{"id":3211,"date":"2015-07-13T16:17:42","date_gmt":"2015-07-13T15:17:42","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3211"},"modified":"2015-07-13T17:04:13","modified_gmt":"2015-07-13T16:04:13","slug":"ideologia-do-genero-ou-gender-credo-estrategia-e-programa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3211","title":{"rendered":"IDEOLOGIA DO G\u00c9NERO OU GENDER \u2013 CREDO ESTRAT\u00c9GIA E PROGRAMA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Marxismo cultural em Ac\u00e7\u00e3o &#8211; Destruir Pessoas para criar\u00a0 Indiv\u00edduos<br \/>\n<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por <strong>Ant\u00f3nio Justo<\/strong><br \/>\nNo princ\u00edpio dominava a natureza; as suas leis eram comuns ao ser humano nos seus primeiros passos do processo de humaniza\u00e7\u00e3o e de socializa\u00e7\u00e3o; em seguida surgiram os grupos organizados (tribos, povos e na\u00e7\u00f5es) que elaboraram uma cultura feita de costumes leis e normas em di\u00e1logo aberto com a natureza; a cultura num acto de sublima\u00e7\u00e3o da natureza cria a lei\/orienta\u00e7\u00e3o moral \u00e0 imagem das leis que governam a natureza (tentativa de superar o mero instinto para possibilitar a cria\u00e7\u00e3o de paisagens culturais: diferentes tribos, na\u00e7\u00f5es, etc.). Natureza e cultura reconhecem-se mutuamente numa orienta\u00e7\u00e3o anal\u00f3gica crescente do simples para o complexo, do elemento para o \u00f3rg\u00e3o e deste para o corpo natural e social. No momento hist\u00f3rico de que somos tamb\u00e9m protagonistas assistimos \u00e0 invers\u00e3o das leis do crescimento natural e espiritual; observa-se a tentativa de se estabelecer uma nova matriz social que comporta um retrocesso no sentido do \u00f3rg\u00e3o para o elemento (e tudo sob o pretexto da igualdade e de se criarem supraestruturas de caracter global: quer-se um corpo sem \u00f3rg\u00e3os, uma cabe\u00e7a sem membros, quer-se uma mudan\u00e7a paradigm\u00e1tica na cultura. Nesta j\u00e1 n\u00e3o se observa a organiza\u00e7\u00e3o, defini\u00e7\u00e3o e crescimento do simples para o complexo mas a destrui\u00e7\u00e3o da ordem org\u00e2nica natural e cultural no sentido da desintegra\u00e7\u00e3o ca\u00f3tica em nome de uma moral matem\u00e1tica desenraizada ao servi\u00e7o das leis do mercado em que o lucro \u00e9 moral e o dinheiro felicidade. Nega-se a tradi\u00e7\u00e3o como elemento da identidade para se viver do neg\u00f3cio do momento presente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>H\u00e1 leis biol\u00f3gicas, leis naturais e leis culturais; h\u00e1 duas formas de se chegar ao saber: o saber indutivo adquirido pela experi\u00eancia (leis biol\u00f3gicas da natureza) e o dedutivo adquirido a partir da ideia; os dois saberes encontram-se numa rela\u00e7\u00e3o de feminilidade e masculinidade; um sem o outro \u00e9 irreal e infecundo; a grande mentira da ideologia do g\u00e9nero, parte do princ\u00edpio de que o que se pensa \u00e9 a realidade, dando-se ao luxo de afirmar o saber te\u00f3rico (ideologia) contra o saber experimental (biologia).<\/strong> Em nome de uma revolu\u00e7\u00e3o cultural colocam a inten\u00e7\u00e3o de educar o povo acima de qualquer princ\u00edpio ou dado real.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">UE tornou-se no Sistema de Controlo de Valores e Normas dos Pa\u00edses europeus <\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que se pretende para a economia j\u00e1 se encontra implementado no controlo da cultura! No dia 9 de junho de 2015, longe da popula\u00e7\u00e3o, o Parlamento Europeu aprovou a sua resolu\u00e7\u00e3o controversa \u201cEstrat\u00e9gia da UE para a igualdade entre homens e mulheres a partir de 2015\u201d. Esta cont\u00e9m orienta\u00e7\u00f5es a aplicar pelos parlamentos nacionais. Em nome de uma justi\u00e7a necess\u00e1ria no trato entre homem e mulher, procura-se desintegrar a feminilidade e a masculinidade comuns \u00e0 mulher e ao homem para as colocar em luta reivindicativa como se partes complementares fossem opostos. Tudo isto ao servi\u00e7o n\u00e3o do homem nem da mulher mas do igualitarismo comunista. <strong>O Parlamento &#8220;solicita \u00e0 Comiss\u00e3o para assegurar que os Estados-Membros permitam o pleno reconhecimento do g\u00e9nero preferido de uma pessoa perante a lei&#8221;.