{"id":3163,"date":"2015-06-10T11:26:30","date_gmt":"2015-06-10T10:26:30","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3163"},"modified":"2015-06-10T11:35:37","modified_gmt":"2015-06-10T10:35:37","slug":"cidadania-integracao-e-identidade-maneira-de-estar-lusa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3163","title":{"rendered":"Cidadania Integra\u00e7\u00e3o e Identidade &#8211; Maneira de estar Lusa"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Fraqueza de identidade nacional faz do Portugu\u00eas o Imigrante modelar<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ant\u00f3nio Justo<\/strong><br \/>\nO emigrante portugu\u00eas \u00e9 feito de c\u00e9u e terra, movimenta-se entre cidad\u00e3o e estrangeiro sendo sua bandeira a saudade onde ventos estranhos movem a recorda\u00e7\u00e3o. Nele mora o fado, aquela dor do mundo que o torna irm\u00e3o de toda a criatura e de todos os povos. Como a onda do mar sente que o seu eu se constr\u00f3i a partir do n\u00f3s, por isso sofre o todo na parte e goza a parte no todo. Sob o c\u00e2none luso \u201c\u00e0 terra onde fores ter faz como vires fazer\u201d, o portugu\u00eas torna-se num imigrante adaptado. Neste sentido, talvez o portugu\u00eas e o brasileiro sejam dos povos menos complicados e mais agrad\u00e1veis, nos pa\u00edses de recep\u00e7\u00e3o, porque reconhecem e vivem a interculturalidade na consci\u00eancia de que s\u00e3o ao mesmo tempo onda e mar (parte de um todo). O Povo portugu\u00eas \u00e9 especialista em integra\u00e7\u00e3o como revela a sua maneira de estar diferente da de outros povos, quer em termos de coloniza\u00e7\u00e3o quer na qualidade de imigrantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Presen\u00e7a lusa e Visibilidade da Identidade cultural<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O portugu\u00eas n\u00e3o \u00e9 estranho nas na\u00e7\u00f5es onde chega porque estranha \u00e9 j\u00e1 nele a condi\u00e7\u00e3o. <strong>Enquanto outros estrangeiros se integram e outros constroem as barricadas dos seus guetos, o portugu\u00eas, geralmente, deixa-se assimilar reservando a portugalidade para a alma.<\/strong> \u00c9 do g\u00e9nio portugu\u00eas ter uma cidadania alargada (ser franc\u00eas com os franceses, su\u00ed\u00e7o com os su\u00ed\u00e7os, alem\u00e3o com os alem\u00e3es\u2026), nele palpita a alma universal. O emigrante \u00e9 ele e as suas circunst\u00e2ncias \u2013 \u00e9 cidadania sem cidade na procura de uma identidade alargada. Nas suas asas traz o longe, nos seus p\u00e9s traz o perto e no seu desejo a vontade de se tornar uma personalidade implantada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Numa sociedade de templo profanado em que cada um faz dela um mercado, seria \u00f3bvio que o portugu\u00eas acentuasse a sua identidade e expressasse n\u00e3o s\u00f3 como indiv\u00edduo mas como povo com miss\u00e3o universal; \u00e9 importante tornar mais vis\u00edvel, no \u00e2mbito das institui\u00e7\u00f5es, a sua caracter\u00edstica portuguesa, de humanidade e universalidade atrav\u00e9s de maior interven\u00e7\u00e3o activa social, cultural, pol\u00edtica e empresarial. Portugal que deu mundos ao mundo precisa de reflectir a sua identidade, n\u00e3o acentuando tanto a ideologia que ele assimilou da Fran\u00e7a nos tempos modernos mas mais o esp\u00edrito europeu que o tornou grande no mundo, ao tornar-se express\u00e3o da Europa, atrav\u00e9s dos descobrimentos e da emigra\u00e7\u00e3o. <strong>Neste sentido, tem tamb\u00e9m na Su\u00ed\u00e7a o bom exemplo de uma na\u00e7\u00e3o pequena, mas tamb\u00e9m ela grande por ter sabido manter viva e cultivar no seu povo, a tradi\u00e7\u00e3o do seu g\u00e9nio.