{"id":3050,"date":"2015-01-26T15:29:47","date_gmt":"2015-01-26T14:29:47","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3050"},"modified":"2015-01-26T17:02:04","modified_gmt":"2015-01-26T16:02:04","slug":"oposicao-extraparlamentar-a-caminho-na-alemanha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=3050","title":{"rendered":"Oposi\u00e7\u00e3o extraparlamentar em Marcha na Alemanha"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\">PEGIDA \u00c9 O BAR\u00d3METRO DO ESTADO DE ESP\u00cdRITO DA NA\u00c7\u00c3O<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ant\u00f3nio Justo<\/strong><br \/>\nNuma sociedade em que o tema sobre estrangeiros desfruta de um interesse relevante, tanto positivo como negativo, organiza-se uma oposi\u00e7\u00e3o extraparlamentar que quer manifestar o seu descontentamento com a pol\u00edtica dominante. Desta vez saem regularmente \u00e0 rua os que n\u00e3o t\u00eam oportunidade de se expressar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O movimento PEGIDA (1) surge, do descontentamento de massas, numa \u00e9poca pol\u00edtica em que a Democracia j\u00e1 n\u00e3o age em rela\u00e7\u00e3o aos acometimentos do neocapitalismo e aos problemas sociais, limitando-se a reagir e a esconder-se por tr\u00e1s de um discurso p\u00fablico onde sobressai a hipocrisia.<\/strong> O povo desorientado cada vez se v\u00ea mais confrontado com discursos em que falta a cultura dum debate \u00e0 luz da dignidade humana que deveria ser a matriz da religi\u00e3o, da democracia e da discuss\u00e3o. Os pol\u00edticos n\u00e3o entendem a voz do povo e o povo sente-se manipulado por interesses que n\u00e3o s\u00e3o os seus.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Causas de Insatisfa\u00e7\u00f5es manifestadas na Sociedade europeia\/alem\u00e3<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma maioria silenciosa expressa-se em diversos grupos que lhe procuram dar voz. <strong>Um<\/strong> <strong>sistema social,<\/strong> (com jovens e idosos pobres, desesperan\u00e7ados sem perspectivas profissionais, desempregados de longa dura\u00e7\u00e3o, carentes sociais dependentes da assist\u00eancia social sem l\u00f3bi) tem o descaramento de por medo, difamar um movimento pac\u00edfico (Pegida) dos que n\u00e3o t\u00eam a chance de se tornarem vis\u00edveis nem a oportunidade de dominarem as p\u00e1ginas dos jornais como outros grupos. A press\u00e3o na Alemanha exercida, pelos partidos estabelecidos e pela sua imprensa, sobre este movimento popular torna-se avassaladora. Quando o chanceler Kohl exigia maior rigor em rela\u00e7\u00e3o aos delinquentes estrangeiros at\u00e9 o SPD esteve de acordo, mas agora que Pegida exige o mesmo, \u00e9 considerada \u201cindecente\u201d. (Penso que a exig\u00eancia formulada \u00e9 problem\u00e1tica, mas usar dois pesos e duas medidas para estigmatizar um grupo, como se faz hoje na nos Media contra a mesma tese, n\u00e3o testemunha justi\u00e7a nem equidade na argumenta\u00e7\u00e3o). Torna-se sempre question\u00e1vel quando uma parte banaliza a problem\u00e1tica e a outra a singulariza. Toler\u00e2ncia deve valer para todos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As teses escritas por Pegida soam bem mas os cartazes das demonstra\u00e7\u00f5es permitem suspeita de infiltra\u00e7\u00e3o de for\u00e7as fundamentalistas interessadas em fender a sociedade. As teses s\u00e3o aceit\u00e1veis mas \u201csob uma fachada pode mover-se algo diferente\u201d. Medos reais ou difusos de manifestantes e contramanifestantes procuram encontrar qualquer pretexto para drenar o seu vapor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A raiva do povo foi crescendo ao observar que por exig\u00eancias de mu\u00e7ulmanos (e outros por tr\u00e1s deles), t\u00eam sido f\u00f3rmulas de juramento alteradas e o crucifixo e certos s\u00edmbolos crist\u00e3os t\u00eam sa\u00eddo de lugares p\u00fablicos; al\u00e9m disso observam o sistema de excep\u00e7\u00e3o com hor\u00e1rios em piscinas p\u00fablicas para mulheres mu\u00e7ulmanas, isen\u00e7\u00e3o de participa\u00e7\u00e3o em visitas de estudo e em aulas de