<\/strong> <strong>Em texto claro: o que vale n\u00e3o \u00e9 o sexo que se tem biol\u00f3gico (homem ou mulher) mas o que se pensa dele.<\/strong> Partem do pressuposto que o g\u00eanero n\u00e3o \u00e9 definido com base na gen\u00e9tica e nos cromossomos, mas que \u00e9 apenas uma constru\u00e7\u00e3o social devida \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e, como tal a ser repelida, no sentido de um indiv\u00edduo que deve ser desenroupado do que constitui a sua \u201cpersona\u201d (personalidade) e daquilo que os pais lhe transmitiram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 pap\u00e9is da mulher e do homem que s\u00e3o aquisi\u00e7\u00f5es ou express\u00f5es culturais mas o papel de pai e m\u00e3e \u00e9 de ordem natural da cria\u00e7\u00e3o tal como o ser homem ou mulher. O ser humano n\u00e3o pode ser visto apenas como um produto cultural; da sua ess\u00eancia faz tamb\u00e9m parte a natureza, o seu caracter sexuado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Negam os elementos constitutivos de identidade cultural (do g\u00e9nero) adquiridos, para poderem legitimar a manipula\u00e7\u00e3o em via na confec\u00e7\u00e3o de um novo ser humano sob novos par\u00e2metros, e reduzir o elemento cultural \u00e0 praxis dos animais (animalogia) no sentido de uma revolu\u00e7\u00e3o da sociologia.<\/strong> Para isso negam o conceito da pessoa humana (identidade relacional realizada no e dentro do relacionamento) para a reduzir a mero indiv\u00edduo, a um abstracto totalmente independente de qualquer v\u00ednculo ou rela\u00e7\u00e3o (um ser tabula rasa), como quer e legisla a esquerda (maioria) no Parlamento Europeu. <strong>Tudo isto se d\u00e1 no sentido de gerar um ser sem identidade e como tal facilmente manobr\u00e1vel por quem det\u00e9m o poder (que se quer tamb\u00e9m oculto e an\u00f3nimo).<\/strong> Aqui junta-se a ideologia capitalista que quer um ser apenas indiv\u00edduo \u2013 cliente do seu mercado \u2013 ao marxismo cultural socialista que pretende uma sociedade de pessoas reduzidas a indiv\u00edduos iguais \u2013 prolet\u00e1rios servidores da nomenclatura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Ideologia do g\u00e9nero nega diferen\u00e7as caracter\u00edsticas do homem e da mulher negando assim a sociedade, a natureza e a ordem divina da Cria\u00e7\u00e3o. Antes da queda come\u00e7a a decad\u00eancia!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A porta-voz (Beatrix von Storch) do Grupo Europeu ECR considera que \u201ca UE \u00e9 um enorme sistema de controlo de valores e normas\u201d. Para isso seve-se de orienta\u00e7\u00f5es para toda a UE em mat\u00e9ria de educa\u00e7\u00e3o sexual nas escolas, de direitos de ado\u00e7\u00e3o para transsexuais, aboli\u00e7\u00e3o de elei\u00e7\u00f5es livres por quotas nos parlamentos, de medidas em favor do aborto e em desfavor da maternidade; esta \u00e9, por vezes, tida como impedimento de emancipa\u00e7\u00e3o e de igualdade para a mulher. O olimpo da Europa e do mundo quer transformar os pa\u00edses em casas onde eles mandam. O referido documento de estrat\u00e9gia serve-se da igualdade para impor ideologia. Nessa igualdade tornam-se anacr\u00f3nicas toiletes separadas, clubes de futebol s\u00f3 de homens ou de mulheres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A advogada elimina\u00e7\u00e3o das injusti\u00e7as laborais ou sociais que ainda existem entre homem e mulher d\u00e1-se de maneira selectiva e masculina sem comtemplar a masculinidade e feminilidade ou pap\u00e9is caracter\u00edsticos de um g\u00e9nero.