e3o descansamos enquanto n\u00e3o atingirmos a luz e o calor do amor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nNeste processo de procura de amor\/luz, chegamos a distrair-nos, num jogo de meninos de bata a tentar saltar a sombra. Santo Agostinho dizia \u201c\u201cAvan\u00e7a no teu caminho, porque s\u00f3 ele existe para a tua caminhada \u201e mas tamb\u00e9m acrescentava: \u201c\u00c9 melhor seguir o bom caminho mancando do que o mau de p\u00e9 firme!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nLeitor\/a amigo\/a, vamos navegar num sonho acordado e tentar descortinar aquele estado em que sonho e realidade se unem, em que noite e dia, dor e alegria, escurid\u00e3o e luz, se d\u00e3o as m\u00e3os numa uni\u00e3o de realidade e esperan\u00e7a. Vamos ser mar, sentir a onda que vai e vem, o universo a respirar em n\u00f3s, num fluir de saudade do aqui-ali-al\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nNo aqui sou o sono duro e triste a acordar na pedra, no ali sou a \u00e1gua que flui na procura de um fim, no al\u00e9m sou a vida que voa na nuvem junto \u00e0 luz do amor que me dilata e tudo cobre. Num flutuar entre c\u00e9u e mar vamos sentir o amor e nele o carinho do mist\u00e9rio que nos envolve. Vamos como a onda que vai e vem, \u00e0 superf\u00edcie do mar, receber o melhor que damos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nNo profundo de ti, no fundo de cada um, h\u00e1 uma imensidade de experi\u00eancias e revela\u00e7\u00f5es a querer subir \u00e0 superf\u00edcie. S\u00e3o muitas correntes, \u00f3rbitras e sistemas a interla\u00e7ar-se no mesmo ser, o que dificulta a identifica\u00e7\u00e3o da verdadeira for\u00e7a que o sustenta; \u00e0 imagem do sistema solar, com seus planetas e do universo com as suas gal\u00e1xias em expans\u00e3o, expressamos em miniatura o desenvolvimento do cosmos e a \u00e2nsia que o orienta e determina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nN\u00e3o te admires com o que escrevo porque, ao faz\u00ea-lo, fa\u00e7o-o para mim numa procura de verdade atrav\u00e9s de ti, porque s\u00f3 um tu \u00e9 capaz de me fazer eu. O universo ajuda-nos a encontra-la no seu caminho com cada ser ordenado e orientado para a flora\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es. No universo e com ele, cada ser \u00e9 dirigido para a rela\u00e7\u00e3o divina do inef\u00e1vel que parece ser o sentido \u00faltimo da cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO ser humano tal como o universo encontra-se em movimento, \u00e0 semelhan\u00e7a das ondas e das mar\u00e9s, numa aflu\u00eancia de distens\u00e3o e de contrac\u00e7\u00e3o. O mesmo princ\u00edpio se encontra nos movimentos de contrac\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o dos c\u00edclicos cicl\u00f3nicos e anticicl\u00f3nicos da atmosfera e na inspira\u00e7\u00e3o e expira\u00e7\u00e3o do nosso respirar. No intervalo dos dois movimentos surge a vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO mesmo se observa onde o calor expande os elementos e o frio os contrai, onde o amor e a alegria expandem o cora\u00e7\u00e3o, e a tristeza e a maldade o contraem: como na natura, assim na cultura e consequentemente na vida de cada um.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nNo v\u00e1cuo da depress\u00e3o, a baixa press\u00e3o causa o mau tempo. Dificulta-se a capacidade da resili\u00eancia que crie em n\u00f3s o equil\u00edbrio, a capacidade de resistir a toda a press\u00e3o independentemente do estresse da situa\u00e7\u00e3o (independentemente da realidade e da expectativa em rela\u00e7\u00e3o a ela).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nEm tempos sombrios, domina a contrac\u00e7\u00e3o que cria espa\u00e7os escuros onde se mostra o \u00f3dio de rostos culpados enquanto na gruta de Bel\u00e9m surge o fogo sagrado num rosto que torna toda a pessoa luminosa. O verdadeiro impulso a que estamos chamados \u00e9 a abertura ao relacionamento, do qual surgem novos n\u00edveis, novas viv\u00eancias, novos seres e novas realidades. S. Jo\u00e3o Baptista, descal\u00e7o, como Mois\u00e9s ao pisar terra sagrada junto \u00e0 sar\u00e7a-ardente, torna-se o exemplo das predisposi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para o encontro de n\u00f3s connosco, com o outro, com o sagrado. A gruta de Bel\u00e9m e o ventre de Maria simbolizam tamb\u00e9m o cora\u00e7\u00e3o de cada ser humano onde o gene divino repousa, na espera pela energia da f\u00e9, pelo f\u00f3sforo da iniciativa pessoal, que reactiva o nascimento da divindade em n\u00f3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Reconhecer a Realidade que somos e as For\u00e7as que nos regem<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nTudo muda e se transforma, doutro modo p\u00e1ra e apodrece. Se observamos o elemento \u00e1gua, nos seus diferentes estados mais ou menos condensados\/retra\u00eddos (s\u00f3lido, l\u00edquido, gasoso), podemos ter nele uma analogia para tudo o que acontece tamb\u00e9m na vida material, ps\u00edquica e espiritual de cada um de n\u00f3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO Homem mais empedernido \u00e9 ferido e fere pois ao tornar-se duro perde a sua caracter\u00edstica humana (male\u00e1vel e fofa, respeitadora) e a sua caracter\u00edstica espiritual (que tudo penetra no amor que respeita cada ser e cada acontecer). A \u00e1gua no seu estado mais frio concentra-se totalmente em si mesma adquirindo a forma dura e r\u00edgida