{"id":3197,"date":"2015-06-25T17:13:31","date_gmt":"2015-06-25T16:13:31","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3197"},"modified":"2015-06-25T18:29:56","modified_gmt":"2015-06-25T17:29:56","slug":"imposto-de-solidariedade-europeia-destinado-a-economias-fracas-seria-a-solucao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3197","title":{"rendered":"IMPOSTO DE SOLIDARIEDADE EUROPEIA DESTINADO A ECONOMIAS FRACAS SERIA A SOLU\u00c7\u00c3O"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">O que vale para a Alemanha deveria valer para a Zona Euro \u2013 Porque n\u00e3o?<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p>Por <strong>Ant\u00f3nio Just<\/strong>o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A cria\u00e7\u00e3o de um imposto de solidariedade europeia em todos os pa\u00edses da Zona Euro<\/strong> (\u00e0 imita\u00e7\u00e3o do que fez e faz a Alemanha para recuperar economicamente a sua antiga zona socialista), <strong>que anualmente seria canalizado para as zonas perif\u00e9ricas e mais fracas da UE, evitaria a pol\u00edtica de austeridade imposta aos mais fracos e criaria mais justi\u00e7a, numa sociedade de concorr\u00eancia livre, que beneficia de sobremaneira, j\u00e1 por si, as na\u00e7\u00f5es mais fortes e mais centrais.<\/strong> A via do imposto de solidariedade conseguiu quase apagar as dist\u00e2ncias abismais que existiam entre as economias da zona DDR e zona BRD. As economias perif\u00e9ricas da Zona Euro encontram-se em situa\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0 da ent\u00e3o zona da Alemanha pobre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Porque \u00e9 que o que vale para a Alemanha no seu processo de reunifica\u00e7\u00e3o (no sentido do alinhamento da economia e nivelamento do n\u00edvel de vida da Alemanha de leste \u00e0 Alemanha ocidental) n\u00e3o \u00e9 posto em considera\u00e7\u00e3o numa estrat\u00e9gia europeia de tentativa de solu\u00e7\u00e3o dos problemas da zona Euro? A pol\u00edtica de Bruxelas at\u00e9 agora seguida n\u00e3o mete no seu barco a popula\u00e7\u00e3o nem os pa\u00edses perif\u00e9ricos. Permanece renitente deixando a economia olig\u00e1rquica, levar tudo de enxurrada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Porque abandona a UE o sistema de economia social do mercado europeu (um capitalismo de rosto humano) para seguir o sistema de economia liberal anglo-sax\u00f3nico (um capitalismo para os oligarcas do capital e da ideologia)? Deste modo a Europa abandona pouco-a-pouco a tradi\u00e7\u00e3o humanista que deu rosto \u00e0 Europa, vendendo assim o fundamento da sua identidade questionado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Uma outra medida justa seria vincular o pagamento de juros ao crescimento econ\u00f3mico do pa\u00eds. Uma tal cl\u00e1usula obrigaria os credores a investir na economia produtiva do pa\u00eds a quem emprestaram o capital para poderem ter direito a receber os correspondentes juros do capital emprestado. Doutro modo o papel dos credores reduz-se a um jogo de casino. <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Interessa tamb\u00e9m a cria\u00e7\u00e3o de regras comuns conectadas de tal modo que um s\u00f3 pa\u00eds n\u00e3o possa criar problemas a toda a UE. <strong>O alerta da Gr\u00e9cia a Bruxelas implicaria uma grande reforma das institui\u00e7\u00f5es da UE mas estas n\u00e3o mostram qualquer sinal de arrependimento nem de interesse; sentem-se bem no papel de disciplinadoras dos pa\u00edses europeus de que tiram o proveito imediato.<\/strong> \u00c0 uni\u00e3o monet\u00e1ria ser\u00e1 necess\u00e1ria seguir-se uma uni\u00e3o econ\u00f3mica real que culminaria com uma uni\u00e3o fiscal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Juros da d\u00edvida p\u00fablica querem-se investidos no fomento das economias que os pagam<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Os juros que Portugal paga pela d\u00edvida p\u00fablica deveriam ser aplicados pelos fiadores em Portugal para n\u00e3o se continuar a desviar os recursos p\u00fablicos para fora do pa\u00eds sem qualquer contrapartida que reverta no investimento econ\u00f3mico nacional.