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Servem-se da ideia da igualdade entre homens e mulheres, da liberta\u00e7\u00e3o do sexo, da luta contra os indicadores de g\u00eanero (masculino \/ feminino) para concretizar uma ideologia de base marxista e ateia e tudo isto legitimado pela premissa dos direitos da pessoa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A estrat\u00e9gia de afirma\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica \u00e9 implementada atrav\u00e9s de agendas pol\u00edticas, a n\u00edvel legislativo, universit\u00e1rio e pol\u00edtico com objectivo de indoutrina\u00e7\u00e3o ao servi\u00e7o da revolu\u00e7\u00e3o cultural em via. Dissociar a pessoa humana da natureza e da heran\u00e7a cultural fora de qualquer complementaridade torna-se dogma do momento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quer-se um relativismo subjectivista de tal ordem que sujeite a lei natural \u00e0 lei cultural. <strong>A ideologia do G\u00e9nero, ao prescindir dos dados biol\u00f3gicos para fomenta\u00e7\u00e3o da nova ordem teria como consequ\u00eancia l\u00f3gica matematizar at\u00e9 os nomes das pessoas e terras.<\/strong> De facto, tamb\u00e9m neles se expressam vest\u00edgios culturais mais ou menos sexuados: assim uma consequ\u00eancia da ideologia do g\u00e9nero seria substituir o meu nome demasiado testemunha de socializa\u00e7\u00e3o e acultura\u00e7\u00e3o (Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo \u2013 com vest\u00edgios de dom\u00ednio e de sujei\u00e7\u00e3o) num nome livre e emancipado que se expressaria no nome \u201cUm de Dois Tr\u00eas e Quatro\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Meteram m\u00e3os \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de uma nova sociedade e de uma nova identidade individual sem especificidades e sem refer\u00eancia como se o g\u00e9nero n\u00e3o tivesse nada a ver com a diferencia\u00e7\u00e3o sexual nem com a biologia reduz\u00edvel a uma op\u00e7\u00e3o individual que torna arbitr\u00e1ria a defini\u00e7\u00e3o de homem ou mulher tal como a uni\u00e3o homossexual ou heterossexual. Chega-lhes a ideia c\u00f3pia de que a necessidade cria o \u00f3rg\u00e3o. O que n\u00e3o recai sob o metro da igualdade \u00e9 considerado discrimina\u00e7\u00e3o. Para a ideologia do g\u00e9nero tudo se reduz a uma quest\u00e3o de escolha: sobrevaloriza a opini\u00e3o e a inten\u00e7\u00e3o \u00e0 margem do factor natural. A ideologia do g\u00e9nero d\u00e1 grande relevo \u00e0 op\u00e7\u00e3o homossexual por testemunhar a afirma\u00e7\u00e3o dos iguais contra a afirma\u00e7\u00e3o do diferente que a natureza pretende mas deve ser contrariada pela estrat\u00e9gia radical do g\u00e9nero. As for\u00e7as da masculinidade e da feminilidade inerentes a toda a natureza, \u00e0 sociedade e \u00e0 pessoa humana mereceriam uma outra imposta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Mudan\u00e7a da matriz lingu\u00edstica sobretudo ao servi\u00e7o da Mentira<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A ideologia do g\u00e9nero, a ponta avan\u00e7ada do marxismo cultural, pretende uma mudan\u00e7a de matriz antropol\u00f3gica e criar uma nova consci\u00eancia social atrav\u00e9s da manipula\u00e7\u00e3o da matriz lingu\u00edstica \u00e0 imagem da manipula\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica. Atrav\u00e9s da manipula\u00e7\u00e3o da linguagem consegue-se manipular a consci\u00eancia individual e social. Tudo isto acontece sob o pretexto de liberta\u00e7\u00e3o da mulher (mais uma vez instrumentalizada)<\/strong> como se fosse