de gelo; no seu estado menos retra\u00eddo torna-se l\u00edquida e male\u00e1vel; no estado gasoso amplia-se de tal forma que tudo abrange e abra\u00e7a. O gelo, a pessoa empedernida, n\u00e3o se move, onde est\u00e1 a\u00ed fica, desconhecendo a realidade dela mesma e fora dela e de que tudo flui, que tudo se muda, num processo de contrac\u00e7\u00e3o e de distens\u00e3o. O que constitui a vida \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o, o movimento presente nesse processo. O universo, cada objecto, cada ser, no seu caminho (\u00f3rbitra), tal como as ondas do mar, se move (em fluxo e refluxo) numa cad\u00eancia de recuo (contrac\u00e7\u00e3o endurecedora) e avan\u00e7o (expans\u00e3o libertadora), com um ritmo solid\u00e1rio. Poder\u00edamos considerar o mal como a sombra, como o estado de endurecimento, como o estado do ego, em que a massa n\u00e3o se reconhece em rela\u00e7\u00e3o com o outro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nTudo no universo se encontra em rota\u00e7\u00f5es ordenadas, n\u00e3o s\u00f3 circulares mas tamb\u00e9m lineares, no sentido de uma espiral ascendente. Tudo est\u00e1 chamado ao crescimento onde tudo se encontra em permanente mudan\u00e7a e o que permanece \u00e9 a vida, numa rela\u00e7\u00e3o de equival\u00eancia, que brota da realidade e dos factos, \u00e0 imagem da flor que brota da \u00e1rvore.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA vida \u00e9 mist\u00e9rio e como tal infinita; o cristianismo equaciona-a e resume-a na f\u00f3rmula trinit\u00e1ria: a Realidade \u00e9 rela\u00e7\u00e3o expressa na divindade relacional manifesta na unidade das tr\u00eas pessoas (a segunda pessoa \u2013 Jesus Cristo &#8211; inclui nela a cria\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nSe observamos o universo e a vida nele, tamb\u00e9m constatamos os dois movimentos, os dois princ\u00edpios, correspondentes \u00e0 inspira\u00e7\u00e3o e \u00e0 expira\u00e7\u00e3o (a contrac\u00e7\u00e3o e a distens\u00e3o). Aqui pod\u00edamos fazer um exerc\u00edcio de respira\u00e7\u00e3o no sentido de facilitar a entrada em eutonia connosco, com Deus e com o universo (1)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nNa vida social tamb\u00e9m observamos esses dois movimentos, expressos no ego\u00edsmo e no altru\u00edsmo, uma for\u00e7a centr\u00edpeta virada para o ego e outra centr\u00edfuga virada para o outro; uma afirmadora da mat\u00e9ria, virada para a terra e outra espiritual, aberta ao infinito. Se n\u00e3o fossem os movimentos aparentemente contradit\u00f3rios das ondas do mar (contrac\u00e7\u00e3o e de dilata\u00e7\u00e3o), n\u00e3o haveria vida no mar, tudo se estragaria; o mesmo se diga dos movimentos da respira\u00e7\u00e3o e da ac\u00e7\u00e3o humana. Pelo que constatamos, o universo e cada um de n\u00f3s est\u00e3o chamados a ser a vida que acontece no entremeio desses dois movimentos. N\u00e3o se trata de os p\u00f4r em contradi\u00e7\u00e3o (valorizar uns e desvalorizar outros) mas de os reconhecer e aceitar no mundo e em n\u00f3s. Se o fizermos encontraremos a paz e a for\u00e7a de agir no seu sentido; ent\u00e3o deixaremos de ser meras ondas para nos tornarmos mar!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nJ\u00e1 Paulo dizia que o baptizado se torna \u00abfilho da luz\u00bb (Ef 5, 8). O mesmo vento, que sopra l\u00e1 fora e acaricia as plantas libertando-as de toda a poeira, sopra doutra maneira no nosso cora\u00e7\u00e3o em viv\u00eancias de amor, a resson\u00e2ncia de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<strong><span style=\"color: #ff0000;\">O Mundo que dizemos real \u00e9, tamb\u00e9m ele, uma Met\u00e1fora\/Analogia da Vida <\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nAo observarmos a \u00e1gua, nos seus diferentes estados, podemos consciencializar-nos das suas e nossas propriedades naturais e da for\u00e7a da sua simbologia espiritual e social. Mais s\u00f3lida (imperme\u00e1vel \u2013 encerrada em si), mais l\u00edquida (perme\u00e1vel &#8211; aberta) e gasosa (transme\u00e1vel \u2013 no e com os outros).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nUma pessoa, uma massa mais expandida \u00e9 mais perme\u00e1vel permitindo nela mais ondas e mais diferenciados n\u00edveis de vibra\u00e7\u00f5es. Semelhante fen\u00f3meno acontece no \u00e2mbito do pensamento e dos sentimentos, sendo eles de maior ou menor alcance. Pessoas de consci\u00eancia energ\u00e9tica menos massificada t\u00eam mais compaix\u00e3o\/empatia com os seres que a circundam chegando a ponto de atingirem um estado de uni\u00e3o com os outros seres, que os leva a sentir menos a necessidade de se definir ou delimitar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO medo, a dor, o \u00f3dio, o n\u00e3o saber, corresponde ao acto de distanciar-se, contrair-se e limitar-se no viver, no sentir e no pensar, corresponde a estar numa forma de energia contra\u00edda e ensimesmada \u2013 uma fixa\u00e7\u00e3o no movimento do ter sem passar \u00e0 forma alargada do ser! Somos microcosmos e cada sistema, cada coisa, cada ser tem a sua ordem, o seu modelo e correspondentes frequ\u00eancias de vibra\u00e7\u00f5es. Importa descobrir o pr\u00f3prio modelo interior, aquele que corresponder\u00e1 \u00e0 onda universal, a onda divina aberta. Massa (energia ensimesmada) e espa\u00e7o encontram-se em intera\u00e7\u00e3o ordenada em sistemas abertos possibilitadores de novas rela\u00e7\u00f5es. Tenho a possibilidade de dirigir