<\/strong> A comunidade portuguesa radicada na Su\u00ed\u00e7a pode reconhecer na bandeira su\u00ed\u00e7a aquele sinal comum caracter\u00edstico da sua identidade que os tornou grandes e lhes conceder\u00e1 perpetuidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Toda a vida individual e cultural \u00e9 processo de identifica\u00e7\u00e3o, um cont\u00ednuo fluir para a realiza\u00e7\u00e3o e para a verdade. Nascemos como indiv\u00edduos, formando pouco a pouco a nossa identidade \/ consci\u00eancia, num acumular de camadas formadas de educa\u00e7\u00e3o e experi\u00eancia de vida que determinam o nosso ser de pessoa. A forma\u00e7\u00e3o da identidade consciente (personalidade \u2013 aquilo que d\u00e1 visibilidade) acontece de maneira privilegiada num espa\u00e7o livre que proporciona vest\u00edgios individuais e culturais adaptados \u00e0 geografia e \u00e0 cultura em diferentes ramos de express\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portugal tem de recuperar a consci\u00eancia de si n\u00e3o esbanjando a for\u00e7a da tens\u00e3o que o tornaria forte se n\u00e3o resolvesse muitos dos seus problemas apenas com o tubo de escape que \u00e9 a emigra\u00e7\u00e3o. Antoine de Saint-Exup\u00e9ry constatava: \u201cO mundo inteiro afasta-se quando v\u00ea passar um Homem que sabe para onde vai\u201d! (Esta \u00e9 a diferen\u00e7a que marca na migra\u00e7\u00e3o um cidad\u00e3o ocidental e um cidad\u00e3o mu\u00e7ulmano). <strong>Aquilo que se pode revelar como fraqueza de identidade nacional e faz do portugu\u00eas o migrante modelar n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 fraqueza \u00e9 tamb\u00e9m testemunho de alma grande e de ide\u00e1rio universal. O portugu\u00eas n\u00e3o se deixa aprisionar em termos de cultura, quer ser ele e mundo sem ser metido numa gaveta.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A nossa exist\u00eancia n\u00e3o se expressa s\u00f3 como indiv\u00edduos mas tamb\u00e9m como comunidade. A ignora\u00e7\u00e3o da identidade do povo conduz \u00e0 apatia das massas e \u00e0 morte da colectividade. <\/strong>O portugu\u00eas, na qualidade de cidad\u00e3o e de povo, continua a ter algo especial que \u00e9 o seu sal, muito necess\u00e1rio para ajudar a temperar a vida dos povos do mundo numa consci\u00eancia simples de irm\u00e3os que em conjunto querem celebrar a festa da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Os portugueses no estrangeiro sobressaem pela fraqueza de identidade nacional que os torna, por vezes invis\u00edveis onde vivem e consequentemente muito queridos em todas as sociedades acolhedoras.<\/strong> Enquanto outras etnias se afirmam, por vezes, pela negativa, contrapondo-se \u00e0 cultura que os acolhe, os portugueses deixam-se assimilar facilmente, perdendo j\u00e1 na segunda e terceira gera\u00e7\u00e3o o perfil exterior de portugu\u00eas. <strong>Tanto a afirma\u00e7\u00e3o pelo gueto como o desaparecer pela assimila\u00e7\u00e3o n\u00e3o passam de extremos que deveriam ser resolvidos atrav\u00e9s de uma integra\u00e7\u00e3o consciente na sociedade acolhedora. N\u00e3o somos apenas indiv\u00edduos mas tamb\u00e9m povo.