poss\u00edvel desintegrar da biologia e da sociedade a masculinidade e feminilidade na qualidade de elementos distintivos e de energias complementares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje o pensar correcto assume de forma acr\u00edtica a ideologia gender na linguagem corrente (exemplo: a senhora \u201cpresidenta\u201d em vez de a senhora presidente, como se a palavra presidente n\u00e3o fosse comum aos dois &#8211; S.m. e f. &#8211; (tal como a doente, o doente, etc). Na sequ\u00eancia da ideologia seria consequente introduzir o neologismo \u201cpresidento\u201d tamb\u00e9m para o masculino)\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Parentalidade contra Paternidade e Maternidade<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em vez da complementaridade\/subsidiariedade de sociedade e natureza de mulher e homem querem deles seres abstractos mais desencarnados e como tal mais facilmente reduz\u00edveis \u00e0 ditadura de ideologias. <strong>Manifestam-se contra as fun\u00e7\u00f5es reais de paternidade e maternidade querendo-as ver reduzidas ao conceito tribal de parentalidade, numa tentativa de voltar ao caos original em que a individualidade se perdia numa massa an\u00f3nima desorganizada.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A insist\u00eancia da luta ideol\u00f3gica contra o sistema \u00e9tico actual, contra a fam\u00edlia, contra uma sexualidade integrada (com lugar para a regra e para a excep\u00e7\u00e3o), contra o fundamento b\u00edblico do humanismo crist\u00e3o, mais que uma tentativa de valoriza\u00e7\u00e3o da pessoa tenciona disponibilizar o ser humano para uma nova matriz civilizacional que ter\u00e1 como c\u00fapula metaf\u00edsica a economiza\u00e7\u00e3o da sociedade (mercado) e a mercantiliza\u00e7\u00e3o do ser humano (prolet\u00e1rio ou cliente).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Projectam uma antropologia alternativa servidora de ideologias internacionalistas, globalistas e economicistas. Como consideram a mulher e o homem como produtos ou meros pap\u00e9is culturais \u00e0 margem da biologia, pretendem afirmar um g\u00e9nero para l\u00e1 do sexo e da natureza. Consideram como adversas \u00e0s suas inten\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas as matrizes culturais passadas que se conexavam \u00e0 maneira de bi\u00f3topos culturais numa rela\u00e7\u00e3o entre cultura e natura. Querem o div\u00f3rcio destas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma liga\u00e7\u00e3o da \u00e9tica e dos comportamentos sociais a uma metaf\u00edsica do deus dinheiro e lucro com a consequente redu\u00e7\u00e3o da pessoa (com toda a carga cultural de contextos sociais e geogr\u00e1ficos que traz) a um mero indiv\u00edduo desprovido de enraizamento simplifica a administra\u00e7\u00e3o e \u201ccomercializa\u00e7\u00e3o\u201d de produtos e indiv\u00edduos. Esta estrat\u00e9gia pensa melhor servir a organiza\u00e7\u00e3o de um governo mundial. Querem esp\u00edritos sem corpo e corpos sem esp\u00edrito numa estrat\u00e9gia do divide et impera. Querem ignorar a masculinidade e a feminilidade da pessoa, os dois princ\u00edpios que possibilitam a abertura e o desenvolvimento. Afirmam a igualdade contra \u201cuma abertura rec\u00edproca \u00e0 alternidade e \u00e0 diferen\u00e7a\u201d de caracter b\u00edblico e natural. Arbitrariamente, toda a experi\u00eancia milen\u00e1ria \u00e9 lan\u00e7ada a bordo para a sociedade ser submetida a uma ideologia do g\u00e9nero que quer subordinar a natureza a uma nova cultura aleat\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O facto de a mulher ter sido enquadrada num patriarcalismo cultural que a tornou v\u00edtima de uma masculinidade social que a relegava \u00e0 categoria de crian\u00e7a (exemplo, a crian\u00e7a como a mulher eram tratadas pelo nome e os homens pelo nome de fam\u00edlia) deveria ocasionar uma consciencializa\u00e7\u00e3o de reac\u00e7\u00e3o inclusiva e n\u00e3o reactiva; doutro modo reagem aplicando o par\u00e2metro masculino de que se dizem v\u00edtimas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ff0000;\">A afirma\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica aninha-se a n\u00edvel universit\u00e1rio legislativo e pol\u00edtico na sequ\u00eancia das estrat\u00e9gias das institui\u00e7\u00f5es da EU e dos EUA e praticamente fomentadas pelas fam\u00edlias pol\u00edticas de esquerda.