a aten\u00e7\u00e3o e a consci\u00eancia no sentido de a contrair ou expandir. Amor \u00e9 a for\u00e7a comum que tudo une e sustenta. Para os crist\u00e3os o Esp\u00edrito Santo \u00e9 esse amor fruto da rela\u00e7\u00e3o entre o Pai e o Filho. Amor \u00e9 agir, \u00e9 o brotar do interior a expandir, numa interac\u00e7\u00e3o do dentro e do fora \u00e0 semelhan\u00e7a do amor divino que se extravasa na cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA dilata\u00e7\u00e3o no amor abre-se a todo o ser libertando-o para a possibilidade de tudo fazer, independentemente do valor subjacente ao que se faz. Ama-te como \u00e9s, quer te encontres numa situa\u00e7\u00e3o de amplia\u00e7\u00e3o ou depress\u00e3o, quer te encontres num estado de vibra\u00e7\u00e3o s\u00f3lida, l\u00edquida ou gasosa. S\u00f3 temos o momento da retrac\u00e7\u00e3o e da expans\u00e3o. Olha o comportamento do vento\/ar, sente o teu respirar, que repete em ti o respirar de Deus e do universo numa liga\u00e7\u00e3o comum que se expressa no esp\u00edrito sem ter de negar a carne.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Tamb\u00e9m a Planta se transcende no Aroma da Flor e no Fruto \u2013 Da Ilumina\u00e7\u00e3o escurecida<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nOlha o arvoredo da floresta e as plantas do jardim, cada qual na sua ordem se serve ao servi\u00e7o de uma ordem mais abrangente. Como elas tento fazer o melhor, a partir do que sou, e isso \u00e9 suficiente porque \u00e9 o que tenho num universo em extens\u00e3o sustentado pelo Esp\u00edrito que muda, transforma e age em cada um, independentemente do seu estado moment\u00e2neo. Na espiral do desenvolvimento, tudo se desenvolve e liberta a partir da alma no interior da massa que segue o chamamento a tornar-se espa\u00e7o aberto, tal como a semente que no seu trajecto se torna na resposta, o caminho, em dire\u00e7\u00e3o ao chamamento do Sol. Ao tornar-me espa\u00e7o indefinido e aberto, acaba a resist\u00eancia, tudo se torna perme\u00e1vel atrav\u00e9s do amor que tudo transforma \u00e0 imagem do calor que ao agir sobre a massa a torna flu\u00edda ou mesmo em vapor. Jesus, o ressuscitado, dizia: \u201cSou o caminho, a verdade e a vida\u201d! Essencial \u00e9 p\u00f4r-me a caminho do encontro comigo no Outro, do encontro comigo nos outros e dos outros em mim, ent\u00e3o possibilito o caminho da vida em mim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO reencontro no Outro (enc\u00edclica \u201cDeus \u00e9 amor\u201d n\u00b0 6) fortalece a consci\u00eancia de se se ser comunidade, na via dos \u201cbem-aventurados\u201d, na miseric\u00f3rdia fecunda que \u00e9 a feminidade divina sentida e integrada em n\u00f3s. Ent\u00e3o poderemos melhor compreender e possibilitar em n\u00f3s a exulta\u00e7\u00e3o divina no seio de Maria quando esta visita a outra &#8211; Isabel.<br \/>\nH\u00e1 diversas formas de \u00eaxtase\/ilumina\u00e7\u00e3o. Para Kant a ilumina\u00e7\u00e3o intelectual \u00e9 o pensar \u201cliberto sem a auto-incorrida tutela de algu\u00e9m\u201d. A ilumina\u00e7\u00e3o espiritual \u00e9 o aroma da vida em flor. \u00c9 um \u00eaxtase, um instante de inebriamento na experi\u00eancia do amor. A ilumina\u00e7\u00e3o anda ligada \u00e0 experi\u00eancia mais ou menos moment\u00e2nea do alargamento da consci\u00eancia que ultrapassa os pr\u00f3prios limites.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nCrist\u00e3mente falando poderia ser referida como a experi\u00eancia da natureza trinit\u00e1ria, um ultrapassar de formas, um sentir a rela\u00e7\u00e3o do inef\u00e1vel &#8211; uma identifica\u00e7\u00e3o moment\u00e2nea com o todo na viv\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o, do Filho com o Pai, viv\u00eancia anal\u00f3gica \u00e0 do aroma fora da \u00e1rvore em flora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nH\u00e1 pessoas que se consideram iluminadas, o que contrariaria a pr\u00f3pria ilumina\u00e7\u00e3o porque ao faz\u00ea-lo sairiam da rela\u00e7\u00e3o e centrar-se-iam no ego da planta que tamb\u00e9m s\u00e3o. Afirmar-se como iluminado seria certamente um abuso apropriado para criar subservi\u00eancias ou aspira\u00e7\u00f5es de mais-valias em rela\u00e7\u00e3o a outros humanos. As diferentes formas de ora\u00e7\u00e3o, de medita\u00e7\u00e3o e de outros meios mesmo seculares, poder\u00e3o provocar viv\u00eancias moment\u00e2neas do inef\u00e1vel (ilumina\u00e7\u00f5es) que podem contribuir para o desenvolvimento do nosso estado de consci\u00eancia e para o melhor agir. Todo o ser est\u00e1 chamado a ir al\u00e9m da massa (como o aroma da flor e o fruto v\u00e3o al\u00e9m da planta) e a tornar-se mais independente do mundo f\u00edsico (embora reconhecendo-se parte dele), num esfor\u00e7o de levantamento da mat\u00e9ria para o esp\u00edrito\/amor, \u00e0 semelhan\u00e7a da \u00e1gua que vai evaporando \u00e0 medida que recebe mais calor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nAs energias de contrac\u00e7\u00e3o e distens\u00e3o, o saber e o n\u00e3o saber s\u00e3o momentos da mesma realidade. O bem e o mal, a perfei\u00e7\u00e3o e a imperfei\u00e7\u00e3o s\u00e3o o solo em que colocamos os p\u00e9s para podermos andar. O bem e o mal encontram-se em mim, s\u00f3 me resta a gra\u00e7a de orientar-me para o bem para que este possa desabrochar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nQuanto menos me centro no mal e nas negatividades mais espa\u00e7o fica para o bem, doutro modo