<\/strong> Uma pol\u00edtica baseada na multicultura e no gueto contradiz o desenvolvimento cultural e social dos povos; este acontece num processo natural de intercultura, numa atitude aberta e benevolente de dar e receber, tal como mostraram os portugueses com o interculturalismo no Brasil. Acolhedores e acolhidos enriquecem-se mutuamente dando assim oportunidade ao desenvolvimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">N\u00e3o chega fortalecer elos pessoais de liga\u00e7\u00e3o urge criar estruturas<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portugal e os portugueses s\u00e3o portadores de uma grande cultura, n\u00e3o precisam de se esconder; com os descobrimentos, foi o povo da Europa que no s\u00e9culo XIV e XV mais contribuiu para o desenvolvimento da humanidade, criando pontes entre continentes e civiliza\u00e7\u00f5es. Da\u00ed a naturalidade de uma auto-estima que se quer mais presente num assumir de responsabilidades nas institui\u00e7\u00f5es culturais e pol\u00edticas dos pa\u00edses hospedeiros.<strong> O esfor\u00e7o dos partidos portugueses no sentido de estarem presentes na emigra\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s dos deputados torna-se anacr\u00f3nico se n\u00e3o acompanhado por uma pol\u00edtica e uma estrat\u00e9gia de integra\u00e7\u00e3o de emigrantes nas diferentes institui\u00e7\u00f5es dos pa\u00edses de imigra\u00e7\u00e3o.<\/strong> Seria um equ\u00edvoco centrar o discurso pol\u00edtico em torno de quatro deputados (partidos) para a emigra\u00e7\u00e3o e deste modo distrair o portugu\u00eas da iminente necessidade de ele se integrar nas estruturas pol\u00edticas das na\u00e7\u00f5es onde se encontram. Estas manifestam o grau de cidadania e de identidade dos grupos inseridos numa sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Uma identidade individual fraca enfraquece a identidade da comunidade e vice-versa.<\/strong> Numa altura em que a pr\u00e1tica pol\u00edtica europeia se manifesta doentia ser\u00e1 preciso que cada pessoa e cada pa\u00eds redescubram a subst\u00e2ncia da sua identidade para poder assumir a responsabilidade e a miss\u00e3o como cidad\u00e3os e comunidades na constru\u00e7\u00e3o de uma Europa \u00e0 altura dos seus antepassados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O 25 de Abril de 74, na resposta \u00e0s exig\u00eancias inovadoras do Vaticano II bem como \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o 68 e \u00e0 necessidade de democratizar Portugal, possibilitou novas experi\u00eancias numa sociedade cada vez mais complexa a agir como colectivo no concerto das na\u00e7\u00f5es europeias. Como identidade colectiva hist\u00f3rica que sempre construiu pontes interculturais, resta-lhe consciencializar-se da sua tarefa e corporalidade necess\u00e1rias em di\u00e1spora. A identidade \u00e9 processo vivo, nunca acabado, entre cidad\u00e3o e sociedade na constru\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria casa, da casa portuguesa, da casa onde nos encontramos e da casa universal, a que demos resposta outrora com os descobrimentos. Numa altura em que a Europa atravessa uma forte crise de identidade torna-se importante a consciencializa\u00e7\u00e3o e fomento da pr\u00f3pria identidade na rela\u00e7\u00e3o com as identidades vizinhas. A diferen\u00e7a (identidade) \u00e9 a constante natural na evolu\u00e7\u00e3o de um todo feito de complementaridades (A Su\u00ed\u00e7a \u00e9 um pa\u00eds com uma democracia onde toda a Europa pode aprender).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Atendendo \u00e0 fraca capacidade organizativa das comunidades portuguesas seria l\u00f3gica uma preocupa\u00e7\u00e3o primordial do Estado portugu\u00eas em fomentar o associacionismo, tal como fez a Igreja nos princ\u00edpios da emigra\u00e7\u00e3o dos anos 60 na Europa. N\u00e3o chega o amor dos portugueses e seus descendentes pelo pa\u00eds de seus pais e av\u00f3s, \u00e9 preciso que os governos implementem activamente a organiza\u00e7\u00e3o associativa no sentido de Portugal se tornar social e institucionalmente mais vis\u00edvel e presente.