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Directrizes europeias obrigam os pa\u00edses membros \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o de leis escolares reguladoras do ensino sobre a actividade sexual, a regulamenta\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia, o aborto, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aquilo que a natureza, a cultura humana e a tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3 conseguiram tornar compat\u00edvel e complementar atrav\u00e9s dos s\u00e9culos \u00e9 agora separado \u00e0 for\u00e7a e em nome de uma ideologia abstracta que pretende formatizar o homem e a sociedade por princ\u00edpios matem\u00e1ticos, como se a pessoa fosse s\u00f3 intelecto e prescindisse do corpo e do esp\u00edrito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se part\u00edssemos da realidade natural e cultural do ser sexuado homem e mulher, em que ele e ela re\u00fanem na mesma pessoa e de forma diferente os princ\u00edpios masculinidade e feminilidade, a discuss\u00e3o e estrat\u00e9gia de se criar mais justi\u00e7a individual e social entre homens e mulheres seguiria um outro caminho menos masculino e agressivo e tornar-se-ia mais pac\u00edfico (feminino) porque inclusivo. (A n\u00e3o ser que se parta do princ\u00edpio que a luta \u00e9 a \u00fanica maneira de se desenvolver!). A consequ\u00eancia desta luta cultural fomentar\u00e1 os v\u00edcios dos dois polos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o reconhece os princ\u00edpios complementares da evolu\u00e7\u00e3o (a selec\u00e7\u00e3o e a colabora\u00e7\u00e3o) como for\u00e7as complementares. N\u00e3o reconhece que toda a natureza e toda a sociedade s\u00e3o constru\u00eddas a partir da diferen\u00e7a numa tens\u00e3o de afastamento e aproxima\u00e7\u00e3o \u00e0 imagem das ondas do mar; o movimento cria a tens\u00e3o criadora que mantem \u201cas \u00e1guas\u201d da vida vivas e possibilita o desenvolvimento de cultura\/sociedade e natureza. Toda a natureza aspira pela comunh\u00e3o do sol do universo e do sol do amor que se incarna em cada pessoa. A sociedade com a correspondente cultura \u00e9 como a floresta na resposta \u00e0 geografia e ao clima possibilitadores de bi\u00f3topos diferenciados. Nem a geografia pode abdicar do clima tal como a natureza humana n\u00e3o pode abdicar da cultura que lhe confere identidade pr\u00f3pria, o mesmo se diga em rela\u00e7\u00e3o ao indiv\u00edduo e \u00e0 cultura envolvente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Concluindo<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A masculinidade e a feminilidade n\u00e3o podem ser reduzidas a um masculino e a um feminino limitado a circunst\u00e2ncias de pap\u00e9is e fun\u00e7\u00f5es de um s\u00f3 polo nem consequentemente a uma sociedade de matriz masculina. O dom\u00ednio do homem sobre a mulher s\u00e3o defici\u00eancias a ultrapassar na base da sua imagem divina. Naturalmente que n\u00e3o h\u00e1 sol sem sombra nem sombra sem sol; somos limitados, resta-nos compreender e embarcar com corpo e alma para admirar e louvar o sol e a sombra no sentido de criar mais justi\u00e7a e rela\u00e7\u00e3o equilibrada.