{"id":3116,"date":"2015-03-15T18:21:09","date_gmt":"2015-03-15T17:21:09","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3116"},"modified":"2015-03-15T18:21:09","modified_gmt":"2015-03-15T17:21:09","slug":"coisas-boas-que-nao-devem-mudar-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3116","title":{"rendered":"COISAS BOAS QUE N\u00c3O DEVEM MUDAR EM PORTUGAL"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Aquela Maneira de Ser portugu\u00eas<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ant\u00f3nio Justo<\/strong><br \/>\nPortugal \u00e9 muito rico e variado em cultura, hist\u00f3ria, gastronomia, praias, paisagens, express\u00f5es art\u00edsticas e, especialmente, na hospitalidade do seu povo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Alex Ellis, actual embaixador brit\u00e2nico no Brasil, ao despedir-se de embaixador em Lisboa deixou um aviso de 10 coisas que em Portugal n\u00e3o devem mudar. Cito de maneira resumida as suas palavras:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n1\u00b0 &#8211; \u201cA liga\u00e7\u00e3o intergeracional. Portugal \u00e9 o pa\u00eds onde os jovens e os velhos conversam. Os portugueses respeitam a primeira e a terceira idade para benef\u00edcio de todos.<br \/>\n2\u00b0 &#8211; O lugar central da comida na vida di\u00e1ria; todos comem um prato quente \u00e0 mesa, o que refor\u00e7a o esp\u00edrito familiar.<br \/>\n3\u00b0 &#8211; A variedade da paisagem. N\u00e3o conhe\u00e7o outro pa\u00eds onde seja poss\u00edvel ver tanta coisa num s\u00f3 dia.<br \/>\n4\u00b0 &#8211; A toler\u00e2ncia. Nunca vivi num pa\u00eds que aceita t\u00e3o bem os estrangeiros. N\u00e3o \u00e9 por acaso que Portugal \u00e9 considerado um dos pa\u00edses mais abertos aos emigrantes pelo estudo internacional MIPEX.<br \/>\n5\u00b0 &#8211; O caf\u00e9 e os caf\u00e9s. Lugares simples e acolhedores: um pequeno prazer di\u00e1rio, especialmente quando acompanhado de um pastel de nata quente.<br \/>\n6\u00b0 &#8211; A inoc\u00eancia. Vi, numa festa popular em Vila Real, adolescentes a bailar dan\u00e7as tradicionais com uma alegria e abertura que t\u00eam, na sua raiz, uma certa inoc\u00eancia.<br \/>\n7\u00b0 &#8211; No fundo de cada portugu\u00eas h\u00e1 um esp\u00edrito profundamente aut\u00f3nomo e independentista.<br \/>\n8\u00b0 &#8211; As mulheres. O adido de Defesa na Embaixada de lisboa, h\u00e1 15 anos, deu-me um conselho precioso: \u201cJovem se quiser uma coisa para ser mesmo bem-feita neste pa\u00eds, d\u00ea a tarefa a uma mulher\u201d. Concordei tanto que me casei com uma portuguesa.<br \/>\n9\u00b0 &#8211; A curiosidade sobre, e o conhecimento, do mundo. A influ\u00eancia de \u201cl\u00e1\u201d \u00e9 evidente c\u00e1, na comida, nas artes, nos nomes. Portugal \u00e9 um pa\u00eds ligado, e que quer continuar ligado, aos outros continentes do mundo.<br \/>\n10\u00b0 &#8211; Que o dinheiro n\u00e3o \u00e9 a coisa mais importante do mundo. As coisas boas de Portugal n\u00e3o s\u00e3o caras.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">O Portugu\u00eas \u00e9 Ave de arriba\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nAlex Ellis viu e descreveu bem algumas caracter\u00edsticas do g\u00e9nio portugu\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fernando Pessoa, que tamb\u00e9m vinha de fora, observava que <strong>\u201cO povo portugu\u00eas \u00e9, essencialmente, cosmopolita. Nunca um verdadeiro portugu\u00eas foi portugu\u00eas: foi sempre tudo\u201d.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nEsta defini\u00e7\u00e3o de Pessoa \u00e9 um concentrado de portugalidade que bem resume o \u00e2mago do ser portugu\u00eas. Por isso se podem escrever livros sem fim sobre a maneira de ser portuguesa. Por mais que se escreva mais fica por escrever, dado o portugu\u00eas ser paradoxal, n\u00e3o se podendo, como tal, dizer que \u00e9 isto ou aquilo, pois o portugu\u00eas se definiria como o n\u00e3o s\u00f3\u2026 mas tamb\u00e9m\u2026!