petrifico o mal em mim, passando a trope\u00e7ar nele; outra op\u00e7\u00e3o ser\u00e1 n\u00e3o lhe ligar tendo a consci\u00eancia dele e assim ele torna-se menos duro (massa) e mais perme\u00e1vel. Cada um de n\u00f3s \u00e9 seguido pela sombra de suas ideias e sentimentos que, por sua vez, condicionam a realidade. Ao reconhecer a escurid\u00e3o e a ignor\u00e2ncia em mim mais ilumino o espa\u00e7o escuro, criando mais espa\u00e7o para o espa\u00e7o iluminado e para a sabedoria divina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nSe aceito a resist\u00eancia, com o tempo, ela n\u00e3o me afronta. H\u00e1 muitos caminhos para chegar a casa n\u00e3o havendo necessidade de se ficar preso na dualidade do nosso estar, no ou\u2026 ou\u2026; o prazer divino aplaina todos os caminhos e ele encontra-se na amizade e na benevol\u00eancia para com tudo e todos, doutro modo petrificamos a energia em n\u00f3s. O segredo da felicidade estar\u00e1 em ser livre nos pensamentos, agir por amor e fazer o que nos causa bom sentimento. (Evitar correr atr\u00e1s da felicidade ou cobi\u00e7a-la nos outros, evitar pensar \u201cn\u00e3o estou t\u00e3o adiantado como o outro\u201d, o que importa \u00e9 o encontro com o Outro que me torna de filia\u00e7\u00e3o divina n\u00e3o mais s\u00fabdito de algu\u00e9m).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA costa, quanto mais aberta \u00e9 menos sofre o impulso da \u00e1gua; a costa rochosa cerrada sofre mais com a resist\u00eancia que oferece dando raz\u00e3o \u00e0 \u00e1gua que, com o tempo, porque male\u00e1vel, a reduz a areia. A contrac\u00e7\u00e3o da massa em forma de rocha s\u00f3lida torna-a dura mas mais fraca que a \u00e1gua constitu\u00edda de energia mais distendida e aberta; esta d\u00e1-lhe vantagem sobre a massa contra\u00edda. Mais s\u00f3lido, mais l\u00edquido ou mais gasoso (espiritual) o que importa \u00e9 a abertura do aceitar-me como sou e n\u00e3o oferecer resist\u00eancia ao outro aceitando-o como \u00e9; isto por\u00e9m pressup\u00f5e aceitar-se como se \u00e9, colocar-se nas m\u00e3os de Deus e querer o bem, na certeza de que o resto vir\u00e1 por acr\u00e9scimo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nAnda comigo, &#8211; segreda o esp\u00edrito e sussurra o vento que se estende e quando passa tudo move e abra\u00e7a. N\u00e3o procures fora, nas ideias e nos objectos o que est\u00e1 dentro; est\u00e1 atento ao teu respirar e reconhec\u00ea-lo-\u00e1s no pulsar das estrelas, no ondular do mar, na noite e dia, que impelem o teu andar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nAbre as comportas mas com cuidado para n\u00e3o sofreres nem provocares inunda\u00e7\u00e3o. O mal \u00e9 como a sombra que s\u00f3 est\u00e1 onde n\u00e3o h\u00e1 sol, onde n\u00e3o h\u00e1 amor. A realidade aparece sob a forma de sol e sombra, n\u00e3o interessa combater a sombra, importante \u00e9 aprender a redirecion\u00e1-la. \u201cVaidade das vaidades, tudo \u00e9 vaidade\u201d!<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<strong><span style=\"color: #ff0000;\">Na Mudan\u00e7a &#8211; Limitar a vontade de sucesso e dosear o progresso<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nL\u00e1 fora, na selva e na sociedade, domina a for\u00e7a do mal, a lei do mais forte e de quem se imp\u00f5e. Uma luta do poder pelo poder, onde o poder denuncia o mal do poder para subir ou alcan\u00e7ar poder, o poder econ\u00f3mico-pol\u00edtico ou moral (2).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nActualmente fala-se muito de toler\u00e2ncia, na opini\u00e3o publicada, sem se reflectir na sociedade que vive da superf\u00edcie e do superficial, sem se se questionar a pr\u00f3pria percep\u00e7\u00e3o. J\u00e1 St. Agostinho (Aurelius Augustinus 354 at\u00e9 430) chama \u00e0 aten\u00e7\u00e3o do v\u00edcio da douta ignor\u00e2ncia ao constatar: \u201c\u00c0 for\u00e7a de ver tudo, acaba-se por tudo suportar. \u00c0 for\u00e7a de tudo suportar, acaba-se por tudo tolerar. \u00c0 for\u00e7a de tudo tolerar, acaba-se por tudo aceitar. \u00c0 for\u00e7a de tudo aceitar, acaba-se por tudo aprovar.\u201d A rutina \u00e9 o grande perigo, aquilo que nos impede de acordar. Um viver no estado de acordado evita a rutina e a mera reac\u00e7\u00e3o de resist\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nNo nosso ser temos a energia do bem e a energia do mal tendo a tend\u00eancia de atribuir, ao de fora, a energia do mal e, ao de dentro, a energia do bem. A raiva vem da mesma fogueira que alimenta o \u00f3dio. J\u00e1 notaste que o vento que anedia as folhas da natureza na primavera espalhando o p\u00f3len das flores \u00e9 o mesmo que lhe arranca as folhas no outono e no inverno?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nPorque tenho tanta pressa em atingir o fim, em chegar \u00e0 meta, sem ter saboreado o caminho, se ao atingir o ep\u00edlogo s\u00f3 me espera a descida? O progresso espiritual ou cultural \u00e9 processo relacional e n\u00e3o se deixa avaliar com medidas do ter ou do possuir como \u00e9 h\u00e1bito no mundo dos fen\u00f3menos naturais e sociais; s\u00f3 uma cultura da paz interior conseguir\u00e1 anediar e integrar positivamente as energias do exterior.