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Masculinidade e feminilidade realizam-se e desenvolvem-se nas rela\u00e7\u00f5es interpessoais numa vis\u00e3o a-perspectiva que reconhecendo a realidade vital da tens\u00e3o interpolar aspira a sempre novas s\u00ednteses (ao encontro dos polos que mantem em si a for\u00e7a do regresso a si para de si retomar nova for\u00e7a para se reencontrar de novo). A ideologia do g\u00e9nero encontra-se em contradi\u00e7\u00e3o com a natureza e com todas as culturas e religi\u00f5es. Pode por\u00e9m, na for\u00e7a da reac\u00e7\u00e3o contribuir para o desenvolvimento no momento em que foge do outro polo. Mas na luta em via, instigada pelo marxismo cultural, o que est\u00e1 em jogo n\u00e3o \u00e9 tanto a beneficia\u00e7\u00e3o da mulher mas sim a instrumentaliza\u00e7\u00e3o dela para sub-repticiamente se conseguir um ser humano e uma sociedade segundo o paradigma marxista comunista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As premissas da ideologia do g\u00e9nero partem da neutralidade do sexo e n\u00e3o da complementaridade: distingue entre o sexo biol\u00f3gico do indiv\u00edduo (homem ou mulher) e o g\u00e9nero ou sexo psicol\u00f3gico da pessoa (culturalmente adquirido), uma esp\u00e9cie de carapa\u00e7a psicol\u00f3gica obtida (uma segunda cria\u00e7\u00e3o) determinada pelo ambiente.<\/strong> Pretende negar a natureza humana tal como Deus a criou na sua complementaridade de homem e mulher (Gn 1,27), menosprezando a uma realidade onde a feminilidade e a masculinidade s\u00e3o partes constituintes da pessoa humana\/natureza. Quer fazer de pessoas distintas mas complementares (homem e mulher) apenas indiv\u00edduos iguais de modo a perverter a natureza. Partem da realidade homem e mulher como constructos sociais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em geral, nascemos com um sexo biol\u00f3gico definido (homem ou mulher), n\u00e3o \u00e9 sexualmente neutro; a sociedade acrescenta-lhe caracter\u00edsticas pr\u00f3prias segundo o meio em que se insere. Isto por\u00e9m n\u00e3o pode anular o sexo biol\u00f3gico em favor do sexo psicol\u00f3gico ou g\u00e9nero. Apesar das influ\u00eancias sociais n\u00e3o haver\u00e1 alternativa ao desenvolvimento da mulher e do homem como seres naturais.<br \/>\n<strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><br \/>\nTe\u00f3logo e pedagogo<br \/>\nIn \u201cPegadas do Tempo\u201d www.antonio-justo.eu<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marxismo cultural em Ac\u00e7\u00e3o &#8211; Destruir Pessoas para criar\u00a0 Indiv\u00edduos Por Ant\u00f3nio Justo No princ\u00edpio dominava a natureza; as suas leis eram comuns ao ser humano nos seus primeiros passos do processo de humaniza\u00e7\u00e3o e de socializa\u00e7\u00e3o; em seguida surgiram os grupos organizados (tribos, povos e na\u00e7\u00f5es) que elaboraram uma cultura feita de costumes leis &hellip; <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3211\" class=\"more-link\">Continuar a ler <span class=\"screen-reader-text\">IDEOLOGIA DO G\u00c9NERO OU GENDER \u2013 CREDO ESTRAT\u00c9GIA E PROGRAMA<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[3,14,4,5,7,8],"tags":[],"class_list":["post-3211","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte","category-economia","category-educacao","category-escola","category-politica","category-religiao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3211","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3211"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3211\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3213,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3211\/revisions\/3213"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3211"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3211"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3211"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}