<\/strong> N\u00e3o chegam elos de liga\u00e7\u00e3o, s\u00e3o precisas estruturas organizadas que possibilitem um rosto colectivo que mantem vivas as tradi\u00e7\u00f5es e ideais do Portugal maior. Portugal \u00e9 festa \u00e9 celebra\u00e7\u00e3o e como tal precisa de mais organiza\u00e7\u00e3o para melhor possibilitar uma sociedade global em festa&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Toda a sociedade civil pol\u00edtica e religiosa dever\u00e1 empenhar-se no sentido de impedir os d\u00e9fices de identidade. A nova gera\u00e7\u00e3o emigrante traz pressupostos que lhe facilitariam uma maior visibilidade social. As diversas associa\u00e7\u00f5es sociais, religiosas e culturais t\u00eam aqui uma miss\u00e3o de relevo de modo a preencher tamb\u00e9m o v\u00e1cuo da burocracia diplom\u00e1tica e parlamentar. Como contraposto \u00e0 ilus\u00e3o pol\u00edtica permanece a ac\u00e7\u00e3o individual e associativa. Necessita-se mais e mais construir uma nacionalidade espiritual, o portuguesismo de rosto universal, a ser reconhecido pelo sistema pol\u00edtico parlamentar para que nessa qualidade fomente as associa\u00e7\u00f5es e iniciativas num agir intercultural inclusivo. Em comunidades passadas a influ\u00eancia da massa era esmagadora, hoje espera-se mais do indiv\u00edduo na renova\u00e7\u00e3o das comunidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A verdadeira integra\u00e7\u00e3o d\u00e1-se na conviv\u00eancia do dia-a-dia com os vizinhos e expressa-se no mercado de trabalho, a n\u00edvel empresarial, na cultura e na pol\u00edtica. A identidade social organiza-se principalmente em torno da l\u00edngua e da cultura (religi\u00e3o) o que, contudo, nos n\u00e3o deve levar aos exageros da estrat\u00e9gia \u00e1rabe. N\u00e3o existe uma sociedade concreta nem abstracta que se possa basear apenas num senso comum de paz, liberdade e justi\u00e7a. Isto permanece um sonho que dever\u00e1 levar \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de identidades abertas nesse sentido mas nunca se conseguir\u00e1 porque a identidade pressup\u00f5e a diferen\u00e7a. O fil\u00f3sofo Auguste Comte defendia a ideia de que uma sociedade sem religi\u00e3o n\u00e3o pode subsistir, desintegrando-se com o tempo nas redes da polis. De facto tamb\u00e9m a autonomia \u00e9 um sonho necess\u00e1rio mas n\u00e3o alcan\u00e7\u00e1vel. A solid\u00e3o experimentada na contempla\u00e7\u00e3o do mar ou das estrelas cria a consci\u00eancia da necessidade de um todo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Facit: Torna-se urgente uma maior participa\u00e7\u00e3o na vida social do pa\u00eds de acolhimento e na pol\u00edtica atrav\u00e9s de uma participa\u00e7\u00e3o activa e filia\u00e7\u00e3o nos diferentes partidos do pa\u00eds de acolhimento. Esta seria a melhor exemplo de integra\u00e7\u00e3o, um testemunho de cidadania e uma maneira de dar rosto a Portugal.<br \/>\n<strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><br \/>\nin: www.antonio-justo.eu<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fraqueza de identidade nacional faz do Portugu\u00eas o Imigrante modelar Ant\u00f3nio Justo O emigrante portugu\u00eas \u00e9 feito de c\u00e9u e terra, movimenta-se entre cidad\u00e3o e estrangeiro sendo sua bandeira a saudade onde ventos estranhos movem a recorda\u00e7\u00e3o. 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