<br \/>\nA nossa tend\u00eancia para a identifica\u00e7\u00e3o (para nos definirmos e sentirmos n\u00f3s) centra a aten\u00e7\u00e3o na diferen\u00e7a do ser do outro. Esta leg\u00edtima aspira\u00e7\u00e3o \u00e9 muitas vezes orientada pelo adquirir, pelo ampliar o pr\u00f3prio corpo, \u00e0 custa da diminui\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito (alma), contra os outros. Neste sentido orientamos a nossa aten\u00e7\u00e3o para o negativo e para a queixa como maneira de melhor definir o nosso ego, recorrendo-se para isso \u00e0 ideia da culpa e do erro fora de n\u00f3s como se n\u00e3o fossemos tamb\u00e9m o seu recipiente e como se o erro n\u00e3o fosse o ponto morto que dar\u00e1 possibilidade ao desenvolvimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA culpa e o erro s\u00e3o como a viatura na estrada; seguem sempre do outro lado da rua e n\u00e3o do nosso! A realidade \u00e9 a mesma, s\u00f3 os sentidos se contradizem! Se h\u00e1 problema este vem da percep\u00e7\u00e3o. Se o mal faz parte de n\u00f3s, mais que lament\u00e1-lo ou atac\u00e1-lo ser\u00e1 preciso aprender a lidar com ele, como sendo parte de mim e, como tal, tamb\u00e9m querido e amado. Se tenho uma perna coxa e a trato bem, posso andar embora com dificuldade, mas, se a rejeito ou corto, n\u00e3o posso andar. Importante \u00e9 reconhecer que se \u00e9 feito de c\u00e9u e terra insepar\u00e1veis para se passar a ter interesse em fazer o que se quer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nNa pantalha da fantasia passam ideias e sentimentos mas n\u00f3s \u00e9 que as projectamos. A consci\u00eancia da coisa n\u00e3o \u00e9 a coisa em si. Quanto mais se ama mais r\u00e1pidas s\u00e3o as vibra\u00e7\u00f5es e tudo passa a fluir com menos incrusta\u00e7\u00f5es, tudo acontece sem que os fen\u00f3menos, os acontecimentos ocupem tanto espa\u00e7o no nosso ser. (H\u00e1 pessoas que odeiam tanto uma outra pessoa que a querem ver longe de si; n\u00e3o notam por\u00e9m que quanto mais a odeiam mais ela se torna senhora dela tomando conta do espa\u00e7o da sua consci\u00eancia). Uma posi\u00e7\u00e3o de resist\u00eancia ao outro endurece uma realidade de si flu\u00edda, se compreendida e aceite.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nN\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil mudar a maneira de ver as coisas. Em momentos dif\u00edceis em que o meu ego se sente tocado preciso de mais tempo para observar as ideias e as emo\u00e7\u00f5es negativas, e as ver a passar no seu rio, sem lhes prestar aten\u00e7\u00e3o, at\u00e9 se chegar \u00e0 indiferen\u00e7a; doutro modo sou levado a descer ao rio delas sendo levado na enxurrada por elas ou ficando encalhado nalgum pormenor ou nalgum redemoinho delas; se as observo de longe sem lhes ligar, o n\u00edvel baixo das vibra\u00e7\u00f5es negativas vai subindo cedendo espa\u00e7o para as frequ\u00eancias positivas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nSaber de experi\u00eancia feito! J\u00e1 experimentaste aben\u00e7oar a sombra, as ideias, as emo\u00e7\u00f5es, as coisas, e at\u00e9 a pessoa que te faz mal? Se o fizeres, seguir\u00e1s acompanhando no gesto o fluir da tua respira\u00e7\u00e3o mais profunda e sentida e o mal j\u00e1 n\u00e3o se apegar\u00e1 a ti, deixando em seu lugar um sentimento de satisfa\u00e7\u00e3o e paz. O amor surge ent\u00e3o com mais ternura da alma dissolvendo em n\u00f3s todos os n\u00f3s e at\u00e9 as vibra\u00e7\u00f5es negativas f\u00edsicas e ps\u00edquicas mais baixas\u2026 Se pelo contr\u00e1rio reages logo, ficando preso nas malhas do pensamento, ent\u00e3o estendes o tapete do teu ego ferido aos outros que se apoderam dele passando a passar sobre ele e a arrastar-te para o seu campo; passam a tocar a sua m\u00fasica (e n\u00e3o a tua) nas cordas do teu cora\u00e7\u00e3o e a tua alma passa a sentir-se estreita e apertada passando a ser dominada pela emo\u00e7\u00e3o f\u00edsica (a vibra\u00e7\u00e3o no estado mais baixo), determinada pelos outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<strong><span style=\"color: #ff0000;\">Sou um Cruzamento onde todos os Caminhos se encontram<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO Sol e o Esp\u00edrito s\u00e3o os dois elementos que fazem crescer a natureza e desenvolver a pessoa e a humanidade: s\u00e3o os dois chamamentos que todo o ser segue. Sem eles tudo estagnaria. Se observamos \u00e1rvores, umas ao lado das outras, verificamos que algumas se esfor\u00e7am por crescer mais para fugirem \u00e0 sombra da \u00e1rvore vizinha. A planta na sombra em vez de se virar contra a vizinha v\u00ea nela um est\u00edmulo para se dirigir mais para o Sol e assim crescer mais. No nosso dia-a-dia, por vezes, n\u00e3o seguimos o exemplo das plantas e fixamo-nos na escurid\u00e3o que o pr\u00f3ximo provoca, ficando presos \u00e0 sua aura. Ent\u00e3o o nosso ar, a nossa aragem, passam a ter a nota escura do outro, prejudicando a nossa \u00e1rea branca da alma que assim se escurece devido ao direccionamento provocado pelo pensamento e pelo sentimento.<br \/>\nCada um de n\u00f3s tem a sua afina\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria mas cujo diapas\u00e3o dever\u00e1 ser o Esp\u00edrito, a vibra\u00e7\u00e3o divina que tudo inclui; se me deixo afinar pela disson\u00e2ncia do vizinho renuncio \u00e0 afina\u00e7\u00e3o com o divino, a minha onda do infinito. Se oriento a aten\u00e7\u00e3o para a frequ\u00eancia e vibra\u00e7\u00e3o da estabilidade espiritual, para a onda divina, onde a miseric\u00f3rdia e a liberdade n\u00e3o t\u00eam limites, tamb\u00e9m a minha consci\u00eancia se torna abrangente e ilimitada. Como filhos de Deus, estrebordo do Seu amor, estamos chamados a ser uma porta aberta a abrir-se nos dois sentidos, nos sentidos da humanidade e da divindade, uma porta no meio da vida que se abre para n\u00f3s e para o pr\u00f3ximo que se encontra mais visivelmente na infantaria da sociedade a viver nas trevas da Hist\u00f3ria.