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\u00c9 interessante constatar que os portugueses se encontram sempre no melhor pa\u00eds do mundo; o melhor \u00e9 donde venho, donde estou e para onde vou! Por isso t\u00eam sempre raz\u00e3o.<br \/>\nQuem espera que o portugu\u00eas se mude n\u00e3o o entendeu porque entretanto j\u00e1 mudou. Ele \u00e9 flex\u00edvel como a \u00e1gua mas perfura a rocha mais dura! \u00c9 pequeno mas \u00e9 grande porque cabe em todo o lugar. \u201cL\u00e1 fora\u201d encontra o mundo que c\u00e1 dentro jorra no seu cora\u00e7\u00e3o. Em Portugal, sente-se mundo, por isso tende a sair para \u201cfora\u201d para a\u00ed se sentir Portugal e assim se tornar completo: o dentro no fora, o fora no dentro. Nele flui uma for\u00e7a que quer irromper na procura de sucesso, quer valor procura fora a ilus\u00e3o estranha que o horizonte de Portugal lhe traz mas a realidade lhe nega.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nNos tempos de repouso perde-se na pr\u00f3pria contempla\u00e7\u00e3o difusa recolhendo-se em retiro no campo de treino das gl\u00f3rias passadas que o incitam a estar preparado para os tempos de conquista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\u00c9 um povo de boa-f\u00e9 e, na pra\u00e7a, fala de si com todos, como se estivesse com amigos \u00edntimos. Perde-se na conversa e por vezes n\u00e3o pensa, mas o mundo pensa nele. O portugu\u00eas \u00e9 ele e o outro e o outro nele. Ele \u00e9 mar, \u00e9 costa, \u00e9 sol, \u00e9 chuva, \u00e9 \u00e1gua a bater no rochedo. \u00c9 porto onde desagua o fino e o grosso, a humanidade e a geografia. Nele ondula a bondade e a maldade universal que lhe emprestam um ar de inoc\u00eancia. Tamb\u00e9m \u00e9 esquisito mas gosta sempre de festa, sexo, comida e casa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\u00c9 paciente porque confia no Sol quando sente as nuvens passarem por cima da cabe\u00e7a numa atitude de saber que passam e voltam, o que leva muita gente a rotul\u00e1-lo de indiferente. Na sua qualidade de esperan\u00e7oso deixa-se, por vezes, levar na promessa. \u00c9 sobretudo poeta e por isso o poder \u00e9-lhe suspeito. Por vezes \u00e9 menino, a vaidade estraga-o, mas o esp\u00edrito cr\u00edtico corrige-o. A nostalgia portuguesa expressa-se na volta \u00e0 inf\u00e2ncia de uma alegria sentida que se sente do n\u00e3o sentir de muita gente. Isto leva-o ao sentimento de saudade como dor da realidade.<br \/>\n<strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><br \/>\nwww.antonio-justo.eu<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aquela Maneira de Ser portugu\u00eas Ant\u00f3nio Justo Portugal \u00e9 muito rico e variado em cultura, hist\u00f3ria, gastronomia, praias, paisagens, express\u00f5es art\u00edsticas e, especialmente, na hospitalidade do seu povo. Alex Ellis, actual embaixador brit\u00e2nico no Brasil, ao despedir-se de embaixador em Lisboa deixou um aviso de 10 coisas que em Portugal n\u00e3o devem mudar. Cito de &hellip; <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3116\" class=\"more-link\">Continuar a ler <span class=\"screen-reader-text\">COISAS BOAS QUE N\u00c3O DEVEM MUDAR EM PORTUGAL<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-3116","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte","category-migracao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3116","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3116"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3116\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3117,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3116\/revisions\/3117"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3116"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3116"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3116"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}