gin\u00e1stica; al\u00e9m disso nomes de feiras tradicionais como o Mercado de Natal t\u00eam cedido o nome para Mercados do Inverno, etc., tudo incomoda ao n\u00e3o serem verificadas contrapartidas. Aqui junta-se o interesse de mu\u00e7ulmanos ao de organiza\u00e7\u00f5es secularistas que n\u00e3o suportam refer\u00eancias p\u00fablicas ao cristianismo (Assim muita da agress\u00e3o contra muitos mu\u00e7ulmanos deveria ser procurada noutros meios que instrumentalizam a religi\u00e3o, como se d\u00e1 num radicalismo de extrema esquerda em torno de Charlie). Tudo isto torna mais dif\u00edcil identificar as causas da insatisfa\u00e7\u00e3o que depois \u00e9 atirada para as costas da religi\u00e3o. (Em Portugal tamb\u00e9m se assiste a uma luta contra a face p\u00fablica do cristianismo por parte de um socialismo e de uma ma\u00e7onaria radicais, n\u00e3o se podendo culpar os mu\u00e7ulmanos por tal). <strong>Os mu\u00e7ulmanos al\u00e9m da sua situa\u00e7\u00e3o problem\u00e1tica de comunidade minorit\u00e1ria que se quer afirmar \u00e9 utilizada por for\u00e7as secularistas camufladas radicais (instaladas nos Estados e com grande L\u00f3bi na UE) como pretexto para impor interesses que n\u00e3o t\u00eam nada a ver com os religiosos, pelo contr\u00e1rio.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem apoia incondicionalmente as caricaturas de Charlie e critica as manifesta\u00e7\u00f5es de Pegida julga com duas medidas. As caricaturas expressam, a seu modo, as suas cr\u00edticas e as demonstra\u00e7\u00f5es expressam pacificamente, a seu modo, os seus medos colocando perguntas \u00e0 classe pol\u00edtica dominante e a que esta n\u00e3o responde e adia.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">A Classe pol\u00edtica sente-se insegura e questionada<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O fen\u00f3meno Pegida e as reac\u00e7\u00f5es em torno dela s\u00e3o t\u00edpicos da sociedade alem\u00e3; atrav\u00e9s das interven\u00e7\u00f5es dos pol\u00edticos nos Media, das manifesta\u00e7\u00f5es e contramanifesta\u00e7\u00f5es, formam-se consensos que estabilizam o sistema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com Pegida a classe pol\u00edtica sente-se especialmente incomodada porque o movimento parece conseguir expressar n\u00e3o s\u00f3 os rumores do ventre popular mas tamb\u00e9m os receios da classe m\u00e9dia. <strong>O novo partido AfD j\u00e1 metia medo \u00e0 actual constela\u00e7\u00e3o parlamentar e agora junta-se Pegida, associa\u00e7\u00e3o de utilidade p\u00fablica, com temas problem\u00e1ticos quentes que poder\u00e3o desestabilizar, nas pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es, o partido CDU.<\/strong> O perigo para a concorr\u00eancia partid\u00e1ria \u00e9 real, Merkel (CDU) nunca se expressou t\u00e3o claramente como fez agora em rela\u00e7\u00e3o a Pegida embora este movimento se expresse dentro da conformidade democr\u00e1tica!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a classe pol\u00edtica, o importante \u00e9 trazer o povo alinhado e neste sentido, n\u00e3o importa a argumenta\u00e7\u00e3o fundada, quando muito, a opini\u00e3o!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas ondas do sentimento, longe das ra\u00edzes dos factos, surge a provoca\u00e7\u00e3o de grupos manifestantes que fomentam conflitos porque cada qual rebaixa o outro em nome do seu direito \u00e0 liberdade esquecendo que a sua liberdade deve conter a liberdade do outro. Em luta todo o pretexto vale e assim todos se tornam culpados. Pegida tem medo da imigra\u00e7\u00e3o mu\u00e7ulmana e os manifestantes contrariadores t\u00eam medo de perder o poder ou de movimentos de centro-direita virem a ocupar parte dos seus nichos na sociedade e na pol\u00edtica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A sociedade encontra-se doente e cheia de preconceitos tanto nos que motivados pela emo\u00e7\u00e3o como, em grande parte, nos que aparentemente motivados pala raz\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Massas\u00a0 \u00e0 deriva<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tudo se limita a reagir sem pensar as coisas at\u00e9 ao fim. Os fundamentalistas servem-se da generaliza\u00e7\u00e3o, dum modelo de pensar a branco e preto n\u00e3o poupando atributos como \u201cisl\u00e3o terrorista\u201d e \u201cpegida nazi\u201d.