<br \/>\nO meu ser humano, para o ser em plenitude, \u00e9 todo ele aberto, tornando-se o lugar do encontro, a interse\u00e7\u00e3o do dentro e do fora. O outro \u00e9 o que me d\u00e1 perspectiva, a perspectiva da terra para o c\u00e9u. Que seria da terra sem a perspectiva do firmamento; este foi resultado da \u00e2nsia que levou a ter\u00e1 a criar a atmosfera, de que tamb\u00e9m vive. Nesta perspectiva, tamb\u00e9m eu, passo a viver na resson\u00e2ncia, na compaix\u00e3o com o Outro, com o universo, assumindo a atitude de Jo\u00e3o Baptista que se limita a preparar o caminho do Senhor (a ipseidade), deixando as sand\u00e1lias nos p\u00e9s de Jesus que, por sua vez, mais tarde sacudir\u00e1, no respeito pelos outros, para melhor poder andar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nNo sentido crist\u00e3o, o outro \u00e9 o diferente, o longe que se encontra perto, o inferior que se encontra fora (o Samaritano), o baixo do cima e o cima do baixo. Uma identidade que n\u00e3o reconhe\u00e7a nela o dentro e o fora, a terra e o c\u00e9u, o bem e o mal, passa a viver na luta frustrada de combater fora o que pertence dentro, passa a desentender-se e a viver fora no desentendimento da ess\u00eancia do bem e do mal. O nosso prot\u00f3tipo \u00e9 \u201ccaminho, verdade e vida\u201d que se \u201cesvaziou \u201ede Deus (2Cor 8,9) para embarcar connosco. Da\u00ed o chamamento a sermos caminho da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nMuitas vezes, no dia-a-dia, contentamo-nos a limitar o ordenamento dos factos e da realidade a termos apenas bipolares, a duas notas do solfejo, o d\u00f3 e o si, o sim e o n\u00e3o, o preto e o branco, o certo e o errado, o pros\u00e9lito e o advers\u00e1rio; pretende-se, deste modo, andar sobre terreno firme e caminho feito, desconhecendo que o caminho \u00e9 processo, empreendimento sempre em constru\u00e7\u00e3o, dado o caminho fazer-se andando. O medo s\u00f3 nos deixa andar sobre o alcatr\u00e3o de certezas solidificadas, que nos tornam duros, de horizontes curtos e delimitados. Desconhece-se, assim, outras realidades, outros caminhos, em que se possa andar sobre as \u00e1guas como demonstrou Jesus no seu modo de andar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nSe o teu vizinho, independentemente da sua atitude moral, tem uma frequ\u00eancia vibrat\u00f3ria inferior \u00e0 tua, ele procurar\u00e1 roubar-te energia para descer o teu tom para a sua onda de resson\u00e2ncia, para a sua frequ\u00eancia de afina\u00e7\u00e3o. Se o teu vizinho se encontra desafinado, n\u00e3o tentes afin\u00e1-lo, seria melhor deix\u00e1-lo ou ir de encontro \u00e0 sua negatividade com positividade, para n\u00e3o haver resist\u00eancia nem curto-circuito. Ent\u00e3o a interac\u00e7\u00e3o estabiliza-se no sentido do teu estado de esp\u00edrito. N\u00e3o exijas de um viol\u00e3o a mesma frequ\u00eancia de tonalidade de um violino, porque com eles poder\u00e1s conseguir belas melodias. Se receio algu\u00e9m, o medo torna-me mais fraco do que ele. Deus em Jesus Cristo manifestou-se homem para nos dizer que o ponto de partida \u00e9 da igualdade de valor. Ele quis dizer-te, como prot\u00f3tipo que \u00e9, que em ti tens todo o potencial n\u00e3o precisando de olhar ningu\u00e9m, de baixo para cima, nem de cima para baixo. Se olho algu\u00e9m de cima para baixo perco a capacidade de olhar para mim e se olho algu\u00e9m de baixo para cima perco a capacidade de olhar para mim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nCada um tem em si as potencialidades de Jesus Cristo e as circunst\u00e2ncias que o delimita. Jesus n\u00e3o presta aten\u00e7\u00e3o aos pecados, ele olha para a pessoa e ama os pecadores porque al\u00e9m de Deus tamb\u00e9m reconhece neles a mat\u00e9ria de que \u00e9 feito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nCada um traz em si as suas feridas mas ningu\u00e9m deve passar o tempo a lamb\u00ea-las. N\u00e3o te deixes amarrar a ningu\u00e9m, seja pela positiva ou pela negativa, a n\u00e3o ser que te encontres depressivo. Cristo transmitiu a sua mensagem de liberta\u00e7\u00e3o ao tornar-se num de n\u00f3s e ao dizer que s\u00f3 nos mudamos quando nos aceitarmos como somos, independentemente do n\u00edvel de desenvolvimento. A segunda pessoa da sant\u00edssima trindade assumiu numa s\u00f3 pessoa o divino e o humano (o Jesus e o Cristo).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nNa Cristologia medita-se sobre a Kenosis, o esvaziamento divino (Fil.2, 5-7) em Jesus Cristo. Atrav\u00e9s da incarna\u00e7\u00e3o, Jesus Cristo deixa na sombra os atributos divinos, continuando a ser parte da Trindade e a estar presente no universo atrav\u00e9s do Esp\u00edrito Santo, que actua nele; deste modo Deus solidariza-se com toda a criatura (cria\u00e7\u00e3o) de uma forma panenteista. A divindade n\u00e3o tem forma mas atrav\u00e9s da kenosis adquire forma em Jesus. A realidade trinit\u00e1ria pressup\u00f5e, em correspond\u00eancia, que o ser humano se esvazie (kenosis) do mundo (ego mundano) para atingir a dimens\u00e3o do \u201c informe\u201d mas pessoal numa \u00e9tica de humildade e corresponsabilidade entre os seres e com o Par\u00e1clito. A interac\u00e7\u00e3o (rela\u00e7\u00e3o) entre o Pai e o Filho expressa-se na terceira pessoa, a outra dimens\u00e3o, no par\u00e1clito que resulta da ac\u00e7\u00e3o da for\u00e7a do amor entre os dois. O amor entre os humanos \u00e9, tamb\u00e9m ele, o resultado de interac\u00e7\u00f5es abertas; por\u00e9m o que nos faz mover n\u00e3o \u00e9 a energia do movido porque esta n\u00e3o pode ser a mesma do movente.