{"id":3323,"date":"2015-10-11T22:42:01","date_gmt":"2015-10-11T21:42:01","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3323"},"modified":"2015-10-12T15:37:51","modified_gmt":"2015-10-12T14:37:51","slug":"portugal-e-uma-republica-sem-povo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3323","title":{"rendered":"PORTUGAL &#8211; UMA REP\u00daBLICA SEM POVO"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Ant\u00f3nio Justo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Portugal n\u00e3o h\u00e1 Povo, poder-se-ia concluir da observa\u00e7\u00e3o do discurso pol\u00edtico e da ac\u00e7\u00e3o pol\u00edtica; tem-se a impress\u00e3o de haver, de um lado, um povo eleitor de um certo povo e, do outro, um povo eleitor de um outro povo; como cada grupo elege um correspondente povo, temos povos mas n\u00e3o Povo; como o Povo n\u00e3o se reduz \u00e0 soma dos povos eleitos, no melhor das l\u00f3gicas ter\u00edamos o Povo n\u00e3o eleito junto com o povo que n\u00e3o elege.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nComo os partidos s\u00f3 s\u00e3o representantes do povo governo ou do povo oposi\u00e7\u00e3o, logicamente temos um Povo inteiro sem governo nem oposi\u00e7\u00e3o. Como um povo, sem governo nem oposi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o carece de partidos, seria l\u00f3gico acabar com os partidos para se possibilitar um Povo inteiro numa Democracia inteira com um sistema semelhante ao da Su\u00ed\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nNo discurso pol\u00edtico, agora em curso, prescinde-se do governo e da oposi\u00e7\u00e3o; por uma raz\u00e3o de partido e n\u00e3o de Estado, at\u00e9 j\u00e1 se alega que o Povo inteiro votou mal. Repetir as elei\u00e7\u00f5es n\u00e3o seria razo\u00e1vel mas sim l\u00f3gico porque, numa democracia onde n\u00e3o h\u00e1 Povo mas s\u00f3 povos, voltar-se-ia ao mesmo. O problema de Portugal n\u00e3o vir\u00e1 tanto dos partidos mas do facto de se ter uma Rep\u00fablica sem Povo. Fatalidade das fatalidades: as rep\u00fablicas da Rep\u00fablica v\u00e3o-se governando num estado de Estado sem Povo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nNo meio de tudo isto pode correr-se o perigo, de se ver um Portugal arruinado, as ruinas de um templo, \u00e0 imagem do Mosteiro da Batalha, um templo, sempre em ruinas, come\u00e7ado, mal continuado e por acabar. Falta o homem, n\u00e3o h\u00e1 arquitectos nem engenheiros da sua est\u00e1tica; vamos todos preparar o terreno para que se produza homens \u00e0 altura e o pa\u00eds volte a ser um Portugal moderno com a mesma veia que o levou \u00e0 funda\u00e7\u00e3o e aos Descobrimentos.<\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><br \/>\nwww.ant\u00f3nio-justo.eu<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Ant\u00f3nio Justo Em Portugal n\u00e3o h\u00e1 Povo, poder-se-ia concluir da observa\u00e7\u00e3o do discurso pol\u00edtico e da ac\u00e7\u00e3o pol\u00edtica; tem-se a impress\u00e3o de haver, de um lado, um povo eleitor de um certo povo e, do outro, um povo eleitor de um outro povo; como cada grupo elege um correspondente povo, temos povos mas n\u00e3o &hellip; <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3323\" class=\"more-link\">Continuar a ler <span class=\"screen-reader-text\">PORTUGAL &#8211; UMA REP\u00daBLICA SEM POVO<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-3323","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3323","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3323"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3323\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3327,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3323\/revisions\/3327"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3323"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3323"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3323"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}