<\/strong> Outrora argumentava-se com o comunismo para dividir e ordenar a popula\u00e7\u00e3o, hoje faz-se o mesmo com a religi\u00e3o e com grupos inc\u00f3modos ao sistema. A liberdade de opini\u00e3o e manifesta\u00e7\u00e3o deve valer para todos, tamb\u00e9m num sistema em que desprezo do pobre n\u00e3o \u00e9 considerado racismo nem a extrema diferen\u00e7a entre pobre e rico \u00e9 tida como discrimina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os caricaturistas sob a bandeira republicana e em nome da liberdade provocaram muita gente e sentiam-se no direito de ridicularizar a religi\u00e3o, como se n\u00e3o houvesse outros valores ao lado da liberdade nem outros valores a defender sen\u00e3o os do estado laico. O outro lado reage em nome de Deus para calar a voz secular. <strong>Os pequenos grupos de provocadores instrumentalizam politicamente a religi\u00e3o e os estrangeiros para rasgarem a sociedade.<\/strong> Como quem usa a viol\u00eancia ganha, a curto prazo, a sociedade tornou-se mais violenta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Europa est\u00e1 com medo que a sua fortaleza n\u00e3o resista \u00e0 sua preponder\u00e2ncia econ\u00f3mica e cultural; tem medo de ver os seus valores amea\u00e7ados (Charlie, Pegida, manifestantes e contramanifestantes). <strong>Aqui no centro da Europa, a sociedade ferve; o que impede a explos\u00e3o \u00e9 o facto de ter um alto n\u00edvel de vida econ\u00f3mico e social.<\/strong> Um medo difuso e uma insatisfa\u00e7\u00e3o geral provocam um clima de guerrilha entre uns e outros. H\u00e1 muito que a Europa n\u00e3o age, apenas reage \u00e0s investidas do neocapitalismo e aos problemas sociais. A consequ\u00eancia \u00e9 uma magnetiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e social fomentadora duma desconfian\u00e7a onde, perante a incapacidade da pol\u00edtica, cada qual procura ganhar \u00e0 custa do outro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por vezes a Imprensa corre o perigo de apresentar os terroristas como v\u00edtimas; por outro lado transmitem a impress\u00e3o que religi\u00f5es s\u00e3o o instrumento prop\u00edcio, para a origem de guerras, lan\u00e7ando, al\u00e9m disso, todas as religi\u00f5es no mesmo pote. O fundamentalista n\u00e3o est\u00e1 interessado em construir pontes, arrenda a raz\u00e3o e a verdade s\u00f3 para si.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uns defendem a multicultura outros a intercultura (2). Precisa-se de gente que saiba encontrar o ponto de interse\u00e7\u00e3o dos pontos comuns para, a partir da\u00ed, se construir pontes no di\u00e1logo social. Tarefa dif\u00edcil atendendo \u00e0 for\u00e7a dos l\u00f3bis e ao pensar politicamente correcto em fun\u00e7\u00e3o duma classe pol\u00edtica promiscu\u00edda com a oligarquia do capital. Quem n\u00e3o tem l\u00f3bis n\u00e3o tem voz nem risca no sistema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gueto contra gueto, generaliza\u00e7\u00f5es simplistas, muita lavagem ao c\u00e9rebro, a m\u00e1 avalia\u00e7\u00e3o de uns e outros constituem impedimento para encarar os assuntos no seu \u00e2mago. Precisa-se de mais ironia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 opini\u00e3o p\u00fablica e \u00e0 opini\u00e3o do outro. Uns Media acr\u00edticos e ac\u00f3litos da classe pol\u00edtica falhariam a sua fun\u00e7\u00e3o social se continuassem a ter de esconder factos tamb\u00e9m inc\u00f3modos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 realidade social com a desculpa de quererem impedir argumentos que xen\u00f3fobos poderiam usar. A focagem deve ser centrada nas falhas da pol\u00edtica e da economia que manifestam um v\u00e1cuo de ac\u00e7\u00e3o onde prospera a dessolidariza\u00e7\u00e3o da sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os mu\u00e7ulmanos t\u00eam de esclarecer que os extremismos de jihadistas e do Estado