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<strong><span style=\"color: #ff0000;\">Ama e faze o que queres<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA realidade \u00e9 mist\u00e9rio e como tal pode ser abordada atrav\u00e9s da ac\u00e7\u00e3o, de teorias e de cren\u00e7as. Estou no universo e o universo est\u00e1 em mim, n\u00e3o me podendo identificar fora dele. Como a \u00e1gua penetra todo o ser, assim o Esp\u00edrito que \u00e9 amor se encontra em todo o ser, em ti e em mim. A \u00e1gua, na presen\u00e7a do sol tende a subir, a mudar de estado e a transformar-se; coisa semelhante se observa com o amor na vida, tornando-nos mais leves e universais; se por um lado, na f\u00edsica, temos as leis da gravita\u00e7\u00e3o que d\u00e3o unidade aos corpos atraindo-os uns aos outros, damo-nos conta que, no \u00e2mbito social religioso e humano, a moral e a espiritualidade nos une e impulsiona.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA pedra oferece resist\u00eancia, por isso a \u00e1gua a quebra e chega a desfaz\u00ea-la em areia, a \u00e1gua \u00e9 perme\u00e1vel, oferecendo pouca resist\u00eancia, por isso se possibilita a passagem ao vapor que tudo alcan\u00e7a. A vida tem muitos n\u00edveis em que se pode viver. A aparente diferen\u00e7a da gravidade na queda dos corpos \u00e9 devida apenas ao grau de resist\u00eancia que o ar oferece em rela\u00e7\u00e3o a esses corpos!&#8230; Muitas vezes o mesmo se d\u00e1 a n\u00edvel humano na avalia\u00e7\u00e3o ileg\u00edtima das pessoas quando lhe oferecemos resist\u00eancia provinda da nossa petrifica\u00e7\u00e3o e n\u00e3o dos actos dos outros que adquirem gravidade pela maldade da interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nMuitas vezes constru\u00edmos um ideal como barreira ou como pedestal que nos destaca e impede de nos encontrarmos uns com os outros de olhos nos olhos ou ao n\u00edvel dos factos que se manifestam de interpreta\u00e7\u00e3o diferente devido \u00e0 percep\u00e7\u00e3o limitada de cada um. O Esp\u00edrito jorra como quer, tal como a \u00e1gua impercept\u00edvel jorra em cada \u00e1rvore, em cada ser, sem ser vista. O importante \u00e9 encontrar o vibrar do universo, da pr\u00f3pria ipseidade, em cada facto em cada pessoa e sentir o seu tocar sem a desafina\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio ego ou da influ\u00eancia de outrem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nTemos a liberdade de nos afinarmos ao n\u00edvel da consci\u00eancia c\u00f3smica de Cristo, ao n\u00edvel da comunidade, ou do que quer que seja, sem termos de ser condenados. Que importa se duvidam de ti; a ti basta-te assumir a responsabilidade do viver e a inten\u00e7\u00e3o de amar porque nela s\u00e3o lavados os teus actos por mais sujos que sejam. J\u00e1 Jesus dizia \u201cNingu\u00e9m te condenou? Nem eu te condeno a ti, vai e procura n\u00e3o pecar\u2026 Quem de v\u00f3s estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra\u201d (Jo 8, 1-11). A queda no peregrinar \u00e9 pr\u00f3pria de quem anda; O novo Adao revelou-nos que n\u00e3o \u00e9 necessariamente preciso incorrer na atitude de Eva ao \u201cesconder-se de Deus\u201d (Gen 3, 8-10), a fugir da Presen\u00e7a, porque Deus \u00e9 a Presen\u00e7a na qual me encontro, mesmo quando me encontro na fuga de mim; Deus condena o pecado, a pedra endurecida, mas n\u00e3o o pecaminoso porque \u2026\u201dDeus n\u00e3o quer a morte do pecador, mas sim que este se converta e viva\u201d (Ez 33, 11).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nNa voz dos outros escutamos a voz da justi\u00e7a que \u00e9 passageira porque julga de fora, mas na voz de Deus escutamos a voz do amor que prevalece e \u00e9 eterna, \u00e9 a Presen\u00e7a que julga de dentro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\u201cAma e faze o que quiseres\u201d porque o amor que opera de dentro \u00e9 quem tudo move e mostra o caminho. Jesus age como o Homem liberto que libertou o homem das pris\u00f5es do pecado, restituindo-lhe a dignidade da liberdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\u00c0 luz do Esp\u00edrito at\u00e9 a negrura se torna brancura porque a gl\u00f3ria divina brilha mesmo no ser que parece mais escuro. Jesus Cristo ao colocar em baixo o que estava em cima e ao colocar em cima o que estava em baixo revelou-nos a verdade do meio-termo e reconheceu a diferen\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA minha beleza \u00e9 o reflexo da beleza e da fealdade dos outros e vice-versa. Em ti vejo o que sou porque a realidade que vejo \u00e9 deformada pelo meu modo de ver, pelo olhar dos meus \u00f3culos. Porque n\u00e3o reconhecemos as pessoas do partido oposto com gratid\u00e3o at\u00e9 por nos ajudarem a ver mais? Cada um \u00e9 como \u00e9 e, cada qual se deve amar como \u00e9, no momento adequado da pr\u00f3pria imperfei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA falta de saber e de empatia (falta de compaix\u00e3o e miseric\u00f3rdia de n\u00f3s e dos outros) leva-nos a descobrir o mal nos outros e a n\u00e3o ver o mundo como \u00e9. Se n\u00e3o reconhecemos a contrac\u00e7\u00e3o e