<\/strong> Neste sentido seria consequente tamb\u00e9m a distribui\u00e7\u00e3o das centrais das multinacionais por diferentes pa\u00edses especialmente nas zonas que precisam de maior desenvolvimento, o mesmo se diga das institui\u00e7\u00f5es da UE. A democratiza\u00e7\u00e3o da economia suporia uma correc\u00e7\u00e3o substancial da ideologia centralista. Torna-se intoler\u00e1vel que uma democracia pol\u00edtica se deixe governal pela ditadura econ\u00f3mica isente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Doutro modo a D\u00edvida s\u00f3 serve para pagar os gastos do estado e para engordar as institui\u00e7\u00f5es internacionais credoras, as \u00fanicas que beneficiam dos juros da d\u00edvida. De facto, os 12 maiores bancos do mundo compram em leil\u00e3o os t\u00edtulos da d\u00edvida que o Tesouro Nacional vende e por outro lado tamb\u00e9m s\u00e3o eles que emprestam dinheiro aos Estados, como testemunham peritos no assunto. Forma-se assim uma corrente mafiosa de credores e compradores dos t\u00edtulos da d\u00edvida nacional. Assim os pa\u00edses devedores tornam-se na mama dos sistemas financeiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Portugal vai gastar este ano 8.836 milh\u00f5es de euros para pagar juros da d\u00edvida p\u00fablica, o que corresponde a 5% do PIB. Uma sangria de um pa\u00eds que trabalha para os credores sem que estes invistam produtivamente em Portugal. Imagine-se a situa\u00e7\u00e3o de derrocada em que nos encontramos. Para pagarmos 5% ter\u00edamos que ter um crescimento econ\u00f3mico de 10%, quando ele n\u00e3o chegar\u00e1 aos 2%.<\/strong> O Governo portugu\u00eas quer antecipar o pagamento do empr\u00e9stimo ao Fundo Monet\u00e1rio Internacional para evitar ser v\u00edtima do sistema progressivo das d\u00edvidas. A d\u00edvida \u00e9 de tal ordem que destr\u00f3i qualquer boa vontade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Concluindo; os credores s\u00e3o ao mesmo tempo os compradores dos t\u00edtulos de d\u00edvida p\u00fablica nacional e como tal especuladores que beneficiam s\u00f3 eles dos juros e do estado carente dos pa\u00edses. Quanto mais os pa\u00edses devem, mais ganham os jogadores do sistema financeiro. <strong>Os juros que Portugal paga pela d\u00edvida p\u00fablica deveriam ser aplicados pelos fiadores em Portugal. Esta seria a \u00fanica maneira de controlar este ciclo mafioso a que os Estados est\u00e3o amarrados e obrigados a ter um povo inteiro a trabalhar e poupar para pagar a soberba e a usura dos oligarcas.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No cen\u00e1rio partid\u00e1rio nacional n\u00e3o se encontram programas eleitorais de partidos onde se encontrem propostas de medidas concretas semelhantes \u00e0s que refiro e que exijam responsabilidade ao capital especulativo internacional e que impe\u00e7am o seu papel simult\u00e2neo de sanguessugas dos contribuintes e de destruidores das soberanias nacionais. N\u00e3o se apresentam alternativas; o actual sistema est\u00e1 de tal modo elaborado que mesmo os de boa vontade n\u00e3o podem sair dele; serve os interesses de quem est\u00e1 \u00e0 frente por isso a op\u00e7\u00e3o ser\u00e1 continuar a administrar a mis\u00e9ria do sistema. Deixar de o ser n\u00e3o \u00e9 tarefa natural nem f\u00e1cil porque os tent\u00e1culos do polvo s\u00e3o universais.<br \/>\n<strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><br \/>\nJornalista<br \/>\nIn Pegadas do Tempo www.antonio-justo.eu<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que vale para a Alemanha deveria valer para a Zona Euro \u2013 Porque n\u00e3o? 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