Isl\u00e2mico n\u00e3o s\u00e3o consequ\u00eancia do Cor\u00e3o e das Hadith; Pegida tem de se distanciar de extremismos e a pol\u00edtica tem de deixar de se envergonhar do cidad\u00e3o. Pegida reage com medo do Islamismo e este medo, se articulado com agress\u00e3o, leva o mu\u00e7ulmano a encerrar-se em si mesmo com medo de se manifestar fora. O medo e a luta n\u00e3o ajudam ningu\u00e9m mas poderiam levar os mais distantes a ocupar-se a fundo do assunto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todo o crente ou ateu que, em nome da ci\u00eancia ou da religi\u00e3o, se arroga o monop\u00f3lio do saber, para condenar ou desqualificar o outro, segue as pegadas do fundamentalismo, alimentando-se no mesmo h\u00famus que conduz ao radicalismo das barb\u00e1ries de Paris e Nig\u00e9ria. <strong>\u00c9 fundamentalista um movimento, um partido, uma ci\u00eancia, uma ideologia ou uma religi\u00e3o que se considere possuidor da raz\u00e3o e da verdade em rela\u00e7\u00e3o aos concorrentes, ao querer imp\u00f4-la.<\/strong> A exclus\u00e3o e a generaliza\u00e7\u00e3o alimentam o fanatismo. Todos somos maus, quer sejamos estrangeiros ou alem\u00e3es, ateus, cientistas ou religiosos, quando se trata de atacar e julgar o outro! Por isso toda a afirma\u00e7\u00e3o tem apenas um aspecto de luz com muita sombra a acompanh\u00e1-la.<br \/>\n<strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><br \/>\nJornalista<br \/>\nwww.antonio-justo.eu<\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify;\">(1) PEGIDA \u00e9 a sigla que designa em portugu\u00eas \u201cEuropeus Patriotas contra a Islamiza\u00e7\u00e3o do Ocidente\u201d; a associa\u00e7\u00e3o pretende: migra\u00e7\u00e3o seletiva, pol\u00edtica de lei e ordem mais estrita, a reconcilia\u00e7\u00e3o com a R\u00fassia e atitude cr\u00edtica em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 UE. O seu objectivo \u00e9 &#8220;Promo\u00e7\u00e3o da capacidade de percep\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e a consci\u00eancia de responsabilidade pol\u00edtica&#8221;. PEGIDA organiza manifesta\u00e7\u00f5es \u00e0s segundas-feiras desde 20.10.2014 em Dresden, tendo-se associado outras cidades \u00e0 iniciativa. O atentado de Paris ajudou a dividir a sociedade civil. Na Alemanha os \u00e2nimos da classe disputante encontram-se muito acesos.<br \/>\n(2) A problem\u00e1tica em torno da imigra\u00e7\u00e3o \u00e9 um sintoma de causas indiferenciadas que se apresenta como um pretexto para protestar contra a classe pol\u00edtica distanciada das preocupa\u00e7\u00f5es populares. Esquerda e direta procura pescar turbando as \u00e1guas do outro. Uma sociedade s\u00f3 orientada para o consumo e para a posse torna-se suscet\u00edvel de demagogia. Esquece-se a experi\u00eancia de estrangeiros descriminados mas tamb\u00e9m a de jovens alem\u00e3s serem muitas vezes apelidadas de \u201ccadela vadia alem\u00e3\u201d ou seja prostituta pelos seus h\u00e1bitos sociais n\u00e3o corresponderem a c\u00f3digos turcos ou \u00e1rabes. Tamb\u00e9m a exist\u00eancia de bairros em cidades alem\u00e3s onde se n\u00e3o ouve falar alem\u00e3o causa medo a muito cidad\u00e3o vizinho. Denegrir uns ou outros n\u00e3o serve a democracia. Verifica-se que ao contr\u00e1rio do que acontece nas manifesta\u00e7\u00f5es da Pegida, nas manifesta\u00e7\u00f5es paralelas contra ela praticam-se actos violentos e ataques contra a pol\u00edcia mas os custos de proteger as manifesta\u00e7\u00f5es s\u00e3o atribu\u00eddos aos manifestantes pac\u00edficos. A imprensa, geralmente mais ao lado da classe pol\u00edtica ataca Pegida e n\u00e3o comenta os ataques violentos de manifesta\u00e7\u00f5es de grupos de esquerda.<\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PEGIDA \u00c9 O BAR\u00d3METRO DO ESTADO DE ESP\u00cdRITO DA NA\u00c7\u00c3O Ant\u00f3nio Justo Numa sociedade em que o tema sobre estrangeiros desfruta de um interesse relevante, tanto positivo como negativo, organiza-se uma oposi\u00e7\u00e3o extraparlamentar que quer manifestar o seu descontentamento com a pol\u00edtica dominante. 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