a distens\u00e3o dentro e fora de n\u00f3s, corremos o risco de nos tornar c\u00famplices do princ\u00edpio da contrac\u00e7\u00e3o que condenamos nos outros. Esta atitude afastar-nos-ia da ilumina\u00e7\u00e3o intelectual e espiritual. Onde n\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o viva a percep\u00e7\u00e3o centra-se na an\u00e1lise e descri\u00e7\u00e3o das caracter\u00edsticas externas tocando a sua forma e n\u00e3o o conte\u00fado\u2026. Meditar, implica a vontade de p\u00f4r-se a caminho do meio, do centro; esta atitude predisp\u00f5e-nos a construirmos a experi\u00eancia do encontro (do outro) \u00e0 segunda vista e n\u00e3o apenas ao deslumbre do primeiro encontro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO outro, a compaix\u00e3o, o \u00eaxtase, o milagre da vida, encontra-se em todo o olhar onde a luz mora e brilha. A luz e a verdade aparecem entre o objectivo e o subjectivo, entre a cera e o pavio; ela \u00e9 o fruto do encontro de c\u00e9u e terra, o encontro de mim, comigo no outro. Trata-se de abrir o nosso ser para espa\u00e7os que nos tocam sem os vermos, aquilo que n\u00e3o consigo fazer mas tento. O segredo da felicidade \u00e9 a gratid\u00e3o!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\u201cVaidade das vaidades, tudo \u00e9 vaidade\u201d (3)! \u00c9s feito de c\u00e9u e terra, se negas o c\u00e9u deixas de ver, se negas a terra deixas de crescer.<\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><br \/>\nTe\u00f3logo<br \/>\nIn Pegadas do Tempo, www.antonio-justo.eu<\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify;\">\n(1) Exerc\u00edcio de respira\u00e7\u00e3o introdut\u00f3ria \u00e0 medita\u00e7\u00e3o\/ora\u00e7\u00e3o numa atitude que pode levar \u00e0 respira\u00e7\u00e3o de boca a boca com o universo: Numa posi\u00e7\u00e3o agrad\u00e1vel, com a coluna vertebral direita, os olhos fechados, os ombros descontra\u00eddos e as palmas das m\u00e3os viradas para cima, inspiro profundamente e expiro ritmadamente sentindo como, pouco a pouco, o volume da inspira\u00e7\u00e3o aumenta e a frequ\u00eancia do inspirar e expirar diminuem. Agora inspiro a luz atrav\u00e9s das narinas e sinto o seu flui atrav\u00e9s de todo o meu corpo; expiro o escuro e a negatividade do meu esp\u00edrito e do meu corpo atrav\u00e9s da boca como se soprasse uma vela. \u00c0 medida que respiro conscientemente a inspira\u00e7\u00e3o e a expira\u00e7\u00e3o tornam-se ainda mais lentas e profundas, passando do peito totalmente para o abd\u00f3men; os m\u00fasculos retraem-se ao inspirar e descontraem-se ao expirar. Depois do exerc\u00edcio, de olhos fechados, sinto a luz e o calor a transformar-se em sentimento amoroso que flui atrav\u00e9s de todo o corpo em sintonia com o universo; se me encontro j\u00e1 na resson\u00e2ncia da paz oriento a minha aten\u00e7\u00e3o para o respirar ritmado das ondas como sendo o respirar do mar, a energia divina a bater na costa do meu ser; vou sentir as ondas do mar no seu ir e vir e o respirar de Deus no universo e no meu corpo. Depois do exerc\u00edcio permane\u00e7o uns minutos a sentir a paz e a alegria de simplesmente ser. Depois espregui\u00e7o-me de maneira agrad\u00e1vel.<br \/>\n(2) Actualmente fala-se muito de toler\u00e2ncia, uma toler\u00e2ncia alucinante ao servi\u00e7o de estruturas demasiado preocupadas em manter a pr\u00f3pria ordem, uma ordem que n\u00e3o se identifica com a pessoa mas a usa. Na Europa a ideia da Integra\u00e7\u00e3o encontra-se um pouco desvairada! H\u00e1 estrangeiros que n\u00e3o se integram no pa\u00eds onde chegam! H\u00e1 europeus que n\u00e3o se integram nos partidos dominantes nem nas tradicionais for\u00e7as pol\u00edticas que se alternavam na governa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds! H\u00e1 cidad\u00e3os que, em vez de se integrarem, formam partidos novos! Vai-se tendo a impress\u00e3o que s\u00f3 se integra quem n\u00e3o tem poder e quem n\u00e3o sabe o que \u00e9 poder! Para onde caminha a integra\u00e7\u00e3o? Para a democratiza\u00e7\u00e3o do poder? Sim, at\u00e9 porque na realidade n\u00e3o!<br \/>\n(3) O livro do &#8220;Eclesiastes&#8221; do AT \u00e9 iniciado com estas palavras.<\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00c0 Maneira de Medita\u00e7\u00e3o &#8211; O Fogo que brota da Gruta Por Ant\u00f3nio Justo Sou feito de c\u00e9u e terra, se nego o c\u00e9u deixo de ver, se nego a terra deixo de crescer. A natureza revela ser um organismo onde tudo caminha em direc\u00e7\u00e3o \u00e0 luz e tudo gira em torno dela. Se observamos &hellip; <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3377\" class=\"more-link\">Continuar a ler <span class=\"screen-reader-text\">A CAMINHO DA ILUMINA\u00c7\u00c3O INTELECTUAL E ESPIRITUAL<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[14,4,8],"tags":[],"class_list":["post-3377","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-economia","category-educacao","category-religiao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3377","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3377"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3377\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3381,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3377\/revisions\/3381"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3377"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3377"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3377"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}